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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sensação de Liberdade

 

 

Há momentos, na nossa vida, em que temos necessidade de fazer alguma coisa, que nos faça relembrar e reviver a sensação de liberdade!

Principalmente quando vivemos, dias e dias, presos à nossa rotina diária, que mal nos deixa tempo para respirar.

Durante toda a semana saio de casa cedo e chego tarde. O tempo que passo em casa, ou é para dormir, ou para as tarefas domésticas.

Chega então o fim-de-semana. A minha filha vai passar o dia com o pai, e o meu namorado vem ter comigo. No dia seguinte, ou estou com os dois, ou estou com a minha filha.

Em seguida, tenho pela frente mais uma semana de trabalho! E um novo fim-de-semana chega!

Um dia para estar com a minha filha e, finalmente, o dia em que estou sozinha!

É um bom motivo para dar pulos de alegria – tenho finalmente um dia só para mim, para fazer o que me apetecer!

Mas a verdade é que não é bem assim. Esse é o dia em que aproveito para fazer uma limpeza mais elaborada à casa, que o dia-a-dia não permite.

É claro que conseguir guardar algumas horas de quinze em quinze dias para me dedicar ao que mais gosto, não é tarefa fácil.

Por isso mesmo, é perfeitamente normal que ao fim do dia me sinta sufocada por estar fechada em casa, e com uma urgente necessidade de sair à rua, de apanhar ar, de sentir a liberdade invadir-me, nem que seja por breves instantes.

E, hoje, a liberdade manifestou-se em tons de cinzento e verde! O cinzento, do céu carregado, ameaçando a chegada de um temporal a qualquer momento. E o verde, das árvores que me rodeiam, enquanto caminho!

É um belo cenário, desafiador…a natureza no seu melhor…ou pior, dependendo da perspectiva de cada um. Mas eu gosto deste tempo, e naquele momento pouco me importava se ia começar a chover, a trovejar ou qualquer outra coisa.

Sentia-me livre! E isso era o mais importante!

 

Noite Calma

  

 

Está uma noite tão calma - no céu nem uma nuvem, apenas uma infinidade de estrelas e, algures, a lua!

Não há vento e, embora esteja frio, dá vontade de vestir aquele casaco quentinho, e sair à rua para passear, na tua companhia, apreciando toda a luz e cor da cidade!

Imagino que estamos, por exemplo, na romântica capital francesa.

De cabelo solto, aconchegada pelo meu casaco branco e botas castanhas sem saltos, até quase aos joelhos, que me fazem parecer uma menina, e sentir-me pequenina (mas são tão confortáveis), caminho de mãos dadas ou abraçada a ti!

São horas de jantar, num restaurante simples e acolhedor...

Sempre alegres e sorridentes, saímos então para uma última volta antes do regresso ao hotel.

Talvez contagiada pelo romantismo que caracteriza Paris, ou simplesmente porque estou apaixonada, grito para todos ouvirem, que te amo!

E tu, um pouco sem jeito com a inesperada e pública declaração, tentando calar-me mas, ao mesmo tempo, retribuir o gesto, envolves-me nos teus braços e beijas-me, com todo o amor que sentes!...

Chegados ao quarto, continuamos a trocar beijos e carícias, cada vez mais envolvidos naquele clima. Aos poucos, vamo-nos despindo um ao outro, até que os nossos corpos, já sem roupa mas quentes, se unem e se tornam um só...

Fazemos amor como só quem ama sabe...e acabamos por adormecer, aninhados um no outro, até de manhã!