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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ambição sim, mas humildade também se usa!

Imagem www.darcanal.pt

 

Estava tudo a correr tão bem com a actuação deste concorrente, e ele tinha que estragar tudo.

O Romeu pareceu-me um jovem muito simples, com um timbre muito bonito e com muitas hipóteses de singrar no mundo da música. E conseguiu virar as cadeiras da Marisa, da Áurea e do Anselmo. 

Mas, depois de ouvidos os elogios e na hora de escolher o mentor, "caiu-lhe a ficha", e desapontou todos com o seu método de escolha.

Como disse a Áurea, e muito bem, o que ele deveria pensar era com qual daqueles mentores ele teria mais possibilidades de aprender, e qual deles o poderia ajudar a vencer.

Que ele queira fazer da música profissão e sonhe em fazer a primeira parte dos concertos de músicos como os mentores, é legítimo. Ambição, se comedida, nunca fez mal a ninguém.

Agora dizer que escolheria aquele que o convidasse para fazer uma primeira parte, assim do nada, já é demais.

Ainda que fosse apenas uma brincadeira (que não me parece o caso), essa atitude caiu muito mal aos jurados, e penso que a muitos espectadores também.

Humildade também se usa, e pode muitas vezes levar mais longe que a ambição desmedida.

Sonhos de menina

 

Chega a minha filha das férias com o pai, em completa euforia, a querer participar no passatempo "O teu sonho, a tua música" do Disney Channel, em que oferecem produtos relacionados com a série Violetta e um bilhete para o concerto.

Ela foi ao site, imprimiu as letras, viu como é que tinha que fazer, andou a ensaiar e a fazer planos, enquanto eu ia apanhando um bocadinho aqui e ali, sem saber ao certo no que ela se queria meter.

Depois de uma leitura mais atenta ao regulamento, achei melhor não seguir adiante. Enviar um vídeo da minha filha que não me será devolvido e que não sei que uso lhe será dado (eles dizem que são destruídos os que não forem seleccionados mas nunca fiando), autorizações para não sei quantas coisas, trabalho e papelada para preencher, e os prémios para os semi finalistas são coisas que ela já tem. E diz-me a minha filha "oh mãe, eu já tenho, mas posso dar à minha prima". Já o prémio final, o bilhete para um dos concertos com viagem e estadia paga, também não me inspira. Para já, porque eu não teria disponibilidade financeira nem tempo para a acompanhar, e porque acho que ela ainda é nova para andar a viajar para ver concertos. Se fosse em Lisboa, ainda se fazia um esforço, mas assim, não vale a pena.

Só que a minha filha ficou, realmente, triste. Porque adora a Violetta, adora cantar e dançar, acha que tem talento e queria ser uma das escolhidas, nem que fosse para o seu vídeo ser exibido na televisão.

 

 

No dia seguinte, e com um não quase certo para o primeiro passatempo, liga-me toda animada a dizer que quer participar no The Voice Kids!

O que é que eu faço à minha vida?!

 

Espero que não se lembrem de mais nenhum passatempo ou concurso para crianças porque já percebi que ela vai querer ir a todos!

É oficial - Paulo Fonseca deixa o FCP

OM - FC Porto - Valais Cup 2013 - Paulo Fonseca.jpg

 

 

Tendo passado por equipas como o Pinhalnovense ou o Desportivo das Aves, Paulo Fonseca ganhou notoriedade pela época brilhante que fez, em 2012/ 2013, ao comando do Paços de Ferreira, que se classificou em terceiro lugar na liga.

Como é óbvio, o sonho de qualquer treinador é "voar mais alto", e a oportunidade surgiu com o convite para treinar os Dragões.

Mas, por vezes, é preciso ponderar se é o momento certo, se o "voo" é benéfico ou se ainda é cedo para determinadas ambições.

Treinar o Futebol Clube do Porto não é a mesma coisa que treinar o Paços de Ferreira - a responsabilidade e a pressão são maiores, os objectivos totalmente diferentes. Para mim, a decisão de Paulo Fonseca de aceitar o desafio não terá sido acertada. Penso que ele não estava ainda preparado para o desafio. E parece que ele se terá apercebido agora disso.

Mas a responsabilidade pelos maus resultados não se deve exclusivamente ao treinador. Como se costuma dizer, não se podem fazer "omeletas sem ovos". Uma equipa não é apenas o treinador. Os jogadores também fazem parte e têm a sua quota parte de responsabilidade.

