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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Será que os pais se preocupam mesmo com a obesidade dos filhos?

 

Li num post do blog http://paranoias-de-mae.blogs.sapo.pt que, entre as 10 maiores preocupações dos pais em relação aos filhos, de acordo com um estudo efectuado pelo Hospital Pediátrico C.S. Mott, no Michigan, Estados Unidos, relativamente a 2015, a que ocupa o primeiro lugar, pelo segundo ano consecutivo, é a Obesidade Infantil!

 

Ora, a mim parece-me um pouco contraditório que, sendo esta a maior preocupação dos pais, exista uma taxa cada vez maior de obesidade infantil.

Parece-me contraditório que pais preocupados se deixem aliciar e vencer pela comida fast food, que ganha cada vez mais terreno.

Parece-me contraditório que, sendo essa a maior preocupação dos pais, se vejam cada vez mais crianças e jovens obesos, como aqueles que agora concorrem a programas como o Peso Pesado Teen.

Parece-me contraditório que, sendo a obesidade infantil a principal preocupação dos pais, seja preciso chegarem a um programa de televisão, para perceber que andaram anos a cometer erros; que seja preciso os filhos chegarem ao fundo do poço, para mudarem de atitude em relação aos seus hábitos alimentares.

 

Na minha opinião, pais realmente preocupados com a possibilidade de os seus filhos se tornarem crianças e jovens obesos, apostam na prevenção, apostam em bons hábitos alimentares desde cedo, apostam em actividades físicas que os façam ocupar a mente (e o estômago), gastar energias e queimar calorias, em vez de permitir que eles se sentem horas a fio, em frente a uma televisão, a comer sem parar, tentam conversar com os filhos e perceber as possíveis causas que possam estar a desencadear um apetite fora do normal. 

 

E, acima de tudo, pais preocupados com a obesidade infantil devem dar o exemplo! De nada adianta querer que os seus filhos se alimentem saudavelmente, se eles próprios não o fazem. De nada adianta querer que os seus filhos sejam activos, se eles próprios são sedentários. Os pais são sempre o melhor exemplo que os filhos podem ter, tanto para o bem como para o mal. 

 

O que continua a falhar na educação escolar?

Resultado de imagem para chumbar o ano

 

Quando falamos do número elevado de reprovações de alunos, não basta apenas encontrar uma maneira de remediar essa tendência mas, acima de tudo, perceber o que a ela conduz, de modo a preveni-la.

É necessário analisar, sobretudo, as causas do insucesso escolar, os factores que contribuem para os maus resultados e que culminam nas reprovações.

No processo da educação escolar, há que ter em conta todos aqueles que, de alguma forma, nele intervêm

(seja directa ou indirectamente). Há que ter em conta quem está do lado de lá, a ensinar (ou a tentar), quem está do lado de cá a aprender (ou a tentar), e o que está a ser transmitido ou ensinado e a forma como é feito.

Há que ter em conta as condições em que esse processo se desenrola. Há que ter em conta factores externos ao ensino, mas que afectam a sua qualidade, a forma como é encarado, como é dado e recebido.

Antigamente, o ensino primava pela rigidez, inflexibilidade e severidade, o que era mau. Hoje começa a acontecer o inverso. 

Os professores, como um dos elementos chave na questão da educação escolar, têm um papel importante no processo. É fundamental que gostem daquilo que fazem. E que estejam motivados! Que tenham a aptidão de saber lidar com a turma em geral, e com cada aluno em particular. Que tenham o talento de captar a atenção daqueles a quem ensinam, e de conseguir que a mensagem seja recebida e apreendida. Que estejam disponíveis para ajudar, que tenham tacto para averiguar determinadas situações que se passam com os seus alunos dentro e/ou fora da escola. Que, mais que meros professores, sejam também amigos. Embora haja muitos professores que têm as qualidades para exercer a profissão temos, igualmente, muitos professores que se "estão nas tintas", que apenas despejam matéria, que apenas cumprem horário e recebem o ordenado ao fim do mês, que não querem saber.

Além de tudo isto, os professores devem manter-se, acima de tudo, firmes. Há uns anos atrás, eram os alunos que temiam os professores, hoje são os professores que temem os alunos. E se há coisa que um professor não pode mostrar é medo e insegurança. 

Já os pais, outro dos elementos do processo, devem, sempre que possível, acompanhar os seus filhos, interessar-se pelo que estão a aprender, perceber as suas dificuldades, estimulá-los, motivá-los, preocupar-se com o que acontece com eles na escola, ser perspicazes e detectar sinais de que algo não vai bem. Estar presentes é meio caminho andado para a segurança, confiança e bom desempenho dos filhos.

