Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

À Conversa com Ricardo Tininha

Sem Título.jpg 

 

Ricardo Tininha editou o primeiro single a solo em 2015, “Tu Podes Fugir”.
Em 2016 o tema “Deixa Fluir” foi escolhido para integrar a banda sonora da telenovela juvenil “Massa Fresca”, e o artista que lhe dá voz, convidado especial num episódio.
Já em 2017, foi a vez do tema “Devo Tentar” ser escolhido para a telenovela “Ouro Verde” renovando, assim, o sucesso junto do grande público.


“Acreditar”, “When You’re Down” (versão acústica) e “Este Sou Eu” são os temas do EP “Acreditar”, que Ricardo Tininha lançou no dia 16 de fevereiro deste ano, já disponível nas plataformas digitais.


Para ficarem a conhecer melhor Ricardo Tininha, deixo-vos aqui a entrevista!

 

 

 

 

k15771734.jpg 

 

Quem é o Ricardo Tininha?

O Ricardo Tininha é um músico e compositor, e um eterno sonhador.

 

Como, e quando, é que a música surgiu na tua vida?

A música surgiu na minha vida muito precocemente. Quando eu tinha apenas 5 anos, roubava as agulhas de fazer tricot da minha mãe, simulando estar a tocar bateria; habitualmente também cantava as músicas das novelas brasileiras.

 

Quais são as tuas principais influências, a nível musical?

Gosto essencialmente de música pop, mas desde sempre que oiço qualquer tipo de música, respeitando todos os géneros musicais.

Aprecio muito soul music, reggae, rock, entre outros.

 

Em 2015 lançaste o teu primeiro single. No entanto, o EP de estreia surge apenas em 2018. De que forma definirias o teu percurso na música neste espaço de tempo?

Ao longo destes 3 anos, defini o meu caminho na música e o que pretendia dela.

Conheci muitas pessoas maravilhosas, que me têm apoiado e ajudado a ser o que sou hoje.

  

“Tu Podes Fugir”, “Fácil de Mais”, “Deixa Fluir” ou o mais recente “Devo Tentar”, são alguns dos temas que os portugueses já tiveram oportunidade de ouvir. Que feedback tens recebido por parte do público?

O Feedback tem sido muito positivo, receber o carinho e reconhecimento do público é o que alimenta a minha força e dedicação, para continuar a fazer mais e melhor.

  

Sobre o que nos falam as tuas músicas?

Nas minhas músicas, tento passar essencialmente energia positiva em mensagens repletas de sentimentos e boas vibrações.

 

Como caracterizas o teu estilo musical?

O meu estilo musical é pop.

 

Nos temas “What I Felt” e “Hey Girl” tiveste a colaboração, respetivamente, de Maria e GNTK. Como foram essas experiências?

São sempre experiências boas e enriquecedoras.

Aprendi muito com esta partilha de ideias e pontos de vista diferentes.

Saliento o Johnny dos GNTK, pois é um verdadeiro poeta no que toca à escrita.

 

Alguns dos teus temas foram incluídos na banda sonora de telenovelas e séries portuguesas, como Ouro Verde ou Massa Fresca. Consideras que essas oportunidades são uma excelente forma de divulgar o trabalho de um artista e chegar a um público mais abrangente?

Sem dúvida, esta foi uma excelente forma de divulgar o meu trabalho. E das melhores sensações que tive na minha vida foi estar sentado no meu sofá, a ver a novela e a ouvir a minha música a tocar.

 

 

 

RT.JPG

 

“Acreditar” é o nome do teu EP, editado a 16 de fevereiro. Em que é que o Ricardo Tininha quer acreditar?

Quando batalhamos sozinhos, para alcançar o sucesso e a vitória, somos constantemente colocados à prova e temos de ultrapassar muitas barreiras, contudo, o que nunca podemos deixar de fazer é ... acreditar.


Com o mesmo nome do EP, “Acreditar” é também o single que lançaste a 14 de fevereiro. Consideras-te um homem romântico?

