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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

The Voice Portugal - a última ronda de batalhas!

 

Costuma-se dizer que o melhor guarda-se para o fim. Parece-me que foi o que aconteceu ontem na última ronda de batalhas!

Mas já lá vamos.

 

 

A batalha mais fraca e injusta:

 

Vera x Sophia - venceu a Vera. Mais uma vez, foi repetido o mesmo erro que o Anselmo  já tinha cometido a semana passada. Avaliar duas concorrentes num estilo em que uma está totalmente habituada, e outra não. Se é verdade que a Sophia se mostrou logo no início desiludida e pouco motivada, também é verdade que talvez essa reação, à semelhança da que mostrou ontem, se deva ao facto de o próprio Michael ter desistido dela, ainda antes de a ouvir cantar. Digo eu... Ontem a Vera seguiu mais a versão original e mostrou mais o que estava transmitir. Mas não a acho grande cantora. A Sophia, apesar da atitude mais contida e apática, tem um timbre muito bonito, e poderia fazer muito mais noutro tipo de registos. Deveria ter lutado mais pelo seu lugar no Tira-Teimas. Agora é tarde. mas não é tarde para uma carreira fora do programa.

 

 

As batalhas intermédias:

 

Bruno x Jaime e Nuno - venceu o Bruno. Pareceu-me muito equilibrada, com pontos fortes e menos bons de ambas as partes.

 

 

 

Tiago x Inês - venceu o Tiago. Se fosse pelos ensaios, o Tiago ficava de castigo! Juro que só a ouvi a ela, e a Inês estava mais entusiamada e com vontade de agarrar o tema. O Tiago parecia mudo. Depois, chegam à batalha e o Tiago canta muito melhor que na prova cega, e brinca com a voz. A Inês esteve bem também, mas não foi suficiente para convencer os restantes mentores a apostarem nela.

 

 

As batalhas mais emotivas:

 

 

Márcia, Daniel e Francisco x Sérgio - venceu o trio. Salvaram o Sérgio. Mais uma batalha injusta de trio contra um. Dentro do trio, destaco no geral o Francisco e em algumas partes, a Márcia e o Daniel. Quanto ao Sérgio, gostei mais de o ouvir ontem que na prova cega, embora continue a achar que não é um grande cantor. Numa situação normal, acharia que salvar o Sérgio tinha sido desperdiçar um voto que poderia resgatar um concorrente melhor. Mas perante a sua atitude e a forma emotiva como cantou e se entrosou com o trio, mereceu esta oportunidade.

Para o trio da semana passada, observem a forma como estes concorrentes estiveram em palco, e aprendam alguma coisa!

 

 

 

Tiago x Marta - venceu a Marta. Duas gerações diferentes, duas vozes diferentes, dois estilos diferentes. Quem disse que não se podem conjugar? Não são raros os duetos profissionais em que isso que verifica, e que resultam na perfeição. A Marta mereceu passar à fase seguinte. O Tiago também o merecia. O que o fez ficar pelo caminho? A idade, o facto de já ninguém o poder salvar (à custa de terem usado essa faculdade antes e, talvez, com quem merecesse menos) e, talvez, o facto de o Tiago não precisar do programa para vencer na música cá fora, dando assim oportunidade a outros. Não deixa de ser injusto.

 

 

As melhores batalhas:

 

 

Vera x Andrea - venceu a Andrea. Salvaram a Vera. Confesso que, no início, não simpatizava muito com a Vera. Ontem, ao ver os ensaios e a batalha, passei a simpatizar menos com a Andrea. Mas isto são outras questões que nada têm a ver com música. Quanto à batalha, estiveram as duas muito equilibradas e deram luta uma à outra. Mereceram ambas continuar na competição. E deram show!

 

 

 

Daniel x Joana - venceu o Daniel. Salvaram a Joana. Bem merecidas estas duas vitórias! Foi, para mim, a melhor batalha da noite. E qualquer um deles, ao seu estilo, tem uma voz e um timbre muito bons. Como disse a Marisa, poderia ser uma final. Vamos lá ver se conseguirão ainda dar mais, até chegar à verdadeira final! É que quando a fasquia é muito elevada e os concorrentes dão tudo em algumas etapas, torna-se mais difícil superarem-se. 

