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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Gesto bonito e raro

 

Nunca fui fã da Tânia - concorrente do Poder do Amor. De facto, era das que eu menos gostava lá dentro.

Mas, justiça seja feita - este casal mereceu ganhar! Não só porque foi o único que nunca saíu da casa, como provou ser um casal forte, guerreiro, sobrevivente, e mostrou de que muito músculo e um bom corpo nem sempre são vantagem, e que com ninguém é inferior a ninguém.

O final foi surpreendente, sem dúvida. Embora já soubessemos que eram eles que iam ganhar não estávamos, certamente, à espera das acções a que assistimos.

E se, quanto ao gesto de ajudar o casal Cátia e Márcio a concluirem a prova, depois de terem a vitória assegurada, não tenho dúvidas de que seria igualado, se a situação fosse inversa, já o mesmo não sei se poderei afirmar quanto à partilha do prémio. 

Não estou a imaginar muitos dos casais que participaram no concurso a ter uma atitude dessas. Há quem afirme que a Cátia e o Márcio o fariam. Talvez...Nunca vamos saber. Mas a verdade é que a Cátia já venceu um reality show e, na altura, não partilhou o seu prémio com ninguém. 

Eu própria não o faria, confesso! Podia dar uma parte do meu prémio, mas nunca dividir a meias, como fizeram a Tânia e o Ricardo.

Foi, sem dúvida, um gesto bonito, e raro!

 

Meus caros concorrentes d'O Poder do Amor...

 

Cátia - sempre a tentares acalmar o Márcio e evitar que haja discussões entre ele e os outros, infelizmente, muitas vezes sem sucesso. Não tenho nada a apontar. 

Márcio - tens razão em algumas coisas que dizes, mas esqueces o principal - isto é um jogo e, desde que não se quebrem as regras, é cada casal por si e ganha o melhor. E devias saber que um bom jogador estuda as probabilidades, encontra estratégias e pode, inclusive, em alguma parte do jogo e enquanto isso lhe for favorável, fazer alianças ou formar equipas. Todos os casais estão aí com um objectivo: ganhar o prémio final! Ninguém entrou na casa pelo simples prazer de conhecer, conviver e criar amizades com os restantes casais. Embora isso possa acontecer, por acréscimo, e espontaneamente. Podes não agir da mesma forma que os outros, podes não concordar com essa forma de agir estrategicamente, mas tens que ter em mente que isto é um jogo.

 

 

Ana - Como mulher, e mãe, tiveste, na minha opinião, uma saída menos feliz quando soubeste que a Marta ia voltar ao programa. Ah e tal, engravidou, tivesse cuidado. As coisas não são assim, e tu sabes bem disso. Compreendo a tua revolta mas, tal como disse ao Márcio, isto é um jogo, e é a Sic quem dita as regras como bem lhe apetece. Já devias saber. E nada como uma boa polémica para agitar o ambiente e subir as audiências!

Quimbé - Tens razão em estar revoltado com a entrada no novo casal no programa, mas não tens que desistir por isso. Tens é que jogar o melhor que podes e sabes, para que esse mesmo casal não leve a melhor. Como já percebeste, as coisas estão sempre a mudar e ainda muita água pode correr debaixo dessa ponte. Se és um guerreiro, luta! Sempre é tempo mais bem empregue do que andares aí a gozar e a imitar toda a gente, quando não estás ao pé deles. Isso fica-te tão mal. Todos nós o fazemos, mas esqueces-te que aí há câmaras que te filmam a toda a hora. Pelo menos faz isso junto com eles, e goza também com os teus próprios defeitos. É preferível do que andarem a discutir.

 

 

Paulo e Marta - uma semana não deu para vos conhecer o suficiente. Tiveram que desistir mas, infelizmente, deixou de existir o motivo para a saída prematura. Se é justo vocês voltarem nesta fase? Talvez fosse mais justo num segundo programa, desde o início. Ou talvez entrarem algumas semanas atrás. Mas não deixa de ser justo terem uma segunda oportunidade. Pode até ter sido uma decisão vossa, mas não me admirava nada se as regras e contratos assinados vos "obrigassem" a tal. Entram em desvantagem financeira, e sabem que têm (quase) todos contra vocês. Caso venham a ser os vencedores, a vossa consciência ditará se foram justos vencedores, relativamente aos restantes concorrentes, tendo em conta tudo os que eles enfrentaram desde o início, as condições em que se encontravam quando vocês irromperam pela sala cheios de pica, energia e vontade de vencer, e tudo o que daí em diante acontecer.

