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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

À Conversa com Sandra Pestana

 

 

A minha convidada de hoje é a autora de "CLEO", um livro que pretende ser uma homenagem à sua cadela Cleopatra, que perdeu há cerca de 5 anos.

Com introdução de Ruy de Carvalho, este livro tem também uma vertente solidária - ajudar associações de protecção de animais.

Deixo-vos aqui a entrevista a Sandra Pestana, que fala de forma emotiva sobre a sua relação com a Cleo, e a dificuldade em lidar com a perda de um animal de estimação! 

 

 

 

 

 

 

Para aqueles que ainda não a conhecem, quem é a Sandra Pestana?

Sou uma mulher como tantas outras, nascida em Angola e que veio para Portugal na altura da guerra. Entretanto, vivi no Brasil e em Coimbra e, após uma breve estadia em Barcelona, decidi fixar-me em Lisboa. Sou muito extrovertida, alegre, solidária, franca, honesta, teimosa e determinada, dificilmente aceito um “não” com facilidade e tenho um grande amor pelos animais, particularmente por cães.

 

 

A Sandra estudou Organização e Gestão de Empresas. Alguma vez pensou vir um dia a escrever um livro?

Nunca! Sempre trabalhei na área financeira e, apesar de ter um familiar escritor, nunca tal me passou pela cabeça.

 

 

 

 

“CLEO” foi lançado em Maio de 2015, estando já na 2ª edição. Esperava que este livro alcançasse tanto sucesso?

Na realidade, nunca pensei muito nisso. A decisão de escrever este livro nasceu de uma vontade enorme de homenagear a Cleo, porque foi uma companheira verdadeiramente maravilhosa e uma autêntica guerreira. Imortal para mim, decidi imortalizá-la para o mundo.

Este livro é o castelo que um dia prometi que ergueria em sua homenagem.

 

 

Esta obra é uma homenagem e tributo à memória da sua cadela, Cleo. Como é que a Cleo chegou até si, ou a Sandra a ela?

A Cleo chegou até mim pela mão do meu marido. Estávamos casados há menos de dois meses e ele, sabendo da minha paixão por cães, resolveu fazer-me uma surpresa e apareceu-me em casa com a Cleo. Era tão pequenina e tão frágil, tinha apenas dois meses e meio. Era um tufo dourado de pêlo com uns olhos enormes, muitos expressivos, que me olhavam fixamente.

 

 

Quanto tempo estiveram juntas?

Estivemos juntas durante dezasseis anos.

 

 

Se para muitos donos de animais de estimação, estes são tratados como membros da família, quase filhos, para outros, isso é algo difícil de compreender. Tendo em conta a sua experiência pessoal, o que diria a essas pessoas sobre as relações entre humanos e animais de estimação?

Dir-lhes-ia que um animal de estimação é um membro efectivo da família e que a vida com ele é, seguramente, muito melhor. A partir do momento em que a Cleo entrou em nossa casa, passou a ser nossa filha, neta dos nossos pais, sobrinha dos meus irmãos e prima dos meus sobrinhos.

Dir-lhes-ia também que esta é a mais bela e a mais pura relação que pode haver entre dois seres.

 

 

Ainda com base na sua relação com a Cleo, considera que os humanos têm muito a aprender com os animais de estimação?

Considero que realmente têm muito a aprender, nomeadamente, no acto de dar sem esperar nada, rigorosamente nada, em troca.

 

 

 

“CLEO” começou a ser escrito dias após ter perdido a sua companheira. Escrever este livro ajudou-a, de alguma forma, a superar a dor da perda?

Não! Achei que ajudaria, mas na realidade não ajudou.

Passaram-se quase cinco anos e meio e não há um só dia em que não pense nela, não verta uma lágrima por ela e quando me deito, que o meu primeiro pensamento não vá para ela.

 

 

Que feedback tem recebido por parte dos leitores? Existem muitos casos de leitores que se identificam com a história?

