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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Onde estás, lua?

Depois da super lua cheia de segunda-feira que, à hora que eu vi, não estava assim tão super, já me tinha convencido que teria que esperar mais 18 anos.

No entanto, pelo sim, pelo não, quando saí do trabalho ontem à noite, lembrei-me de olhar para ela, para ver se me surpreendia.

Não a vi em lado nenhum.

Onde estás, lua?

Se no dia anterior tinha vindo daquela zona, não poderia desaparecer totalmente no dia seguinte. O céu estava limpo, viam-se as estrelas. Fui o caminho todo andando e olhando para trás, à procura dela, a pensar onde poderia estar àquela hora, em vez de estar no céu.

Quando estou quase a chegar a casa, vejo algo a surgir detrás de umas casas, enorme, branco e redondo.

Era a lua!

E, desta vez, super mesmo!

 

Não consegui tirar fotos, claro, que a minha máquina é pré-histórica,mas foi mais ou menos isto:

 

Resultado de imagem para super lua

 

Como ontem nasceu mais tarde, consegui ver o efeito que na segunda não tinha visto!

A nuvem solitária

 

De todas as que, com ela, tinham enfeitado o céu desde o início da manhã, foi a única que ficou.

Uma sobrevivente, mas não por muito tempo.

Foi-se desvanecendo, gradualmente, até deixar de existir.

Adeus, nuvem. Foi um prazer fotografar-te!

 

P.S.: A minha filha achou-a muito parecida com um pato. A minha mãe, com uma cegonha. Levaria ela algum presente no bico?

 

A revolta da natureza...

 

Está a chegar...

Eu sinto...todos nós sentimos...

Não sabemos quando mas está, sem dúvida, a caminho.

No chão, as folhas secas dançam em alegre rodopio! Levantam-se no ar, voltam a pousar, e correm em círculos, impulsionadas pelo vento.

Esse vento que sopra enraivecido, contra tudo, e contra todos.

No céu cinzento, nuvens escuras correm depressa, como se não houvesse tempo a perder. E, atrás destas, outras, e outras. Algumas, trazem a leve promessa de tréguas. Outras, mostram-nos que não nos devemos deixar enganar. Afinal, é só uma questão de tempo. 

Talvez agora, talvez mais logo, talvez amanhã...As primeiras gotas caem, e param. Ainda não chegou o momento...

Mas, por fim, pela noite fora, veio! E fez estragos.  

Hoje, parece que a natureza acalmou. E a sua sombria e assustadora revolta deu lugar a um magnífico céu azul!