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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Enquanto esperava...

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...naqueles minutos, enquanto não chegava a minha vez, fui observando quem, por ali, estava. E quem ia chegando.

 

Um casal de idosos, ela a guiar o marido, debilitado, até ao gabinete onde aquele iria ser atendido.

Lembrei-me dos meus pais. Se fossem vivos, talvez fossem eles ali. Ou talvez não. O meu pai, provavelmente, iria sozinho. A minha mãe, talvez, comigo.

 

Uma outra senhora, também já idosa, chegou sozinha.

É o que acontece quando não há ninguém disponível para acompanhar.

Ou quando não se quer chatear ninguém com essas coisas.

 

E pensei em mim.

Ali estava eu, sozinha, apenas para levantar uns exames.

Mas, como será quando chegar àquela idade?

Entraria ali com o companheiro de uma vida? Ele a tomar conta de mim, ou eu a acompanhá-lo na sua luta? Como em todos os outros momentos da vida?

Ou estaria ali sozinha, independente, entregue a mim própria?