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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

260 euros por mês em despesas de alimentação é muito?

As técnicas da Segurança Social acham que, para um agregado familiar composto por apenas duas pessoas, é muito dinheiro! Mesmo quando o termo "alimentação" se refere a todas aquelas despesas que temos mensalmente com alimentação, produtos de limpeza e higiene, e afins.

Se é possível reduzir este valor? É óbvio que sim! Temos é que nos privar de muitas coisas.

E com esforço até podemos gastar pouco ou nada. Basta não comprar, não comer, não beber, deixar tudo sujo e esperar que, uma vez em tão más condições, já possamos ter direito aos apoios que, de outra forma, não reunimos condições para receber.

Claro que, em alguns meses, se gasta mais que noutros - este valor é apenas uma média. Mas não nos podemos esquecer que as coisas estão cada vez mais caras e que, nem sempre, as promoções são naquelas que mais precisamos.

Ainda assim, parece que estamos na categoria de "gastadoras".

Por isso, vou ali poupar um bocadinho e já volto!...

 

 

 

Tica e a mosca

Diz a mosca: "Nossa, nossa, assim você me mata!"

 

E pensa a Tica: "Ai se eu te pego, ai, ai se eu te pego!"

 

E pegou mesmo, matou e saboreou-a como se de um verdadeiro pitéu se tratasse! Em seguida, olhou para nós a lamber-se toda!

Parece-me que alguém já se está a adaptar à alimentação do futuro :)

Obesidade Infantil

 

A obesidade infantil é, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, um dos problemas de saúde pública mais graves do século XXI, sendo prioritária a sua prevenção. O sobrepeso e a obesidade são o quinto factor principal de risco de disfunção no mundo. De uma forma geral, a obesidade infantil é mais frequente nos meios urbanos, embora também esteja presente nos meios rurais.  

A nível físico, as crianças obesas tendem a desenvolver problemas como diabetes, doenças cardíacas ou má formação do esqueleto. É raro que cause risco de vida na infância, mas a esperança de vida é drasticamente reduzida. Pode agravar patologias respiratórias e alérgicas, provocar dores nas articulações e dificultar ou impossibilitar a prática de exercício físico em contexto escolar.

A nível psicológico, estas crianças são frequentemente vítimas de bullying por parte dos colegas levando, por vezes, ao isolamento e/ ou depressão.

Quanto aos factores que podem levar à obesidade, estes podem ser biológicos, psicológicos ou comportamentais, incluindo, nestes últimos, os maus hábitos alimentares, o sedentarismo e a diminuição do número de horas de sono.

Relativamente aos hábitos alimentares, temos uma das dietas mais saudáveis e equilibradas – a chamada dieta mediterrânica. No entanto, a expansão do fast-food e do comércio de junk food, tem alterado e invertido de forma significativa, a prioridade das crianças no que respeita à escolha dos alimentos. De facto, estes alimentos industrializados conseguem ser bastante apelativos, levando as crianças a preterirem outros mais saudáveis.

É verdade que, nos últimos anos, temos assistido a iniciativas positivas como o Regime de Fruta Escolar, que visa a distribuição de frutas e produtos hortícolas, nos estabelecimentos de ensino público, aos alunos que frequentam o 1.º ciclo dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, ou as mais recentes orientações da Direcção Geral de Educação para bufetes escolares.

Mas a educação alimentar das crianças não pode ser uma tarefa exclusiva das escolas. Deve começar em casa, pelos pais e familiares próximos, e logo desde o dia em que nascem. A influência dos pais na alimentação dos filhos é determinante. Sabemos que os filhos tendem a seguir os exemplos e hábitos dos pais, que nem sempre são os melhores. Nesses casos, de nada servirá aos pais quererem que os filhos se alimentem saudavelmente, se eles próprios não o fazem. Por outro lado, os pais devem estar atentos e proporcionar refeições saudáveis aos filhos, o que nem sempre acontece devido não só à falta de tempo como, muitas vezes, à falta de informação ou certos mitos. 

A minha filha, por exemplo, nasceu com 3,020Kg distribuídos por 47 cm. Ao fim de duas semanas, como eu não tinha leite suficiente para ela, começou a beber leite artificial. Talvez por isso, sempre teve um peso ligeiramente acima do ideal, embora colmatado com o crescimento. Ao longo de 9 anos, o peso aumentou, mas a altura também. Não se pode considerar que tenha excesso de peso, muito menos será obesa. Mas tenho consciência que, se a deixasse comer à vontade, não seria bem assim. É normal que as crianças, tal como nós, gostem de comer “porcarias”. O meu papel é moderar esse consumo, e tentar que ela faça uma alimentação equilibrada, pelo menos enquanto estiver comigo. 

O sedentarismo é também uma realidade cada vez mais presente na nossa sociedade, e entre as crianças e jovens. Antigamente, as crianças brincavam na rua, saltavam, pulavam, jogavam à bola, corriam…Hoje, apesar de já haver, logo no 1º ciclo do ensino básico, actividades extracurriculares físico-desportivas (facultativas), e de algumas crianças frequentarem actividades físicas fora da escola, grande parte delas prefere substituir essas actividades por algumas horas de jogos em consolas, ou comodamente sentadas em frente à televisão ou computadores. Para tal, mais uma vez, contribui em muito a falta de tempo e disponibilidade dos pais, bem como a insegurança que estes sentem ao deixarem os filhos na rua.

A falta de sono ou as poucas horas que as crianças dormem também podem levar ao aumento da obesidade. Há estudos que provam uma estreita ligação entre o sono e o apetite sendo que, à medida que o primeiro reduz, o segundo aumenta, devido a alterações das hormonas que controlam a fome. E, quanto menos dormem, mais tempo têm para comer, e menor é a probabilidade de serem fisicamente activas, havendo um menor gasto de energia.

Por todas estas razões, se pode concluir que o combate à obesidade infantil passa, sobretudo pela prevenção. É preferível evitar a obesidade numa criança, do que tentar eliminá-la depois de instalada! E essa prevenção, passará pela intervenção por parte de todos aqueles que tenham, directa ou indirectamente, influência sobre essas crianças! 

Pica

 

Todos sabemos que algumas pessoas podem sofrer de pertubações ou distúrbios alimentares em alguma fase da sua vida.

Entre eles destacam-se, sobretudo, os mais comuns, como a anorexia, a bulimia e até mesmo a obesidade. Em comum, têm o facto de estarem todos relacionados com falta ou excesso de alimentação.

Mas se, de repente, alguém começar a ter vontade de ingerir coisas estranhas? Aí, estamos igualmente perante um distúrbio alimentar, mas que está relacionado, não com quantidade, mas com a natureza do que é ingerido, e que se caracteriza por apetite por substâncias não alimentares ou ingredientes de alimentos, como por exemplo - giz, carvão, solo, tecidos ou farinhas e amidos. 

A este transtorno foi dado o nome de Pica. Para que seja considerado, é necessária a sua persistência por um período de um mês, e fora de um quadro de desenvolvimento humano normal, em que se utiliza a boca para explorar (crianças pequenas).

Pode atingir todas as idades, mas verifica-se com maior frequência em mulheres grávidas e em crianças com dificuldades no seu desenvolvimento. 

Por isso, cuidado com a Pica!

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