Estaria a mentir se dissesse que não... sou e serei um eterno apaixonado 😊.


Neste tema, cujas filmagens do videoclip decorreram em Troia, contas com a participação de Beatriz Barosa. Como surgiu essa parceria, e como decorreu a gravação do videoclip?

Quando participei na novela Massa Fresca, tive a felicidade de ser muito bem recebido por todos e de ter conhecido pessoas maravilhosas, entre as quais, a Beatriz Barosa. 
Apesar do frio que se fazia sentir em Troia, para mim é um dos locais onde eu gosto de estar, por isso vivi o momento intensamente, aliado ao facto de estar com os profissionais com quem adoro trabalhar.

 
Para além do tema “Acreditar” também fazem parte do EP os singles “Este Sou Eu” e “When You’re Down”. O que te levou a optar por um EP com apenas 3 músicas, ao invés de um álbum, com todos os teus temas?

Neste EP inclui dois temas novos, e um acústico de um tema que pode ser ouvido no meu disco “ Deixa Fluir” .

Brevemente, irei compilar quase  todos os meus temas num disco para ser comercializado. 

 

Quais são os teus objetivos, a nível musical, para 2018?

Para 2018,o meu objetivo é fundamentalmente  mostrar o meu trabalho pelo país fora.

 

Onde poderá o público ouvir o Ricardo Tininha?

Anunciarei nas minhas redes sociais: facebook, instagram e Twitter. Tal como aqui, poderão acompanhar também todo o meu trabalho no meu canal do YouTube.

 

Muito obrigada, Ricardo! 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.

 

À Conversa com Catarina Pinho

24294040_1559486357438974_1113987073209890593_n.jp

 

O seu caminho musical começou no coro da Igreja Matriz de Odivelas, aos 9 anos. Mas o canto coral em uníssono não chegava… Catarina sentia falta do soul e do swing, da força das harmonias do Gospel e do louvor fervoroso que só viria a conhecer em 2002, através do Coro Gospel – 100 Vozes.
Em 1997, com 15 anos, começou a fazer espetáculos pontuais, que com o tempo evoluíram e se transformaram na sua profissão, tendo cantado em bares, hotéis e festas particulares, auditórios e teatros municipais.
Em 2011, a coragem aliou-se à força e, juntas, fizeram nascer as primeiras notas "DA RAIZ DO CORAÇÃO", o seu primeiro álbum que lançou em 2016.

 

Fiquem a conhecer melhor Catarina Pinho, a convidada desta semana da rubrica "À Conversa com...", que se encontra atualmente a promover "Da Raiz do Coração", ao mesmo tempo que se prepara para novos desafios no novo ano que está a chegar!

 

 

 

k15771734.jpg

 

 

Quem é a Catarina Pinho?

Sou cantora, compositora, letrista e professora de canto, e encontro na música de raiz (do mundo inteiro) a minha maior inspiração.

Paralelamente, e como tantas outras mulheres, também sou mãe, companheira, amiga, irmã, aprendiz...

 

 

Em que momento é que surgiu a paixão pela música?

Não tenho memória de tal momento, deduzo que no momento da concepção. Existo, desde sempre, com esta paixão dentro de mim! Paixão ou loucura, não sei bem...

 

 

A Catarina iniciou o seu percurso musical no canto coral tendo, mais tarde, participado num projeto de Gospel. Em que é que estes dois registos diferem, e que a levou a procurar no segundo, o que sentia falta no primeiro?

A música coral que acompanha as celebrações católicas é, ainda, muito condicionada pela mentalidade, mais ou menos aberta, dos párocos de cada paróquia, mas também da própria igreja.

Este registo é profundamente diferente da abordagem cristã e da música gospel. A liberdade e proximidade com que se encara a relação com Deus, na igreja evangélica, reflecte-se também na musica.

Esta foi a principal razão que me levou a procurar outras formas de cantar e de louvar.

O Gospel é musicalmente mais elaborado, mais rico, mais feliz, mais espontâneo e isso fazia-me muita falta.

