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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O Profissional e o Bom Profissional

O que é que distingue um profissional comum, de um bom profissional?

Hum…Nada melhor que um exemplo para o mostrar.

 

Por muito absurdo e surreal que possa parecer, eu nunca tinha visto, até hoje, um piolho na minha vida! Não fazia a mínima ideia de como ele seria, ou que aspecto teria.

Claro que na minha infância os devo ter apanhado, mas disso se encarregou a minha mãe.

As lêndeas eram também, para mim, umas ilustres desconhecidas, até há uns dias atrás.

A minha ignorância é tal que, ao pentear a minha filha no outro dia, as vi lá agarradinhas ao cabelo, mas pensei que fosse caspa (apesar de estranhar a dificuldade em tirar do cabelo).

Também um destes dias vi um bichinho estranho no cabelo dela, mas pensei que fosse um simples insecto – sacudi-o e resolvi o problema…pensava eu!

Mal eu sabia que na última sexta-feira iria finalmente ser apresentada aos meus mais recentes inimigos!

Ainda não muito certa de que estaria na presença de tão indesejados bichinhos, pedi à minha mãe uma segunda opinião, que mais não foi do que a confirmação das minhas suspeitas.

E assim, num misto de pânico perante a nova e árdua tarefa que me esperava, e a determinação em enfrentar o desafio de me ver livre desta praga, dirigi-me à farmácia.

Inexperiente nesta matéria, pedi um champô para piolhos, de preferência o mais conhecido Quitoso, bem velhinho mas ao que parece eficiente.

O farmacêutico que me atendeu disse que não tinha, e deu-me Parasidose, na sua opinião mais eficaz.

Perguntei-lhe como era o tratamento e foi-me explicado que deveria fazer duas aplicações do produto, de 3 minutos cada uma, e voltar a repetir o mesmo tratamento ao fim de 3 ou 4 dias.

Quanto à questão de todos lá em casa fazerem o mesmo tratamento, foi-me dito que não seria necessário, a não ser que começasse a ter comichão.

Este é, para mim, o profissional.

Dois dias depois, dirigi-me à mesma farmácia, para comprar qualquer coisa para uma inflamação que me apareceu na pálpebra. Desta feita, fui atendida por uma senhora, que me falou de um antibiótico em gotas, mas dado que eu uso lentes de contacto, e apesar de no folheto não haver qualquer referência a uma possível incompatibilidade, me aconselhou a consultar o meu médico de família.

Aproveitei a ocasião para lhe perguntar mais umas informações sobre os tratamentos da pediculose, e fiquei clara e positivamente surpreendida com as explicações dadas:

- em primeiro lugar, o Quitoso existe apenas em espuma, para aplicar a seco, enquanto que o que me foi vendido é um champô, para usar com o cabelo molhado;

- não existem provas de que um seja melhor ou pior que o outro, simplesmente umas pessoas dão-se melhor com determinado tratamento, e outras com outro;

- ao contrário do que indicam os folhetos, deve-se manter o produto no cabelo durante mais tempo do que o indicado, e repetir o tratamento pelo menos durante 3 ou 4 dias seguidos, para evitar voltar à estaca zero 7 dias depois;

- no caso dos champôs, não é a utilização por si só que estraga o cabelo – devemos é ter em conta que estes produtos são um veneno para matar os piolhos – logo, além de fazermos este tratamento, devemos em seguida lavar o cabelo com o nosso champô normal e amaciador, que facilita muito o pentear e retirar as lêndeas;

- todos os que vivem com a pessoa afectada devem fazer o tratamento;

- existem repelentes para utilizados para evitar novo contágio, mas não são sinónimo de eficácia garantida;

- para tudo isto há que ter em conta cada pessoa e cada tipo de cabelo.

E este sim, é na minha opinião, um bom profissional – não se limitou a vender o produto, mas a informar e explicar mesmo aquilo que não lhe foi perguntado!

Ainda bem que ainda existem pessoas assim!    

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