Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

À Conversa com a associação Apanhógato

 

A associação que vos trago hoje, para a rubrica "À Conversa Com..." é a Apanhógato!

Aqui fica a entrevista que a mesma concedeu:

 

 

 

 

1 - Como é que nasceu a associação APANHÓGATO?

 A Apanhogato, nasce de uma tomada de consciência de que o trabalho social realizado por nós na área de proteção animal, especificamente aos gatinhos da nossa zona de trabalho e residência, beneficiaria bastante se conseguíssemos organizar as coisas de um modo mais formal,  para conseguir angariar mais ajudas e para conseguir alcançar um maior número de animais. Somos uma associação que tem na sua origem 5 pessoas amigas, 3 médicas/enfermeiras veterinárias, e duas empreendedoras da causa de proteção animal, e tentamos ter uma abordagem não só social mas também científica no nosso modo de actuação.

 

2 - Onde é que ficam situadas as vossas instalações?

A Apanhogato, não dispõe ainda de instalações públicas, funcionando no concelho de Torres Vedras.

 

3 - Quais são as vossas principais linhas de atuação?

A nossa principal linha de actuação prende-se com a redução populacional. Acreditamos que é o descontrolo na natalidade dos animais errantes, e não só, que torna possível o numero exorbitante de animais abandonados. Para isso estabelecemos programas de CED - captura esterilização e devolução em colónias de gatos errantes. Além disso, recebemos, recuperamos e alojamos animais em risco, encaminhando-os depois para uma adopção consciente e responsável. 

 

4 - Quais são as principais dificuldades com que se deparam relativamente à adopção dos animais que resgatam?

Os animais que resgatamos estão, na maioria das vezes, doentes, o que implica todo um investimento para a sua recuperação, quer de dinheiro, quer de tempo, implicando muitas vezes a diminuição da possibilidade de uma adopção. 

 

5 - Já vos aconteceu os futuros adoptantes considerarem exageradas ou invasivas, algumas questões colocadas, ou procedimentos inerentes à adopção?

Somos muito explícitas e  incisivas nas condições de adopção, não damos por isso lugar a qualquer tipo de manifestação de desagrado sobre essas condições. Normalmente no contacto prévio ficam logos esclarecidas todas as questões.:)

 

6 - É mais fácil encontrar famílias adoptivas definitivas ou famílias de acolhimento temporário?

Nós não temos famílias de acolhimento temporário, esse é um papel que nos cabe a nós.

 

7 - Que requisitos básicos são necessários em ambos os casos?

Para nós a adopção tem que ser responsável, a família adoptante tem que demonstrar que tem capacidade de perceber e satisfazer as necessidades do adoptado, quer a nível de condições de habitação, emocionais e económicas.

 

8 - Independentemente de desejarem encontrar um lar para todos os animais, recomendam, quando hajam condições para tal, a adopção de mais de um gato por uma mesma família? É benéfico para a maioria dos gatos terem uma companhia da sua espécie?

Todos os seres apreciam a  companhia dos seus semelhantes, e os gatos não são excepção. Apesar da natureza felina ser mais solitária, aconselhamos que sempre que possível as famílias tenham 2 meninos/as, para poderem brincar um com o outro.

 

9 - Enquanto associação, podem-nos contar um episódio da vossa luta diária que mais vos tenha marcado?

A Apanhógato é uma associação que cultiva a alegria e a felicidade das coisas que correm bem, podemos falar de uma ninhada abandonada à porta de uma de nós, da qual, num trabalho de detectives se conseguiu encontrar a mãe que os criou sempre connosco, até serem adoptados e que incrivelmente num gesto de "humanidade" nos ajudou a criar mais 3 ninhadas  de órfãos, podemos falar uma gatinha atropelada com lesões neurológicas muito graves, que conseguimos reabilitar e encontrar-lhe uma família, ou podemos falar de um gato recolhido de uma casa de horrores, que virou estrela de tv e revista num programa de perda de peso! :) Tudo histórias com finais felizes, porque são essas que devemos cultivar.


10 - De que forma é que as pessoas podem ajudar a vossa associação?

As pessoas podem ajudar tornando-se sócias, contribuindo com areias, rações, leite de gatinhos, ou simplesmente divulgando o nosso trabalho. 

 

Muito obrigada!

 

Um outro olhar sobre os sem-abrigo

 

 

“Por circunstâncias da vida James Bowen viveu, durante vários anos, nas ruas de Londres ou em abrigos, onde encontrou uma fuga a um mundo ao qual ele pensava não pertencer.

