Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Vem aí mais um ano lectivo!

Resultado de imagem para ano letivo 2016/2017

 

Começa esta semana mais um ano lectivo!

Nestes derradeiros dias de férias, pais e alunos dirigem-se às escolas para ver as turmas e os respectivos horários, marcar refeições, confirmar cacifos.

A contagem decrescente já começou.

A maior parte dos alunos estão ansiosos por rever os antigos colegas, por conhecer os novos colegas e professores. Sim, é isso o que mais os faz querer que as aulas recomecem, e não propriamente o voltar a estudar.

Parece que ainda há pouco tempo estavam a ir de férias, e três meses parecia tanto tempo...E já estão de volta à escola. A opinião é unânime: estas férias foram as que mais depressa parecem ter passado!

Uma nova etapa para uns, uma continuação para outros, ele está aí. E, por mais que queiramos, não podemos fugir dele, não podemos adiá-lo.

O ano lectivo 2016/2017 está mesmo à porta. Resta-nos abri-la, deixá-lo entrar, e tentar encará-lo com optimismo e serenidade.

Um excelente ano para todos os estudantes!

 

A primeira reunião escolar de 2016

 

Ontem foi dia de reunião e, infelizmente, o tema que dominou não foi nada bom. 

Depois das informações da praxe e entrega das pautas de avaliação, o professor perguntou se algum dos pais tinha algo a dizer, que dissesse respeito à turma em geral.

Uma mãe, aproveitou essa ocasião para "largar a bomba" e informar todos os presentes que o seu filho está a ser vítima de bullying por parte dos rapazes da turma, por causa de um problema que ele tem, e que chegou a um ponto em que já está farto, e nem sequer quer continuar a ir à escola. Sai da escola cheio de nervos e dores de cabeça, e chora, mas tem aguentado tudo porque "tem medo de ser rejeitado pelos colegas" e, por isso, prefere deixar eles fazerem o que bem entendem só para que não o excluam.

Uma situação complicada que acho bem a mãe ter denunciado, mas não sei se terá escolhido o melhor momento, local e ocasião para o fazer.

Em primeiro lugar, porque o deveria ter feito primeiro junto do director de turma, logo que teve conhecimento da situação. Como muitos pais referiram, este tipo de situações tem que ser resolvido o quanto antes, e os pais devem agir de imediato, não deixando arrastar a situação.

Ah e tal, quis esperar pela reunião para estarem todos os pais presentes, não tinha o contacto de nenhum dos pais, não tinha o contacto do representante dos encarregados de educação. Mas nada disso justifica que a terrível situação que o filho vive seja adiada. Claro que se põe a questão de a criança não falar por medo de piorar a situação, por medo de represálias, por receio de não ser aceite. Mas será que calar ou fugir resolvem a situação? 

Em segundo lugar, porque acusou os rapazes da turma, com os respectivos pais presentes, mas sem nomear nomes, pelo que só deixou os pais em alerta e sem saber se o seu filho é um dos envolvidos ou não. Acho que era desnecessário. Se ela sabe quem são, e pelos vistos, sabe, porque ficou de enviar um email com os nomes para o director de turma quando chegasse a casa, o lógico seria pedir ao director de turma para chamar os pais desses alunos, e resolver a questão com eles, e eles com os filhos. Mesmo que a turma tomasse depois conhecimento, poderia expôr os factos, sem mencionar nomes, e frisar que o assunto estava a ser resolvido com os respectivos pais.

Ainda assim, foi bom ela ter denunciado esta situação, porque ficámos a saber que não é um caso único, apesar de esses outros, aparentemente, terem sido resolvidos com sucesso.  

Para além do choque da denúncia, o que mais me irritou foi um pai que se sentou ao meu lado e que, à semelhança da última reunião, passou o tempo todo no telemóvel ou lá o que era, mostrando uma enorme falta de respeito pelo que ali se estava a falar. E, no final, ainda me pediu emprestada uma caneta para assinar a pauta porque não tinha nenhuma.

Outra coisa que me irritou foi a passividade do professor perante a denúncia. Parece-me que é mesmo a sua maneira de ser, mas ficou ali calado a ouvir a mãe, depois vários pais começaram a falar e a debater o assunto, e o professor pouco intervinha. É certo que o professor disse que ia tratar do assunto, agora que ficou a saber, mas esperava vê-lo de imediato a dizer à mãe, e a todos nós, exactamente o que ia ser feito e de que forma iam ajudar o filho, até mesmo para futuros casos com outras crianças.

Em vez disso, pediu à mãe se podia ficar para o fim, para falarem sobre isso, e falou apenas um pouco sobre o bullying em geral. Ou seja, falou de forma básica do que era importante, mas queria tê-lo visto mais activo.

E, depois de umas quantas tentativas falhadas de prosseguir com a reunião para outros assuntos, porque não se impunha e alguns pais intervinham novamente para voltar ao tema anterior, lá deu por finda a reunião, pedindo apenas aos pais dos alunos com planos de intervenção para permanecerem na sala. 

As fotografias escolares!

blog 002 3.JPG

 

Todos os anos, por esta altura, o fotógrafo vai à escola!

Já tinha comentado com a minha filha que deveria estar para breve e, realmente, dali a uns dias, trouxe a folha de comunicação e autorização para eu assinar.

Sim, é uma forma de os fotógrafos fazerem publicidade e ganharem dinheiro. E, sim, é uma forma de a escola também lucrar. Mas, pelo menos, sabemos (ou acreditamos que assim seja) que esse dinheiro será utilizado para ajudar a escola naquilo que mais necessita, e constitui um apoio que o nosso governo não oferece.

