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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O (mau) serviço público em Portugal

Servidor-Público.jpg

 

 

E como os contribuintes "pagam" pelas guerrinhas entre funcionários!

 

No final de 2018, com vários prazos a terminar, a eminência de greve nas semanas seguintes e as festividades de Natal à porta, na minha primeira tentativa de entrega de um processo, foi-me dito que, como o prazo terminava apenas em Janeiro, seria melhor entregar em 2019.

De qualquer forma, bastava levar tudo o que ali estava, e não era preciso mais nada.

 

No início de 2019, na segunda tentativa de entrega, a funcionária não estava por dentro do assunto, e ficou com os documentos, para falar com a chefe, que mais tarde disse que era melhor entregar a outra funcionária, mais habilitada.

 

Terceira tentativa de entrega, com a dita funcionária, num dia em que, devido ao elevado tempo de atendimento e porque estava na hora de encerrar, me disse para ir lá na semana seguinte. Nessa semana, essa mesma funcionária estaria de férias.

 

Quarta tentativa de entrega, com outra funcionária, que começou logo a reclamar que a colega tinha querido livrar-se daquilo, e por isso nos tinha mandado lá ir na semana em que não estava. Ficaram, mais uma vez, com os documentos, para depois ligarem a dizer que teríamos que esperar que a colega viesse de férias, para ser ela a tratar do assunto.

 

A colega, chegada das férias, liga-nos a pedir informações, porque as colegas não lhe explicaram nada. Mas avisa que, provavelmente, vamos ter que preencher impressos. E para termos atenção ao prazo, que está a terminar!

 

Vou novamente buscar o processo, preencho os respectivos impressos, que nunca antes foram mencionados, e levo novamente. 

Atende-me outra funcionária que, de imediato, chama a colega que tinha pedido os impressos. Esta, por sua vez, diz que não é obrigatório entregar com ela, e que podia ser a colega a receber, mas lá acede e verifica tudo.

Diz para irmos lá na semana seguinte, para assinar e trazer o comprovativo.

 

E eis que, esta semana, quase no final de janeiro, ao ir ao dito serviço, achando que, finalmente, tudo estaria resolvido, a funcionária diz que se esqueceu! E pede para a relembrarmos no dia seguinte!

Momento insólito na farmácia

Imagem relacionada

 

Sou chamada, e dirijo-me ao balcão.

Entrego o meu telemóvel à funcionária para que veja os dados da receita.

 

 

Funcionária: Quer genéricos, ou de marca?

Eu: Pode ser genéricos.

Funcionária: Olhe, deste não dá, porque não há. E deste também não. Tem que levar os de marca.

Eu: Ok, não há problema.

 

 

A funcionária passa o leitor pelas embalagens. Faz algo que eu não percebi, e pede desculpa.

Funcionária: Peço desculpa, isto não era para si. É que estava a passar as caixas e não estava a registar nada.

Eu: Não se preocupe.

Funcionária: Tem 50 pontos no cartão, quer descontar 2 euros, ou continuar a acumular?

Eu: Pode descontar já.

Funcionária (passado uns segundos): Olhe, enganei-me aqui, e agora não dá para descontar. Tem que ficar para a próxima.

Eu: Está bem, não há problema.

 

 

A receita ia em nome da minha filha. A funcionária retira a factura e pergunta-me:

Funcionária: A factura vai no seu nome?

Eu: É melhor ficar em nome da minha filha.

Funcionária: Então vou fazer nova factura.

Eu: Mas veja lá, se não der jeito, deixe ficar assim.

Funcionária: Não. Eu fecho já a factura e corrijo.

 

 

Pede-me, então, o nome da minha filha.

Dou-lhe o primeiro e o último.

Funcionária: É melhor dar-me 3 nomes, para não se confundir com outras pessoas.

Assim fiz.

Pergunta-me o número de contribuinte.

Digo-lhe uma vez.

Estava mal.

Repito uma segunda vez.

Não percebeu.

Repito uma terceira vez. Confirmo que está correcto.

Funcionária: O número que me deu está a dar erro. 

Dou-lhe o cartão para a mão.

Funcionária: Ah, pus um espaço entre dois números, por isso é que não estava a dar.

 

 

Pelo meio, queixa-se do cansaço, do barulho, e desculpa-se pela distracção.

Finalmente, entrega-me o saco com os medicamentos, a factura e o troco.

Vou a meio, quando percebo que falta dinheiro. Volto para trás.

 

 

Eu: Olhe, peço desculpa mas penso que se enganou no troco.

Funcionária: Quanto é que lhe dei?

Eu: Deu-me noventa cêntimos, tinha que me dar um euro, faltam 10 cêntimos.

A funcionária pega nas moedas que me deu, faz contas de cabeça, guarda as moedas e dá-me uma de 1 euro. Pede mais uma vez desculpa pela confusão.

 

 

Já eu, rezo para não voltar lá tão cedo! Perdi mais tempo ali, que a minha filha a ser vista pela médica!

Como perder ou ganhar um cliente num minuto

Image

(O Lapa - Imagem Pedro Almeida)

 

 

Ontem fomos dar um passeio aqui pela zona, e parámos na praia de S. Julião.

