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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

As pessoas da cidade dificilmente se contentam com o campo

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Há pessoas que são, irremediavelmente, da cidade!

Podem até gostar do campo, em determinadas alturas. 

Em férias, fins de semana, momentos em que precisam de algo diferente.

Podem até convencer-se que estão convertidas ao campo, de tão saturadas, ou magoadas, que estavam com a cidade.

Mas o apelo pela cidade está lá, e faz-se sentir quando menos se espera.

Aquela vontade de rever a cidade, a confusão, a adrenalina, as luzes, os sons.

Aquele apelo à diversão. Ao que deixaram para trás e que, volta e meia, lhes traz saudades.

Então, até podem não regressar para ficar. 

Até podem perceber que a cidade não lhes é benéfica, a tempo inteiro. 

Mas a necessidade de, nem que seja por breves instantes, voltar a ter esse vislumbre, é mais forte.

É como se precisassem desse tempo na cidade, para recarregar energia, antes de voltar ao campo. 

Para as ajudar a conformar-se mais com a vida pacata, mas segura, que têm, embora não fosse aquela que tivessem idealizado.

 

Também publicado em https://marta-omeucanto.blogspot.com/2026/01/as-pessoas-da-cidade-dificilmente-se.html

 

A porta

 

Há portas que permanecem apenas entreabertas, permitindo a passagem, a entrada e a saída, mas sem espaço para o fazer à vontade.

Algumas, eventualmente, podem abrir-se mais, em determinados momentos, e assim deixar-se ficar.

No entanto, quando algo as desestabiliza, seja uma corrente de ar, seja algo (alguém) que não consegue usufruir, sem causar estrago, do espaço que lhe foi aberto, as portas não só tendem a voltar ao ponto inicial, de abertura mínima, como até mesmo a fechar-se, impedindo a passagem. Impedindo o que (quem) quer que seja de voltar a entrar.

Neste momento, sinto-me a porta que está fechada, e com muita relutância em voltar a abrir, nem que seja uma fresta.

 

Texto publicado também em https://marta-omeucanto.blogspot.com/2026/01/a-porta_0376536411.html

 

Hibernação emocional

 

Não sei se estarei num elevado nível de insensibilidade, ou se me transformei, ao longo dos anos, numa pedra.

Mas, se tivesse de descrever a minha atitude ou comportamento, chamar-lhe-ia uma espécie de hibernação emocional.

Porquê?

Porque, perante situações adversas, o meu lado emocional entra numa espécie de dormência profunda, sem qualquer manifestação do que, normalmente, seria de esperar.

A quem está de fora, soa a total ausência de sentimento. A frieza.

No entanto, parece-me que é a minha mente a encetar uma estratégia de adaptação a períodos difíceis, a ausências imperativas.

No entanto, parece-me que começa a ser cada vez mais difícil sair, quando há essa possibilidade, desse estado de hibernação, como se já não soubesse como viver fora dele.

E por aí, costumam hibernar emocionalmente, ou sou a única?!

 

Publicado também em https://marta-omeucanto.blogspot.com/2026/01/hibernacao-emocional.html

 

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