O feedback tem sido extraordinário e nunca pensei que o livro atingisse a dimensão que atingiu. As pessoas identificam-se com esta história de vida, absolutamente real e em que a Cleo é a narradora, e enviam-me mails, mensagens e deixam as suas opiniões na sua página (www.facebook.com/CLEO.SANDRAPESTANA).

Mesmo quem nunca passou por uma situação destas, de perda, consegue sentir-se tocada, envolver-se e perceber muito bem o livro.

Uma das coisas que mais me deixa feliz é quando me dizem que, enquanto liam o livro, parecer que estavam a viver a história. Isso é muito bom, é sinal que a mensagem foi passada.

 

 

A Sandra tem estado, neste momento, a fazer algumas apresentações do seu livro, com o objetivo de angariar fundos para associações de proteção aos animais, nomeadamente a associação Sobreviver e Projecto Conchinha. Como é que surgiu esta iniciativa?

A partir do momento em que percebi que o livro tinha “pernas para andar”, achei que não faria sentido que o destino dos direitos de autor fosse outro. Poderia simplesmente doar o valor às associações/ projectos, mas achei que seria importante fazer as apresentações e, dessa forma, aproveitar para conhecer melhor as pessoas que, tal como eu, nutrem este sentimento pelos animais.

 

 

De que forma é que o livro “CLEO” poderá ser adquirido pelo público?

Poderá ser adquirido em qualquer livraria e, caso não haja, ser encomendado. Quem quiser um autografado, pode sempre contactar-me através da minha página de FB (www.facebook.com/sandra.pestana.52) ou pela da Cleo e encomendá-lo.

 

 

 

 

Que mensagem gostaria de deixar a todos aqueles que já passaram por uma situação de perda do seu animal de estimação?

Não sei se sou a melhor pessoa para deixar essa mensagem.

Nunca sofri tanto com a perda de ninguém como pela da Cleo e, ainda hoje, sofro muito.

Às vezes parece-me que nunca farei o luto!

Era uma relação excepcional e que está para além da vida.

Não consigo deixar nenhuma mensagem. É uma dor horrível!

 

 

Muito obrigada, Sandra!

A História de um Gato

 

Um gato foi atropelado num parque. Todos olham para ele, com pena pela pouca sorte do animal, mas ninguém se chega à frente para o ajudar.

Marlene, no seu passeio habitual pelo parque, onde tem por hábito alimentar alguns gatos que fazem dele a sua morada, depara-se também com este cenário mas, ao contrário dos restantes, decide agir e levar o gato ao veterinário mais próximo.

No hospital, e feitos vários exames, o prognóstico não é nada animador: três lesões na coluna que lhe causaram paraplegia irreversível. Só havia três soluções - a eutanásia, a devolução ao ambiente, onde acabaria por falecer devido à sua nova condição, ou a adopção por parte de Marlene, assumindo assim a responsabilidade por todos os tratamentos e cuidados que o gato amarelo e branco, mais tarde baptizado de Senninha, iria necessitar.

A decisão poderia parecer difícil mas, no fundo, já estava tomada! Ele tinha escolhido Marlene para sua protectora, e ela não o deixaria ficar mal, mesmo já tendo em casa outros 5 felinos!

Ao longo do livro, poderemos ver todas as dificuldades pelas quais Marlene e Senninha passaram, durante a adaptação e tratamento, e a forma como este gato encarava a sua condição, sem se deixar abater, sem reclamar, sem desistir.

Podemos também ver a cumplicidade que se foi gerando com alguns dos outros habitantes felinos da casa. Infelizmente, não por tanto tempo quanto gostaria porque, um a um, foram sucumbido à maldita insuficiência renal de que sofriam.

Este livro conta as aventuras do Senninha, as suas peripécias, a forma como vive e ultrapassa a cada dia as dificuldades que a vida lhe impôs.

E conta-nos o grande amor que Marlene tem por todos os animais, não só aqueles que foi acolhendo no seu lar ao longo dos anos, mas também por todos os outros que nunca tiveram a sorte de ter um lar!

É um testemunho de uma enorme coragem e dedicação, que nem mesmo eu provavelmente conseguiria ter!

