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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Passa a Outro e Não ao Mesmo!

Capa Passa Ao Outro e Não ao mesmo.jpg

 

 

Já conhecem o novo projecto solidário da Rádio Comercial?

"Passa a Outro e Não ao Mesmo" é um projecto de solidariedade pensado pela Rádio Comercial, no âmbito da sua plataforma "Eu Ajudo!".

 

11 artistas nacionais (David Fonseca, Diogo Piçarra, Black Mamba, Àtoa, Dengaz, Márcia, João Só, Amor Electro, AGIR, HMB e D.A.M.A.,) aceitaram o desafio de criar uma música em 24 horas cujo ponto de partida era a última frase da música anterior.

Desse desafio nasceu o disco, anunciado esta manhã, que será editado em todas as lojas físicas e digitais, em parceria com a Universal Music Portugal, já na próxima sexta-feira, 24 de Junho, e conta assim com 11 temas inéditos!

 

Todas as músicas estão a ser apresentadas durante esta semana, até ao dia do lançamento, nas Manhãs da Comercial, e a rádio tem partilhado na sua página de facebook alguns vídeos que retratam a criação destes temas, começando pela revelação da frase, o processo de criação da frase e o resultado final - http://radiocomercial.iol.pt/destaques/7675/passa-a-outro-e-nao-ao-mesmo.

Os vídeos dos artistas em falta (AGIR, HMB e D.A.M.A.) serão revelados até ao final da semana, à medida que as músicas forem anunciadas na Rádio Comercial.

 

 

Os lucros destes onze temas irão reverter para 11 associações de solidariedade, escolhidas por cada um dos artistas:

David Fonseca = Aldeias SOS
Diogo Piçarra = Acreditar
Black Mamba = Cais
ÀTOA = UniãoZoofila
Dengaz = APAV
Márcia = PAR
João Só = Ajuda berço
Amor Electro = Fundação do Gil
AGIR = Banco Alimentar
HMB = Re-food
D.A.M.A. = Just a change

 

 

Eu já fiz a minha parte. Agora, é a vossa vez! Passem a Outro e Não ao mesmo esta novidade!

 

 

Mais uma vez ninguém fez nada

 

Não sei como ainda me surpreendo com a falta de meios, e de vontade, das entidades locais para fazer algo por um animal ferido. 

Já tinha tido, no ano passado, a experiência da gaivota. Hoje, foi com um gato atropelado.

Ia eu a caminho do trabalho, tinha estado a fazer festinhas à gata que costumo encontrar pelo caminho, e não me apercebi de nada. Um pouco mais acima, encontro um gato atropelado no meio da estrada. Ainda estava vivo.

Uma senhora que vinha de carro, de uma travessa perpendicular, e que trabalha ali na rua, também parou para socorrer o animal. Tirou uma toalha que tinha no carro e embrulhou o gato, retirando-o da estrada, antes que algum outro carro passasse por cima e o matasse de vez.

Liguei para o Hospital veterinário, que me disse que o poderíamos levar para lá, mas que tínhamos que assumir a responsabilidade pelo mesmo e custos inerentes. Deram-nos o contacto da GNR (SEPNA), entidade mais competente para a resolução do caso.

Esta, por sua vez, dá o contacto da protecção civil, que normalmente faz recolha de animais. Ligo, e começam imediatamente com desculpas:

 

 

"Ah e tal, vamos ver se conseguimos mandar aí alguém, porque hoje os serviços da Câmara estão fechados, vai ser difícil, não temos pessoal disponível e blá blá blá.".

Pergunto eu: "Mas fazem a recolha para tratar o animal, certo?"

"Mas o gato está vivo?"

Respondo-lhe que sim.

"Ah, nós não recolhemos animais vivos. Nesses casos, não podemos fazer nada."