 

 

Estudou técnica vocal, canto coral, canto lírico e harmonia, com alguns dos mais conceituados professores. Para si, a aposta na formação é essencial para qualquer artista?

A aposta na formação é essencial para qualquer profissão e para qualquer área. Aprender tem sempre de ser o ponto de partida.

 

 

É um bom professor, e uma boa formação, que fazem um bom artista, ou a técnica, sem o talento natural e paixão, não bastam por si só?

Não sou particularmente fã da expressão “artista”, confesso. Prefiro músico!

Assim, um bom músico é um conjunto complexo de muitas características que, não têm sempre, de ser as mesmas, de um profissional para o outro.

Acredito que o estudo é a base fundamental para qualquer pessoa se tornar um bom músico. No entanto, o talento natural é, sem dúvida, um elemento diferenciador.

Mas não é a qualidade do professor ou da escola que faz o bom músico...

 

 

Quais são as suas principais referências, a nível musical?

Tantas, que sei que não será possível enumerá-las todas, mas vou tentar.

Richard Bona, Djavan, Omara Portuondo, Dulce Pontes, Elis Regina, Zeca Afonso, Gilberto Gil, Miles Davis, Amália Rodrigues, Bob Marley, Buika, Sérgio Godinho, Cesária Évora, India Arie, Chucho Valdés, Erykah Badu, Esperanza Spalding, Caetano Veloso, Maria Bethânia, George Benson, Mariza, João Bosco, Jorge Palma, Anoushka Shankar, Michael Jackson, Diego El Cigala, Prince, Rui Veloso, Salif Keita, Sting, Martinho da Vila, Ibrahim Ferrer, Alcione, Ella Fitzgerald, Stevie Wonder, Amy Winehouse... Impossível nomear todas...

 

 

 

14681846_1109440939110187_2101872117866833920_n.jp

 

Ao longo do seu percurso musical, já partilhou o palco com vários artistas. Houve algum, em particular, que a tenha marcado?

De facto já tive o privilégio de cantar acompanhada por músicos maravilhosos, cantores e instrumentistas, e, posso dizer que os músicos que me acompanham actualmente, o núcleo duro deste projecto, são de outro mundo.

Mas tenho de destacar o Tino Dias como principal influência, professor, mentor. Com ele aprendi quase tudo o que sei, sobre música e palco e a ele devo tudo o que tenho conquistado.

 

 

unnamed88.jpg

 

"Da Raiz do Coração" é o seu primeiro álbum. Foi da "raiz do seu coração" que saiu cada uma das músicas que o compõem?

Sem dúvida, não podia ser mais pessoal e verdadeiro.

 

 

Em que é que se inspirou, para criar este primeiro trabalho?

Na minha vida, na minha família, nas minhas perdas e nas minhas vitórias.. Foi uma catarse, uma forma de lidar com as emoções.

 

 

"O Bairro do 7" foi o single de apresentação, deste álbum editado em 2016, que conta ainda com mais 9 temas. Que feedback tem recebido por parte do público relativamente a este trabalho?

Felizmente o feedback tem sido muitíssimo positivo.

As reacções têm sido, também elas, muito emotivas e quem nos aborda tem partilhado, comigo e com o Tino Dias, que é o produtor e director musical, histórias muito bonitas e inspiradoras sobre como têm ouvido o disco incessantemente, ou que a minha musica os tem ajudado a atravessar momentos difíceis, ou que deram um jantar ao som do disco e todos os amigos adoraram, enfim...

Tenho recebido, dos quatro cantos do mundo, histórias que me motivam e me asseguram que o caminho é este. E que muito frequentemente me levam às lágrimas...

 

 

Neste momento, a Catarina está focada, exclusivamente, na música, fazendo dela a sua profissão?

Quase exclusivamente, para além das aulas de canto, dos concertos e de estar a compor e escrever os temas para o próximo álbum também dou aulas de línguas.