Mas o sucesso escolar depende, e muito, dos próprios alunos. Alunos que podem, naturalmente, mostrar-se mais ou menos motivados para aprender. Mas que podem também apresentar dificuldades que têm que ser ultrapassadas da melhor forma, sem discriminação. Há crianças que não precisam de se esforçar muito. Outras que têm que trabalhar mais. Há crianças que precisam, de facto, de mais apoios, de mais atenção, de mais tempo. 

Depois, vem todo um conjunto de factores secundários, mas que podem ter influência. As crianças precisam de ter uma boa estrutura familiar, um bom acompanhamento extra escolar, condições de vida dignas e básicas. É difícil uma criança concentrar-se quando vai para a escola com fome. É difícil estudar numa casa onde só ouve gritos. É difícil sentir-se motivada se é alvo de bullying, discriminação, ou gozo pelos colegas.

E, não menos importante, as constantes alterações aos programas de ensino, as metas que obrigam professores e alunos a maratonas de matéria para provas que, em vez de se realizarem no fim do ano lectivo, são agendadas para muito antes. A má gestão na colocação de professores no início de cada ano. Os nem sempre adequados ou credíveis métodos e prioridades na selecção dos professores. A má gestão na criação dos próprios horários escolares.O encerramento de escolas locais que obrigam as crianças a acordar cedo, percorrer quilómetros e chegar a casa tarde. A falta de condições que algumas escolas apresentam.    

Ou seja, como diz o presidente da Confap (Confederação Nacional das Associações de Pais), Jorge Ascenção, é necessário repensar o sistema actual, investir em recursos e adoptar outra metodologia naquelas que são as fragilidades de cada criança e de cada jovem.

 

 

Maldita dor de cabeça

 

Até já começo a adivinhar, embora muitas vezes apareça de surpresa, quando é que nos vamos encontrar as duas! Não é ali na esquina, a tocar a concertina, mas sempre que:

- tenho uma reunião de encarregados de educação na escola ao final da tarde;

- vou a um centro comercial, seja apenas para passear ou fazer compras;

- durmo mais do que é costume;

- estou em locais barulhentos (foi o caso do circo no Natal, da dancetaria na Passagem de Ano);

- ando na rua em dias de muito sol, mesmo usando óculos de sol.

Depois, é aguentá-la até ao dia seguinte. Mal consigo movimentar a cabeça sem parecer que tenho tijolos a bater lá dentro, fico tão mal disposta que nem consigo pensar em comida, não suporto a luz e só quero deitar-me sossegadinha e esperar que a manhã chegue, para a dor desaparecer.

A única coisa que me alivia, e sabe mesmo bem, é água quente constante na zona em que me dói. Se pudesse, ficava ali horas no duche, só para passar mais depressa! Mas a conta da água iria, certamente, disparar. E o gás acabar num instante!

Descolamento do vítreo

Fui no sábado à consulta de oftalmologia e o médico informou-me que eu tive um descolamento do vítreo. O Vítreo é uma espécie de "gelatina transparente" que preenche a parte interna do nosso olho e é formado basicamente de água. O vítreo está colado à retina mas, por diversos factores (envelhecimento, miopia, movimento brusco, trauma, etc.), pode descolar e passamos a ver esses pontos pretos a que chamam "moscas volantes".

O descolamento do vítreo, por si só, não representa qualquer risco para a saúde, não tem tratamento nem cura. No entanto pode, em algumas ocasiões, ao descolar, causar buracos ou rasgaduras na retina, e levar então ao descolamento desta, esse sim mais grave.

No meu caso, o médico diz que, pelo que viu, acha que o vítreo já descolou por completo sem causar qualquer lesão na retina mas, por prevenção, não posso praticar desporto, fazer movimentos bruscos com a cabeça nem viagens longas por causa da trepidação.

Receitou-me umas vitaminas para atenuar o efeito das "moscas" e quer repetir o exame daqui a um mês. Informou-me ainda que pode ocorrer, mais cedo ou mais tarde, ao outro olho. E que se, entretanto, os sintomas se agravarem, para ir à urgência ou a uma consulta com um colega dele (ele só volta em janeiro).

Esperemos que não seja preciso. Para fazer o exame tive que dilatar a vista - primeiro pôs umas gotas, depois tive que esperar uns 15 minutos de olhos fechados e em seguida o dito exame. O raio do homem parecia que me estava a enfiar uma esponja dentro do olho, houve uma altura em que o olho já chorava por todo o lado com a intensidade das luzes, de tanto virar para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita (e primeiro que eu encarrilasse com as esquerdas e direitas), e aquela coisa saiu. Teve que voltar a pôr para acabar o exame.

O que vale é que a dilatação foi só num olho. Mesmo assim, só hoje é que voltou ao normal. Até ontem, a visão andava meio esquisita e ver ao perto nem pensar.

Mas só de saber que não é grave e que os meus piores receios não se vão concretizar, já me dou por feliz!