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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Já conhecem o Infinite Book?

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Costumo passar algumas horas no quarto da minha filha, sentada à secretária, ora a escrever os artigos para o blog e revistas, ora a fazer pesquisas, ou a passar exercícios para a minha filha fazer, ou a ajudá-la nos trabalhos de casa.

Muitas vezes, preciso de um pedaço de papel para anotar qualquer coisa, e tenho que andar à procura, ou tirar do bloco da cozinha, ou utilizar as folhas da impressora, que depois tenho que cortar em pedaços mais pequenos para aproveitar o que não utilizei.

O que é certo é que, quando preciso de ter algo onde possa escrever ou rascunhar, nunca tenho à mão. Por outro lado, utilizando uma folha para isto, outra para aquilo, mais um pedaço para outra coisa, acabo por gastar mais papel e, por vezes, esses pedaços perdem-se.

No outro dia, perguntaram-me se já conhecia o Infinite Book.

Nunca tinha ouvido falar, mas resolvi experimentar!

 

O que é o Infinite Book?

É um caderno, cujas folhas funcionam como um quadro branco, que se pode apagar sempre que se quiser, oferecendo a experiência de escrita de um quadro branco, mas que pode ser levado para todo o lado. Todas as suas páginas são reutilizáveis, e o caderno transportado para onde quisermos. 

 

Existem os seguintes modelos:

  • A6 - cor preta
  • A5 - cores preta, azul, verde e rosa
  • A4 - preto, sendo que este é pautado ou liso

Vantagens:

  • É ecológico - pode-se utilizar as mesmas folhas várias vezes, apagar e voltar a usar, evitando desperdício de papel
  • É útil para quem não dispensa um caderno para fazer rascunhos, listas, desenhos, apontamentos e muito mais 
  • Portabilidade - fácil de levar para qualquer lugar e de forma prática, atendendo ao seu peso e tamanho
  • Resistência - as folhas brancas têm uma grande resistência ao tempo, mesmo depois de constantemente apagadas e reutilizadas

 

Eu mandei vir em tamanho A5, rosa, liso. Veio acompanhado de um marcador próprio para se escrever no mesmo, que tem uma borracha própria na extremidade.

É recomendado que se apague o que escrevermos ao fim de uma semana, para manter a boa qualidade das folhas.

Depois de escrevermos, devemos esperar no mínimo 8 segundos, antes de apagar.

Ao apagar com a borracha do marcador, é possível que fiquem manchas na folha, mas estas podem ser eliminadas com um pano húmido, lenço de papel ou utilizando um kit de limpeza próprio, que se compra à parte.

 

 

 

O Infinite Book tem dado imenso jeito! Está lá na secretária da minha filha, e estamos constantemente a utilizá-lo!

 

E por aí, já conheciam?

 

 

Mais informações sobre o InfiniteBook - aqui

 

De onde vem a inspiração?

 

A inspiração pode vir de tudo o que nos rodeia, até das coisas mais insignificantes e que podem, muitas vezes, passar despercebidas.

Ela pode vir de uma música, de um filme, de um livro, de uma frase, de uma palavra, de uma atitude, de uma notícia, de um acontecimento, de uma imagem.

Pode estar num simples objecto, numa flor, num animal, num desconhecido, num amigo, num familiar.

Pode vir dos nossos pensamentos, dos nossos sonhos, dos nossos desejos.

Mas nem sempre a conseguimos encontrar. Ela continua presente, mas nós não a vemos.

Há dias assim, em que por mais que queiramos escrever, não nos surge nenhuma ideia, nenhum tema, nada de nada. Sabemos que ainda há muito para escrever, que temos muito mais para escrever e desenvolver, mas falta a peça principal - a chave para desbloquear a nossa escrita - a inspiração.

Onde e como a conseguimos encontrar? Não faço ideia!

Mas sei que, quanto mais a procuramos, menos a encontramos. A maior parte das vezes, o "click" na nossa mente surge quando menos esperamos!

É uma questão de continuarmos a viver o nosso dia a dia com o espírito aberto, e esperar que a nossa mente se ilumine!