Quase dez anos depois, matriculado num programa de desintoxicação para deixar as drogas, e a viver num apartamento subsidiado pelo governo, James fez da sua música o seu meio de sobrevivência começando, mais tarde, a vender nas ruas a revista The Big Issue. Nesta fase da sua vida, só podia contar com a boa vontade de algumas pessoas, e com o desprezo de outras.

O maior responsável pela mudança na sua vida foi um gato vadio que ele encontrou, doente, à porta do seu prédio, e que o fez querer mudar, sentir que tinha que adotar outra atitude. Que lhe deu razões para ter esperança na humanidade e num futuro mais sorridente. Que o ajudou, de certa forma, a reconciliar-se consigo próprio e com os que mais lhe queriam.”

 

 

 

Existem, infelizmente, muitas pessoas que estão a passar por situações difíceis, e que se veem, inesperadamente, na condição de sem-abrigo.

A maior parte delas não são loucas, nem antissociais. Nem todas são toxicodependentes, alcoólicas ou criminosas, nem tão pouco “parasitas da sociedade”, como muitas vezes são apelidadas. Cada vez mais, encontramos todo o tipo de pessoas na situação de sem abrigo, até mesmo pessoas com o ensino secundário ou técnico, licenciadas, ou que um dia já tiveram uma boa situação económica ou um bom emprego.

Os motivos que levam determinadas pessoas a esta situação são vários: alcoolismo ou toxicodependência, o desemprego súbito, doenças graves, desastres naturais, uma mudança de comunidade, entre outros. Com a crise que, atualmente, vivemos, houve um aumento, tanto da população sem-abrigo, como das famílias carenciadas, atirando muitos cidadãos para situações nas quais nunca esperaram um dia ver-se, passando a depender de pequenos trabalhos (mas que para essas pessoas já significam muito), como vender revistas na rua, ou arrumar carros, e da ajuda da sociedade, nomeadamente de centros de apoio e associações solidárias.

 

 

 

Uma dessas associações, é o Centro de Apoio ao Sem-Abrigo – CASA.

Para melhor compreender o trabalho desenvolvido por esta associação, e ficar a conhecer um pouco mais a realidade da população sem-abrigo, convidei o Coordenador da Delegação de Lisboa do CASA (Centro de Apoio ao Sem Abrigo), André Mendes, a responder a algumas questões.

Um outro olhar sobre os sem-abrigo, a não perder na BLOGAZINE, com uma entrevista a esta associação que apoia os sem-abrigo do nosso país.

À Conversa com a associação M.E.L.E.C.A.

 
 
 
M.E.L.E.C.A. são as iniciais de Música, Espetáculo, Literatura, Ensino, Cinema e Artesanato, tudo aquilo que esta associação, situada no Parque de Santa Marta, na Ericeira, tem para oferecer!
Para nos falar um pouco mais sobre todo o trabalho que tem vindo a desenvolver, a associação M.E.L.E.C.A. aceitou o meu convite para participar na rubrica “À Conversa com…”, a quem desde já agradeço pela disponibilidade.
 
 
 
 
Como é que surgiu a ideia de formar a associação M.E.L.E.C.A.?
Quando retornamos da Itália, em Dezembro de 2012, viemos viver na belíssima Ericeira. Notamos que o concelho de Mafra é um grande celeiro artístico, porém não víamos tantas iniciativas culturais, que levassem realmente a arte ao público de forma mais direta e acessível. E foi assim que tivemos a ideia de criar uma associação cultural. O nome MELECA foi escolhido pela sua sonoridade divertida e por serem exatamente as letras que formam as iniciais das diversas áreas em que atuamos.
 
 
Quais são os principais objetivos da associação?
MELECA significa MÚSICA, ESPETÁCULO, LITERATURA, ENSINO, CINEMA E ARTESANATO.
Nosso objetivo é proporcionar vivencias culturais em pessoas de todas as faixas etárias e classes sociais.
Outro objetivo é levar adiante nosso projeto social, chamado Encontros Felizes, que visa levar alegria a idosos em lares.
 
 
A associação M.E.L.E.C.A. tem a sua sede na Ericeira. Em que áreas é que a mesma costuma atuar, em cada um dos projetos em que está envolvida? Apenas no concelho de Mafra, ou um pouco por todo o país?
Apesar de termos a nossa sede na Ericeira, atuamos em todo território nacional e também em outros países. Participamos de festivais, mostras, feiras e encontros.
 
 
Que oferta tem a associação M.E.L.E.C.A., em termos de formação ligada às artes, nomeadamente, no que respeita a teatro e música?
Atualmente contamos com 3 turmas de teatro para criança, uma turma de adolescentes e uma turma de adultos. Temos as aulas de iniciação a guitarra. Iremos abrir uma turma de danças típicas brasileiras e estamos sempre abertos a propostas de formadores que nos queiram apresentar suas ideias, seja para cursos regulares ou workshops pontuais, que realizamos semanalmente.
 