Volto a dizer - O Poder do Amor é um jogo, e os concorrentes já devia saber, pelo histórico de outros programas, que tudo pode acontecer e que as reviravoltas e surpresas fazem parte do pacote.

 

 

Tina - nunca simpatizei muito contigo, mas tens estado bem. 

Eddy - podes não ser um bom jogador, mas como pessoa pareces-me muito simples, divertido e dos poucos que ainda se afasta das confusões, quando não te vês metido no meio delas mesmo sem querer! Continua a ser verdadeiro.

 

 

Ricardo - Continua a ser o concorrente que tens sido até aqui, e a pessoa que me pareces ser. Na minha opinião, um dos concorrentes mais calmos do programa.

Tânia - Desde o início, tal como aconteceu com a Tina, não simpatizei contigo. Mas tens-te esforçado imenso e estou a gostar mais de te ver.

 

E, por fim, para o último casal expulso:

 

 

Catarina e Artur - Com alguma razão vossa, tendo em conta algumas das provas e respectivos resultados, bem como os poderes ganhos, forma física, cultura e afins, consideravam-se o casal mais forte da casa. Talvez por isso, por toda a confiança adquirida ao longo das últimas semanas, se tenham sobrestimado. Mas deram-se mal. Quero acreditar que não foi suicídio premeditado. Isto é um jogo, como tantas vezes, e bem, afirmaram, e nada é garantido. As surpresas são uma constante e, quem hoje está no topo, amanhã pode vir parar cá baixo. E como bons jogadores que eram, sabiam que se estivessem nomeados, ninguém vos iria salvar. Acredito que para alguns casais, esta eliminação teve um doce sabor de vingança, pelo que aconteceu na semana passada.

Pode ter havido algum tipo de estratégia na segunda prova para vos massacrar. Mas foram vocês os únicos responsáveis pela eliminação, logo na primeira prova de casal.  

 

 

Brilhante, excepcional, genial, muito bem feito mesmo!

 

Vi -o, li a sinopse e pensei “vou gostar deste livro”!

A história, de facto, prometia. Ainda que, à primeira vista, fosse o clássico da mulher desaparecida e do marido suspeito, com muito mistério pelo meio.

Não o comprei na altura, mas este ano teve que ser.  E comecei a ler.

O que posso dizer sobre ele? Não muito, quase nada! E não é porque não tenha nada para dizer. É porque o que quer que eu diga, estará a desvendar algo que não deve ser contado mas, sim, lido!

Já vi algumas críticas negativas ao livro, leitores que se sentiram enganados ou decepcionados por comprarem o livro a pensar que a história seria uma coisa, e depois foi outra.

Eu não me sinto enganada. Não me arrependo. A autora escreveu um livro brilhante, excepcional, muito bem feito mesmo! E se, de facto, a história não foi exactamente aquela que imaginei pela sinopse, isso não me defraudou. Só me cativou ainda mais porque aconteceu aquilo que ninguém esperaria.

A história gira à volta de duas pessoas, Amy e Nick. As cenas vão intercalando entre um e outro, ora em forma de entradas de diário dela, ora em tempo real, no caso dele.

Duas pessoas normais, que um dia se conhecem e apaixonam, casam e têm tudo para viver o seu “felizes para sempre”. Com o passar do tempo, o casamento parece entrar em crise, surgem desentendimentos, discussões e o divórcio eminente. Parece já não haver outra solução, já não haver amor mas apenas acomodação, saturação e mágoa. Um cenário perfeito para procurar fora, aquilo que não há em casa.

Umas vezes estamos solidários com Amy. Outras, defendemos Nick. Por vezes, nenhum dos dois.

A história fala de personalidades, de possíveis condicionantes que para elas contribuíram, de pequenos e grandes defeitos, de aparências, de verdades escondidas e mentiras reveladas, de pessoas reais, que podemos encontrar em qualquer lado!