 

 

 

 

 

Quando a escrita exprime aquilo que não conseguimos dizer

Há quem tenha o dom da palavra; da oralidade. Há quem goste de conversar, de discursar, de dizer o que lhe vai na alma e no coração.

Há quem se consiga exprimir melhor a falar. Quem, dessa forma, se desnude e mostre a sua essência.

Mas existem, também, aqueles que não se dão bem com a fala. Que a utilizam como escudo, ou mecanismo de defesa. Que não conseguem dizer aquilo que verdadeiramente sentem, ao encarar as pessoas.

No entanto, fazem-no com grande à vontade e facilidade através da escrita. Dizem que um gesto vale mais que mil palavras. Mas as palavras também podem valer muito, ainda que apenas escritas.

 

Com uma folha de papel e uma caneta na mão, de forma instrospectiva, podemos revelar mais de nós, e daquilo de que somos feitos, do que numa hora de conversa.

A escrita pode ser um óptimo escape. Uma forma de manifestarmos os nossos receios, preocupações, justificações, alegrias, tristezas, frustrações, sonhos e desejos que, de outra forma, ficariam para sempre guardados dentro de nós, muitas vezes a oprimir-nos, sem que ninguém deles tivesse conhecimento.

E, mesmo que essas palavras escritas nunca cheguem a ser lidas senão por nós, faz-nos bem escrevê-las. Deitar tudo cá para fora.

Eu funciono melhor com a escrita. Muitas vezes, quando tentam ou querem ter uma conversa mais séria comigo, que também me diga respeito, fujo como o diabo da cruz! Brinco, disfarço, evito. Mas, se tiver que ser, é. No entanto, através da escrita, consigo exprimir-me muito melhor.

A minha filha, ao que parece, sai a mim! Sempre que quero conversar mais seriamente com ela, finge que não percebe, faz-se de parva, enerva-me, e não consigo obter resultado nenhum.

Mas conseguiu escrever, em pouco menos de 5 minutos, aquilo que eu não consegui ouvir da boca dela em mais de meia hora! 

 

Escrever à mão é obsoleto?

 

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Pessoalmente, gosto muito de escrever à mão.

Sejam lista de compras, ideias para textos do blog, cartas, rascunhos, resumos ou fichas de trabalho para a minha filha.

Quando estudava, a melhor forma de saber a matéria era copiar as ideias essenciais do manual para uma folha. Enquanto ia escrevendo, ia memorizando.

E é tão bonito ver como a nossa caligrafia vai mudando ao longo dos tempos, como se vai aperfeiçoando (ou não)... É a nossa marca, algo só nosso...

É uma forma de não nos esquecerrmos como se escrevem determinadas palavras, e de nos apercebermos dos erros de escrita.

E tínhamos sempre uma colecção de canetas de diferentes cores, modelos e feitios, ou perfumadas, e lápis a cheirar a novos, ou já pequenos demais para segurar na mão.

No entanto, escrever à mão, seja cartas, relatórios ou mesmo trabalhos da escola, está cada vez mais em desuso.

Os trabalhos de grupo escolares, antes escritos à mão, com desenhos da nossa autoria e feitos em cartolinas, são hoje escritos no computador, onde vamos também buscar as imagens que precisamos, e impressos.

O Ministério da Educação finlandês, por exemplo, anunciou no início deste mês o objetivo de substituir os cadernos e os lápis das escolas primárias do país, por teclados, computadores e sistemas digitais, com o intuito de adaptar o ensino aos novos tempos e às necessidades educativas atuais, em que o teclado e o computador se tornaram essenciais.

Para tentar justificar a decisão, a conselheira da Secretaria Nacional de Educação da Finlândia, Minna Harmanen, usou o argumento de que, hoje em dia, ter uma digitação fluente é uma habilidade cívica importante e global.

Concordo!

Mas não poderão as duas habilidades caminhar juntas, em vez de uma anular a outra?

Porque não podem coexistir, no mesmo sistema de ensino, a escrita manual, e a escrita adaptada aos tempos modernos?

Será que escrever à mão é mesmo obsoleto?

 

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