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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Fragmentos Entre Dois Continentes

 

"Fragmentos entre dois Continentes" reune várias crónicas escritas pelo autor ao longo dos anos, e foca as mais diversas temáticas, desde histórias, hábitos e costumes dos açorianos, às de outras gentes, de outros continentes.

 

Fala-nos do mar, das ilhas que nele se encontram, daqueles que o utilizam para partir da sua terra natal, em busca de uma vida melhor, daqueles que nele perdem a vida, daqueles que regressam às ilhas, e daqueles que nunca de lá saíram.

 

Esta obra traz-nos crónicas de outros tempos, e outras bem atuais. 

São histórias de famílias, de aventuras, de peripécias de infância, de tradições que se mantêm, e outras que se vão perdendo.

São reflexões sobre a sociedade actual, sobre a solidão na velhice, sobre os jovens, sobre o admirável mas perigoso mundo da internet e das novas tecnologias.

 

São várias as crónicas que poderia aqui destacar, como "O Vício Azul", que reflete sobre as vantagens e desvantagens do facebook, ou "Ciberespaço, Para Nunca Mais a Liberdade", que nos alerta para a forma ilegal como as agências de segurança e vigilância controlam e vigiam tudo aquilo que dizemos, escrevemos ou falamos.

"Não Entre os Seus, Mas Só Com Deus", traz-nos uma realidade dos nossos dias - a forma como lidamos com os idosos, nossos pais, tios, avós, quando estes começam a envelhecer, e a tornar-se "um peso" para os mais novos, que se esquecem que, um dia, também eles estarão naquela mesma situação.

Uma das crónicas, "A Ti, Pai", é uma sentida homenagem ao pai do autor, também ele João Gago da Câmara, antigo Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, que dedicou a sua vida ao povo da sua terra, e outra, "A Ti, Mãe", à sua mãe, numa recordação da mulher que foi, da mãe que foi, e da forma como a doença que a afectou a levou para junto do pai.

 

Deixo-vos também aqui um pequeno excerto da crónica "Voto no Povo":

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Mas há muito mais para descobrir ao longo destas 171 páginas: temas como as praxes, hipocrisia, liberdade de expressão e de imprensa, emigração, histórias da América, do Brasil, de Lisboa, de Marrocos e da Hungria, voltando sempre aos Açores, e tantos outros podem ser encontrados nesta obra.

 

Eu recomendo!

 

Autor: João Gago da Câmara

Data de publicação: Dezembro de 2014

Número de páginas: 176

ISBN: 978-989-51-3290-4

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Ficção

 

 

 

Uma vez vítima, para sempre vítima?

 

Vem isto a propósito da concorrente Maria Inês, do programa The Voice Portugal que, num determinado momento, se foi abaixo e ficou frustrada consigo própria por não ter sido capaz de dar aquilo que podia e sabia que conseguia dar.

E foi então que o Anselmo mencionou à Simone o facto de esta concorrente já ter sido vítima de bullying, e da própria concorrente o ter referido, devido ao facto de ter um peso acima do normal, uma estatura baixa e não ser detentora de uma grande beleza, segundo palavras suas.

O meu marido veio em defesa dela, dizendo que compreendia o que ela sentia. Já eu, tenho uma opinião um bocadinho diferente.

Ela até pode ter sofrido por ter sido vítima de bullying e de discriminação, e acredito que isso lhe tenha sido penoso, mas isso foi algo que aconteceu no passado. E se já é passado, é lá que deve ficar. Não deveria ser trazido para o presente, nem tão pouco condicionar o futuro.

E se, eventualmente, ainda é algo que se passa na actualidade, só seria mais uma razão ou motivo extra para que ela quisesse mostrar a todos o que vale, independentemente, do seu aspecto físico.

Vejamos, por exemplo, a Milene- outra concorrente desse mesmo programa que já pensou, inclusive, em suicidar-se. Por muito que ela já tenha tido, e ainda tenha, a autoestima em baixo e ache que não é suficientemente boa, ela chega ao palco e dá tudo o que tem, e com grande garra.

