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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Uma mala cheia de sonhos...

 

...e o coração cheio de esperança, é o que levam, acima de tudo, aqueles que, pelos mais diversos motivos, decidem emigrar.

A emigração representa a oportunidade de melhorar as suas vidas, a aventura, a mudança, a fuga, a realização de sonhos que, no seu próprio país, não são possíveis.

Mas, para muitos, a mala cedo se vai despojando de cada um dos pensamentos positivos, de cada pedacinho de esperança, de cada sonho, que acabou por se revelar mera ilusão, até ficar vazia...E é com essa mala vazia que retornam ao país de onde, afinal, nunca deveriam ter saído. 

Mas há os que nem isso conseguem, e vêem-se obrigados a guardar a mala, por tempo indeterminado, até conseguirem reunir coragem e condições para regressar.

Outros, simplesmente, deitam a mala fora e adaptam-se (ou tentam) à nova realidade.

No entanto, algumas pessoas conseguem que as suas malas permaneçam sempre cheias! Não com os sonhos que levaram no início, porque esses já se realizaram, mas com outros que os vão substituindo ao longo dos anos. Para esses, valeu a pena! Talvez um dia voltem ao seu país, mas no momento não pensam nisso. Estão bem onde estão, e com a vida que construíram.

 

Visita ao planetário

 

Só agora, aos 34 anos, e porque a minha filha mostrou interesse em visitar fui, pela primeira vez, ao Planetário Calouste Gulbenkian!

Confesso que, depois de uma experiência em 3D há 15 anos atrás, por ocasião da Expo 98, no Pavilhão do Futuro, estava à espera de algo do género aplicado agora ao universo.

Mas não foi o caso. Para as crianças, está razoável e elas saem de lá satisfeitas. Já eu, considerei tudo muito básico, até mesmo o próprio equipamento de que dispõem que, pensei eu, tinha obrigação de ser mais moderno e sofisticado, de forma a proporcionar uma experiência mais aliciante.

Assim, ficou muito aquém das minhas expectativas…

Falsa ilusão

 

"Júlia e Duarte sempre foram apaixonados um pelo outro mas, mesmo assim, sucederam-se vários acontecimentos que os acabaram sempre por separar. Cada um segue a sua vida. Duarte acaba por se casar com Inês, que sente a cada instante a insegurança que a sombra de Júlia directa ou indirectamente lhe provoca. Para que o seu casamento continue firme, e de forma a prender Duarte ao seu lado, decide seguir o conselho da sogra e engravidar. Segundo ela, o filho vai ajudar a salvar o seu casamento, e veio no momento certo!"

 

É apenas uma telenovela, é verdade, e estas são apenas personagens a representar o seu papel na história. 

Mas, em pleno século XXI, ainda existem mulheres que pensam como esta, e que se servem dos filhos para tentar salvar uma relação que já está, à partida, condenada ao fracasso.

Um filho deve ser o fruto de uma relação de amor, e nunca a semente para germiná-lo!

Hoje em dia, ao contrário do Duarte, poucos são os homens que ficam ao lado de uma mulher apenas porque ela está à espera de um filho seu. Até porque a presença será meramente física. Um pai, para ser e estar presente na vida de um filho não precisa, necessariamente, de viver com a mãe. Poderá resultar, num primeiro momento, mas depois a relação acabará por se ir deteriorando, provocando um mau ambiente que acaba por ser prejudicial à criança. E é a criança quem mais sofre com esta atitude. Em primeiro, porque o seu nascimento não foi desejado nem planeado por ambos. Em segundo, porque funciona para a mãe como uma espécie de objecto, utilizado em proveito próprio, num acto de egoísmo. Em terceiro, porque a criança estará sujeita a presenciar eventuais discussões entre os progenitores e a viver num ambiente que não é, de todo, o mais propício ao seu bem-estar e desenvolvimento. Pode ainda acontecer que a mãe, ao ver os seus planos caírem por terra, se sinta frustrada quanto às suas expectativas, e comece a rejeitar o filho, com todas as consequências psicológicas que tal rejeição provocará na criança, a médio e longo prazo. Ninguém será feliz assim, por isso, valerá mesmo a pena cometer tamanho erro?...

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