 

 

Pegando em alguns dos temas do álbum, de que forma responderia a este desafio:

 

O Tempo - qual a importância dele na sua vida? Ele é a medida de todas as coisas! É o ouro que nos esquecemos de valorizar.. Neste mundo que prioriza sempre o dinheiro, o tempo vai passando despercebido, para tanta gente, sem que compreendam (ou apenas demasiado tarde) e interiorizem a sua importância e intangibilidade.

Compromisso - há sempre um compromisso implícito, entre artista e público? Sim, implícito. Mas o grande compromisso, deve ser entre o músico e a sua verdade, a sua identidade.

Caminho - que estradas gostaria ainda de percorrer na vida, com a sua música? Todas as estradas de Portugal e do Mundo. Todas as que me levem onde me queiram ouvir!

 

 

Que objetivos gostaria de ver concretizados em 2018?

Em 2018 quero lançar o segundo disco. Já estamos a trabalhar nele, já temos algum trabalho de composição e pré-produção feito, mas ainda falta muita coisa. De qualquer forma, gostaria que estivesse pronto antes de 2018 terminar.

 

 

Onde é que o público poderá ver e ouvir a Catarina, nos próximos meses?

Para celebrar a entrada em 2018, vamos apresentar o disco em Coimbra, no A Capella, sábado, dia 27 de Janeiro.

Espero que a casa esteja cheia para podermos celebrar todos juntos!

As restantes datas serão anunciadas, em breve, no facebook https://www.facebook.com/catarinapinhooficial/ e no nosso site http://www.catarinapinhomusica.wordpress.com, onde podem descobrir muitas outras coisas.

Fica o convite! 

 

 

Muito obrigada!

Marta Segão

 

Eu é que agradeço!

Um beijinho,

Catarina Pinho

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da Time Music, que estabeleceu a ponte entre a Catarina e este cantinho. 

À Conversa com Pedro Teixeira Silva

Capa.jpg

 

Da sua carreira como compositor, constam sete álbuns editados com os “Corvos” e “Secret Lie”, várias bandas sonoras para cinema, inúmeros temas que fazem parte do universo das telenovelas, e obras eruditas estreadas por diversas orquestras e solistas.
 
Agora, apresenta o seu primeiro trabalho em nome individual - "Primeiro Ato" - em que cruza a música clássica e o pop rock, e para o qual reuniu amigos músicos, cantores e letristas nacionais, que deram vida às suas composições, entre os quais, Jorge Palma, José Cid, Pedro Chagas Freitas, Mundo Segundo, e elementos da orquestra sinfónica portuguesa.
Um trabalho aguardado com expectativa, do músico oriundo da música clássica que aposta, assim, numa forma diferente de ver, ouvir e sentir a música.
 
Pedro Teixeira Silva é o convidado desta semana da rubrica "À Conversa com...", a quem desde já agradeço pela disponibilidade em participar. Fiquem a conhecê-lo melhor, nesta entrevista!
 
 

 

 

 

 

Quem é o Pedro Teixeira Silva?

PTS é um amante da vida, uma pessoa positiva, extremamente trabalhadora, que luta pelos seus ideais e crenças, é amigo do seu amigo mas também algo solitário devido ao seu foco na composição, onde passa a maior parte da sua vida (6 a 9 horas por dia), entre pautas e notas musicais, sem dúvida um apóstolo da Música.

 

 

Em que momento da sua vida surgiu a paixão pela música?

Nasci numa família, toda ela, ligada à música e desde que me conheço ouvia sons de vários instrumentos tocados por eles, como dizem filho de peixe sabe nadar…

 

 

A sua formação musical dividiu-se por vários países. Considera que as melhores escolas/ conservatórios para se estudar, estão fora de Portugal?

Em tempos assim o foi, quem queria atingir um grau evolutivo de maior destaque tinha que conseguir bolsas de estudo a fim de se valorizar no estrangeiro.

Hoje em dia, o ensino musical em Portugal é muito bom, houve uma forte aposta nesse sentido e temos neste momento já os frutos disso, jovens de grande valor a despoletar na área da música clássica.