A partir do momento em que começamos a ler Em Parte Incerta, não conseguimos parar até saber onde nos vai levar cada página que viramos, que reviravoltas nos aguardam, que supresas nos esperam, até ao final da história. E vamos, cada vez mais, recordar a pergunta da capa “acha mesmo que conhece a pessoa que dorme ao seu lado?”.

Quem é a Amy? Quem é o Nick?

Sem dúvida, um dos melhores livros que já li! Aguardo com grande expectativa a adaptação ao cinema.

"Com licença, obrigado e desculpa"

 

As palavras mágicas

 

Na sua mensagem para os casais, no Dia dos Namorados, o Papa Francisco, afirmou que viver juntos é um caminho de cada dia, com regras que se podem resumir a estas três palavras.

O pior é quando essas começam a ser as principais ou, até mesmo, as únicas palavras presentes na comunicação entre o casal. Quando estamos a ser politicamente educados e correctos, para não dizer o que realmente queremos, ou por não ter mais nada que dizer.

E eu confesso que cada vez me irritam mais estas três palavrinhas!

 

O segredo do amor

 

Não há famílias perfeitas, nem o marido ou a mulher perfeita. É comum haver conflitos, zangas e divergências, mas o importante é a reconciliação. Por isso mesmo, é fundamental não arrastar nada para o dia seguinte. Não devemos acabar o dia sem fazer as pazes. É esse o segredo para conservar o amor!

Mas, por vezes, pelo menos para mim, é difícil resolver as coisas naquele dia, quando ainda estou tão chateada, e quando sei que, no dia seguinte, já estarei mais calma e mais disposta a pôr tudo para trás das costas.

 

A solidez das relações

 

"A vida familiar deve ser construída, não sobre a areia dos sentimentos que vai e volta, mas sobre a rocha do amor verdadeiro..." 

Mas, se é verdade que a maior parte das areias tem estado a desaparecer a um ritmo assustador, também é verdade que, ultimamente, até as rochas que julgávamos mais sólidas se têm vindo a quebrar. 

Programas caseiros ou saídas a dois?

 

Depois de ontem, definitivamente, programas caseiros!

Ou melhor, ficar simplesmente, em casa, sem planos.

Nunca pensei que uma saída programada me viesse a trazer tantos dissabores. E, apesar de ter sido uma ideia minha, pensei seriamente em não seguir adiante com ela.

Mas era uma coisa diferente, num dia especial, e por isso avancei.

Combinámos ir ao cinema ver o filme Winter's Tale - Uma História de Amor. E para a Inês não ficar triste de não ir ao cinema, acordámos levá-la a jantar ao McDonald's que havia perto do cinema, e assim estava perto da casa do pai, onde ia passar a noite. Portanto, estava tudo acertado. O que poderia correr mal? À partida, nada. Mas correu.

Saí mais tarde do trabalho, o que me atrasou logo meia hora.

O meu marido já se despachou tarde da inspecção ao carro.

O meu jantar foi um sumo de laranja feito, à pressa, em casa, e um croissant já na sala de cinema.

O tempo chuvoso não colaborou.

O GPS não ajudou - tive algum tempo a tentar que ele me encontrasse o Shopping. E quando consegui, já estava mal disposta. O caminho cheio de curvas também deu o seu contributo.

O meu marido, não sei se pela fome, ou pelo atraso que tínhamos, ou ambos, começou a stressar, e passámos grande parte do caminho a responder mal um ao outro (que romântico).

Chegámos ao McDonalds em hora de ponta, com 15 minutos para jantar e pôr-mo-nos a andar para o cinema (o que vale é que já tínhamos os bilhetes comprados).

Tivemos que correr em pleno shopping para chegarmos antes do início da sessão.

O filme foi uma desilusão, embora fale disso num próximo post.

A vinda para casa foi novamente de stress, implicâncias e respostas tortas.

E fomos dormir, de costas voltadas, com a Tica a fazer-nos companhia.  

Ou seja, aquilo que deveria ser uma saída para desanuviar, para nos aproximar, para namorar, acabou por ter o efeito contrário.

Por isso, para mim, bastou! Tão depressa não volto a programar saídas. Para me chatear, prefiro ficar em casa.