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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O cavalo

(1 Foto, 1 Texto #98)

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Indiferente a quem, por ali, andava a explorar o seu território.

Ao contrário de um outro companheiro, que se manteve atento, este ignorou a presença humana, preferindo alimentar-se.

E considerou-nos tão insignificantes, ou amigáveis, que nos virou costas, como se entendesse que não representávamos qualquer ameaça, ou perigo.

Não sei qual das espécies estava mais desanimada - a equina, por não ter propriamente um grande petisco à sua disposição, ou a humana, por perceber que não ia conseguir ver nada do que era suposto, vendo os seus planos defraudados.

Valeu-nos o cavalo, para salvar a tarde! 

 

Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

 

"Pssica", na Netflix

Pssica - Série 2025 - AdoroCinema

 

A palavra é usada como gíria, na região do Pará, para expressar algo como “maldição” ou “azar”.

É também o nome da série brasileira, de quatro episódios, actualmente disponível na Netflix.

 

Tal como tantas outras, prometia muito, mas não deu quase nada.

A única palavra que me ocorre para descrevê-la é salgalhada.

Uma junção de vários bocados sem grande elo de ligação entre eles.

Sem aprofundar cada temática, ou personagem.

E com "separadores", inseridos várias vezes nos episódios, sem qualquer necessidade.

 

Uma história que começa com cyber bullying, após ser divulgado um vídeo de cariz sexual de uma adolescente, pelo rapaz com quem ela esteve.

Para a castigar, e esquecer a vergonha, a mãe decide levar a filha para casa da tia, na cidade, voltando à sua vida normal.

O pai, apesar de não concordar plenamente, não se opõe.

Portanto, há uma total falta de apoio, compreensão, união familiar.

 

Mas isso é pouco explorado, porque passamos para uma situação de abuso sexual, em casa da tia, por parte do companheiro desta.

E, mais uma vez, também isto é empurrado para um canto, para dar lugar ao rapto da Janalice, para uma rede de tráfico sexual.

 

Depois, temos uma outra família: pai, filho e mãe. O pai quer ensinar o filho a defender-se com armas. A mãe é totalmente contra. Diz que há muitas formas de o filho se defender, sem recurso a armas de fogo.

Certo é que tanto o pai, como o filho, são assassinados pelos "ratos" - um grupo de saqueadores que ataca os barcos de passageiros no rio para roubar. E a mãe, ao ter perdido a sua família, e sem conseguir qualquer ajuda da polícia, irá atrás deles para se vingar.

 

Entre corrupção, poder, miséria e cobardia, os caminhos de Mariangel e Janalice cruzam-se, pelo que passará a ser essa a missão: salvar a adolescente daquela rede, já que não conseguiu salvar o marido e o filho.

 

No fim, Janalice fica com Mariangel, que a salvou, em vez de voltar para junto dos pais, que a abandonaram quando mais precisava.

 

Está lá a ideia, a intenção, as temáticas e a lição a tirar, mas saiu tudo muito confuso.

 

 

 

Respeitar o mar

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Já tinham anunciado agitação marítima para ontem, por conta do furacão Erin.

Para quem arriscou ir à praia, pode ter achado que eram as habituais marés vivas de Agosto mas, a verdade, é que não foi isso o que aconteceu, e que provocou estragos, e diversos incidentes, no norte a sul do país.

 

 

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Por aqui, na praia mais calma da Ericeira, o mar estava assim. Nem é bom imaginar como estaria nas restantes praias.

 

 

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De manhã, ainda esteve bandeira amarela mas, à tarde, a bandeira vermelha não deixava dúvidas: não entrar no mar.

Nesse aspecto, as pessoas respeitaram.

Ainda assim, não deixava de ser, como tudo o que é perigoso, um espectáculo digno de ser visto, fotografado, filmado.

 

 

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E eu não fui excepção!

Também por ali andava a tentar fotografar as ondas.

Os nadadores salvadores pediram-nos a todos para recuarmos, ainda que estivessemos a meio do areal.

Certo é que uma onda já tinha, antes, quase chegado ao bar.

 

 

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Mas o mar tinha, temporariamente, acalmado um pouco.

Por isso, fui tentar a minha sorte novamente.

Distraída a tentar "apanhar as ondas", foi uma delas que nos apanhou!

A mim, sem grande susto, apenas a passar-me pelos joelhos, com alguma força, mas consegui voltar para trás na boa.

Já outras pessoas, não tiveram a mesma sorte.

 

 

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Um homem que por ali andava a filmar, um pouco mais ao lado de onde eu estava, foi atingido por uma parte do passadiço, que a onda arrancou da areia, no tornozelo o que, aliado à força da onda, o fez desequilibrar-se e cair.

Felizmente, conseguiu levantar-se, mas tinha o tornozelo em sangue.

Imagino que tenha apanhado um valente susto.

Valeu-lhe o nadador salvador, que lhe prestou logo os primeiros socorros.

 

 

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Qualquer um de nós, ali presentes, sabia como o mar estava.

E sabe, certamente, que o mar não é nosso inimigo, mas há que respeitá-lo.

Infelizmente, nem sempre (quase nunca) o fazemos. Nem o mar, nem a natureza, nem os perigos, nem os avisos. Costuma, até, ter o efeito contrário.

Depois, acontecem acidentes, incidentes desnecessários, e evitáveis.

Somos responsáveis pelas nossas atitudes.

E, por vezes, por causa delas, pomo-nos a nós, e aos outros, em perigo.

 

 

 

 

A vida é feita de ondas

 
 

Outono antecipado

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É Verão, mas parece que estamos numa espécie de Outono antecipado.

As árvores já estão a mudar de cor.

As folhas, ajudadas pelo vento, já começam a cair.

O chão, está totalmente coberto, em tons de amarelo e castanho.

 

As temperaturas estão bem mais frescas.

Os dias, parecem mais pequenos.

À noite, em casa, em vez da habitual bebida fresca, já apetece o chá quentinho.

Já sabe bem a manta, enquanto vemos televisão.

 

Acredito que ainda virão dias quentes, a relembrar que o Verão só se despede em Setembro.

Quem sabe, até, venham na próxima estação, só para contrariar.

Até porque, cada vez mais, as estações são mais um nome, que uma realidade.

A verdade é que neste momento, a aproveitar as férias de Verão, sinto-me em pleno Outono!

 

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