Eu opto sempre por pagar os € 10 pelo conjunto completo. Para quem puder, compensa. Acabamos por ficar com um calendário, fotos tipo passe que dão jeito quando a escola ou outro qualquer serviço nos pede ou até para, simplesmente, termos na carteira.

Além do mais, é por estas fotos que nós vamos recordando a evolução dos nossos meninos/ meninas ao longo dos anos, e que eles vão recordando professores, colegas, e tempos que já não voltam!

O atendimento público (e ao público) está cada vez pior

 

Com as devidas excepções, porque existem poucas (mas boas) pessoas que ainda se preocupam em tentar ajudar da melhor forma que puderem e conseguem ser, ao mesmo tempo, simpáticas e atenciosas, o atendimento ao público está cada vez pior.

Há funcionários que não têm tempo nem paciência para ouvir a "história" toda que as pessoas querem explicar.

Há os que cortam a explicação a meio e tiram as suas próprias conclusões sobre o que as pessoas pretendem, quando na verdade não é nada disso que desejam.

Há funcionários arrogantes, mal humorados e com a mania que sabem tudo.

Há funcionários que, à medida que envelhecem, se vão tornando cada vez mais picuinhas, mesquinhos, exigentes e implicantes. E os que se tornam cada vez mais lentos, a pedir licença a um pé para mexer o outro.

Há funcionários que, conforme os anos vão passando, ser tornam cada vez menos tolerantes, prestativos, atenciosos. E os que querem ter cada vez menos trabalho porque não é essa a sua obrigação, e porque nós é que temos que levar a "papinha toda feita".

Há funcionários que não fazem a mínima ideia do que estão a falar, que dão informações erradas, que informam às prestações, que nos fazem perder tempo.

E há aqueles que gostam de brincar ao "jogo do empurra", e de atirar as culpas pelo mau atendimento aos colegas de outros serviços.

A nós, resta munirmo-nos de paciência, e safarmo-nos como pudermos, porque precisamos deles para tratar dos nossos assuntos. Quanto a eles, talvez se devam munir de vários livros de reclamações porque se começarmos todos a reclamar, dificil será parar! 

 

A inveja não é bonita...

 

...e não nos fica nada bem!

 

Segundo consta, José Cid, vá-se lá saber porquê, decidiu empreender um ataque ao seu colega de profissão, o cantor Tony Carreira, acusando-o de ser "um cantor fraquinho, que só alcançou o sucesso devido a uma enorme estrutura de marketing".

Mas as críticas não se ficam por aqui. Para José Cid, Tony Carreira "evoluiu em termos estéticos, mas não como compositor e intérprete". E vai mais longe, afirmando que as suas músicas têm "letras rafeiras e falta de originalidade, sendo os seus concertos fabricados e não genuínos".

José Cid considera-se um intérprete superior a todos os níveis e frequentador/ convidado para meios aos quais Tony Carreira nunca chegará.

Não sei a que se deveu este súbito ataque, mas posso dizer que tais afirmações não lhe ficam nada bem.

Alguém que se afirma "superior" nunca se prestaria a críticas deste género, nem tão pouco teria necessidade de se gabar a si próprio.

Se é por inveja, só lhe posso dizer que é um sentimento muito feio.

Felizmente, neste mundo, há músicas e cantores para todos os gostos, e ninguém é obrigado a ouvir aquilo que não gosta, aquilo que "não pertence ao seu mundo".

Por isso, se o Sr. José está satisfeito com o seu público de "gente bonita", com os seus concertos em determinadas festas, casamentos e outros locais onde nem todos, incluindo Tony Carreira, podem ir, óptimo! Se os seus concertos são genuínos, ainda melhor para ele!

Mas a verdade é que, se houve uma época em que José Cid esteve no auge da sua carreira, essa época há muito passou.

Os tempos são outros e, por mais que não se queira, o marketing e todo o processo de produção de espectáculos são algo perfeitamente normal e que não tem, necessariamente, por objectivo diminuir ou disfarçar a qualidade das músicas e do cantor que as interpreta.

Não sou fã de José Cid. Também não sou do Tony Carreira. Mas já fui a um concerto deste último e não me pareceu que aquelas quarenta mil pessoas tenham ido em excursões organizadas pelo próprio.

A verdade é que, quer queiramos, quer não, Tony Carreira move massas - mulheres, homens e até crianças - ninguém lhe fica indiferente. E chegou onde muitos outros cantores não conseguiram chegar!

Já se vamos falar de "letras refeiras", poderia dizer que a letra de uma das suas músicas "como o macaco gosta de banana eu gosto de ti..." é uma letra digna de enquadrar essa classe! Por vezes, as pessoas ganhavam mais se estivessem caladas.

Embora cada um seja livre de expressar a sua opinião, e os seus gostos, considero que seria uma atitude mais digna respeitar um colega de profissão, com todas as suas diferenças, sem ataques nem desafios.

Resta a Tony Carreira mostrar, com a sua suposta "inferioridade", que um ataque deste género não merece resposta nem contra-ataque.

Porque quem está seguro do seu valor e das suas capacidades, não precisa de o provar a ninguém que não seja a si mesmo! E não precisa de se servir de "golpes baixos" nem descer ao mesmo nível de quem, gratuitamente e sem aparente motivo, lhe lança críticas!

 

 

 

PS.: Para aqueles que sabem que a minha filha é fã incondicional do Tony Carreira desde os seus 4 anos, informo que não foi ela que me "obrigou" a  escrever este post! {#emotions_dlg.smile}

 

  • Blogs Portugal

  • BP