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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A casinha branca das janelas azuis

 

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Num dia cinzento e chuvoso, deparo-me com esta casinha branca. No quintal, uma árvore completamente despida, a lembrar que já é outono.

Esta casa sobressai à vista, no meio das outras já desbotadas do passar dos anos. Também esta estava assim, até que resolveram recuperá-la.

 

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Ficou bonita, sim senhora! Parece uma pequena casa campestre e acolhedora, que convida aos lanches com chá quentinho e bolinhos caseiros acabadinhos de sair do forno!

 

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Pena que estas janelas e a porta não sejam reais. Na verdade, o que lá está é uma parede, e os espaços da janela e porta tapadas com tijolos. Depois, foi só pintar e dar os últimos retoques para ficar com este efeito!

Parece que está na moda!

 

Just thinking...

 

Ao ver aquele autocarro ao fim da tarde, ela ficou melancólica...As saudades fizeram-se sentir...

Saudades das coxinhas de galinha que lhe comprava quando ia ter com ele;

Saudades de namorarem nos transportes, que tinham que apanhar de um lado para o outro, para estarem umas horas juntos;

Saudades das idas à praia, dos mergulhos a dois, de estarem deitados ao sol sem desviarem o olhar um do outro, dos jogos de raquetes a tentar não deixar cair a bola o máximo de tempo;

Saudades dos passeios que costumavam dar;

Saudades de tantos bons momentos que passaram juntos...Fechou os olhos...

Caminhava agora por um campo de papoilas e espigas de trigo, sob um lindo céu azul. Sentou-se, sentiu o aroma do campo, a brisa suave, o sol a reconfortá-la com o calor dos seus raios...

Tinha saudades, mesmo! Mas percebeu que não eram aquelas saudades de quem gostaria de voltar a viver tudo novamente. O que viveu foi tão bom que irá para, sempre, recordar. 

No entanto, o que sentia crescer nela, era uma sensação de que estava a chegar o momento de mudar a sua vida, de dar novos passos. 

Algo dentro de si lhe dizia que a sua vida, tal como estava, já não a satisfazia por completo.

Seria bom avançar para uma nova etapa... Novos momentos, diferentes dos anteriores, agora como casal, como família... Quem sabe até, aumentá-la... 

Abriu os olhos, e continuou a sua pequena viagem até ao escritório.

Esse dia haverá de chegar...