 

 

Autor: Marlene Alves Catanzaro

Data de publicação: Junho de 2016

Número de páginas: 92

ISBN: 978-989-51-7173-6

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Ficção

Idioma: Pt

 

 

Sinopse

"Um gato atropelado nas dependências de um parque público na cidade de São Paulo, no Brasil, fica abandonado à própria sorte; apenas um gato irremediavelmente ferido, amedrontado e confuso numa calçada ao pé de um muro, para ele, mais alto do que todo o universo.

Pessoas que passam por ali apenas observam o indefeso animal, magnetizadas pela sua beleza e sofrimento, sem, contudo tomar qualquer iniciativa de socorro.

A agonia se estende até que alguém surge para prestar socorro àquele gato de meiga aparência e olhos cor de mel.

A atitude impensada, movida apenas pelo sentimento de caridade, vai levar a salvadora a temer pelo próprio futuro com aquele animal, mas o tempo se encarregará de mostrar que, além do medo do desconhecido o amor sempre prevalece, modificando a vida dos dois.

O tempo se incumbirá de mostrar a coragem dos protagonistas desta história para superar e vencer obstáculos.

O amor pelos animais, despertado em uma criança por seu tio, não foi em vão.

Esta é uma história que comove e surpreende."

 

 

Apresentação do livro Cool Dog

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COOL DOG é um guia completo para quem tem ou quer ter um cão, dividido em 10 capítulos, que vai permitir aos donos acompanhar de modo informado as diversas fases da vida do seu cão e ajudar a disfrutar do maravilhoso privilégio que é ter um cão como amigo e companheiro. 

Desde a medicina preventiva ao guia de primeiros socorros, enumerando muitos dos perigos que podem colocar a vida do seu cão em risco, CoolDog é uma ajuda preciosa para todos aqueles que têm ou pensam ter um cão.

 

Nele poderão encontrar informação e dicas sobre:

Alimentação
Higiene
Exercício físico
Obesidade
Reprodução

Geriatria

Viagens

Neonatologia

Medicina preventiva

Guia de Primeiros Socorros

 

Tudo para que os cães cresçam de forma saudável, felizes e em plena harmonia. Cool Dog pretende, igualmente, demonstrar que a entrada de um cão para a família é um momento empolgante mas também bastante importante. A relação que mantemos com os nossos companheiros ao longo da sua vida é essencial, indo para além de festas e carinhos. Este livro vai ajudar, de uma forma genuína e preocupada, a compreender melhor todas as etapas da vida do cão e os cuidados a ter em cada uma delas, assim como algumas curiosidades e perigos que o podem afetar ou ainda questões do dia-a-dia.

“Cool Dog” tem ainda um papel de responsabilidade social, uma vez que, por cada exemplar vendido, 1€ reverte para a Associação Beira Aguieira de Apoio ao Deficiente Visual, uma Instituição Particular de Solidariedade Social, que tem por objetivo promover por todos os meios ao seu alcance, em cooperação com entidades públicas e privadas, o apoio e a integração social, cultural e profissional do deficiente visual e que tem como principal resposta social a Educação de Cães-guia para Cegos.

 

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As autoras são Sónia Miranda e Inês Fonseca, ambas veterinárias. O prefácio, esse ficou a cargo do conhecido ator Ruy de carvalho e de Paula Carvalho.

A apresentação do livro é já esta 5ª feira, dia 26 de novembro, às 18h30 na livraria Leya na Buchholz, em Lisboa.

Não percam! 

 

Fome ou Gula?...

Pois...não sei! Mas seria melhor que fosse a segunda.

Tudo começou quando a gata Boneca apareceu lá em casa e começámos a dar-lhe comida. A Boneca é uma gata de rua, filha de uma gata cuja dona não quis ficar com as crias entretanto nascidas, logo, abandonada. Ao início, ela escondia-se das pessoas e fugia assim que alguém se aproximava. Depois de ter passado duas noites lá em casa, e de ver que não lhe fazíamos mal, começou a aparecer lá no quintal com mais frequência. E nós continuámos a dar-lhe comida. Está mais "sociável", é aparentemente meiguinha e nunca mia para pedir alimento.

