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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Como é que ela consegue?!

Resultado de imagem para mãe e filha a passear

 

Segunda-feira de manhã:

Levantar cedo, despachar parte das coisas e levar a filha à escola, já em cima da hora. Voltar a casa, tratar do resto das coisas e seguir para o trabalho, a acelerar.

Quando estou a chegar ao destino, já cansadíssima da correria e caminhada ainda antes das 9h, deparo-me com uma mãe, a passear calmamente com a sua filha, sem pressas, como se tivesse todo o tempo do mundo! 

E se calhar tem!

Também gostava de poder disfrutar dessa calma matinal, nem que fosse só de vez em quando...

A arte de irritar alguém!

 

Há pessoas que são peritas nesta arte! 

E gostam tanto de o fazer.

 

Há as que percebem, e o fazem de propósito só para nos tirar do sério.

Há as que o fazem sem saber, mas têm o mesmo efeito.

Há as que nos irritam assim que soltam a primeira palavra, e as que nem precisam de abrir a boca!

 

Há as que gostam de ser do contra só porque sim!

Há as que se limitam a rebater as afirmações dos outros, porque não têm as suas próprias para proferir.

 

Há as que escolhem a vítima do momento, e as que disparam contra tudo e todos!

 

Se o mundo seria diferente sem estas pessoas? Ser até seria...

Mas depois como é que treinávamos a nossa paciência, a nossa calma, a nossa capacidade de ouvir e ignorar?

Não seria a mesma coisa, pois não?!

A pressa...

 

...e a falta dela!

 

No outro dia, estava eu numa grande fila para a caixa, num supermercado. A caixa ao lado abriu e, por ordem de fila, quem quisesse podia ir. Foi o que eu fiz. Estava um senhor idoso atrás de mim que, disse-me o meu marido discretamente, estava primeiro que eu.

Quando chegou à minha vez, e porque não tinha a certeza se realmente o dito senhor já lá estava ou não, disse-lhe para passar, até porque só tinha uma coisa na mão. Agradeceu, mas não quis. Disse que tinha muito tempo.

A senhora de outra caixa ao lado também fez o mesmo, e ele voltou a recusar. A funcionária da minha caixa insistiu que eu o deixava passar. Não adiantou. E assim ficou ele à espera da sua vez.

Já na caixa onde estava o meu marido, chegou um rapaz com o "fogo no rabo", que não hesitou em perguntar se o deixavam passar à frente! E lá foi ele. Uns com tanta pressa, e outros sem nenhuma!

 

Quem fui...

 

...e quem sou.

 

Do meu pai herdei uma certa calma e condescendência para lidar com algumas pessoas e situações. Já da minha mãe, e por contraditório que possa parecer, herdei a qualidade de não ficar calada e não deixar que me façam de parva. Não sou capaz de fingir, e nem sempre sou capaz de perdoar.

A Marta de há muitos anos atrás não é muito diferente da que é hoje, salvo pela maturidade adquirida ao longo da vida. 

Continuo a ser uma pessoa extrememente tímida, que prefere manter-se na sua "zona de conforto", sozinha ou com quem pertence à sua vida. Nunca fui muito boa a conversar com quem pouco ou nada conheço, preferindo ficar afastada, fechada na minha concha. Algumas pessoas, não me conhecendo, confundem essa minha faceta com antipatia, arrogância ou mania da superioridade. Foi assim, inclusivé, que durante muitos anos fui classificada na zona onde moro. O que a mim pouco me importa. Sou como sou e quem quiser aceita, quem não quiser, paciência. Os que os outros pensam de mim não me afecta. Pelo menos aqueles que não me dizem nada. Até porque não fui posta neste mundo para agradar aos vizinhos.

No entanto, apesar de esse aspecto da minha personalidade não ter mudado, trabalhar todos estes anos a atender ao público, e a lidar constantemente com outros funcionários públicos, fez aparecer uma outra parte da Marta. A Marta que é simpática e educada, que brinca, que conhece muito mais pessoas e a todas fala bem. 

Quando vejo agora as adolescentes, e a forma por vezes ridícula como se comportam, penso logo: "meu deus, será que eu naquela idade também era assim?". Claro que era! Ou talvez pior. Durante uns tempos tive até fama de "provocadora", porque gostava muito de andar de calções ou mini-saias! Éramos três amigas nessa altura. Nunca nos metemos em problemas nem tivemos comportamentos menos próprios para a nossa idade, afinal, os tempos eram outros (embora houvesse raparigas que o fizessem), simplesmente comportávamo-nos como três tontinhas. Mas divertíamo-nos muito. Foram bons tempos!

Hoje, tudo isso me é estranho. Tenho mais 15 anos. Sou uma mulher, sou mãe, sou adulta. Tenho outras responsabilidades e outra maturidade.

Mas, no fundo, continuo a ser eu...a mesma de sempre!

 

 

 

Será o verão um recarregador de energias?

 

Começo a ter as minhas dúvidas.

Este ano estava ansiosa para que chegassem as férias para descansar mas, na semana de férias que tive, acabei por me cansar tanto ou mais do que se estivesse a trabalhar.

E se é verdade que um mergulho no mar nos acalma, o sol nos relaxa e uns momentos divertidos nos descontraem, também é verdade que uma horita ou duas, no meio de 24 horas em correria e stress, não chegam nem para meia carga.

E eu preciso tanto de boas energias!