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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A Era do dinheiro

 

Quando eu nasci, não sabia o que me esperava cá fora!

Estava habituada a “habitar” numa pequena bolsa de água quentinha, que me mantinha viva, que me protegia, que me alimentava, onde dormia, e que me dava tudo o que eu precisava.

Mas os meus pais sabiam que seria necessário mais do isso.

Eles precisavam de dinheiro para me comprar alimento; precisavam de dinheiro para me comprar roupa; precisavam de dinheiro para me comprar fraldas, produtos de higiene, e medicamentos.

Eu fui crescendo, e eles precisaram de dinheiro para me pagar os estudos, os passeios da escola, as fotografias da turma.

Agora que sou adulta, o que é que eu preciso?

Se quiser comprar ou alugar uma casa para morar? Preciso de dinheiro!

Se quiser viajar? Preciso de dinheiro!

Se precisar de me deslocar, em transporte próprio ou público? Preciso de dinheiro!

Se estiver doente? Preciso de dinheiro!

Se me quiser alimentar? Preciso de dinheiro!

Se me quiser vestir e calçar? Preciso de dinheiro!

Se quiser comprar alguma coisa, seja para mim ou para oferecer? Preciso de dinheiro!

Se quiser levar um determinado projecto adiante? Preciso de dinheiro!

Se quiser casar ou divorciar? Preciso de dinheiro!

Se quiser ter filhos? Preciso de dinheiro!...

Pensando bem, o que é que eu posso, então, ter ou fazer, que não necessite de dinheiro?

A educação, os valores, os sentimentos…

Mas de que me adianta tudo isso, se não tiver dinheiro?

Posso até ter saúde, sem ter dinheiro. Mas ela depressa desaparecerá, a partir do momento em que, por falta desse mesmo dinheiro, não me puder alimentar, matar a sede, ir ao médico ou comprar medicamentos quando estiver doente.

E se não me posso, eventualmente, curar, por falta de dinheiro, tudo o resto morre comigo!

Talvez a Adão e Eva, tudo tenha sido oferecido, sem que necessitassem de um saco de moedas ou um maço de notas para troca.

Talvez em séculos passados, houvessem outras formas de nos mantermos e sobrevivermos.

Mas eu, feliz ou infelizmente, nasci na era do dinheiro.

E, por isso mesmo, por mais que me digam que o dinheiro não é tudo, que o dinheiro não traz felicidade, que o dinheiro não nos dá saúde, e todas essas frases que já conhecemos tão bem, a verdade é tudo à minha volta me mostra e prova exactamente o contrário!

Não é tudo, mas quase tudo depende dele! Quase tudo gira à volta dele! E, digam o que disserem, o dinheiro é uma preciosa ajuda sempre bem-vinda!

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