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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Foi Sem Querer Que Te Quis

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Foi mesmo!

Já tinha tantos romances na minha lista que, para juntar mais algum, seria preciso que se mostrasse diferente dos restantes, ou me cativasse de alguma forma diferente.

E foi assim que, num dia, o estava a adicionar à lista e, mais tarde, ao vê-lo mesmo ali ao meu alcance, não resisti, e comprei!

 

 

A história:

Foi sem querer que te quis conta a história de Beatriz e Leonardo. A forma como os dois se cruzam, omo os seus caminhos se interligam, e que mudanças ocorrerão nos dois, que os tornarão pessoas melhores e mais preparadas para amar.

Beatriz é terapeuta ocupacional no lar onde está o avô de Leonardo, o Sr. Nicolau. 

Quando o relacionamento de Beatriz com Gabriel termina, Nicolau promete dar-lhe a "receita do amor", se ela ajudar o seu neto a ultrapassar o que o está a tornar numa pessoa que nada tem a ver com o que um dia foi.

Com a morte do Sr. Nicolau, ambos se comprometem em satisfazer o último pedido do avô: Beatriz em ajudá-lo, e Leonardo a não colocar obstáculos a essa ajuda.

Se, no início, as coisas não correm nada bem e Beatriz pensa até desistir dessa missão, o tempo vai mostrar que paciência e persistência podem ser bons aliados.

E o que parecia uma aversão mútua à primeira vista, começa a transformar-se em algo muito diferente, que os dois já não conseguem esconder.

Mas, estarão Beatriz e Leonardo destinados a ficar juntos?

Ou será que o destino irá trocar, mais uma vez, as voltas ao casal?

Existirá mesmo uma "receita" para o amor?

 

 

A minha opinião:

Gostei imenso da construção da personagem do Leonardo, e de todo o rumo que foi tomando até ao final. Já a Beatriz, não me convenceu tanto. Pareceu-me estar ali na história apenas como veículo de transmissão de ensinamentos, "frases feitas" e pensamentos, maioritariamente, absorvidos por ela graças às conversas com o Sr. Nicolau.

Surge quase como uma benfeitora, uma guia que conduz Leonardo pelo caminho certo para a sua vida, impedindo que ele se desvie por outros atalhos que não o levarão a lado nenhum.

No entanto, ela própria está longe de ser dona e senhora da razão, e também comete erros, também tem que se descobrir a ela própria, e saber o que é melhor para si.

 

Confesso que a parte final da história foi surpreendente, e está tão bem contada que nem me apercebi do que tinha acontecido mas, revelado o mistério, faz sentido, e  foi o que mais me emocionou.

Não é daqueles romances que marcam de uma forma inexplicável, mas é um bom romance de estreia para o autor, com uma boa premissa, que levará certamente os mais românticos a querer saber qual é essa receita que terão que experimentar para terem sorte ao amor.

Poderá ser, tão somente, um bombom com recheio de framboesa?!

 

 

 

As frases que mais me marcaram no livro:

"Não há pessoas boas demais, há pessoas boas de menos. Ser-se bom demais é o normal, Apenas não parece porque as pessoas boas de menos são muitas mais."

 

"Esse é um erro bastante comum nas relações porque infelizmente as pessoas confundem tudo. Confundem amor com paixão, paixão com obsessão e até mesmo amor com amar."

 

"Talvez o mal da humanidade seja fazer tudo por interesse, na expectativa de algum retorno ou recompensa."

 

"Se tens dúvidas é porque não amas. Se não sabes se é forte é porque não é forte e se não é forte não é amor."

 

"Não fales do que não sabes e muito menos do que achas que sabes."

 

"O depois é um lugar imaginário para onde gostamos de empurrar as decisões da nossa vida. O depois é o lugar favorito dos indecisos, que só empatam a vida de quem já sabe o que quer."

 

"Nós temos por natureza o mau hábito de adiar uma cura só porque ela dói. Não admitimos, mas a verdade é que preferimos ir sofrendo devagarinho com a possibilidade do que sofrer  muito de uma só vez com a certeza."

 

"Acomodamo-nos tão facilmente a uma meia-tristeza que chegamos a acreditar que ela é uma meia-felicidade, mas uma meia-felicidade nada mais é do que uma infelicidade disfarçada."

 

"...uma relação saudável é composta por duas pessoas inteiras, e não por duas metades que formam um."