 
A quem se destina essa oferta formativa?
Todas as faixas etárias.
 
 
 
 
 
A associação gere também um projeto ligado à ação social - o Projeto Social "Encontros Felizes”. Em que consiste o mesmo?
Levamos alegria a idosos em lares. Este projeto começou há 3 anos em Marvila, junto da Fundação D. Pedro IV e hoje está na Ericeira na Sociedade de São Vicente de Paulo, lar de São Lourenço.  Consiste numa dupla de palhaços que, com o uso das técnicas de clown, música, magia, etc., visita quinzenalmente os idosos.
 
 
Tal como os doutores palhaços tentam espalhar alegria entre as crianças hospitalizadas, também os vossos profissionais utilizam a arte do palhaço para trazer um novo ânimo aos idosos, que se encontram em lares e instituições de acolhimento. Na vossa opinião, e convivendo de perto com estes idosos, o que faz mais falta aos mesmos, para que possam encarar a velhice e a situação em que se encontram, com mais dignidade e alegria?
Sim. Porém há uma diferença muito grande no trabalho dos doutores palhaços de outras instituições e o nosso. Nós não trabalhamos sobre as imagens dos doutores. Nos intitulamos Senhores Palhaços. Há diferenças na forma de trabalho, apesar de irmos também em duplas.  Mas, respondendo a sua pergunta, o que acho que falta para a maioria dos idosos é o direito a dignidade. É urgente que se pare de tratar os mais velhos como se fossem seres ultrapassados, atrasados e ignorantes. São fontes de conhecimento, portadores de experiência e há de nunca esquecer que para chegarmos lá onde eles estão é só uma questão de tempo. Falta respeito.
 
 
 
 
Kit com 3 livros de Rosana Antonio
 
Em termos de literatura, a associação conta já com uma obra, da autoria de Fernando Terra, intitulada “O Dr. Palhaço”. Está igualmente previsto o lançamento de um novo livro, de autoria de Rosana Antonio, presidente da associação, para Maio deste ano. Sobre o que nos falam estas obras, e como poderão ser adquiridas?
A Rosana é uma escritora que já tem 3 livros editados connosco (Quem tem boca vai a Roma, Filhos da Mãe e Aposta) e em maio lançará sua mais nova obra. Escreve sobre histórias reais de pessoas que ela entrevista. Eu escrevi sobre a experiência que tenho como doutor-palhaço nos hospitais portugueses e italianos. Estes livros e outros livros de outros autores como Morgana Masetti e Ana Cardoso estão disponíveis na nossa sala, no parque Santa Marta (Ericeira) ou online. Basta visitar o nosso website (www.ameleca.com) e clicar em “Bazar Solidário”.
 
 
 

IMG_2251.JPG

 

 
A nível de teatro, esteve em cena, este fim de semana, tanto na Ericeira como em Mafra, a peça “Julieta e Romeu”, com atuações de Beto Fonseca e Fernando Terra. A que público se destina, e o que pode o mesmo esperar desta peça?
O espetáculo é uma sátira com o clássico de Shakespeare e destina-se a todas as idades, dada a riqueza que esta história traz. Uma dupla de palhaços chega para contar a história e ambos interpretam todos os personagens da trama. O público se diverte e participa do início ao fim.
 
 
O Fernando Terra é o coordenador artístico da associação, desenvolvendo diversas atividades como encenador, ator, palhaço, estando também ligado à literatura e à música. Como descreveria o trabalho que tem vindo a desenvolver nestas áreas distintas?
Comecei nas artes com 12 anos e nunca parei. Acho que estas áreas se completam, apesar de serem distintas. Sou um privilegiado e agradeço ao universo e ao meu público. Acho que toda essa minha satisfação de fazer o que faço existe porque prezo pela coerência. Tento ser o máximo coerente comigo próprio, nunca deixando que o que eu mais gosto de fazer seja moldado por outros interesses além da minha realização. Tudo isso tem um preço, mas também tem um valor.
 
 
Sendo natural de Belo Horizonte, e tendo já vivido em países como França, Alemanha ou Itália considera que, comparativamente a esses países, fazem falta em Portugal mais associações como a M.E.L.E.C.A., que enriqueçam o nosso panorama sócio-cultural?
Sem querer parecer prepotente, acho que sim. Mas vale ressaltar que há imensos artistas de associações por aí. Falta apoio não só governamental, mas a sociedade precisa também ser cada vez mais educada para perceber a importância que a cultura tem e reflete no crescimento de uma nação.
 