 

E assim ficámos nós, sem saber a quem mais recorrer, divididas entre deixar o animal ali sozinho entregue à sua sorte, e levá-lo ao veterinário, à nossa conta. O gato deve ter dono, aparenta estar bem tratado. Mas não fazemos ideia de quem seja.

Como já estava atrasada para o trabalho, e não podia fazer muito já que estava a pé, e a outra senhora de carro, deixei-lhe o meu contacto e disse-lhe que, caso entendesse levá-lo a um veterinário, para me dizer, que dividíamos a despesa.

Custou-me vir embora  e deixá-lo ali. Mas espero que tudo se tenha resolvido pelo melhor. Agora resta-me esperar por notícias da tal senhora.

É incrível como, mais uma vez, empurraram as pessoas de um lado para o outro, de um serviço para outro, sem que nenhum tenha capacidade para resolver uma situação destas.

Cada vez mais valorizo as associações e particulares que prontamente ajudam estes animais feridos porque, se dependessem de serviços públicos, morriam!

É triste... 

 

Acidentes provocados por ciclistas

 

As associações de ciclistas defendem que os estragos causados por um acidente entre um veículo a motor e uma bicicleta devem, independentemente de quem é culpado, ser pagos pela seguradora do motorizado, ainda que o seguro seja agravado.

Segundo José Caetano, presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo, a sinistralidade em Portugal é provocada pelos veículos motorizados, e não por bicicletas, e pedir aos ciclistas que tenham um seguro é uma questão que não se pode levantar em tempo de crise.

Ora, isto faz algum sentido? Para mim, é um perfeito absurdo!

Se todos estão autorizados a circular, todos deviam ser obrigados a ter seguro. A crise é igual para todos. Quanto à responsabilidade, deve recair sobre aquele que provocou o acidente. Se um ciclista se atravessa à minha frente, porque é que eu tenho que pagar por um erro dele?

E a verdade é que há muitos ciclistas que continuam a não utilizar o Código da Estrada correctamente, e têm que ser responsabilizados por aquilo que fazem. Dentro de cada sector, os direitos e deveres devem ser iguais para todos.

Por isso mesmo, concordo com o presidente da ACP, quanto à necessidade de matrícula e seguro para os velocípedes, bem como formação sobre regras para circular na via pública. Para o seu próprio bem, e para o dos outros.

 

Ovariohisterectomia felina


Costuma-se dizer "Olhos que não vêem, coração que não sente...".

 

E também aqui neste caso se pode aplicar.

Está na altura de marcarmos a operação para a Tica, mas o dinheiro não é muito, o que limita as nossas escolhas.

Por um lado, e foi o que inicialmente pensámos, temos uma associação de protecção de animais, que nos faz por 45 euros (inclui cirurgia, medicação e quota de sócio). A medicação é para ser feita em casa, o que implica dar comprimidos à boca.

Mas depois começo a pensar - para ser tão barata, será que é bem feita?

Por outro lado, temos os veterinários que cobram entre 120 e 150 euros, com antibiótico através de injecção, administrado na clínica, com duração de 15 dias, o que significa que não temos que nos preocupar com medicação. À partida, será mais seguro e mais prático para nós.

Claro que, espectacular mesmo, é no hospital veterinário, onde fazem análises e exames clínicos antes da cirurgia, acompanhamento, e pós-operatório, pela módica quantia de mais de 220 euros! Para nós, com muita pena, está fora de questão.

A questão da medicação também suscita dúvidas. Nas clínicas a injecção é mais cara, mas mais prática para os donos, embora também tenham comprimidos. Na associação, dizem que há muito que se deixou de dar esse antibiótico. E pergunto-me eu: deixou-se de dar, ou deixaram eles, por ser mais caro? É que não estou a ver veterinários a utilizar algo que já "não se usa".

Mas tudo isto seria irrelevante se permanecessemos no desconhecimento do que é a esterilização de um animal. No entanto, sei o que é e já vi vídeos em que mostram o procedimento. Pensar que a nossa pequenita vai levar anestesia geral, vai ser submetida à cirurgia (que sabe-se lá se será bem feita ou não), e vai vir para casa debilitada e a precisar de cuidados extras, não é fácil.