 

 

Constatações:

A maioria dos concorrentes da equipa da Marisa, que ela não escolheu, foram salvos por outros mentores.

Continuamos sem vislumbrar um(a) possível vencedor(a), embora haja algumas boas vozes, que poderão tornar a luta renhida.

Já ficaram muitas boas vozes pelo caminho, e continuam em competição algumas que não mereciam tanto.

 

Na próxima semana, começam os Tira-Teimas. Venham eles, vamos lá tirar as teimas sobre quem deve ou não seguir para as galas!

 

 

 

 

 

Imagens The Voice Portugal

The Voice Portugal - a terceira ronda de batalhas

Não poderia deixar de salientar, mais uma vez, as injustiças que vão sendo cometidas pelos mentores nas escolha dos elementos para as batalhas, na hora de salvarem ou não os concorrentes, e também para algumas atitudes nada bonitas de certos concorrentes nesta ronda de batalhas.

 

As batalhas mais injustas:

 

Inês x Ana Rita/ Marta/Flávia - Venceu o trio. A injustiça começa logo na hora de juntarem um trio a competir com uma única pessoa. Mas se as regras o permitem, adiante. Partindo a Inês em desvantagem, ainda assim soube ouvir, de acordo com as palavras do próprio mentor, todos os conselhos e colocá-los em prática. O mesmo não se pode dizer do trio. À excepção da menina do meio, que se destacou a cantar e foi a única a tentar interagir com a Inês, as outras fizeram de conta que a Inês não estava ali. A Flávia ficou mesmo de costas para ela, tal como nos ensaios. Nunca gostei deste trio, confesso. Ainda assim, das três, salvava a menina do meio. Tendo em conta a batalha em si, a Inês merecia passar por aquilo que, sozinha, conseguiu mostrar.

 

 

 

Ana Rita x Cristina - Venceu a Cristina. Não tenho nada contra a Cristina. Acho que é uma justa vencedora, porque ela canta este estilo musical lindamente. A injustiça partiu mesmo da parte do Anselmo, na hora de escolher a música. Nem precisávamos de as ouvir para saber quem sairia vencedora. Porque não puseram a Cristina a cantar fado? Porque aí estariam a favorecer a Ana Rita. Então, o mais lógico seria escolher uma música fora do registo de ambas. Só assim poderia avaliá-las. Mas não. Preferiu favorecer claramente a Cristina. De qualquer forma, a Ana Rita esteve exemplar. Para além de estar numa "praia" que não é a dela, esteve à altura e gostei mais de a ouvir ontem que na prova cega. Merecia ser salva. Mas ninguém o fez. Estão a poupar nos votos, para depois no fim acabarem por salvar concorrentes que podem não merecer essa oportunidade.

 

 

Atitudes menos bonitas:

 

 

Bruno x David - ficaram os dois. Não percebi porque viraram as cadeiras logo às primeiras palavras do Bruno. Já o David, teve direito a 3 cadeiras viradas. Na batalha, gostei de partes de um e de outro. Gosto mais do timbre e da atitude do David.

 

A Marisa este ano não anda a acertar muito na escolha das músicas. E está a brincar com o fogo, ao juntar candidatos fortes correndo o risco de perder um deles. É que, mesmo sendo salvo, passa para a equipa adversária. No início não percebi aquele teatro dela, uma vez que já sabia que estavam os dois salvos. Só depois compreendi que ela estava a ver qual dos dois chegaria mais longe, quando em equipas diferentes, para tentar escolher o melhor para si.

O Anselmo Ralph, embora tenha dito isto na esperança de, talvez, ficar com o Bruno para a sua equipa, para quem já estava a imaginar certas músicas na sua voz, facilitou a vida à Marisa e aos concorrentes, dizendo que ficava com o que a colega não escolhesse. Mas as coisas saíram ao contrário, e a Marisa ficou com o Bruno. O David já estava salvo pelo Anselmo. Mesmo assim, deram oportunidade aos outros mentores de o tentarem salvar. Viraram os três, e o David escolheu a Aurea! 