 

" ... amar alguém é querer que essa pessoa seja feliz... E apego é querer que essa pessoa nos faça feliz."

 

 

 

Eu identifico-me muito com a que fala do "depois". Porque eu sou muito de empurrar tudo para o depois, quando não estou certa daquilo que realmente quero. Não é um não, mas também não é um sim com certeza. É um preciso de pensar sobre isso. E acredito que, a certa altura, isso acabe por empatar quem já está certo daquilo que quer, e fica dependente de nós.

 

    

Agora deixo-vos um desafio - escolham a frase com que mais se identificam, ou sobre a qual tenham algo a dizer, e deixem um comentário sobre a mesma!

 

 

Queremos mesmo pessoas iguais a nós ao nosso lado?

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Ouvimos, muitas vezes, no que respeita ao amor, a afirmação de que os opostos se atraem. Mas será mesmo assim?

São as diferenças entre as duas pessoas, que fazem com que se encaixem uma na outra, e a relação resulte?

Até que ponto serão, as diferenças, algo de positivo para a relação? Até que ponto elas condicionam o sucesso ou o fracasso da mesma? Até que ponto deixam de ser aceitáveis?

 

 

Por outro lado, será que procuramos, do outro lado, alguém exactamente igual a nós? Que pense da mesma forma, que aja da mesma forma, que tenha os mesmos gostos, ideais, feitio? Que seja uma "cópia" de nós?

Até que ponto isso não tornará a relação monótona, aborrecida, sem nada de novo a acrescentar? Até que ponto conseguimos conviver com alguém com as mesmas qualidades mas, também, com os mesmos defeitos?

Até que ponto as semelhanças funcionam melhor que as diferenças, numa relação?

 

 

Dizia a Graça, concorrente do Casados à Primeira Vista, em resposta à pergunta sobre se queria ao seu lado uma pessoa como ela mesma, que isto de que os opostos se atraem é coisa do século XX, e não do século XXI.

Mas, será que queremos mesmo pessoas iguais a nós, ao nosso lado?

 

 

Correndo o risco de mais um "lugar comum", penso que o segredo está num meio termo, entre as diferenças e as semelhanças.

Se, no início, até podemos ficar encantados com as diferenças, com o tempo, podemos perceber que elas nos afastam mais do que juntam. No entanto, há diferenças que nos fazem falta, para nos equilibrar. Por exemplo, se um é demasiado sério, o outro equilibra com a sua alegria; se um é mais gastador, o outro equilibra ao poupar mais; se um é mais infantil, o outro equilibra com a sua postura mais adulta; se um é pessimista por natureza, o outro equilibra com o seu optimismo, e por aí fora.

Por outro lado, se até nos identificamos de imediato com as semelhanças e tudo corre bem pode acontecer, com o tempo, deixar de existir novidade, ser tudo sempre igual, sem surpresas, sem o inesperado. E e, para o bem, pode ser fácil resultar. Já para o mal, afundam mais depressa.

 

 

E por aí, o que vos une mais?

Para qual dos lados da balança se inclinam mais? Preferem ter alguém igual a vocês, ou diferente, ao vosso lado?

 

La Reina del Flow

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Foi através do P.P. que soube da existência desta série da Netflix e, com base naquilo que li, fiquei curiosa!

Depois de ter ficado totalmente viciada em ZOO, que já acabei de ver, é com surpresa que me vejo agora presa a La Reina del Flow, uma das séries mais vistas na Colombia nos últimos 5 anos, e que promete uma sequela para a história de Yeimi.

 

Os ingredientes para esta receita de sucesso são vários:

 

 

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A música

Dá o mote para a história, e está presente em toda a série. Cada um dos temas, ao estilo reggaeton, faz-nos querer cantar e dançar, e é fácil ficarmos com a letra na cabeça.

Das mais mexidas às mais calmas, conseguiram ter aqui uma excelente selecção musical.

Há concertos de veteranos, e batalhas de MC's para novos talentos.

Destaque ainda para personagens reais, como a de Sebastian Yatra, um cantor e compositor colombiano, que irá interpretar-se a si próprio.

E para o papel da música na vida das pessoas, sobretudo nestes bairros pobres e onde é fácil enveredar por caminhos perigosos e destruir a vida.

 

 

 

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As drogas

A Colombia é um dos maiores produtores e exportadores de droga.