E aqui ando eu, indecisa, sem saber se arrisco na opção mais barata, ou se me viro para a outra. E sem saber, afinal, se a diferença de procedimentos é grande, qual o mais aconselhado, e se justifica o esforço de pagar mais caro.

A solidão na velhice

Quando falamos em solidão, temos que ter em conta que ela não escolhe sexo, classe social, e nem mesmo idade.

Cada vez mais, a solidão deixa de ser algo que afecta exclusivamente os idosos, para se instalar também nas camadas mais jovens.

No entanto, no seguimento das tristes notícias que nos têm chegado, sobre idosos que faleceram sozinhos em casa, é sobre esse tema que me quero debruçar hoje.

De facto, são muitas as pessoas que, ao chegarem à velhice, acabam por se sentir isoladas, desamparadas ou negligenciadas.

Algumas, porque simplesmente não têm família, amigos ou alguém que possa olhar por eles vendo-se, assim, abandonados à sua sorte.

Outras, mesmo tendo familiares ou conhecidos que os poderiam ajudar, rejeitam essa possibilidade, porque consideram que são ainda capazes de se valer a si próprios.

Há ainda aquelas que, ao longo de toda a sua vida, foram afastando quem lhes queria bem, com atitudes, gestos e palavras, acabando entregues à solidão.

Nesses casos, quem fica responsável por essas pessoas? Quando as relações com a família estão cortadas, deverão ser os vizinhos a ter essa preocupação, por uma questão de solidariedade? Existem associações ou entidades que possam prestar assistência a estas pessoas, sem fins meramente lucrativos?   

Por outro lado, nem todas as famílias têm disponibilidade para acompanhar o envelhecimento dos seus familiares.

E é aqui que se levantam outras questões: devem estes idosos ser colocados em instituições onde, à partida, terão um melhor acompanhamento a todos os níveis, ou será uma egoísta transferência de deveres da família para uma instituição? O que leva a família a optar por esta solução privando, muitas vezes, o idoso do relacionamento familiar? Será, na verdade, uma solução válida, ou puro abandono de responsabilidades? E até que ponto estarão essas instituições preparadas para fazer face às necessidades dos idosos?

Como em todas as decisões, também nesta deveria imperar o bom senso, e as reais necessidades dos nossos idosos.

Optar por colocar um idoso num lar apenas porque nos dá trabalho e não temos paciência para o aturar, não deixa de ser um acto de egoísmo. Mas se não tivermos realmente disponibilidade para o acompanhar a tempo inteiro, e pudermos deixá-los com que possa fazê-lo, para benefício do próprio, será uma atitude racional. Nem sempre as soluções que podemos escolher serão as melhores, mas são as possíveis.

Penso que, sempre que possível, devem ser os próprios idosos a tomar essa decisão voluntariamente, quando o possam fazer. Há instituições muito boas e onde eles se podem sentir mais acompanhados do que em casa, fazer amizades, participar em diversas actividades e sentir-se em família.

Mas convém não esquecer que existem outras, em que os idosos não passam de um número, de uma mensalidade a mais a receber, em que apenas lhes é proporcionada uma cama, alimentação e pouco mais. E não são raros os casos de maus tratos e falta de condições.

Eu, pessoalmente, vejo a instituição como uma hipótese a considerar só mesmo em último caso, mas espero nunca ter que recorrer a ela porque, enquanto puder, quero os meus pais ao pé de mim.

De qualquer forma, quem optar por essa solução, deve acompanhar, sempre que possível, os seus familiares, manter-se informado sobre a forma como são tratados, e constatar que realmente se sentem bem.

Acima de tudo, é uma questão de amor – de cuidar e zelar pelo bem-estar e qualidade de vida daqueles que, um dia, já o fizeram por nós!

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