Fomos até ao café que ali há. Não tinham serviço de mesa, pelo que fomos ao balcão, onde um rapaz nos deu a ementa para vermos o que tinham. Entretanto, foi uma mulher que nos atendeu e recebeu o pedido. O meu marido pediu uma tosta, um sumo e um café.

Depois de avisar alguém na cozinha para fazer a tosta, coloca o sumo e o café no tabuleiro.

O meu marido diz que o café era só para beber depois.

 

A mulher, do alto da sua arrogância, pergunta: "Disse-me alguma coisa?"

Responde o meu marido: "Tem razão. Peço desculpa. Também não lhe disse nada. Podia ter dito." 

E ela continua: Se não me disse nada, como quer que eu adivinhe."

O meu marido: Pois. Mas é que o café era mesmo para depois da tosta."

A mulher: "Então e eu adivinho?!

O meu marido: "Pensei que deduzisse que primeiro comia a tosra, e só depois bebia o café."

A mulher, a gozar connosco: "Então, mas quer que guarde aqui o café?"

O meu marido, já passado: "Olhe, deixe estar. Já não quero nada!" 

 

E saímos de lá para fora.

A senhora não queria perder o dinheiro do café, nem servir outro depois. Acabou por perdê-lo na mesma, e perdeu o resto do dinheiro que ainda poderia fazer!

É assim que se perde um cliente, num minuto.

 

 

Continuámos caminho, e parámos num outro café - O Lapa - que por ali havia. Não tinham caracóis.

O senhor, muito simpático, indicou-nos um outro café, mais à frente, que servia, e explicou-nos como lá chegar. Também nos deu indicações sobre onde ficava o lago dos patos que andávamos à procura.

Agradecemos e saímos. Comentei com o meu marido a diferença entre um atendimento e outro, e que o senhor não tinha obrigação nenhuma de nos ter dito nada, sabendo que ia perder dinheiro para outro. 

O meu marido decidiu voltar atrás, esquecer os caracóis, e comer um belo prego no pão, muito bem servido!

E, assim, com simpatia, e sem ganância, se ganha um cliente num minuto!

 

Não era boa ideia?!

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Há pessoas que, pelos seus maus modos, pouca vontade de trabalhar, ou lentidão, deveriam ser reformadas antecipadamente, levando desconto agravado, proporcional ao motivo da reforma e às queixas dos ofendidos!

 

Concordam?

 

E vem esta reflexão a propósito de quê? De muitos episódios que já presenciei e de outros tantos que já aconteceram comigo, como foi o caso esta semana.

 

Num serviço público, estava a ser atendida num balcão, e precisei de ir a outro, pelo que transferiram a minha senha para o respectivo. É suposto sair para a sala de espera, e esperar que chamem, mas como o sistema não estava no seu melhor, e nem sempre as transferências são feitas, disseram-me para ir directamente ao balcão, porque não tinha ninguém.

 

Chego lá, e vejo que estão dois funcionários, uma a atender, e o outro sem ninguém, e é a esse que me dirijo, explicando a situação. Ele verifica que a senha não foi transferida e pede-me para esperar um bocadinho.

Pergunto se quer que espere lá fora.

Responde que não, para esperar, que quando a colega dele acabasse de atender, tratava do meu assunto.

Enquanto isso, ele permaneceu ali sentado, ainda em horário de expediente, a fingir que fazia alguma coisa, sem me atender a mim,nem chamar mais ninguém.

 

Já não é a primeira vez que ele faz cenas destas, para além de ser sempre mal educado com as pessoas. Talvez pense que,por ser mais velho e, provavelmente, mais antigo, tem determinados privilégios, incluindo o de passar o trabalho que lhe compete aos colegas.

Quando estamos habituados às pessoas

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É tão bom quando precisamos de algum serviço, e somos bem atendidos;

Quando quem nos atende é atencioso, prestável, e nos explica tudo de forma a compreendermos bem as coisas;

Quando esses profissionais se mostram atentos e preocupados, mas também felizes quando tudo corre bem;

É tão bom ter um desses profissionais que conheça bem a história, e siga todo o percurso ao longo das várias etapas;

 

Quando assim é, ficamos habituados e não queremos outra coisa! Neste caso, e sempre que possível, era sempre para este veterinário - Dr. Daniel - que marcávamos as consultas das nossas meninas. A última vez que falámos com ele, foi para lhe dar a notícia de que a Amora tinha melhorado da incontinência.

 

Agora que tínhamos as vacinas para marcar, liguei para o hospital e, quando me perguntaram se tinha preferência por algum médico, pedi para marcarem para esse médico.

E foi com supresa que, do outro lado, me informam que este médico veterinário tirou uma licença sem vencimento e, como tal, sem previsão de quando, ou se, voltará a trabalhar no hospital.

Habituarmo-nos às pessoas tem destas coisas. Não é que não haja outros bons profissionais no hospital, que os há. Aliás, poucos foram os médicos que não trataram, em alguma ocasião, as nossas bichanas. Mas como toda a gente, também nós tínhamos uma preferência.

 

Assim, tivemos que marcar para outro médico, um novo que está a substituir o Dr. Daniel. E, apesar de tudo, tivemos sorte porque nos pareceu também um excelente médico, com uma forma de lidar com os animais e com os donos muito semelhante ao seu antecessor.

Sendo assim, embora espere não precisar tão cedo, a haver necessidade, está eleito o próximo "doutor" da Becas e da Amora!