Aqui na série, o negócio é gerido por Manín, tio de Charly, que também se dedica a cobrar aos residentes de Medellín uma espécie de pagamento para protecção, que mais não é que uma forma de lhes arrancar dinheiro sob ameaça disfarçada.

Mas será pelas drogas que Yeimi verá toda a sua vida virar do avesso, envolvida numa cilada que lhe armaram, presa por tráfico, identificada como uma das muitas "mulas" que transportam drogas para o peixe graúdo e, mais tarde, como agente infiltrada para tentar chegar a ele, e ajudar a capturá-lo.

As consequências das drogas serão também mostradas através de Vanesa, filha de Charly.

 

 

 

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Corrupção

Num mundo onde o dinheiro compra tudo, os criminosos continuam impunes, as vítimas sem justiça, e os crimes arquivados e esquecidos.

 

 

 

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Vingança

Uma boa história de vingança cativa qualquer um. Sobretudo quando o ódio em que assenta essa vingança, teve origem num grande amor e ilusão.

Mas não só. A vingança de Yeimi acaba por se estender à morte dos seus pais, da sua avó, e do seu filho, bem como à da sua melhor amiga e companheira da prisão.

 

 

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Pobreza e Insegurança

Medellín possui bairros pobres, em que o perigo espreita a cada esquina, seja assaltos, drogas, assassinatos.

No núcleo de Juancho, é bem visível o esforço que ele faz para que nada falte aos seus irmãos mais novos, depois do abandono da mãe, e a forma como luta para que ninguém os tire de si cedendo, por vezes, a chantagem ou a ações menos correctas para ganhar dinheiro para os criar.

No entanto, é também a prova de que, com vontade,  é possível mudar e sair dessa vida.

Por outro lado, nem todos os que vivem nesses bairros são bandidos, delinquentes, drogados. Há por lá muita gente honesta, solidária, muitos jovens atinados, e muitas formas de escapar à dura realidade, sem se perderem.

 

 

 

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Triângulos amorosos

Quando jovens, Juancho gosta de Yeimi, que só tem olhos para Charly, que gosta de todas e não gosta de nenhuma. Na verdade, ele só quer saber dele próprio, e de vencer no mundo da música e, como não tem talento como compositor, vai servir-se de Yeimi para atingir os seus fins.

Já adultos, Charly está casado com Gema, mas continua a envolver-se com todas as mulheres que pode, inclusive com Tammy, que ele nem desconfia que, na verdade, é Yeimi.

Catalina, melhor amiga de Yeimi, acaba por se apaixonar por Juancho, que continua a amar a Yeimi, enquanto esta é também disputada por Jack del Castillo.

 

 

 

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Transformação

A típica transformação da menina ingénua e inocente, na mulher poderosa e guerreira. De menina que só conhecia o seu bairro de Medellín e pouco mais, que viveu 17 anos numa prisão e pouco mais conhece além dessa realidade, para a mulher culta, empreendedora e com facilidade em movimentar-se em meios diferentes, junto com os tubarões.

 

 

 

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A efemeridade da fama

Pela mão de Charly Flow, que depois de uma subida vertiginosa e de tudo o que alcançou através da música, à custa de Yeimi, começa a ver o seu mundo descambar, quando a sua falta de talento e, sobretudo, de escrúpulos vêm à tona.

Um artista pode, hoje, ser adorado mas, amanhã, odiado na mesma medida.

 

 

 

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Os laços de sangue

Charly só ama duas pessoas, talvez três, na sua vida. A sua mãe, a sua filha, e a si próprio. E se a sua mãe ainda poderá ficar ao lado dele, apesar de tudo, já a sua filha será a principal pessoa a mostrar-lhe o que é perder o amor de alguém. Acabará Charly Flow sozinho?

Por outro lado, é inegável a empatia que desde logo se criou entre Yeimi e Erik, a afinidade, o mesmo gosto pela música, o mesmo talento para compôr, o mesmo à vontade com os habitantes do bairro e com o bairro em si, sem saberem que, na verdade, são mãe e filho.

 

 

 

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A libertação e o perdão

Por vezes estamos tão cegos pelo ódio, que arriscamos a não agir da melhor forma, a não ver com clareza, a não seguir em frente com a nossa vida e ficarmos eternamente presos nessa vingança.