 

 

O Pedro participou, como ator, no filme “Os Canibais”, de Manoel de Oliveira. Como descreve essa experiência?

Uma experiencia única de trabalhar, de perto, com um dos grandes mestres do cinema Português e Europeu. Não esqueço, com a sua idade avançada, a energia, método e empenho que colocava em cada cena. Sem dúvida um exemplo de rigor e detalhe que apreendi e tento seguir na minha carreira.

 

 

Esta participação foi uma aventura única ou ficou com o gosto pela representação, e vontade de aceitar novos desafios nessa área?

Fui escolhido através dum casting para assumir a personagem do melhor violinista de todos os tempos “Paganini”, que depois do filme acabou por virar o meu alcunha na altura!

Não é algo que procure na minha vida mas se o destino para essa oportunidade me guiar novamente, quem sabe.

Acabei a escrever diversas bandas sonoras para cinema e, assim, contribuir para dar cor musical e emoção as cenas.

 

 

Enquanto músico, já fundou e participou em vários projetos. O que de melhor guarda dessas colaborações, e de que forma o prepararam para o atual desafio, em nome individual?

Considero-me, sem a menor dúvida, um homem de grupo e não um artista solo, a prova disso são as inúmeras colaborações que participam neste “Primeiro Ato”.

Contínuo com ligações fortes a todos os projetos que fundei e colaborei. A amizade e partilha musical tanto em palco como estúdio, estrada ou ensaios são o que melhor me lembro e recordo.

A forma como me prepararam para futuras aventuras foi o aprender a ouvir cada opinião, cada sugestão de grandes músicos e produtores com quem trabalhei

 

 

 

PTS_1Ato__Capa.jpg

 

“Primeiro Ato” é o nome do seu primeiro trabalho a solo, editado no passado dia 17 de novembro. Em que consiste este álbum, e o que traz de diferente, relativamente ao que tem feito até aqui?

Pela primeira vez, apresento-me somente na qualidade de compositor, e não como vinha sendo habitual, de igualmente intérprete.

Tento cruzar dois universos musicais que me são muito familiares, a música clássica e a pop/rock, num estilo característico próprio que fui personalizando e aperfeiçoando ao longo dos anos.

Gosto de fazer música a pensar nas pessoas que a vão ouvir e nas emoções que lhes posso causar.

Ainda uso instrumentos realmente tocados por humanos, sem querer com isto depreciar quem só usa a “maquinaria”, mas a música é uma arte feita por humanos para humanos, e podem inclusive chamar-me “tradicional”, mas uma máquina nunca conseguirá transmitir, emocionalmente, o que nós conseguimos. Pode não ser tão perfeito tecnicamente, mas a beleza musical é inconfundível.

 

 

Que mensagem está presente nas músicas que compõem este trabalho?

Tal como tenho convidados intérpretes instrumentistas e vocais, convidei igualmente escritores e poetas para escreverem letras sobre o que a música os inspirava. A alguns dei o mote, a outros pura liberdade criativa. De resto sou uma pessoa positiva e alegre por natureza e creio que a música que escrevo transmite isso um pouco também.

 

 

 

Jose Cid e PTS.jpg

 

Em “Primeiro Ato”, o Pedro conta com vários convidados, que dão vida às suas composições. Como surgiram esses convites? Soube logo com quem queria trabalhar, ou foi algo que foi surgindo?

Escrevi os temas a pensar nos convidados que gostaria que lhes dessem alma. Felizmente, tive a sorte dos mesmos terem gostado dos temas que lhes apresentei, e aceitarem o desafio.

 

 

É mais fácil, para si enquanto músico, adaptar o estilo musical ao intérprete, ou vice-versa?

A música é uma partilha constante e nunca a tomo pelo lado mais fácil.

Todos nós, músicos, temos diferentes formas e métodos de trabalhar, mas o bonito deste projeto foi precisamente a constante busca de todos participantes em deixar os temas no seu melhor formato.

