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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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"7 Dias sem...", de Monika Peetz

Bertrand.pt - 7 Dias Sem...

 

Tinha este livro na minha lista há mais de um ano.

Foi ficando para trás porque havia sempre outros que eu queria mais.

Há pouco tempo, aproveitando as promoções, mandei vir.

Porque não? Era uma história diferente e, de vez em quando, é o que precisamos para intercalar com as leituras habituais.

 

No entanto, quando comecei a lê-lo, pensei logo "Porque é que fui comprar o livro?". Não me estava a cativar. Estava a achá-lo muito sem graça, sem conteúdo. Curiosamente, da mesma forma que se sentiram as cinco amigas - Eva, Caroline, Judith, Kiki e Estella - nos primeiros dias de isolamento num castelo para uma terapia de jejum. Um certo arrependimento, e uma vontade de desistir daquela ideia estúpida, que lhes estava a fazer mais mal que bem. No caso do livro, de uma história que não parecia ter muito a oferecer.

 

Mas continuei. Já que o comprei, mais vale lê-lo até ao fim.

E assim fizeram as amigas. Já que ali estão, e que começaram, agora é levar o desafio adiante.

O objectivo era umas férias invulgares para relaxar, purificar e adelgaçar, no isolado Hotel do Castelo de Achenkirch. Sem telefone, internet, homens, exigências familiares e obrigações profissionais. E, praticamente, sem comer!

A parte dos telefones e internet não foi cumprida na íntegra, porque continuavam a usar os telemóveis. 

Relaxar também não foi fácil, com todos os problemas pendentes que cada uma delas tinha, a juntar a alguns outros membros irritantes do hotel.

Mas a maior provação foi, sem dúvida, aguentarem-se à base de chás, água e sopas, durante todo o dia, ao longo de 7 dias. E sem muito com que ocuparem a mente e o estômago, sem variedade de actividades nos primeiros dias. Embora os dias seguintes tenham quebrado essa monotonia, com caminhadas, passeios, exercícios físicos ou outras terapias.

 

A história, e as férias das amigas, tem como base a busca de Eva pelo seu pai, que nunca conheceu e tão pouco sabe quem é, mas que acredita ser o dono do hotel onde irão ficar instaladas.

Mas outros segredos serão desvendados pelo caminho.

E percebemos que nem sempre é bom a verdade vir à tona, se essa verdade que tanto ansiamos para nós, prejudicar outras pessoas, que nada têm a ver com ela. Por vezes, há motivos para ela ter ficado enterrada no passado: para que não possa fazer estragos no presente, e no futuro. Ou talvez seja o facto de no-la esconderem, e fazerem tanto mistério sobre ela, que nos leva a querer ainda mais sabê-la, e a originar consequências mais desastrosas.

 

Outro dos temas que gostei de ver abordado foi a traição nas relações, quando estas envolvem amizades também. 

O marido de Caroline traiu-a com Judith, uma das suas melhores amigas (para além de o ter feito com outras mulheres também). Ainda assim, Caroline perdoou Judith por esse deslize, e continuaram amigas, algo que os próprios filhos tiveram dificuldade em perceber - como é que se pode continuar amigo de alguém que traiu a nossa confiança? 

Pode-se perdoar um(a) amigo(a) que nos atraiçoa, da mesma forma que um(a) companheiro(a)? É mais fácil? Mais difícil? É possível perceber se foi algo intencional, ou involuntário? 

 

O que é certo é que, apesar dos atritos que por vezes surgem entre as amigas que, afinal, são humanas, a amizade entre elas prevalece acima de tudo, ajudando-se e apoiando-se umas às outras.

 

No final, as amigas das terças, como são apelidadas, estão divididas entre o desejo de, finalmente, voltar à vida normal, e deliciar-se com um belo prato de comida a sério, e uma certa nostalgia daqueles dias e daquela rotina a que já se estavam a habituar, e a gostar.

Todas elas aprenderam alguma coisa, cresceram, tomaram decisões e, pasmem-se, emagreceram!

E nós, ficamos com vontade de passar lá uns dias também.

Da mesma forma, terminado o livro, e respondendo à pergunta que tinha feito no início, valeu a pena ler até ao fim, e não me arrependo de o ter comprado, precisamente, porque é diferente. 

Primeiro estranha-se, depois entranha-se, e até se gosta!

 

 

 

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