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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Com fantásticos descontos e omissão de informações, se enganam as pessoas!

 

Ontem chego a casa e o meu pai pergunta-me: "Conheces uma loja perto do restaurante X que tem lá na montra PAGAQUI"? Respondo-lhe que não.

Ah e tal, esteve cá hoje um senhor da Quercus e agora vamos passar a ter 15% de desconto na factura da luz, e paga-se nessa loja.

E dizia a minha mãe: "ah, mas o senhor disse que isto é sério, não estão aqui a enganar ninguém, tanto que logo em seguida comunicou para a colega e ela ligou para cá a confirmar".

Ora, toda esta conversa me soou muito estranha. O que é que a Quercus tem a ver com a EDP, e com essa tal loja onde se podem fazer pagamentos, e quem é que ia oferecer esse desconto, e por que motivo?

Mais estranho ainda me pareceu quando o meu pai disse que tinha assinado um contrato. Quando ele me passa os papéis que assinou para a mão, encontro a explicação!

Tinha acabado de mudar de companhia fornecedora de electricidade sem saber! Diz-me ele: "então mas eu disse que tinha a EDP Comercial e o senhor disse que não havia problema, que isto não ia interferir em nada, que não tinha nada a ver e que não ia perder nada"!.

Pois, digo-lhe eu, mas isto que tu assinaste é um contrato de fornecimento de electricidade com a Endesa!

Ligo para o contacto que o senhor tinha deixado ao meu pai, explico-lhe que não informaram correctamente o meu pai e que ele não percebeu que ia mudar de companhia, e que queria cancelar o contrato, ao que ele me responde que não tinha que fazer nada porque o contrato não tinha nenhuma fidelização, nem nenhum vínculo, e que quando recebesse uma nova chamada da Endesa era só dizer que não queria.

Desculpe? Um contrato por si só já é um vínculo, senão não seria necessário. E aqui no contrato assinado diz que para resolver o mesmo temos 14 dias, e é preciso ligar para um determinado número, ou enviar carta.

Ah, mas não é preciso porque o contrato, a partir da assinatura, leva 30 a 45 dias a ser activado, por isso quando lhe ligarem pode dizer que não quer.

Então e o que é que me serve de prova em como resolvi o contrato? A gravação telefónica? É porque vocês têm um contrato assinado pelo meu pai. Quem me garante que, daqui a uns tempos, não vêm dizer que o contrato está válido. Que garantia é que tenho que o contrato fica sem efeito?

A esta altura, já o homem estava a ficar passado, a querer ver-se livre de mim! Ele só dizia que o contrato ainda não era válido, e se dissesse que não queria ficava sem efeito. Depois, deu-me um outro número para eu ligar. E entretanto ficou de me enviar não sei bem o quê para o email porque a chamada estava muito má.

"Ah e tal, o que eu disse ao seu pai é que nós tínhamos vencido o leilão da DECO e estávamos a oferecer um desconto de 15%, mas se o seu pai não quer, não quer"!

Pois, mas em nenhum momento lhe explicaram que eram da Endesa, e que ao assinar o contrato convosco estaria a deixar de ser fornecido pela EDP Comercial, para passar a ser por vocês!

Claro que o logotipo da Endesa estava no contrato e nas restantes folhas que o meu pai assinou, e ele deveria ter visto e percebido o que estava a assinar. Ainda mais ele, que está sempre a aconselhar os outros a terem cuidado. Mas não o fez. Foi na boa conversa de vendedor, nos descontos, na omissão daquilo que não interessava falar, no não ter que se preocupar que nada muda, e foi bem enganado! 

Por isso, se vos aparecer (ou a familiares vossos) à porta, senhores como estes, informem-se bem antes de assinarem o que quer que seja. Principalmente pessoas mais idosas, que são mais susceptíveis de serem ludibriadas.

Não digo que o serviço não seja bom, que o desconto não compense ou que a pessoa não mude de companhia. Mas tem que estar ciente e bem informada do que está a fazer.

 

Obras de recuperação sem sentido

Repartição de Finanças de Mafra.jpg

 

A repartição de finanças de Mafra está a funcionar, desde que ando por aqui em serviço (15 anos) no mesmo edifício. 

Muitas instalações de serviços públicos mudaram para outras mais modernas, mas estas permaneceram inalteradas.

Alguns vidros rachados, mosaicos soltos, mobiliário obsoleto, inexistência de acessos adequados a todos os utentes, enfim.

Este ano, mais precisamente para o final do ano, espera-se que a repartição de finanças passe a funcionar no antigo edifício dos bombeiros abandonando, assim, as actuais instalações.

Ora, nesse caso, que sentido faz lembrarem-se agora de efectuar obras de beneficiação no actual edifício, ainda em funcionamento, quando daqui a uns meses o mesmo vai ser desocupado? Não poderiam fazer, nessa altura, a recuperação do edifício?

