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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Cenas de uma totó em férias III

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Se há coisa que acontece frequentemente por aqui é a facilidade como o tempo muda, ou está diferente em dois pontos distanciados a poucos quilómetros.

Na passada semana, enquanto que em Mafra estava sol e calor até cerca das 19 horas, na Ericeira, o sol encobria-se por volta das 17h.

Estávamos na praia com a minha amiga e a filha dela e disse-lhe, a meio da tarde, que antes de ir embora tinha que tirar a parte de cima do biquini, que estava toda molhada e não conseguiria enxugar a tempo.

As nuvens taparam o sol, as nossas filhas, vindas do banho, cheias de frio, quiseram logo vestir-se e eu segui o exemplo.

Às tantas, começo a sentir qualquer coisa molhada em cima da pele. Olho para o casaco, e percebo que está molhado.

Aqui esta totó esqueceu-se de tirar o biquini, conforme tinha dito, e conseguiu molhar a camisola e o casaco com ele!

 

 

Cenas de uma totó em férias II

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Estávamos os três na água.

O meu marido e a minha filha a nadar, e eu a boiar.

 

Às tantas, vejo o meu marido lá mais à frente, e a minha filha a ir ter com ele, e digo:

"Oh Inês, não te estiques. Estás a ir aí muito para a frente, ainda ficas sem pé."

 

O meu marido e ela olham para mim, e respondem:

"Não somos nós que estamos cá muito à frente, tu é que daqui a pouco estás na areia em vez de no mar!"

 

Quando reparei, estava mesmo à beirinha. Com a água a dar-me pelos joelhos. A boiar, nem dei por as ondas me levarem para ali!

Não admira que eles tenham ido mais para dentro e me parececem tão longe. Mais uma cena desta totó para a colecção!

 

 

 

 

Cenas de uma totó em férias I

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Estávamos na praia, em Tróia, a tentar fotografar um bando de passarinhos que tinha pousado perto de nós. O meu marido tenta tirar, mas uma miúda espanta-os. A minha filha tenta novamente, mas a máquina bloqueia. Tento pôr a máquina a funcionar, e devolvo-a ao meu marido. 

Estava a começar uma corrida de barcos naquele momento, mas o meu marido diz-me que a máquina não está a focar a imagem, vê-se tudo desfocado.

Pego novamente na máquina, e confirmo. Ainda volto a olhar para as pessoas à minha volta, não estivesse eu a ver desfocado por ter perdido alguma lente de contacto, mas não. Tudo estava normal. Era mesmo da máquina.

Começo a aceder ao menu, ferramentas e configurações, a tentar perceber onde é que teremos carregado para desconfigurar a máquina. Penso que não houve opção nenhuma que não tivesse experimentado, e nada.

Já estava fula, a pensar que tinha que comprar uma máquina nova, ou pôr aquela a arranjar, e por não ter conseguido fotografar a partida dos barcos.

O meu marido pega outra vez na máquina. Ao fim de alguns minutos, digo-lhe para limpar a lente, para ver se o problema era daí. A minha filha já tinha sugerido isso, mas não fiz caso.

Afinal, o único problema era mesmo a lente embaciada! Sou mesmo totó!

O tendencionismo dos programas de TV

 

A propósito do programa Masterchef Júnior, li na capa de uma revista que a família do concorrente Gonçalo está revoltada com o programa.

Não admira! Depois de terem passado aquelas imagens das atitudes do filho para milhões de pessoas verem, é normal que não tenham gostado até porque, neste momento, estão todas as armas apontadas para o miúdo, as críticas não se fizeram esperar, e ele está a ficar conhecido pelas piores razões.

A primeira coisa que me veio à mente, quando li estas palavras, foi "não deveria antes estar revoltada com as atitudes do próprio filho?".

 

Mas a questão, se bem aprofundada, vai muito além de uma atitude egoísta e baixa de um miúdo.

 

 

A verdade é que a televisão "vende-nos" aquilo que ela própria quer, e lhes convém, independentemente de tudo o resto.

Li no blog no Manuel Luís Goucha que, para se gravar um episódio, são precisas cerca de 12 horas, distribuídas pelo fim de semana. Depois, existe alguém que faz uma selecção, edição de imagens e compacta o que acha mais relevante, para transmitir numa hora e meia de programa.

 

Ora, no primeiro programa, propositadamente ou não, deram destaque ao Pedro Jorge, que desde logo conquistou o carinho da maioria dos telespectadores que assistiram à estreia. E, mesmo sem saber se chegará à final, tornaram-no uma pequena estrela.

Já no segundo programa, mais uma vez, não sei se propositadamente ou não, resolveram dar a conhecer o(s) vilão(ões), a competição desleal entre concorrentes, e centrar todos os holofotes no Gonçalo mostrando, continuamente, cenas onde o mesmo não agiu da melhor forma com os colegas, e mostrou uma faceta que não abona nada a seu favor.

 

 

 

Agora pergunto eu: Porquê? Para quê? Qual era o objectivo? Pôr toda a gente a criticá-lo, a persegui-lo, a discriminá-lo, a insultá-lo? Quem sabe até, a ameaçá-lo?

É que se, ao menos, essa exibição tivesse vindo acompanhada de uma conversa dos chef's com o rapaz sobre a sua atitude, de uma penalização pelo seu comportamento a título de exemplo de que não vale tudo numa competição que se quer saudável...Mas não. Ou, pelo menos, não passaram essa ideia.

Então, não teria sido preferível evitar que essas imagens chegassem até nós? E resolver a questão fora do grande ecrã?

Terão os responsáveis pelo programa alguma noção das consequências que a exibição destas imagens pode trazer à vida da criança em causa e da sua família?

É certo que as crianças, quando aceitam participar neste tipo de programas, sabem que se estão a expôr, para o bem e para o mal, e aceitam todos os termos do contrato. E os pais, se concordaram com a participação, também estão cientes do que ela implica.

Também é certo que a primeira pessoa a evitar que isto acontecesse deveria ser o próprio concorrente, sabendo que estava a ser filmado e que as imagens poderiam chegar a mais gente.

 

Mas, haveria mesmo necessidade de fazê-lo desta forma? Ou foi pura estratégia para prender os telespectadores ao programa, primeiro através da imagem do engraçadinho e bom rapaz que a todos faz rir, e agora através da imagem do vilão sem escrúpulos?

Não será, esta forma de agir, uma forma de discriminação e bullying? Não haverá um certo tendenciosismo nestes programas de televisão?

Carochinha dos tempos modernos!

 

Longe vão os tempos em que a Carochinha, varrendo a sua cozinha, encontrava uma moeda que a tornava rica, e se punha à janela toda enfeitada, à espera do seu rato encantado!

A Carochinha da minha história encontra moedas de 1 ou 2 cêntimos na rua! Com alguma sorte, lá calha uma mais gordita, mas nem assim consegue amealhar o suficiente para garantir o seu futuro!

As únicas janelas onde se põe à conversa com o seu "João Ratão", são a do MSN e a do autocarro! E foge do casamento como de uma praga, em vez de correr para a igreja!

Será o desfecho desta história menos trágico que o original?

Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos...

  

 

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