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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Mudei de casa

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E aqui ficam as novas moradas:

 

Marta - O meu canto - https://marta-omeucanto.blogspot.com/

A Palhaça Martita - https://apalhacamartita.blogspot.com/

Clube de Gatos do Sapo (agora apenas Clube de Gatos) - https://clubedegatosblog.blogspot.com/

Os autores que queiram continuar a colaborar devem enviar-me o seu email, para que eu possa adicionar.

 

O Blog da Tica - https://gatatica.blogspot.com/

Histórias e Contos - https://historiasecontosblog.blogspot.com/

Estes dois apenas para manter o arquivo.

Constatações de uma revisitação ao blog

(15 anos no Sapo Blogs)

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A cada ano que passou, fui escrevendo menos posts.

O que não significa que seja mau, porque nem sempre quantidade é qualidade.

Na verdade, até me pergunto onde é que fui arranjar tanta coisa para escrever para, por vezes, ter mais do que um post por dia.

Agora que ando, literalmente, a copiar os textos, os últimos anos foram os primeiros, bem mais rápidos. Já os primeiros, deixo para o fim, para não desistir já desta aventura.

 

Partilhei demasiadas fotografias, em vários dos posts publicados.

Isto de visualizar um post com várias imagens até pode ser bonito, como visitante, mas na hora de copiar tudo, só penso por que raio fui eu publicar tantas imagens num só post.

Acaba por se tornar cansativo.

 

O excesso de entrevistas e resenhas no âmbito das parcerias.

É certo que foi uma boa experiência, que acabou por abrir outras portas, e proporcionar outras experiências.

Mas fiz demasiadas entrevistas, a bandas, escritores e outros que, hoje, não me dizem nada, nem deixaram marca, apenas por não saber dizer que não, até porque tinha partido da minha parte a iniciativa das parcerias. 

 

O desaparecimento de muitas imagens e vídeos.

Alguns vídeos ficaram indisponíveis, outros eram privados.

Os restantes, tenho de andar a abrir no youtube e guardar o link, o que não é nada prático.

Por outro lado, muitos posts aparecem sem imagens, não dá para saber o que eram, ou de onde eram, nem recuperar.

Em alguns casos, o texto perde o sentido por não sabermos a que se está a referir.

 

A fase dos grandes espaços entre parágrafos.

Visualmente, era mais funcional. 

Mas quando colado no Word, ocupa demasiadas páginas, pelo que tenho de andar a encolher os textos, perdendo ainda mais tempo, para ganhar espaço.

 

Recordar situações e peripécias, ou acontecimentos que já nem me recordava.

O blog sempre funcionou como um bom arquivo geral e pormenorizado da minha vida nos últimos 15 anos, tendo acompanhado o crescimento da minha filha, a evolução de um relacionamento amoroso, a vivência e despedida dos meus pais.

Já me ri muito ao reler alguns posts. 

Li episódios dos quais, simplesmente, não me lembro. E recordei outros, que tinham ficado esquecidos.

 

Identificar situações/ pessoas visadas nos posts

É incrível como, ao fim de tantos anos, ao ler alguns posts, consigo identificar muitos dos episódios relatados, bem como algumas das pessoas visadas, ainda que não estejam identificadas.

 

Perceber, em meia dúzia de dias, o que demorei 15 anos a interiorizar.

Bastou-me ler os posts dos primeiros dois anos do blog para concluir que a minha relação com o meu namorado era cansativa, desgastante, tóxica.

Acho que se pudesse enviar uma mensagem ao meu "eu" daquela altura, seria: sai dessa o quanto antes! Isso não tem futuro.

Durou mais uma década, com muitos altos e baixos, com alguns quase términos e insistências no que não tinha solução, até percebermos que era o fim.

Não me arrependo, foi uma aprendizagem, vivemos momentos bonitos também.

 

Colaborações em plataformas e revistas digitais e impossibilidade de acesso a tudo o que escrevi

Desde que iniciei o blog, foram várias: Consultaclick, Blogazine, Inominável, Fantastic. 

Os conteúdos que se encontravam nas respectivas plataformas foram todos eliminados, bem como as próprias pelo que, hoje, é impossível aceder. 

 

Desafios, passatempos e participações em blogs de outros autores

Houve uma fase, nestes anos, em que era comum fazermos participações pontuais em blogs de outros autores, a convite destes, sob um determinado tema.

Foi também a fase em que nos desafiávamos, frequentemente, através de tags, questionários ou outro tipo de proposta criativa. E a dos passatempos, com direito a prémio.

E houve o tempo dos blogs com vários autores.

 

As recomendações de blogs no "Follow Friday"

Para darmos a conhecer blogs que seguíamos, que queríamos destacar ou dar a conhecer, que sugeríamos à comunidade e vizinhos que fossem espreitar.

 

Os recortes, destaques, blogs quentes, mais lidos e afins

Já nem me lembrava dos "recortes" do Sapo Blogs! 