Agora, temos um edifício de 3 pisos, em que cada um se destinava a diferentes fins, com apenas um piso disponível, concentrando-se nele todos os serviços. Ou seja, temos um pequeno caos!

Num pequeno espaço à entrada, vão-se acumulando contribuintes que, muitas vezes, em vez de ocupar as cadeiras ainda disponíveis, preferem ficar no meio do caminho, a estorvar quem quer ou precisa de passar, quem pretende tirar senha, ou quem não gosta, simplesmente, de ter pessoas quase em cima do seu nariz.

Temos pessoas que insistem em ficar a meio caminho entre a sala de espera e o espaço de atendimento, dificultando quem está de saída e quem está a tentar entrar por ter sido chamado. Os funcionários chegam a chamar 3 ou 4 vezes por um número, que anda a tentar passar, furar daqui e desviar dali, até chegar ao balcão, depois de uma longa jornada!

Temos menos funcionários por cada serviço, o que implica mais tempo de espera, mais inquietação, mais desespero, mais reclamações.

Temos um funcionário que, devido a limitações físicas e psicológicas, foi colocado a informar os contribuintes que não podem subir para os outros andares, que têm que aguardar na sala de espera, qual a senha que devem tirar. E que, apesar de estar a fazer um serviço útil, não terá sido a melhor escolha.

Ainda ontem estava uma senhora a fazer uma pergunta e, às tantas, já o funcionário estava a ser mal educado e a gritar com ela e com outra, a responder mal. Já não é a primeira vez que isso acontece.

E, depois, temos funcionários cansados, que mal conseguem ouvir e fazer-se ouvir, tal é o ruído que se faz sentir, e que estão sem a mínima paciência e disposição para o atendimento ao público.

Ainda ontem saiu de lá um senhor a queixar-se que era inadmissível, que tratam as pessoas como se fossem animais.

Havia mesmo necessidade de fazer estas obras nesta altura? Não! Mas, enfim, umas obras estão meses e meses sem ninguém lhes tocar ou avançar. Outros, querem mostrar serviço desnecessário!

Santa Incompetência, Haja Paciência!

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Muito gostam os médicos e enfermeiros de nos ter no centro de saude!

Em Julho, quando a minha filha levou a vacina do tétano, a enfermeira aproveitou logo para lhe marcar a consulta dos 10 anos. Marcou para Outubro, mas como entretanto começaram as aulas e não me apetece que ela falte para ir a uma consulta desnecessária, decidi alterar o dia e hora da consulta. 

Já no final de Agosto, quando fui com a minha filha à médica de família por causa de uma otite, a médica pediu-me o meu número de telemóvel para me marcar uma citologia. Nesse mesmo dia, ligaram-me do centro de saude para marcar a dita cconsulta para Setembro.

Até aqui, poder-se-á pensar que foram extremamente profissionais e competentes, que se preocupam com os utentes e querem o melhor para eles. Como tal, e uma vez que de outra forma não punhamos lá os pés (só vamos quando estamos doentes e se justifica), decidiram marcar por nós estas consultas.

Como se costuma dizer "se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé"!

Só por isso, já não me apetecia lá ir. Se, e quando eu quiser fazer uma citologia, vou lá e marco, ou nem sequer lá vou. Prefiro ir à minha ginecologista, onde vou às horas que posso e quando me dá jeito (a bem da verdade, já não vou lá há mais de 3 anos).

Mas, adiante. Uns dias mais tarde, ligaram do centro de saude para o meu telemóvel antigo, quando eu dei à médica o novo (para o qual me marcaram a consulta), para desmarcar a consulta de setembro e agendar para outubro. Como ninguém atendeu, ligaram à minha mãe que tomou nota do recado.

Mais uma vez, após a início das aulas, e com a recente mudança no horário da minha filha, não me dava jeito ir à consulta, por isso decidi adiar.

Liguei para o número de telefone que consta na folha de consulta, nas listas telefónicas e no site do portal da saude. Nada. Durante três dias, ou não atendiam, ou estava ocupado. Decidi-me a ir lá pessoalmente.

Sou chamada para ser atendida por uma funcionária que está a fazer outra coisa ao mesmo tempo e nem se digna olhar, e que logo em seguida começa a conversar com uma médica, que entretanto apareceu, sobre a filha, a ecografia que ia fazer e o sexo do neto, que ia saber (ou não) nesse dia. E eu à espera que as madames terminassem. Tão pouca consideração teve uma como outra. 

Finalmente, e em relação à consulta da minha filha, só pode ser à terça-feira e naquele horário, por isso perguntou-me se eu queria que marcasse para 23 de Dezembro. Por mim era perfeito. Estamos ambas de férias nessa altura. Mas qual não é o meu espanto quando olho para o papel da consulta e vejo lá a data de 12 de Dezembro!