Pela minha parte gosto sempre de ouvir o que o intérprete tem para me dizer e aconselhar. Gostando sou, obviamente, o primeiro a concordar com qualquer alteração, desde que seja sempre em prol da música e do ouvinte final.

 

 

Partindo de alguns dos temas que compõem o álbum, de que forma responderia ao seguinte desafio:

- “O Nome do Mundo” - que nome daria o Pedro ao mundo?

- “Três Cores” - se só pudesse ver o mundo a três cores, quais seriam?

- “Vislumbres” – um vislumbre do futuro?

Terra, o planeta que habitamos, mas com mais amor e entendimento entre os seus habitantes, sem tanta crueldade, invejas e desumanidade.

Adoro ver todo o enorme colorido que o mundo nos proporciona mas, escolhendo 3, a cor da amizade, do amor e da sabedoria.

Gostaria de continuar a escrever um tema para cada um dos músicos que respeito, admiro e aprecio, e um “Segundo Ato” já esta no horizonte.

 

 

De que forma é que o público poderá acompanhar o Pedro, e assistir ao vivo a este “Primeiro Ato”?

Através do meu facebook https://www.facebook.com/ptspedroteixeirasilva/

Do meu site http://www.pedroteixeirasilva.pt/

 

Muito obrigada, Pedro, e que ainda possamos contar com muitos atos nesta vida dedicada à música!

 

Marta obrigado pela entrevista, sem dúvida perguntas interessantes, sábias, bem pensadas e estruturadas.

Pedro Teixeira Silva

 

 

Link Spotify: https://open.spotify.com/album/01iLep1inA77cVsaf93zuE
Link iTuneshttps://itunes.apple.com/pt/album/primeiro-ato-ep/1303694393?l=en

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

 

 

 

 

À Conversa com Rosário B. Gonçalves

received_1608486959203859.jpeg

 

Rosário B. Gonçalves, nascida e criada numa pequena aldeia de Monção, a norte de Portugal, é apaixonada pela escrita desde sempre.
Menina de campo que era, ia com o rebanho de ovelhas para o pasto e, debaixo do braço, levava o bloco de notas e uma caneta, para aí expor as suas histórias.
No entanto, só este ano tomou finalmente coragem e lançou o seu primeiro livro.
"Amor em Tempo de Férias" é a concretização de um sonho de adolescente.

 

 

Deixo-vos com a entrevista a Rosário B. Gonçalves, a quem desde já agradeço pela disponibilidade!

 

 

 

 

Quem é a Rosário B. Gonçalves?

A Rosário é uma rapariga que nasceu no seio de uma família grande, numa terra pequena do alto Minho. Cresceu num ambiente rural, rodeada de belas paisagens, animais e de uma família tradicional, com negócio próprio.

Desde pequena que ajudava no negócio de família e o tempo que lhe restava era dedicado a sonhar, a imaginar….tudo isto era transportado para o papel.

A Rosário é uma sonhadora e uma romântica.

 

 

Como é que surgiu a paixão pela escrita?

Desde pequenina que adorava escrever, adorava quando a professora dizia que tínhamos que realizar uma redação, pegava no lápis e dava asas à minha imaginação.

Com o passar do tempo comecei a ler a sinopse e o final dos romances, comprados pelas minhas irmãs mais velhas e comecei a inspirar-me. Peguei no papel e decidi passar à fase seguinte, escrever tudo o que me vinha à cabeça.

 

 

Quais são os autores nacionais/ internacionais que mais a inspiram?

Leio bastante, gosto de ler de tudo um pouco, aventura, romance, drama, mistério.

Embora estejamos a falar de temáticas diferentes e não esteja relacionado com a minha forma de escrever, eu gosto nomeadamente de Dan Brown, Nicholas Sparks e EL. James, Paulo Coelho está também entre as minhas escolhas.

Como referi anteriormente, lia também as sinopses e final dos mini romances, como Sabrina, Harlequin, Bianca, Barbara Cartland, entre outros.

 

 

 

received_1608490602536828.jpeg

O que a levou a optar pelo género romance?