O treinador pode orientar, definir estratégias, planear ataques ou defesas, mas são os jogadores que estão em campo, são eles que possuem a bola e a possibilidade de fazer a diferença. Claro que os jogadores não devem agir contra as instruções do seu "mister". Mas não me parece que haja instabilidade ou divergências a esse nível.

 

Para já Luís Castro, da equipa B, irá assumir o comando, embore pense que será uma solução temporária, a curto prazo. Veremos o que conseguirá fazer pela equipa.

Mas o futebol é mesmo assim. Há épocas felizes, e outras não tão felizes. Acontece a todas as equipas, até mesmo às melhores. E aos melhores treinadores também!

Dois irmãos, duas histórias

 

Quando perderam a mãe, eram apenas duas crianças!

Duas crianças que, daí em diante, foram criadas pelo pai, e pelas tias.

Nessa altura viviam em plena região alentejana, divididos entre Barrancos e Moura.

Levavam uma vida dura, no campo, privados de muitas coisas essenciais...

E assim cresceram até que, um dia, os dois irmãos vieram para Lisboa.

Pode-se dizer que são muito parecidos, em termos de feitios, e quanto mais velhos mais parecidos ficam!

Mas sempre houve uma diferença que os fez, mesmo tão perto um do outro, seguir rumos e estilos de vida tão diferentes - a ambição!

O meu tio é daquelas pessoas que não se contenta com o que tem, se sabe que pode ter mais. E foi nesse sentido que, com a ajuda da minha tia, sempre lutaram, trabalhando sábados, domingos e feriados, sem folgas, quase sem descanso, para poderem atingir o objectivo a que se tinham proposto.

Primeiro por conta de outros e, mais tarde, por conta própria, passavam os dias no café restaurante Primavera, de manhã até madrugada.

Quando as minhas primas já podiam, ajudavam os pais a servir às mesas e ao balcão, e tudo o mais que fosse preciso, já que um dia viriam a usufruir das regalias proporcionadas por todo aquele esforço.

Raramente as vi passear, aproveitar a infância e a adolescência, divertir-se como qualquer rapariga da idade delas.

O meu tio, além do restaurante, que entretanto trespassou, abrindo depois um café (que entretanto também alugou porque já estava na altura de deixar de trabalhar e gozar os rendimentos), construiu a casa onde hoje mora.

Construiu também outras moradias - umas que ainda tem para alugar, outras que vendeu. E comprou terrenos, que deu às filhas para que elas próprias pudessem construir as suas casas.

Hoje, têm uma boa vida. Não lhes contei o dinheiro, mas sei que estão bem e têm o seu futuro assegurado. Embora o meu tio se esteja sempre a queixar (sem motivo), dinheiro é algo que não lhe falta.

Já o meu pai, nunca sonhou muito alto, nunca foi ambicioso!

Mesmo tendo oportunidade para melhorar, continuou satisfeito no seu emprego como carpinteiro, a ganhar o básico. O lema dele sempre foi "para hoje tenho, amanhã logo se vê"!

Passadas algumas dificuldades em que teve, por exemplo, que vender a própria aliança de casamento para ter dinheiro, ou quando ficou sem trabalho, aos 50 anos, e todos lhe batiam com a porta porque já era demasiado velho para trabalhar (e nessa altura foi o meu tio que o ajudou), conseguiu finalmente um trabalho, numa fábrica, onde esteve até se reformar.

Mas, apesar de nunca ter ambicionado uma vida melhor, sempre fez tudo para que não faltasse nada lá em casa.

Tanto eu como o meu irmão, sempre tivemos o essencial.

Acima de tudo, muito amor e muitas aventuras com o meu pai! 

Foi ele que me levou a conhecer o Jardim Zoológico e a Feira Popular!

Foi com ele que fui a primeira vez ao circo!

Era com ele que eu ia para o campo fazer piqueniques e apanhar pinhas!

Era com ele que eu ia todos os anos no mês de Agosto para a praia!

Muitos dos poemas e textos que ele escrevia, eram sobre mim, ou para mim!

Hoje, o meu pai não tem carro, vive numa casa alugada, tem uma reforma que lhe proporciona uma vida um pouco melhor do que quando trabalhava. E ainda consegue ajudar os filhos sempre que é necessário, com o pouco que tem.

Para ele basta-lhe. E é feliz assim!

Se poderia ter sido de outra maneira? Até poderia ter sido...mas não seria a mesma coisa!

 

 

 

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