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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quantos mais jovens terão que morrer...

 

...para se pôr um ponto final nas praxes estúpidas e sem sentido que todos os anos se repetem?

Sim, todos os anos, por esta altura, se fala das praxes. E todos os anos, se ouvem vozes que defendem as praxes, vozes que defendem que certos comportamentos não podem ser considerados praxe, e vozes contra qualquer tipo de comportamento que provoque danos, sejam eles praxe ou não mas, curiosamente (coincidência ou não), sempre envolvendo caloiros e veteranos das universidades.

Ah e tal, são uma forma saudável de integrar os caloiros na vida universitária. Sim, algumas podem até ser. Todas aquelas que contribuam para a formação cívica dos caloiros, para a sua real integração no ambiente de uma universidade, para um espírito de equipa, entreajuda e solidariedade.

Mas não me parece que humilhar, subjugar, mandar, agredir, ameaçar ou maltratar, se enquadrem nessa categoria.

Não me parece que obrigar estudantes a enterrarem-se na areia e beber álcool sem parar, se enquadre num tipo de praxe útil para alguém, que não mentes perversas e sem qualquer carácter.

A tragédia do Meco resultou na morte de vários jovens, sem que se tenha apurado qualquer culpado. A culpa morreu, literalmente, na praia.

Melhor sorte teve a jovem de Faro, que foi levada para o hospital em coma alcoólico. Mas podia ter corrido muito mal.

E não me venham dizer que ninguém foi para lá obrigado, e que só participa quem quer. O problema não está em quem participa, de livre vontade ou não. O problema está em quem teve a ideia de praticar tais actos!

Até quando isto vai continuar a acontecer?

Até quando vão permitir que isto aconteça?

Quantos mais acidentes resultantes das praxes serão necessários?

Quantos mais jovens terão que morrer?

 

imagem www.dn.pt

 

 

Haverá coisa pior...

 

 

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...que ouvir certos velhos na rua a dizer asneiras que eu própria não me atrevo a pronunciar, a armarem-se em jovens engatatões a lançar piropos às mulheres com idade para serem filhas e netas, e alguns a serem aquilo a que costumamos chamar de "ordinários" ou "nojentos", a ultrapassarem os limites e a acharem-se os maiores?

Certamente, haverá.

Mas eu detesto esses velhos que por aqui andam nas ruas, que não têm mais com que se ocupar, e nada fazem para merecer respeito.

Pelo bem do ambiente, taxem-se os sacos de plástico!

 

Portugal é um dos países europeus onde se utilizam mais sacos de plástico, a maioria dos quais usados apenas uma vez, e depois deitados para o lixo, criando um problema ambiental, uma vez que demoram décadas a desaparecer.

Seguindo a linha de outros países, Portugal optou então por medidas ambientalistas que passam pela aplicação de taxas aos sacos de plástico. 

A não entrega, ou atraso, da contribuição é punível com multa, e se o sujeito passivo não realizar o pagamento voluntário no prazo, é extraída uma certidão de dívida, e o fisco avança com processos de execução fiscal. É também uma das medidas que deverá gerar mais receitas, provavelmente destinadas a subsidiar outras reformas fiscais. A excepção para esta medida, segundo dizem, serão os sacos de plástico sem asas, destinados a contacto directo com os alimentos.

No entanto, o objectivo principal, diz o ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, não é o de obter receitas, mas sim o de incentivar a mudança de comportamentos. A meta? Baixar o consumo per capita para 35 sacos por ano, pouco mais do que um saco por mês!

A sério?! Acreditam mesmo nisso?!

Se o governo está tão preocupado com o impacto ambiental provocado pelo uso excessivo dos sacos de plástico por que é que, simplesmente, não os extingue? Corte o mal pela raiz. Ataque o problema na sua origem. Não os havendo, ninguém os utiliza! 

Faça campanhas de sensibilização, distribua sacos amigos do ambiente pelas famílias, em substituição dos sacos de plástico! Mas, é claro, isso seria uma despesa que não pode ter. Por isso, em nome do ambiente, taxa-se os sacos de plástico! Quem quiser, paga. Quem não quiser, que compre outros, de pano, ou papel, ou qualquer outro material biodegradável. 

O que é que pretendem? Que as pessoas, perante mais 10 cêntimos, deixem de comprar sacos de plástico quando vão às compras? Não sei se resulta! Isso é a mesma coisa que aumentarem o preço de um maço de tabaco - não é por isso que vai haver menos fumadores, ou estes vão fumar menos. Mas em qualquer das situações as receitas do Estado aumentam!