Já a minha consulta, marcou-me para o mesmo dia que, supostamente, estava, mas ao fim da tarde. E digo supostamente porque no computador constava uma consulta sim, mas para o dia anterior, e estava cancelada (não sei como, porquê e quem cancelou, e porque não fui avisada).

E anda assim a (in)competência dos nossos serviços de saude!

 

Estou como o vento...

...furiosa, raivosa, irritada!

 

 

O vento, lá fora, sopra com tanta força que parece que está zangado com o mundo!

E eu, cá dentro, sopro ainda com mais força! Não porque esteja zangada com o mundo, mas porque me irritam certas atitudes de quem, apesar de tudo, já seriam de esperar.

Afinal, cada vez mais o mundo é dos patrões. E nós somos meros funcionários.

Até há um dia atrás, ninguém tinha falado em férias. Como queria organizar a minha vida e não gosto de o fazer em cima da hora, puxei o assunto. Ninguém sabia ainda, ninguém tinha planeado nada.

Mas, nessa tarde, depois de o chefe e a colega se reunirem, o primeiro chega ao pé de mim e pergunta-me, em modo de afirmação: "A Marta assim não tem nada marcado, pois não?!". Como é que poderia marcar alguma coisa sem saber quando podia ir de férias? A minha vontade foi dizer que sim. Mas não sou assim. Disse a verdade.

De qualquer forma, de nada adiantava ter, porque os planos já estavam feitos, e já tinham decidido por mim. Custava muito perguntar-me antes de escolherem? Custava muito consultar-me? Não! Trabalhamos aqui apenas nós os três, e eu era a única que já tinha alguns dias em vista. Infelizmente, todos os anos sou obrigada a alterar os planos iniciais, para que o escritório não feche, para que nenhum deles fique sozinho, para que eu não fique cá sozinha, ou porque em determinado momento não convém. Mas eu sou a empregada. Eles ficam com a parte boa, e eu com as sobras.

Nem estou assim tanto pelas férias da treta que vou ter, mas mais pela atitude que tiveram.

E reclamar para quê? Ao menos tenho férias, é sinal que tenho trabalho. Há tanta gente de férias que quer trabalho e não tem!

Por isso, por agora contento-me, com ligeiras modificações, com estas míseras férias. Mas na época do Natal não me apanham cá!

 

 

 

Atendimento Público

 

Ao fim de 12 anos, a trabalhar como assistente administrativa, neste escritório, aprendi várias coisas.

A primeira é que, como em tudo na vida, nunca conseguimos agradar a toda a gente! Há clientes que nos consideram simpáticos e outros que dizem que somos mal-educados. Há clientes que saem daqui com uma excelente impressão, e satisfeitos com o trabalho prestado pelo meu patrão, enquanto outros reclamam e vão fazer queixas à concorrência!

A segunda foi aprender a saber esperar, por vezes horas, para ser atendida nos diversos serviços públicos a que tenho que me deslocar em trabalho. E para mim não será muito difícil porque, afinal, faz parte do trabalho. À partida, não tenho que me preocupar com o horário, porque estar ali será o mesmo que estar no escritório. Pior será para aqueles que têm que faltar ao trabalho para ali estar. De qualquer forma, é preciso paciência para esperar pela nossa vez, quando sabemos que nesse tempo poderíamos adiantar diversos assuntos que deixámos pendentes. É preciso calma para observar determinadas situações e não perder as estribeiras, quando assistimos a funcionários que “pedem licença a um pé para mexer o outro”, que se põem na conversa em vez de nos atenderem, que “não estão ao balcão para ninguém” mas levantam-se imediatamente para fazer um favor especial a alguém conhecido ou familiar.

A terceira é perceber que, por mais boa vontade que os funcionários até tenham, torna-se difícil fazerem agora o mesmo trabalho, que antes era executado pelo dobro dos funcionários, principalmente quando, quem está à frente desses serviços, não consegue pôr alguma ordem e organização, zelando pelo bom funcionamento do serviço e pela mínima satisfação de quem dele precisa, e a ele se vê obrigado a recorrer.  

Por último, cada vez mais me convenço que deveria haver uma espécie de teste psicológico para todos os funcionários, ou aulas de formação para lidarem com o público! É que está mais que provado que grande parte desses funcionários não tem capacidade para exercer convenientemente essa função. Alguns esquecem-se que estão a receber um pagamento pelo serviço que prestam, dão a ideia que estão ali por obrigação, quando lhes apetecia estar noutro lado qualquer. Muitas vezes, deixam a sua vida pessoal e os seus problemas interferirem no trabalho, ou estão simplesmente num mau dia, ou de mau humor.

Talvez até tenham motivos, talvez algum cidadão não tenha agido de forma correcta e a pessoa esteja aborrecida e exaltada. Mas quem chega a seguir e até fala educadamente, não tem culpa, e não tem que levar com respostas “tortas” e falta de profissionalismo!

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