Mas este é só um de muitos casos. Há por aí muito boa gente que ainda vai buscar tudo o que de mau passaram na vida, há vários anos atrás, para justificar determinadas atitudes que agora têm (ou a falta delas). E que se fazem, muitas vezes, de coitadinhas para que os outros fiquem com pena, sejam mais condescendentes, e lhes passem a mão na cabecinha.

Só que, alguém que um dia já foi vítima, não precisa de o ser para sempre.

Se alguém já sofreu de violência doméstica, não quer dizer que toda a sua vida vá sofrer. Alguém que já foi vítima de bullying, não precisa de estar sempre a recordá-lo, nem deixar que isso o afecte no presente. Alguém que já passou pelas mais diversas dificuldades, deve utilizar isso como ensinamento e como força para lutar por uma vida melhor. Alguém que cometeu erros não precisa de ficar parado a lamentar os erros, mas sim a fazer com que, no futuro, não os volte a repetir.

Alguém que já teve más experiências, não deve usar isso como desculpa para não se aventurar em novas experiências, com o pressuposto de que, se correu mal uma vez, vai correr sempre. E, neste aspecto concreto, contra mim falo, porque também sou um pouco assim.

Mas a ideia que me dá é que muitas pessoas utilizam o passado como desculpa para os eventuais fracassos, que muitas vezes não passam de medos infundados que o cérebro constrói, e para justificar acções que em nada estão relacionadas com esses factos passados.

Por isso, e apesar de tudo o que já sofreram e passaram, e que, naturalmente, nunca esquecerão, vamos lá deixar o passado no lugar dele, viver o presente que é real, e tentar que o nosso futuro seja o mais brilhante e sorridente que conseguirmos!

 

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Ler na infância

 

Uns dias antes do Natal, fomos visitar a mãe do meu marido.

Estava ela num centro comercial, na loja onde uma amiga estava a trabalhar - uma loja solidária de venda de artigos para ajudar uma associação.

Tinha vários artigos entre os quais brinquedos, roupas e livros. A minha filha disse-me que gostava de comprar um livro. Perguntei o preço. Custavam € 0,50 cada um!

A Inês conseguiu encontrar 4 livros da colecção "Uma Aventura" e comprámo-los por apenas € 2,00! É certo que não são novos, alguns têm mais anos que ela, mas fomos solidários e ela trouxe aquilo que mais gostava, e que lhe dá prazer.

Uma outra amiga da minha sogra, que estava também na loja, ficou admiradíssima por uma criança nesta idade querer livros e gostar de ler. Normalmente, as crianças preferem computadores, tablets, playstations e outras consolas e todas as novas tecnologias que existem no mercado.

Para ela, a minha filha foi uma das poucas excepções, e surpreendeu-a de tal forma que prometeu oferecer-lhe um livro que tinha e que ela iria, com toda a certeza, gostar.

De facto, todas as crianças deveriam ler porque um livro pode ser uma fonte de conhecimento, de aprendizagem, até mesmo uma parte importante da nossa formação como pessoas e futuros adultos.Os benefícios da leitura são amplamente conhecidos. Quem lê adquire cultura, passa a escrever melhor, tem mais senso crítico, amplia o vocabulário e tem melhor desempenho escolar, entre muitas outras vantagens.

E embora cada caso seja diferente, é mais provável que o hábito da leitura nas crianças esteja relacionado com os hábitos de leitura dos pais. No nosso caso, eu ganhei esse gosto desde pequena, porque o meu pai mo incutiu, levava-me à biblioteca para escolher livros para ler, coleccionava livros e comprava-me alguns. A minha filha, acho que começou a interessar-se mais a partir do momento em que eu retornei a ler e comprar livros. 

Neste momento, está na fase de querer livros e mais livros, e devora-os num instante! Espero que esse gosto lhe dure para o resto da vida!

 

Rendemo-nos a Augusto Cury!

 

 

Aqui por casa, quase toda a família se rendeu a Augusto Cury!

Tudo começou comigo quando, por acaso, "tropecei" no livro Armadilhas da Mente, que mais tarde li e adorei.

De tanto falar dele ao meu marido, ele entusiasmou-se e, numa ida às compras, comprou um livro deste autor para ler. Também ele adorou e até comprou mais um.