Li tantos livros de romance e vi tantos filmes românticos, que poderia ter sido um fator que desencadeou esta paixão pelo género romance. Para além disso, gosto de sonhar, de viver uma paixão platónica, gosto de imaginar que existe um amor ideal.

 

 

Em que momento é que decidiu que queria transformar as histórias do seu bloco de notas num livro?

Sempre foi um sonho tornar as minhas historias possíveis de serem conhecidas.

No entanto, decidi fazê-lo num momento em que me sentia mais desiludida com a vida.

Tenho várias histórias, escritas desde adolescente, guardadas no armário a ganhar “pó”, à espera de uma oportunidade para verem luz.

 

 

A Rosário já viveu um “Amor em Tempo de Férias”?

Até ao momento ainda não, fico-me apenas pela minha imaginação. Quem sabe um dia….

 

 

Se pudesse escolher um destino, onde gostaria de encontrar esse amor, qual seria?

Gostaria de encontrar esse amor num país tropical, onde predominassem as praias de águas cristalinas, areia fina e clara e com paisagens sem igual. Estas são para mim as características mais apelativas para viver um romance. Porque não o Brasil?

 

 

Relativamente à personagem Pedro Miguel (Adónis), considera que pode perfeitamente ser um homem real, ou é, talvez, demasiado perfeito para isso?

Na minha perspetiva creio que é demasiado perfeito, mas quando idealizamos algo vamos sempre ao encontro da perfeição. No entanto, acredito que existe em cada homem um pouco dessa mesma perfeição.

 

 

Na sua opinião, um amor verdadeiro pode vencer as barreiras (língua, distância, cultura, profissão e outras) que se interpõem entre duas pessoas, e resistir?

Não digo que seja fácil, no entanto, havendo força, coragem, disponibilidade e amor, qualquer barreira, no meu ponto de vista, se poderá ultrapassar.

Estou a falar teoricamente, porque na realidade poderá não ser bem assim.

A minha ilusão faz-me crer que sim, temos que pensar sempre numa perspetiva positiva e transportar esse positivismo para uma relação.

 

 

 

 

“Amor em tempo de Férias” foi lançado recentemente, em setembro deste ano. Que feedback tem recebido por parte dos leitores?

Tenho tido feedback bastante positivo, para ser o meu primeiro livro lançado. As pessoas estão curiosas por saber se existe alguma veracidade nesta história, para além de perspetivarem uma continuação deste romance.

 

 

Escrever novos romances faz parte dos seus planos? Poderá haver uma trilogia, estando as próximas histórias relacionadas com as amigas da Inês?

Escrever não faz apenas parte dos meus planos, mas da minha vida.

Escrever romances é uma escapatória para mim, é o meu ponto de encontro é o meu refúgio.

Embora este seja o meu primeiro livro publicado, escrevo desde cedo e tenciono continuar a fazê-lo. Neste momento, já estou a escrever um novo romance, foi-me surgindo e fui lhe dando vida, mas não está relacionado com o que publiquei.

Gostaria no futuro de fazer essa trilogia, no entanto, não basta querer e não me quero pressionar, quero que surja por si só e quando aconteça seja empolgante.

 

 

Muito obrigada, Rosário!

 

 

*Esta conversa teve o apoio da  Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre a autora e este cantinho.

 

 

À Conversa com Ricardo de Sá

ricardo sa foto promo 1.jpg

 

Aos 28 anos, Ricardo de Sá confessa que sente o peso da bagagem que foi coleccionando, no seu percurso de artista, como actor, como músico e como autor.
"Manifesto", o seu novo trabalho, é o resultado de todas essas experiências que foi vivendo:

"Sinto que consegui pela primeira vez ser totalmente verdadeiro e transparente, sinto que estou a fazer algo de diferente e que estou a fazer arte".

"Manifesto" é um EP, que inclui os temas "Arte", "Faz-te Um Homem", "Palavras Por Dizer", "Só Tu Sabes" e "Eu Vou Estar Aqui".
Ricardo de Sá aborda o peso dos sonhos, as questões da maturidade, da determinação, da vida e do amor.

