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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Coisas que me irritam

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Colegas de trabalho que adoecem, subitamente, quando as férias estão a acabar, ou as folgas chegam ao fim, sendo que a doença repentina, normalmente, coincide ou apanha os fins-de-semana, lixando os restantes que iam aproveitar o seu descanso e, assim, não só não têm direito a folga, como ainda têm que fazer o serviço de duas pessoas, enquanto os mesmos de sempre recuperam a saúde (que é como quem diz, aproveitam mais uns dias para não trabalhar).

Desmoralizada

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No passado fim-de-semana, ao procurar no caderno a matéria de geografia que a minha filha tinha dado, e iria sair no teste, deparo-me com a anotação de um trabalho de grupo, cujo prazo de entrega já tinha passado.

A minha filha já não se lembrava que o tinha para fazer, e nem sequer grupo tinha! Lembrava-se vagamente de alguém ter entregado qualquer coisa à professora, mas não associou ao trabalho.

Que coisa mais estranha... Tem um trabalho de grupo mas não formou logo um grupo. Ninguém lhe disse nada. E, depois, para geografia, um trabalho sobre direitos humanos? Será que se enganou na disciplina?

Ela diz que não era engano, que era mesmo para geografia. Por isso, mesmo já tendo passado o prazo e não tendo grupo, comprei-lhe a cartolina para ela fazer sozinha o trabalho, além de estudar para o teste. Mais valia entregar fora de prazo, mas mostrar que o tinha feito, do que não apresentar nada.

De qualquer forma, nas duas semanas que a professora deu, também não havia qualquer hipótese de ter sido feito, um vez que foram semanas com vários testes.

Foi uma tarde inteira de trabalho, mas na segunda-feira, lá o levou para entregar. Fez uma introdução ao tema e colocou em caixinhas de texto alguns direitos que escolheu. Estava mesmo bonito.

 

À vinda da escola, diz-me:

"Mãe, tenho uma má notícia para dar. Vou ter que fazer um novo trabalho de geografia, aquele não serve. É só para falar de um direito, e tem que ter uma imagem."

 

A sério?! Tanto trabalho e tempo perdido para nada?!

 

O que vale é que, afinal, pode fazer sozinha, e têm mais uma semana para entregar todos os trabalhos.

 

Trabalhos de grupo na escola ou em casa?

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Todos sabemos que os trabalhos de grupo nem sempre são fáceis, seja porque só alguns dos nossos colegas estão interessados e trabalham, seja pela dificuldade em escolher os colegas com quem trabalhar, ou até pela escolha do local onde serão feitos esses trabalhos.

 

É sobre essa questão que hoje me debruço.

No 5º e 6º ano, sempre que a minha filha tinha trabalhos de grupo, fazia-os na biblioteca da escola, nem que tivesse que ficar mais uma hora depois do horário de saída.

Este ano, perguntou-me se podia fazer o dito trabalho na casa de uma das colegas. Perguntei-lhe porque não faziam como sempre. Disse que dava mais jeito em casa.

Voltei a sugerir a biblioteca da escola ou, em alternativa, a biblioteca municipal. Não se mostrou muito recetiva, e a colega insiste que se faça em casa de uma delas.

 

Por isso, a questão que coloco é: onde se devem fazer os trabalhos de grupo escolares, ou qual o sítio mais indicado para os fazer - escola ou casa?

 

Na escola

Por um lado, fazê-los na escola poupa os alunos a deslocações, e consequente perda de tempo, uma vez que já lá estão, e talvez ajude mais à concentração, porque estarão a fazê-lonum espaço onde é exigido silêncio, e onde não há muitas distracções. tem ainda a vantagem de,sendo preciso qualquer material de última hora, terem a papelaria à disposição. Por outro, estando já tanto tempo na escola, ter que continuar lá a fazer trabalhos pode ser contraproducente.

 

Em casa

Mudar de ambiente, e estar num ambiente mais calmo e extra escolar com as colegas pode ser mais motivador para se fazer um trabalho de grupo.

No entanto, podem ocorrer distrações, a mostrar isto ou aquilo, ou a falar de outras coisas que nada têm a ver com o trabalho. Ouvir música, ver alguma coisa na TV, ou algo do género.

Há também a questão de, muitas vezes, não conhecermos os pais desses colegas e não termos confiança para deixar os nossos filhos ir. E o mesmo em relação aos pais dos outros.

Temos ainda a questão da deslocação, se os colegas morarem afastados uns dos outros, e disponibilidade dos pais para ir levar e buscar os filhos.

 

Sendo assim, continuo a considerar a escola o melhor local. E por aí, qual é a vossa opinião?

Vem aí mais um ano lectivo!

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Começa esta semana mais um ano lectivo!