Já eu, comecei a tocar no assunto com o meu pai, que disse que o autor era bom e tinha bons livros. E foi assim que, também para ele, para lhe oferecer no aniversário, comprei um livro deste autor brasileiro mais lido na última década.

Os seus livros são para todos os gostos. 

No meu caso, por exemplo, gosto das histórias em que ele transmite o seu conhecimento e ensinamentos através de histórias e dramas da actualidade, romances, e da personagem do psiquiatra Marco Polo, presente em livros como A Saga de Um Pensador, A Ditadura da Beleza ou Armadilhas da Mente, dos quais já anteriormente falei.

O meu marido prefere livros que juntam a vertente psicológica com a religiosa, como no livro O Mestre do Amor.

O meu pai, gosta de outro género, mais complexo, como O Código da Inteligência ou Inteligência Multifocal. 

Mas variedade é o que não falta a este autor! Desde livros para pais e filhos, professores e alunos, mulheres ou casais, a livros sobre Jesus e Maria. Desde livros sobre a felicidade e amor, a livros sobre o nosso "Eu", há de tudo um pouco na extensa colecção de Augusto Cury!

 

E, para quem não o conhece ou nunca ouviu falar, Augusto Cury é médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor. É, também, diretor do Instituto Augusto Cury Cursos, através do qual promove o treinamento de psicólogos, educadores e outros profissionais. Desenvolveu o projecto Escola da Inteligência, que tem como principal objetivo a formação de pensadores através do ensino das funções intelectuais e emocionais mais importantes para crianças e adolescentes, tais como, o pensar antes de reagir, a proteção de sua emoção, o colocar-se no lugar dos outros, expôr e não impôr as suas ideias. Também elaborou o Programa Freemind para contribuir, em conjunto com as casas de acolhimento ao usuário de drogas, clínicas, ambulatórios e escolas, no desenvolvimento de uma emoção saudável para a prevenção e tratamento da dependência de drogas.

 

 

 

Os maus tratos ao longo dos tempos

 

 

"Na antiguidade, o infanticídio era uma prática habitual. Eliminar filhos ilegítimos, deficientes ou prematuros, controlo da natalidade ou crenças religiosas eram alguns dos motivos apontados para justificar tais actos.Os recém-nascidos eram sacrificados em altares, projectados contra as paredes, ou abandonados nus às intempéries. Era também comum a venda de crianças para prostíbulos, bem como prostituição de crianças em templos ou casas de prostituição. Em algumas sociedades, os castigos humilhantes eram usados para educar. Só a partir do século XVIII, começam a surgir as primeiras instituições para educar e proteger as crianças. Mais tarde, criaram-se várias medidas e leis de protecção. No entanto, ainda hoje algumas sociedades continuam a permitir situações de abuso e a suportar várias formas de maus tratos infantis, aceitando-as como formas de educação e interacção entre adultos e crianças..."

 

Ao tomarmos conhecimento dos ideais e práticas que eram apoiadas e exercidas em épocas passadas, ficamos com a sensação que, aquilo a que hoje em dia se apelida de maus-tratos, e como tal considerado crime punível é, na verdade, uma versão muito mais leve e quase aceitável como normal!

Claro que, qualquer tipo de maus-tratos, independente da forma ou gravidade que apresentar, sejam eles severos ou brandos, bárbaros ou discretos, nunca deverá ser aceitável.

Felizmente, tem havido uma cada vez maior consciencialização, preocupação e interesse, que resulta no surgimento de legislação mais específica e respostas mais adequadas para este fenómeno que nos acompanha desde a antiguidade.

Alguns tipos de maus tratos foram abolidos, outros permanecem, outros ainda têm vindo a surgir (fruto, em parte, de uma evolução tecnológica).

Há, de facto, comportamentos muito enraizados em determinadas sociedades, na sua história e cultura, que são difíceis de alterar. Como tal, é de reconhecer a mudança que já se conseguiu operar, desde épocas mais remotas até à actualidade, em algumas dessas sociedades. 

No entanto, ainda muito mais haverá a fazer no combate à violência e aos maus tratos infantis em todo o mundo.

 

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