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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quantas vidas diferentes podemos viver?

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E quantas personagens diferentes podemos encarnar, até percebermos que, por mais que queiramos ser outra pessoa, por mais personagens que inventemos para nós, e por mais vidas diferentes que queiramos viver, nunca deixamos, na verdade, de ser quem somos, e sempre fomos, e apenas passámos a viver a nossa vida numa teia de ilusões e mentiras, que um dia se esvanecerá?

 

Porque, mais do que enganarmos ou iludirmos os outros, estaremos a enganar e iludir a nós mesmos. E acham mesmo que vale a pena, e que os outros se preocupam com isso? Quem é que sairá, no fim, mais magoado dessa farsa?

 

"Podemos fingir que temos uma vida social muito preenchida, que comparecemos a não sei quantas festas e convivemos com vários amigos ou até celebridades quando, na verdade, saímos de casa e passamos o tempo em plena solidão num qualquer sítio, a fazer tempo para voltar para casa, onde nos espera mais solidão e tristeza.

Podemos fingir que somos donos de um carro topo de gama, quando somos apenas o motorista. Podemos fingir que comprámos um casarão, quando somos apenas o jardineiro. Podemos fingir que temos muitos amigos, quando nem um temos a quem ligar. E por aí fora..."

  

Até ao dia em que alguém, fria e cruamente, nos desmascara. Quando cai a máscara daquela personagem, inventamos outra. E se essa também for descoberta, encontramos uma nova.

Mas chegará a um ponto, em que esgotaremos tudo. Não haverá mais personagens, não haverá outras vidas, não haverá credibilidade para mais nada. Ninguém mais nos aceitará, porque ninguém saberá quem ali está. E nem nós próprios tão pouco saberemos...

Como saber se o nosso trabalho é mesmo bom

 

Sabemos que o nosso trabalho é bom e tem valor quando alguém que o analisa decide investir nele, a custo zero para nós.

Porquê? Porque sabem que a qualidade do nosso trabalho será suficiente para recuperar todo o investimento!

Por outro lado se, para vermos o nosso trabalho reconhecido, temos que investir por nossa conta e risco, só prova que não têm confiança no mesmo, que não querem correr riscos e ter prejuízo.

Ou, então, também se pode dar o caso de quererem lucrar ao máximo com o trabalho dos outros, e explorá-los, sabendo a vontade que estes têm de realizar aqueles projectos, e que pagam qualquer preço por isso.

É assim em tudo na vida!

Zootrópolis - o filme!

 

 

Amizades improváveis, sonhos de que nunca se deve desistir, o direito à diferença e às oportunidades para todos, valores por que nos deveríamos reger, e o terminar de muitos conceitos préconcebidos e, muitas vezes, errados, são alguns dos ingredientes que podem encontrar neste filme da Disney - Zootrópolis!

 

 

 

Judy Hopps é uma coelha destinada a ser agricultora, mas que desde pequena tem o sonho de ser polícia.

Os pais desde sempre a tentaram dissuadir de seguir os seus sonhos, e convencê-la que ficar é muito mais cómodo. Mas Judy não se vai deixar convencer, nem desistir, mesmo quando tudo aponta para que venha a ser um fracasso total.

Assim, entra para a academia e acaba por se formar como a melhor aluna da turma, indo então cumprir o seu sonho de ser polícia em Zootrópolis, onde todos podem ser aquilo que quiserem!

Mas vai perceber que não é bem assim.

Com vários casos de mamíferos desaparecidos por desvendar, Judy fica encarregada dos parquímetros. Uma desilusão. Ela queria ajudar os colegas nos casos mais complicados, e pôem-na a passar multas.

 

 

 

É assim que conhece Nick Wilde, uma raposa matreira que faz dos negócios menos lícitos e trapaças a sua vida. Os dois não vão começar da melhor forma, mas serão "obrigados" a trabalhar como parceiros por uma causa mais nobre. Depois de humilhada, em criança, por uma raposa, e tendo em conta o medo que ainda possa ter delas, será que as coisas ainda vão terminar da melhor forma para estes dois?