 
De que forma é que as pessoas podem apoiar esta associação?
Há várias maneiras. Participar dos nossos cursos e workshops é uma delas. Outra é indo aos nossos espetáculos e eventos. Comprar no nosso bazar solidário, quando  quiser presentear um amigo ou a si próprio. A forma mais direta de apoiar os Encontros Felizes é realizar um donativo através do IBAN PT50 0007 0000 00165352021 23.
 
 
Muito obrigada!
Nós é que agradecemos.
 
 
 

A primeira visita a uma associação de animais

 

Nunca tinha entrado numa associação de protecção a animais, mas tinha uma ideia completamente diferente daquilo com que me deparei.

Estava à espera de encontrar uma responsável, que nos faria uma visita guiada pelas instalações, e nos mostraria os diferentes animais para adopção, contando um pouco da história de cada um deles, explicando como era, em termos de comportamento, cada um deles, e incentivando-nos a interagir com os mesmos.

Estava à espera de encontrar os animais numa espécie de "jaulas" grandes (não sei exactamente qual o termo certo), com espaço, como se fosse uma pequena casinha, dentro da casa grande.

Nada me preparou para o cenário que me surgiu pela frente.

Depois de alguns telefonemas para tentar encontrar a dita associação, lá demos com o edifício - uma casa de habitação, como outra qualquer, já com alguma idade.

Tocámos à campainha. Apesar de ainda há 2 minutos atrás termos dito que ali estávamos, perguntaram quem era.

Abriram-nos a porta, e tivemos que ficar encolhidos num quadrado minúsculo, para que a senhora pudesse fechar a porta da rua, e abrir então a outra, que nos dava acesso ao interior da habitação.

Assim que entramos, deparámo-nos com uma típica habitação, adaptada a gatil. Os gatos circulavam, de uma forma geral, livremente pela casa. Já havia lá outras famílias, também a visitar os bichanos com vista a adoção.

A senhora com quem tínhamos falado ao telefone, mostrou-nos então a gatinha que íamos ver. Estava dentro de uma espécie de gaiola, ainda que com uma abertura que dava para entrar e sair à vontade.

Disseram-nos para ficar à vontade.

Mas, acreditem, o que eu me senti ali menos foi "à vontade". Se não fizessemos perguntas, ninguém dizia nada. Uma das responsáveis, estava agarrada a uma das gatinhas (por sinal a mais mansa, mas que devido a uma grave operação ainda não pode ser adoptada), como se temesse que alguém lhe tocasse ou fizesse mal.

Mal nos podíamos mexer. Tentei pegar na gatinha que fomos ver, e assustou-se. Não queria colo. Aceitou algumas festinhas com pouca vontade. E não era nada parecida com a imagem que tínhamos visto. Tentámo-nos aproximar de outra, fugiu sem dar hipótese.

Depois, outra coisa que nos causou alguma impressão, foi o facto que todas as mais novas estarem com uma grande área lateral sem pelo. A responsável disse-nos que era da esterilização.

A Tica foi esterilizada e não a deixaram assim. O único sítio onde lhe raparam um pouco de pelo, e onde tinha o corte, era na barriga. Mas parece que é uma nova técnica, segundo disseram.

Estivemos lá 10 minutos, se tanto, não houve qualquer ligação especial aos animais, o ambiente era estranho e acabámos por sair dali.

Quando chegámos à rua, sentimo-nos aliviados! Como se nos tivesse saído um peso de cima.

É verdade que estas pessoas fazem o melhor que podem para salvar, e encontrar um lar para estes bichanos abandonados, e fazem-nos dentro das suas possibilidades e condições. Também é verdade que os gatos andam por ali à vontade, e parecem bem tratados. Mas pergunto-me se não seria mais saudável, ou viável, optar por famílias de acolhimento temporário. 

Depois desta primeira visita, e experiência (que precisávamos mesmo de fazer), ficámos com duas certezas:

- a primeira, de que tão depressa não queremos entrar noutras associações;

- a segunda, de que ainda não estava na hora de adoptar outra gatinha!

 

 

 

Julieta e Romeu numa versão surpreendente!

 

Uma dupla de palhaços saltimbancos conta o tragicómico clássico de Shakespeare e, como são palhaços, não vão seguir a história a risca.

Um espetáculo cheio de surpresas, interação com o público e muito divertido, para toda a família.



 

Com interpretações de:

Beto Fonseca como Julieta, Benvolio, Tebaldo e Clown

FernandoTerra, como Romeu, Maria e Clown.

 

 

Texto e encenação de Fernando Terra, e figurinos de Rosana Antonio.

 

Não percam:

Dia 5 de Março (sábado), às 17 horas, na Ericeira, na Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva

Dia 6 de Março (domingo), às 17 horas, em Mafra, no Auditório Beatriz Costa 

 

  • Blogs Portugal

  • BP