Ainda que ele tenha, eventualmente, pensado que a decisão do Anselmo era mais dirigida ao Bruno do que a si, ficou-lhe mal ter escolhido outro mentor que não ele, que foi o primeiro a dizer que iria salvar o eliminado. Não foi bonito.

 

 

 

A melhor batalha:

 

Catarina x Luísa - Venceu o furacão Catarina! Foi, para mim, a melhor batalha desta ronda com a Catarina a destacar-se pela sua garra, poder vocal e atitude em palco, apesar dos seus 15 anos. É uma séria candidata à vitória, embora não saiba se a Aurea lhe irá saber dar valor daqui em diante. 

 

 

A pior batalha:

 

Sónia x Fernando - Venceu a Sónia. Para além de a música ter sido assassinada, ao cantarem em português de Portugal, penso que nenhum dos dois esteve bem nem se sentiu à vontade em palco. Pareciam fazer um esforço enorme para se aguentar a cantar até ao fim. Ainda assim, penso que a Sónia terá mais para mostrar.

 

 

A batalha mais "sem sal":

Janette x Teresa - Venceu a Janette. Nunca gostei muito de ouvir a Teresa. A Janette também não inspira por aí além. Estiveram as duas muito equilibradas, mas prefiro o timbre da Janette. Pouco mais há a dizer de uma batalha que não aquece nem arrefece.

 

 

A batalha mais emotiva:

Márcio x Lydie - Venceu o Márcio. Se não estou em erro, apesar de ter cantado muito bem na prova cega, o Anselmo foi o único a virar a cadeira para a Lydie porque achou que ela tinha potencial, e poderia mostrar mais. Tinha toda a razão. Ela mostrou ainda mais nesta gala, e este dueto resultou na perfeição. O Márcio é um bom concorrente e mereceu a vitória, embora tenham estado muito equilibrados. A Lydie merecia ter sido salva pelos outros mentores. Com muita pena minha, deixaram-na ir.

 

 

Imagens The Voice Portugal

Sobre a amizade

 

Não existem pessoas perfeitas e, como tal, também não existirão, certamente, amores perfeitos (a não ser a flor) ou amizades perfeitas.

Porque, antes de sermos amigos, somos humanos, e os humanos cometem erros e falham. 

Mas, será que se pode considerar amigo alguém que, de um dia para o outro, deixa de dizer o que quer que seja, se torna incontactável e, simplesmente, desaparece?

Será que se pode considerar amigo alguém que apenas nos procura por interesse, quando lhe convém?

Será que os amigos tentam que façamos tudo à maneira deles, não nos dando espaço para emitir as nossa próprias vontades ou opiniões, nem tão pouco para tomarmos as nossas próprias atitudes, ou os contrariar?

Será que um verdadeiro amigo fica aborrecido com os nossos sucessos ou vitórias, ou sente inveja das nossas conquistas?

Afinal, como é que se distinguem os verdadeiros amigos entre os amigos?

Existem algumas regras ou critérios específicos para os classificar?

Serão nossos amigos mesmo aqueles que cometem erros e não agem como deveriam, só porque faz parte do ser humano errar, e perdoar?

Será que devemos ser muito exigentes com as nossas amizades, e correr o risco de excluir a todas da nossa vida?

Ou será que devemos ser menos exigentes, e desculparmos determinadas atitudes menos correctas porque, apesar de tudo, gostamos dessas pessoas e queremos continuar a tê-las como amigos?

Onde é que se situa a fronteira entre o que é permitido ou não numa amizade?

Competição é uma coisa, pura maldade é outra!

 

Tenho a ideia que nunca, em nenhum programa, um concorrente me deu tantos nervos como este!

Já tinha ficado com uma má impressão do rapaz, e até tinha comentado com o meu marido, mas ele dizia "tens que dar um desconto, são crianças"!

 

Eu continuei na minha, com a mesma ideia pouco abonatória do concorrente, que se veio a comprovar ao longo de todo este segundo episódio do programa Marterchef Júnior. E até o meu marido que, no início do programa, ainda continuava a desculpá-lo, terminou o programa com tantos ou mais nervos que eu! 

