Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Dia dos Namorados e nada para oferecer?

Foto de VanBach - Arte & Teatro.

 

Podem sempre levar a vossa cara metade ao teatro, com a promessa de desvendarem "O Segredo do Diamante"!

E ainda estarão a ajudar o CBEI (Centro de Bem Estar Infantil da Santa Casa da Misericórdia de Mafra).

Os bilhetes têm um valor de 4 euros, e o valor reverte na totalidade para esta instituição.

 

Para quem gosta de teatro, de uma boa comédia, e gosta de um serão divertido a dois, este é o programa ideal.

De qualquer forma, como a Gala de Teatro Solidário é no sábado, podem sempre aproveitar para celebrar a dobrar - hoje, por casa mesmo, e no fim-de-semana, aqui em Mafra!

Pela saúde mental dos pais, acabem com os TPC's!

Imagem relacionada

 

Pior que uma mãe se sentir frustrada por não conseguir ajudar um filho nos trabalhos escolares, é perceber o que é pedido, explicar ao filho de 50 maneiras diferentes e ouvi-lo repetir as conclusões e, na hora de ele escrever a resposta, ouvi-lo pronunciar um "não sei"/ "não percebi". 

 

Isto dá cabo do sistema nervoso de qualquer mãe/ pai.

Ainda mais, quando a resposta está toda no manual e, mesmo que assim não fosse, é algo básico que qualquer um sabe.

 

Deixo aqui um apelo aos digníssimos professores: pela saúde mental dos pais dos vossos alunos, acabem com os TPC's!

Se eles têm mesmo que consolidar as matérias dadas em aula, que quem de direito retire a enorme quantidade de disciplinas e aulas semanais que os alunos têm, e substituam alguns desses tempos por apoio aos TPC's.

 

Assim, quando chegam a casa já não têm que ter mais essa preocupação, e os pais não têm que perder metade do seu tempo livre a ajudar os filhos, em vez das suas próprias tarefas, e terminar o dia irritados, chateados, e com uma vontade enorme de andar à estalada, que não resolve nada de qualquer forma, e só dá cabo de um tempo que poderia ser de qualidade, passado em família.

 

E não venham cá com coisas de que "ah e tal, eles têm que se desenrascar sozinhos" , "têm que ter responsabilidades" ou "esse trabalho é deles, os pais não têm que se meter".

Sim, eles têm que ser responsáveis, tentar fazer as coisas sozinhos e sem ajuda. Mas, na prática, o dever de ajudar os nossos quando é preciso fala sempre mais alto, e leva a melhor. Só que, se na maior parte das vezes corre bem, outras nem por isso. 

Se não querem atear o fogo, não acendam o fósforo!

Resultado de imagem para atear fogo

 

Já não é a primeira vez que me deparo com uma situação destas, e é algo que me irrita profundamente.

Uma associação de protecção de animais partilhou, na sua página do facebook, uma publicação acerca de um gatinho que foi devolvido, pela família que o tinha adoptado há uns meses, apelando a que se tentasse encontrar um novo lar para o bichano.

Até aí, tudo bem. Tinha até começado a escrever um comentário, quando li melhor a publicação, e deparei-me com esta solicitação:

 

"Pedimos que em vez de comentários sobre a devolução nos ajudem de forma construtiva a encontrar a família 5 estrelas que este patudo precisa."

 

E, assim, apaguei o comentário que estava a escrever.

Mas houve quem se quisesse manifestar:

 

"...concordo que devemos tentar arranjar um lar para este menino o quanto antes, mas mesmo assim devem colocar o nome destes adotantes na lista de maus, ou melhor, péssimos adotantes para que este tipo de situações não se repita."

 

E que resposta é que recebeu?

Esta:

 

"Mas agora vamos começar a colocar cruzes vermelhas na testa de quem faz algo errado??? É isso que quer que lhe façam a si quando fizer algum erro na sua vida? Nem sabe o que se passou e nem temos que saber!! Temos sim, se pudermos, ajudar e mais nada!"

 

Ora, se não querem atear o fogo, não acendam o fósforo!

Se não querem que as pessoas se insurjam contra estas situações, que comentem, que critiquem, que condenem este tipo de actos, não os exponham.

Se o mais importante, como dizem, é encontrar um novo lar para o animal em questão, ajudando como pudermos, evitem falar do que gerou essa necessidade.

Porque raio têm que anunciar, com tanta indignação, o que os adoptantes fizeram com o animal, criticando, condenando e mostrando a sua própria revolta se isso, perante a situação do amimal em causa, é assim tão irrelevante? 

 

A publicação da associação:

"Devolvido…
Devolvido como uma peça que se leva para experimentar e depois afinal já não se quer..
Adotado em outubro, então um bebe com 3 meses, o Pokemon foi devolvido ontem com 7 meses.
Porquê? Não interessa, nestas situações a razão nunca tem razão.
O seu nome revelou-se uma verdadeira maldição - o jogo passou de moda e o interesse arrefeceu. Mas este tigrado não é virtual, é um ser vivo com emoções, com sentimentos, não é algo que desaparece por se desligar o botão…
Com mais de metade da sua pequena existência vivida numa casa imaginam a revolta deste menino? Não tivemos coragem de o colocar numa situação em que também ele pode entrar em depressão, por isso encontra-se muito provisoriamente em casa de uma voluntária.
É um gato meigo e brincalhão que precisa de encontrar a sua verdadeira família, que precisa com urgência de um lar.
Procuramos adotantes responsáveis, alguém que ame o Pokemon para o resto da vida e não apenas uns meses, alguém que entenda que estes animais têm sentimentos, que sofrem a sério com o abandono…
O Pokemon não está castrado nem testado mas assumiremos esses custos.
Só queremos que este menino encontre a felicidade que lhe foi prometida e depois roubada."