 

E hoje, na rubrica "À Conversa com..." dá a conhecer um pouco mais este trabalho, e os seus objectivos para o futuro!

 

 

k15771734.jpg

 

Ricardo, no teu primeiro trabalho enquanto ator, calhou-te o papel de músico. Achas que esse foi o fator determinante, para despertar o teu interesse e dedicação à música? 
Eu já gostava bastante de música mas sim foi um factor decisivo! Até porque foi aí que comecei a tocar bateria e depois guitarra e quando esse mesmo personagem acabou, dediquei-me a um curso de produção musical. 
 
 
Dentro da música, o que gostas mais de fazer: cantar, tocar, ou produzir?
Cantar e produzir. Prefiro ser o frontman e adoro produzir as músicas como quero que elas fiquem. Hoje em dia com os programas de computador e música electrónica torna-se mais fácil tocar e produzir em simultâneo mas mesmo assim prefiro que sejam os músicos a gravar os instrumentos em estúdio. 
 
 
O que guardas na bagagem deste teu percurso pela música?
Guardo todos os nãos e dificuldades que ouvi/tive até hoje pois são eles/elas que me fazem seguir em frente. 
 
 
 
 

Manifesto EP.jpg

 

“Manifesto” é o teu mais recente trabalho. Em que é que este EP se distingue dos anteriores “Histórias” e “Epifania”? 
As letras, sonoridades e produção
são totalmente diferentes. No "Histórias" e "Epifania" a música era totalmente orgânica. No "Manifesto" existe uma evolução de encontro à tendência da música pop de hoje em dia. Um encontro entre as sonoridades do pitch invertido, talkbox e vocoder.  
 
 
Qual é a mensagem, presente em “Manifesto”, que pretendes transmitir ao público?
Pretendo transmitir toda a verdade e as músicas falam por si. Quero criar bons momentos de entretenimento ao público e em simultâneo dar-lhes arte e não algo descartável. 
 
 
Consideras-te um homem teimoso, insistente e determinado. Encaras estas características como qualidades, que te levaram onde hoje estás, ou como defeitos que muitas vezes dispensavas?
 Sou como sou. Com qualidades e defeitos, como toda a gente. 


Pegando em alguns dos temas deste EP, de que forma responderias a este desafio: 
“Palavras por Dizer” – que palavras deixaste, algum dia, por dizer a alguém? 
 
“Só Tu Sabes”…
 
“Eu Vou Estar Aqui”… 
 
Se quisesse dar a entender a quem tinha deixado "Palavras por dizer", "só tu sabes" algo e/ou quem sabe que "eu vou estar aqui" teria escrito as letras de maneira diferente. As músicas têm todas uma mensagem pessoal que guardo para mim e uma mensagem geral que chega a qualquer pessoa. No fundo fiz as músicas para o público e cada um entende o que quiser e a arte é assim, fala por si. 
 
 
 
 

ricardo sa foto promo 2.jpg

 

A nível musical, qual seria o maior desafio a que te proporias?
Adorava encher os coliseus! Mas hoje em dia estou a viver um grande desafio. Lançamento do meu terceiro trabalho de musicas originais, em cena com uma peça de teatro "Na Bagunça do teu Coração" com música ao vivo de Chico Buarque, quase a estrear outro musical perto do Natal "A Bela e o monstro" e um filme de Joaquim Leitão nos Cinemas "O fim da inocência.". Fazer tudo isto em simultâneo já é um desafio. 
 
 
Por onde vais andar nos próximos meses, com o teu “Manifesto”? 
Até ao início do novo ano vou me dedicar aos projectos que referi anteriormente e à divulgação do "MANIFESTO". Daqui a uns meses no verão do próximo ano espero ter uma Tour por vários pontos do País e estrangeiro. 
 
 
Muito obrigada, Ricardo!
 
 
 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.

  • Blogs Portugal

  • BP