É certo que este programa é uma competição, e vence o melhor. É certo que, por muito amigos que sejam, como se costuma dizer "amigos,amigos,negócios à parte", e neste tipo de competição é cada um por si.

Mas uma coisa é competição, saudável, justa. Outra, bem diferente, é a pura maldade de algumas crianças!

E não me venham dizer que são apenas crianças. São crianças, sim. E se já são assim em crianças, como não serão à medida que forem crescendo?

 

Este concorrente pode até ser bom no que faz, mas tem a mania que é melhor que os outros, que só ele é que sabe, que tudo o que ele faz é perfeito.

Este concorrente não esconde de ninguém que está ali para ganhar, e que passa por cima de quem for preciso para o conseguir.

Este concorrente pergunta aos colegas quem é que cozinha melhor, ele ou um colega. Este concorrente apelida o adversário, de forma desdenhosa, de "chichas".

Este concorrente, deliberadamente, e quando um concorrente da outra equipa estava em apuros, passou o tempo todo a dar indicações erradas para que a receita lhe saísse mal, e teve a lata de dizer aos colegas "vamos deixar-lhe queimar a tarte"! Tanto ele como um outro colega. Não teve qualquer problema em admitir que o fez, porque não ia estar a ajudar os colegas da outra equipa. E podia até nem ajudar, mas tinha ficado calado.

Este concorrente, quando eleito capitão de uma equipa, quis fazer tudo à maneira dele, mandar em todos, e o que conseguiu foi gritar com os colegas, enervar-se, e perder qualquer respeito dos companheiros que o acusaram de não ter feito nada pela equipa. Não fosse a ajuda do chef Rui Paulo...

Ainda assim, na hora de servir a ementa à convidada especial, e com a presença de um cabelo no prato, que deveria dar logo lugar a eliminação, a equipa dele saiu vencedora.

E quando questionado sobre a vitória, ainda estava a querer ficar com os louros e o mérito!

Apesar deste comportamento nada ético e correcto da parte deste concorrente, nenhuma penalização lhe foi aplicada.

E quando o colega foi eliminado, riu-se! Tanto ele como o seu amiguinho!

 

Ah e tal, são crianças!

Pois são!

Mas o colega lesionado, também criança, soube assumir inteiramente as culpas pelo fracasso da sua tarte, desculpando os colegas que o tramaram. Uma criança que se revelou um pequeno grande homenzinho! 

E a colega, também criança, soube condenar este comportamento tão baixo!

O que só prova que há crianças e crianças, e nem todas têm a mesma noção do que é competir de forma saudável. Nem todas têm os mesmos valores. 

Talvez tenha sido, como filho único, demasiado mimado. Talvez esteja habituado a que lhe façam as vontades todas. Ou talvez seja mesmo a sua personalidade.

Mas é agora que deve ser feito algo para que, mais tarde, não se torne um adulto sem qualquer carácter.

 

Embora o programa já tenha sido gravado, só ontem é que as imagens foram exibidas. Não sei se, entretanto, os pais ou alguém ligado à produção lhes terá puxado as orelhas. Não sei se, daí em diante, o comportamento mudou. Sei que não gostaria de estar no lugar dele hoje...

E espero, sinceramente, que comece a mudar de atitude, porque não lhe vejo grande futuro, se continuar a pensar a agir como tem mostrado até aqui, não só no programa como na vida.

 

 

Ainda sobre o programa de ontem, e embora isso aconteça frequentemente aos que revelam menos capacidades, não gostei muito da atitude do Pedro Jorge em relação ao Francisco. Mas continuo a achar-lhe piada, embora não ache que consiga chegar à final, uma vez que não é muito versátil.

 

Destaco o Francisco, pela sua atitude. Mais vale um pouco de educação do que uma tarte mal confeccionada!

 

Os concorrentes que menos gosto de ver, como devem calcular, são o Gonçalo e o Tomás.

 

 

Imagem http://www.tvi.iol.pt/masterchef/