 

Compreendo que estarmos a deixar a nossa opinião não resolve o problema principal, que é o de se encontrar uma nova família para este gatinho. Mas, se a própria associação o faz, não teremos também nós, o direito de o fazer? E os outros o dever de a respeitar?

Falam muito, mas não dizem nada!

Resultado de imagem para atrapalhar

 

Sabem aquelas pessoas a quem se faz uma pergunta, e andam ali às voltas e voltas, acabando por dar uma resposta que nada tem a ver com a pergunta que fizemos, porque nem elas próprias sabem?

 

E aquelas pessoas que são peritas num determinado assunto, a quem recorremos quando temos dúvidas que não conseguimos esclarecer, e vemos que aquilo que nos explicam é apenas aquilo que também nós sabemos/ conseguimos fazer?

 

Ou ainda aquelas que têm intenção de nos ajudar de boa vontade, mas nada mais fazem que atrapalhar e atrasar o nosso trabalho, sem terem contribuído com algo de útil?

 

Pois é, falam muito, fazem pouco, e não dizem nada!

Mais vale ficarem quietinhas no seu canto. Se não podem ajudar, não atrapalhem!

 

 

Há sonhos que nos marcam...

A Pequena Annie

 

Uma destas noites acordei a chorar, não porque tenha tido algum pesadelo terrível (como é costume quase todas as noites), mas porque tive um sonho que para mim foi muito especial…

A protagonista desse sonho era a pequena Annie, uma menina com uns 4 ou 5 anos, loirinha, muito meiga e carinhosa, que qualquer pessoa gostaria de ter como filha.

Pelo que pude perceber, no sonho, Annie tinha vindo passar uns tempos comigo, não sei bem em que contexto, mas talvez fosse uma espécie de família de acolhimento temporário.

O que é curioso, é que eu nunca tive muito jeito para crianças, nem tão pouco me via a ser mãe, ou estar rodeada de crianças.

Mas a verdade é que a maternidade veio, de alguma forma, alterar um pouco a minha forma de pensar!

Sei que no meu sonho, eu gostava muito da Annie, como se realmente de uma filha se tratasse.

Era tão bom poder contribuir para a felicidade dela, poder dar-lhe o carinho e o afecto que ela provavelmente nunca tinha tido…e o mais espantoso, é que ela gostava mesmo de mim! E eu que pensei que isso não era possível! Talvez só em sonhos…

Naquele dia, era o dia da despedida, o dia em que nos íamos separar. Umas senhoras, que deveriam ser da Segurança Social ou algo do género, vinham buscá-la.

Como é óbvio, estávamos as duas tristes porque era uma separação difícil, e tentávamos conter as lágrimas.

E logo aí, a insensibilidade de algumas pessoas que parecem tratar-nos como máquinas sem sentimentos – uma dessas ditas senhoras disse-me o seguinte “Não tem vergonha de estar com essa cara, devia era mostrar que está feliz para a menina não perceber e ser mais fácil ela vir connosco”!

Para não me chatear mais, e porque queria o melhor para a Annie, parei, baixei-me e disse-lhe baixinho “Vem cá Annie e dá-me um abraço! A Marta despede-se já aqui de ti, porque agora tens que ir com estas senhoras! Mas podes vir sempre que quiseres e te deixarem, porque a Marta gosta muito de ti!”…e assim, depois dos beijinhos, voltei para casa, já sem conseguir aguentar mais, a chorar…

A pequena Annie voltou, mais uma vez, extremamente feliz por poder estar comigo e irmos à praia! Estava tão contente como alguém que nunca foi a uma praia, ela puxava-me e saltava e corria! Assim que chegou à praia, foi direitinha ao mar!

Mas foi a última vez que a vi, a última vez que esteve comigo…pelo menos fisicamente, porque a última parte do sonho, foi precisamente a imagem que, embora ausente, a presença e a lembrança dela estaria para sempre comigo!

E acordei! Tal como agora, ao relembrar o sonho, com um nó na garganta e a chorar!

 

Sim, foi apenas um sonho…mas um sonho que, de alguma forma, reflecte aquilo que eu ultimamente tenho muitas vezes desejado – ajudar as crianças.

Na verdade, queria ter dinheiro para poder eu própria criar uma fundação, ou uma associação, ou qualquer que seja o nome que lhe queiram chamar.

Poder ajudar da forma que elas mais precisassem – com roupas, alimentos, materiais escolares, cuidados de saúde…

É quase como ser uma espécie de madrinha para essas crianças, sempre gostei de ser madrinha!

Uma das coisas que me daria mais prazer era ser uma verdadeira “Mãe Natal”, e passar a véspera de Natal a distribuir presentes, a quem nunca soube o que era receber um! Mas não só, porque mais importante que todas as prendas que se possam dar, é o facto de dedicarmos um pouco do nosso tempo para estarmos com as crianças, fazê-las sorrir, fazê-las sentir que há alguém que se preocupa com elas, que há alguém que lhes dá atenção e carinho.

Mas infelizmente, não me saiu o Euromilhões. Rica também não sou, o que me limita bastante. E confesso que depois de dar uma espreitadela a algumas instituições, em que se quisermos ajudar, temos que ser sócios e pagar mensalidades, ou ter não sei quantas formações para poder exercer voluntariado, ou ter que seguir mil e uma formalidades para criar uma instituição, fiquei desanimada.

Talvez um dia, se tiver condições financeiras, possa vir a fazer as coisas “à minha maneira”, sem burocracias, apenas com a minha dedicação, e tornar os sonhos reais!

  • Blogs Portugal

  • BP