O problema é que, atraídos pelo novo "restaurante" gratuito, começaram a aparecer mais gatos. Gatos esses que até têm donos, que por sinal moram no andar de cima! Gatos esses que até estão bem gordos mas não hesitam em aparecer para roubarem o lugar da Boneca.

Apareceu também a cadela do vizinho da frente, e mais uma gata que eu julgava ser irmã da Boneca, mas segundo me disseram será a mãe. O que é ainda mais grave tendo em conta que ataca a própria filha para lhe roubar a comida.

Já os meus pais, "adoptaram" há alguns anos uma cadela, também ela com dono, mas que não se faz rogada perante aquilo que lhe oferecem, como se não tivesse comida em casa.

E, das duas, uma: ou estes animais não têm comida em casa, ou quanto mais comem mais querem! Ainda assim, faz-me alguma confusão animais com donos agirem como se estivessem famintos.

Seja como for, vão ter que ir roubar para outra freguesia porque aqui, enquanto eu estiver de guarda, só há lugar para os que realmente precisam.

Que me desculpem os restantes, que não têm culpa, mas é do meu bolso que sai o dinheiro, e não pretendo transformar-me em instituição de solidariedade social para animais.

 

Preciso de um destes para a minha rua!

 

 

É impressionante - mal saio de casa, a primeira coisa que vejo é a rua enfeitada!

Continuo a andar, tentando evitar, com grande dificuldade, estes desagradáveis presentes que os amigos cães nos deixaram. Sim, porque quando não estão à esquerda, estão à direita, e se não estão nem numa nem noutra, estão ao centro!

Os carros, que passam por cima, e a chuva, que sempre lava um pouco, não são suficientes.

Até porque, quando os mais antigos já estão espalmados e secos, constituindo uma ameaça diminuta, logo aparecem novos e fresquinhos, para nos fazer perder a cabeça!

O pior é que, infelizmente, não é só na minha rua que isto acontece. Este fenómeno alastrou-se em grande escala por todos os lados por onde passo. Ou seja, quase se pode dizer que a vila inteira está infestada por esta praga!

E ainda dizem que os cães são animais inteligentes...

É certo que os animaizinhos têm que fazer as suas necessidades em qualquer lado, e que ainda não inventaram casas de banho para cães.

Mas nesse aspecto, decididamente, os gatos ganham com larga vantagem.

Enquanto um cão faz o "serviço" onde calha, muitas vezes até em casa, um gato procura sempre o seu cantinho (que de preferência deve estar limpo, porque se não estiver ele já se sente incomodado), e tenta tapar tudo depois de fazer.

Mesmo na rua, nunca vi porcaria de gato nenhum.

Os sacos, que foram especialmente colocados para que os donos dos animais recolhessem os dejectos, de nada servem, porque muitas vezes a falta de civismo começa exactamente nessas pessoas, que pouco se ralam se isso incomoda os outros.

Além disso, quem se atreverá a pegar num saco, e limpar o que foi deixado pelos inúmeros cães vadios?

Se o cão tiver um dono, podemos sempre responsabilizá-lo. Mas, e aqueles que não têm? 

Outra coisa que me deixa, inevitavelmente, irritada é o facto de agora se ter tornado moda as forças de segurança, neste caso a GNR, andarem a passear e a fazer as rondas montados em cavalos. Cavalos esses que também não se envergonham na hora de deixar a sua marca mesmo no meio da estrada porque, afinal, também eles não têm casa de banho privativa!

E como isto mais parece o país da bicharada, e da "cocózada", ainda encontro, uma vez ou outra, centenas de bolinhas com que as queridas ovelhas nos brindaram, à sua passagem!

Sim, eu sei, é uma conversa porca e mal cheirosa!

Mas acreditem que, para quem assiste a esta crescente falta de limpeza e higiene das ruas da minha terra, há muito tempo que começou a cheirar mal de mais!