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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A nuvem solitária

 

De todas as que, com ela, tinham enfeitado o céu desde o início da manhã, foi a única que ficou.

Uma sobrevivente, mas não por muito tempo.

Foi-se desvanecendo, gradualmente, até deixar de existir.

Adeus, nuvem. Foi um prazer fotografar-te!

 

P.S.: A minha filha achou-a muito parecida com um pato. A minha mãe, com uma cegonha. Levaria ela algum presente no bico?

 

A revolta da natureza...

 

Está a chegar...

Eu sinto...todos nós sentimos...

Não sabemos quando mas está, sem dúvida, a caminho.

No chão, as folhas secas dançam em alegre rodopio! Levantam-se no ar, voltam a pousar, e correm em círculos, impulsionadas pelo vento.

Esse vento que sopra enraivecido, contra tudo, e contra todos.

No céu cinzento, nuvens escuras correm depressa, como se não houvesse tempo a perder. E, atrás destas, outras, e outras. Algumas, trazem a leve promessa de tréguas. Outras, mostram-nos que não nos devemos deixar enganar. Afinal, é só uma questão de tempo. 

Talvez agora, talvez mais logo, talvez amanhã...As primeiras gotas caem, e param. Ainda não chegou o momento...

Mas, por fim, pela noite fora, veio! E fez estragos.  

Hoje, parece que a natureza acalmou. E a sua sombria e assustadora revolta deu lugar a um magnífico céu azul!

Sensação de Liberdade

 

 

Há momentos, na nossa vida, em que temos necessidade de fazer alguma coisa, que nos faça relembrar e reviver a sensação de liberdade!

Principalmente quando vivemos, dias e dias, presos à nossa rotina diária, que mal nos deixa tempo para respirar.

Durante toda a semana saio de casa cedo e chego tarde. O tempo que passo em casa, ou é para dormir, ou para as tarefas domésticas.

Chega então o fim-de-semana. A minha filha vai passar o dia com o pai, e o meu namorado vem ter comigo. No dia seguinte, ou estou com os dois, ou estou com a minha filha.

Em seguida, tenho pela frente mais uma semana de trabalho! E um novo fim-de-semana chega!

Um dia para estar com a minha filha e, finalmente, o dia em que estou sozinha!

É um bom motivo para dar pulos de alegria – tenho finalmente um dia só para mim, para fazer o que me apetecer!

Mas a verdade é que não é bem assim. Esse é o dia em que aproveito para fazer uma limpeza mais elaborada à casa, que o dia-a-dia não permite.

É claro que conseguir guardar algumas horas de quinze em quinze dias para me dedicar ao que mais gosto, não é tarefa fácil.

Por isso mesmo, é perfeitamente normal que ao fim do dia me sinta sufocada por estar fechada em casa, e com uma urgente necessidade de sair à rua, de apanhar ar, de sentir a liberdade invadir-me, nem que seja por breves instantes.

E, hoje, a liberdade manifestou-se em tons de cinzento e verde! O cinzento, do céu carregado, ameaçando a chegada de um temporal a qualquer momento. E o verde, das árvores que me rodeiam, enquanto caminho!

É um belo cenário, desafiador…a natureza no seu melhor…ou pior, dependendo da perspectiva de cada um. Mas eu gosto deste tempo, e naquele momento pouco me importava se ia começar a chover, a trovejar ou qualquer outra coisa.

Sentia-me livre! E isso era o mais importante!

 

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