Pois eu penso que quem se preocupa com o ambiente, já tem determinados cuidados sem que lhes imponham taxas. E quem não se preocupa, não sei se começará agora a fazê-lo. Não sei se muitas pessoas estarão dispostas a sair de casa, ou de onde quer que estejam, com sacos dentro dos bolsos, ou na mala, para ir às compras. Ou com carrinhos ou cestas à moda antiga.

Eu própria, para poucas compras, vejo-me mais inclinada a comprar os ditos sacos na hora, do que a levá-los comigo. 

Uma coisa é certa: ou as pessoas deixam de comprar (ou reduzem o uso) sacos de plásticos para não dar, de bandeja, dinheiro (ainda mais) a quem já tanto nos rouba e estão, involuntaria e automaticamente, a contribuir para a preservação do ambiente, que é suposto ser o objectivo, ou continuam a utilizá-los, cai por terra a meta pretendida quanto ao ambiente, mas o Estado enche os cofres à custa destas taxas! Não é uma medida genial?! 

Vamos ver no que se vai traduzir, em termos práticos e ambientalistas, esta nova medida. Mas acredito que se atinja mais depressa a meta das receitas, do que a da redução da utilização de sacos de plástico!

 

 

 

 

Benfiquista anti-Benfica

 

Ontem li uma entrevista a um casal, em que ela é do Porto, e ele do Benfica. Juntos há alguns anos, as rivalidades entre eles restringem-se, basicamente, ao futebol. Que deve ter sido o caso ontem.

Eu, desde que me lembro de escolher um clube, sempre fui benfiquista. Na altura, porque o meu irmão era do Sporting e eu tinha que ser do contra :) 

Desde então, e durante todos estes anos, fui benfiquista. Nas horas boas e nas horas más, na alegria e na tristeza, mas não foi a "morte" que nos separou. Foi o fanatismo!

Poderá o fanatismo de algumas pessoas influenciar a maneira de pensar de outras? Pode.

Neste momento, com o Benfica a um passo de ganhar o campeonato e, com sorte, mais algumas coisitas, numa época que tem primado por boas exibições e muitas vitórias, não posso nem ouvir falar daquele que sempre foi o meu clube. Tudo o que diz respeito ao Benfica vem, automaticamente, associado a coisas negativas na minha vida. E não é que a culpa seja do clube. Mas a verdade é que por estar melhor que o ano passado, só oiço falar dele, só oiço cantar as músicas dele, só oiço falar das comemorações, do título, da festa, do Marquês, etc., etc...

E se tinha motivos para estar contente, o facto é que foi precisamente o contrário que aconteceu. 

Por isso, neste momento (e penso que nos próximos tempos) sou, assumidamente, anti-Benfica!

 

 

 

 

Os animais são extraordinários!

 

Pouco depois das 6 horas da manhã, toca o despertador. Desligo-o e fico na cama só mais uns minutinhos.

Mas a Tica não me deixa adormecer. Assim que vê que eu não me levanto, vai ter comigo e começa a dar com a sua pata na minha cara, até eu sair da cama!

Ontem à noite, estava eu a despachar-me, e à minha filha, para nos deitarmos, quando perguntei onde andaria a Tica. Estava na minha mesa de cabeceira, à espera que eu me deitasse, para ela se deitar também ao meu lado!

No sábado, como andámos em pinturas e arrumações, reclamou o dia todo por falta de atenção e mimos. No domingo, assim que me viu sentada, deitou-se logo ao meu colo e só saiu porque eu tive que me levantar.

Quando quer brincadeira, reclama connosco para chamar a atenção, até irmos atrás dela! Quando quer ir à rua ou que lhe abra a porta dos quartos ou da sala para ir à janela, mia e faz-nos ir atrás dela, para que saibamos o que ela quer.

No outro dia, talvez por causa do frio, conseguiu deitar-se ao meu lado de uma maneira que ficou com parte do corpo tapada com o edredão. Quando acordei e a vi, abriu os olhos, espreguiçou-se na minha direcção e enroscou-se ainda mais! 

Dizem que os gatos são animais independentes mas, tal como as pessoas, também lhes sabe bem ser um pouco dependentes do conforto, atenção, mimos e amor que os donos têm para lhes dar (os que têm essa sorte, claro)!

E a nossa Tica é fantástica!