Nestes derradeiros dias de férias, pais e alunos dirigem-se às escolas para ver as turmas e os respectivos horários, marcar refeições, confirmar cacifos.

A contagem decrescente já começou.

A maior parte dos alunos estão ansiosos por rever os antigos colegas, por conhecer os novos colegas e professores. Sim, é isso o que mais os faz querer que as aulas recomecem, e não propriamente o voltar a estudar.

Parece que ainda há pouco tempo estavam a ir de férias, e três meses parecia tanto tempo...E já estão de volta à escola. A opinião é unânime: estas férias foram as que mais depressa parecem ter passado!

Uma nova etapa para uns, uma continuação para outros, ele está aí. E, por mais que queiramos, não podemos fugir dele, não podemos adiá-lo.

O ano lectivo 2016/2017 está mesmo à porta. Resta-nos abri-la, deixá-lo entrar, e tentar encará-lo com optimismo e serenidade.

Um excelente ano para todos os estudantes!

 

A primeira reunião escolar de 2016

 

Ontem foi dia de reunião e, infelizmente, o tema que dominou não foi nada bom. 

Depois das informações da praxe e entrega das pautas de avaliação, o professor perguntou se algum dos pais tinha algo a dizer, que dissesse respeito à turma em geral.

Uma mãe, aproveitou essa ocasião para "largar a bomba" e informar todos os presentes que o seu filho está a ser vítima de bullying por parte dos rapazes da turma, por causa de um problema que ele tem, e que chegou a um ponto em que já está farto, e nem sequer quer continuar a ir à escola. Sai da escola cheio de nervos e dores de cabeça, e chora, mas tem aguentado tudo porque "tem medo de ser rejeitado pelos colegas" e, por isso, prefere deixar eles fazerem o que bem entendem só para que não o excluam.

Uma situação complicada que acho bem a mãe ter denunciado, mas não sei se terá escolhido o melhor momento, local e ocasião para o fazer.

Em primeiro lugar, porque o deveria ter feito primeiro junto do director de turma, logo que teve conhecimento da situação. Como muitos pais referiram, este tipo de situações tem que ser resolvido o quanto antes, e os pais devem agir de imediato, não deixando arrastar a situação.

Ah e tal, quis esperar pela reunião para estarem todos os pais presentes, não tinha o contacto de nenhum dos pais, não tinha o contacto do representante dos encarregados de educação. Mas nada disso justifica que a terrível situação que o filho vive seja adiada. Claro que se põe a questão de a criança não falar por medo de piorar a situação, por medo de represálias, por receio de não ser aceite. Mas será que calar ou fugir resolvem a situação? 

Em segundo lugar, porque acusou os rapazes da turma, com os respectivos pais presentes, mas sem nomear nomes, pelo que só deixou os pais em alerta e sem saber se o seu filho é um dos envolvidos ou não. Acho que era desnecessário. Se ela sabe quem são, e pelos vistos, sabe, porque ficou de enviar um email com os nomes para o director de turma quando chegasse a casa, o lógico seria pedir ao director de turma para chamar os pais desses alunos, e resolver a questão com eles, e eles com os filhos. Mesmo que a turma tomasse depois conhecimento, poderia expôr os factos, sem mencionar nomes, e frisar que o assunto estava a ser resolvido com os respectivos pais.

Ainda assim, foi bom ela ter denunciado esta situação, porque ficámos a saber que não é um caso único, apesar de esses outros, aparentemente, terem sido resolvidos com sucesso.  

Para além do choque da denúncia, o que mais me irritou foi um pai que se sentou ao meu lado e que, à semelhança da última reunião, passou o tempo todo no telemóvel ou lá o que era, mostrando uma enorme falta de respeito pelo que ali se estava a falar. E, no final, ainda me pediu emprestada uma caneta para assinar a pauta porque não tinha nenhuma.

Outra coisa que me irritou foi a passividade do professor perante a denúncia. Parece-me que é mesmo a sua maneira de ser, mas ficou ali calado a ouvir a mãe, depois vários pais começaram a falar e a debater o assunto, e o professor pouco intervinha. É certo que o professor disse que ia tratar do assunto, agora que ficou a saber, mas esperava vê-lo de imediato a dizer à mãe, e a todos nós, exactamente o que ia ser feito e de que forma iam ajudar o filho, até mesmo para futuros casos com outras crianças.

Em vez disso, pediu à mãe se podia ficar para o fim, para falarem sobre isso, e falou apenas um pouco sobre o bullying em geral. Ou seja, falou de forma básica do que era importante, mas queria tê-lo visto mais activo.

E, depois de umas quantas tentativas falhadas de prosseguir com a reunião para outros assuntos, porque não se impunha e alguns pais intervinham novamente para voltar ao tema anterior, lá deu por finda a reunião, pedindo apenas aos pais dos alunos com planos de intervenção para permanecerem na sala.