Só há algo que nos pode impedir de continuar e cair no precipício, fazendo os outros cair, levando-nos com eles: libertando-nos desse sentimento, perdoando, e agarrando-nos ao que de valioso temos, que é mais importante que qualquer ódio ou vingança. 

 

 

 

 

A história:

Yeimi é uma talentosa compositora, que vive com os pais e a avó, e é apaixonada por Charly.

Charly é um músico sem talento que, junto com Juancho, quer vencer no mundo da música.

Os três juntam-se para formar uma banda, mas Yeimi viu e sabe coisas demais, e poderá dar problemas, por isso, Charly arranja forma de a tirar do caminho.

Ao chegar a Nova Iorque, Yeimi é apanhada com drogas na sua mala e, já na prisão, ameaçada por uma das reclusas para que não denuncie Charly, sob pena de lhe matarem a avó, acaba condenada a 17 anos de prisão.

Depois de dar à luz o seu filho com Charly, Yeimi entrega-o à avó para que cuide dele mas, mal chegam a casa, a avó é assassinada e o filho raptado. Yeimi fica convencida que o filho morreu junto com a avó, e passará o resto do tempo na prisão a pensar na vingança que fará quando sair.

Charly, entretanto, foi para Porto Rico e tornou-se um artista de sucesso. Casou com Gema e tem uma filha que adora.

Manín conseguiu convencer a mãe de Charly a casar-se consigo, e adoptaram o filho de Yeimi, sem Lígia saber a verdade.

Juancho, que sempre acreditou na inocência de Yeimi, continua apaixonado por ela, e a escrever-lhe cartas que ela nunca leu, até ao dia em que vê a notícia da sua morte na prisão, e decide seguir com a sua vida em frente, com Calatina, que era melhor amiga de Yeimi no passado.

No seu último dia na prisão, após um acordo com  a DEA, Yeimi quase morre envenenada, e a DEA aproveita para simular mesmo a sua morte, e fazê-la regressar como Tammy Andrade, para ajudar a capturar Manín.

Claro que Yeimi tem os seus próprios planos...

Que comece a vingança!

 

 

Porque não participaria num programa como o Casados à Primeira Vista!

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Em primeiro lugar, porque tenho uma vida banal, sem escândalos ou segredos escabrosos por revelar o que, logo à partida, invalidaria a minha participação ou sequer escolha, da parte da produção, para participar!

 

Mas, imaginando que, de facto, isso era irrelevante, e que eu estava sozinha e disponível para uma aventura do género, não participaria porque:

 

- tenho uma filha, e nunca a deixaria entregue aos cuidados dos avós ou do pai, para embarcar numa experiência que me afastasse dela por mais que um dia - um filho precisa da mãe (e do pai, se for o caso) ao seu lado, sobretudo se forem pequenos

- tenho uma filha, e não a sujeitaria a viver com uma pessoa que eu própria não conhecia, um perfeito desconhecido para ambos

- tenho duas gatas e, tal como acontece com a minha filha, nunca me separaria delas, nem as deixaria entregues a ninguém

- pelos motivos atrás indicados, e outros mais, nunca deixaria a minha casa, para ir viver noutra casa qualquer, ou na de outra pessoa

- sou alérgica ao casamento - nem com o meu marido, estando juntos há quase 9 anos, me caso, quanto mais com um estranho 

- partindo do princípio que o casamento é oficial, e não apenas simbólico, o que é que isso acarretaria, em termos legais? E o divórcio? Suponhamos que a pessoa não se quereria divorciar? Que argumento será utilizado num divórcio sem consentimento? E responsabilidades com dívidas que entretanto houvesse? Se com alguém que conhecemos num processo dito normal, já temos problemas e surpresas, quanto mais assim.

- nunca deixaria a minha felicidade, e eventual descoberta do amor, nas mãos de estranhos

 

O amor é muito mais que mera ciência.

Pode-se tentar estudar, analisar, compreender, alcançar, experimentar...

Mas nenhum desses processos nos garantirá alcançá-lo ou vivê-lo.

Essa parte, cabe a cada um de nós!

São tantas as concicionantes e variáveis, e tantos os factores que podem influenciar, que nenhum especialista, por muito que formule hipóteses, faça previsões, promova ou intente experiências, conseguirá mais do que meras probabilidades.

 

E, pelo que já vimos, essas probabilidades têm tido resultados maioritariamente negativos e contrários ao esperado!

 

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