Os destaques sempre tiveram maior influência, mas ser recortado já nos deixava muito felizes na altura.

E houve um tempo em que, se não soubéssemos o que escrever, era o Sapo Blogs que nos dava sugestões, e nos inspirava sobre os mais variados temas.

 

 

 

 

Colaborações, Desafios e Parcerias

(15 anos no Sapo Blogs)

Design PNG E SVG De Ilustração De Desenho De Aperto De Mão Para Camisetas

Colaborações em publicações impressas

m revista

O Carrilhão

Miau Magazine

Diversas colectâneas da Chiado Books

 

Colaborações digitais

Consulta Click

Blogazine

Inominável

Fantastic - Mais do que Televisão

 

Parcerias

Farol Música

Universal Music

Chiado Books

Between Rainbow

Primeira Linha

Alma dos Livros

Tiendanimal

 

Desafios de escrita

Desafio dos Pássaros 3.0

Desafios da Abelha

Desafio de Escrita do Triptofano

Os "calhaus" desta vida

 

No programa 1ª Companhia, da TVI, foi proposto, pelo comandante, aos recrutas, criarem e apresentarem um espectáculo a este, e aos instrutores e enfermeiras. 

Desafio que aceitaram de bom grado e com entusiasmo.

 

O espectáculo foi apresentado e o público, cá fora, aplaudiu de pé. 

Apresentadores, comentadores, espectadores, todos adoraram. 

Todos consideraram um momento divertido.

 

Durante a apresentação, vemos um comandante a desfrutar do espectáculo. 

Um instrutor com sorriso disfarçado. 

Um outro instrutor, a determinado momento, emocionado.

Uma instrutora a rir e aplaudir.

As enfermeiras, receptivas. 

 

E depois, temos um instrutor com uma cara trancada, com olhos capazes de fulminar os recrutas enquanto estes actuavam, a tomar notas.

Para quê? Pois, não sei...

Pelos vistos estava a avaliar a prestação.

 

Era suposto ser um momento descontraído, em que os militares se abstraem por uma horinha que seja, das regras, da formação, dos treinos, da disciplina e rotina militar.

Uma pausa para convívio entre todos.

Mais: bem ou mal, com menor ou maior capacidade, todos estavam ali a apresentar-se, a entreter as pessoas que os desafiaram a tal.

Portanto, o mínimo que se esperava, era alguma manifestação que fosse - um aplauso, um agradecimento pelo empenho.

 

Mas depois, existem os "calhaus" desta vida, que não sabem distinguir dever, de lazer.

Que acham que tudo deve girar em torno da vida militar.

Como se alguém, no pouco tempo que tem para se abstair dessa exigência fosse, precisamente, divertir-se com algo relacionado com aquilo que enfrentam diariamente?

 

Que acham que são superiores, e que nada do que os outros fazem é digno de elogio, ou de mérito.

Ora porque é descontextualizado. Ora porque não está enquadrado com a vida militar. Ora porque não houve grande criatividade.

Eu gostava de ver uma inversão de papéis: os instrutores e comandante a actuarem para os recrutas!

A ver onde andaria a criatividade deles. Sobretudo, a dos "calhaus".

 

E ainda falam em falta de decoro.

Poupem-me.

Como se fossem uns santos.

Como se os militares, de uma forma geral, fora da base, não bebessem uns copos, não andassem a meter-se com as raparigas, não se divertissem.

Como se muitos, na vida real, não fossem frequentadores das famosas "casas das meninas"!

 

O comandante esteve bem na sua chamada de atenção aos instrutores, para que despissem a capa naqueles momentos e mostrassem, para lá da rigidez, o seu lado humano.

E que quem está a presenteá-los com uma actuação, merece um aplauso, uma reação, um agradecimento. 

 

É verdade que pode-se gostar mais ou menos, achar muita ou nenhuma piada.

Eventualmente, dar sugestões para próximos espectáculos.

 

Mas daí a criticar tudo e todos (à excepção de um recruta), a acusar estes de estarem mais focados em promover as suas carreiras individuais, vai uma grande distância.

 

Convém relembrar que a 1ª Companhia é um programa de televisão, um reality show onde estão artistas das mais diversas áreas, exceptuando a Noélia, e que aceitaram o convite não só pela experiência em si mas, em grande parte, para se darem a conhecer, ou para tentarem alavancar ou dar um novo impulso às suas carreiras.

 

Portanto, quando proposto um espectáculo, é normal que cada um escolha a área em que se sente mais à vontade, e aproveite o momento para brilhar.

 

E, verdade seja dita, calhaus à parte, o desafio foi superado e a TVI, por certo, agradece a audiência!

 

Imagem: https://tvi.iol.pt/

 

Também publicado em https://marta-omeucanto.blogspot.com/2026/02/os-calhaus-desta-vida.html

 

 

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