 

 

 

O momento mais cómico e que, só por ele, já vale a pena ver o filme, é a cena das preguiças!

Nick diz a Judy que sabe de uma forma rápida de descobrir a quem pertence uma matrícula. Essa forma rápida, é a preguiça, que de rápida não tem nada. E se à Judy lhe estava a pôr os nervos em franja, estar uma tarde inteira à espera de uma informação, imaginem nós!

Ainda por cima, quando está mesmo, mesmo, quase, Nick lembra-se de contar uma anedota, só para atrasar mais um bocadinho. E, depois, a preguiça conta à colega essa mesma anedota. Foi uma cena mesmo hilariante!

 

 

 

Até conseguiram fazer com que a própria cara das preguiças lhes desse um ar mesmo parvo!

 

 

A música ficou a cargo da Shakira, com "Try Everything", que no filme cabe à personagem Gazelle interpetar!

 

Um filme onde aqueles que, à partida, seriam os maus, até podem ser amigos, e onde aqueles, de quem ninguém desconfiava, podem ter algo a esconder.

A missão de Judy e Nick será descobrir o que anda a tornar os mamíferos de Zootrópolis agressivos e selvagens, por que razão desaparecem, e quem está por trás de tudo isso, numa luta contra o tempo, para que Judy não tenha que cumprir a sua promessa de se despedir da polícia, por não ter conseguido resolver o caso.

 

Se puderem ver, não percam esta aventura da coelha pateta e da raposa matreira, que no final será mais coelha matreira e raposa pateta, com uma grande lição e mensagem para todos nós!

Em que é que realmente acreditamos?

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Num mundo em que cada vez existem mais mentiras, conspirações, traições, corrupção, fingimento, e nada é o que parece, torna-se mais difícil confiar e acreditar.

Deixo aqui o mote para quem quiser perder um bocadinho do seu tempo, e deixar aqui nos comentários uma palavra ou frase, sobre aquilo em que, verdadeiramente, ainda acredita.

 

Eu acredito ... 

 

Não desistam dos vossos sonhos

 

Por muito que os nossos sonhos possam parecer inalcançáveis ou impossíveis de realizar, não devemos desistir deles.

Primeiro, porque sonhar faz-nos bem. Leva-nos a abstrair deste mundo louco e injusto em que vivemos, e viajar para outras paragens, onde tudo pode ser diferente, mais simples e mais feliz. Onde os nossos sonhos se tornam reais e nos sentimos realizados.

Depois porque, de entre todos esses sonhos que temos, existem mesmo alguns que podemos vir a concretizar. No entanto, para que isso aconteça, é preciso acreditar nesses sonhos. Porque, se nós próprios não acreditarmos neles, mais ninguém acreditará.

Acreditar é o primeiro passo. O segundo é fazer do nosso sonho um objectivo, e ir à luta para o alcançar. Nesse processo, pode acontecer batermos a várias portas, e haver muitas que permanecem fechadas sem qualquer resposta, e outras que nos abrem mas nos batem com elas na cara logo em seguida. Mas, em todas essas portas, pode haver uma que se abre e nos convida a entrar! E, a partir daí, tudo pode mudar. E mais portas se poderão abrir. Só precisamos de estabelecer o primeiro elo, quebrar a primeira barreira.

Nessa altura, pensamos no que teríamos perdido se a nossa atitude tivesse sido outra. E felicitamo-nos por ter conseguido alcançar os objectivos a que nos propusemos.

Ora, isto é tudo muito bonito de se dizer, quando se está na "mó de cima". Quando se tem ajuda ou conhecimentos. Quando já tivemos a sorte de concretizar aquilo com que sonhámos. Para quem está sozinho, a começar do zero, é bem mais difícil pôr em prática. 

Mas não é impossível. Não podemos é ficar à espera que as coisas nos caiam no colo. Há que ser persistente, perseverante, paciente, agarrar as oportunidades certas, embora por mais pequeninas ou insignificantes que possam parecer, lutar, e não desistir nem à primeira, nem à segunda, nem à terceira.  

Afinal, são os sonhos que comandam a vida!