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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Pelo bem do ambiente, taxem-se os sacos de plástico!

 

Portugal é um dos países europeus onde se utilizam mais sacos de plástico, a maioria dos quais usados apenas uma vez, e depois deitados para o lixo, criando um problema ambiental, uma vez que demoram décadas a desaparecer.

Seguindo a linha de outros países, Portugal optou então por medidas ambientalistas que passam pela aplicação de taxas aos sacos de plástico. 

A não entrega, ou atraso, da contribuição é punível com multa, e se o sujeito passivo não realizar o pagamento voluntário no prazo, é extraída uma certidão de dívida, e o fisco avança com processos de execução fiscal. É também uma das medidas que deverá gerar mais receitas, provavelmente destinadas a subsidiar outras reformas fiscais. A excepção para esta medida, segundo dizem, serão os sacos de plástico sem asas, destinados a contacto directo com os alimentos.

No entanto, o objectivo principal, diz o ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, não é o de obter receitas, mas sim o de incentivar a mudança de comportamentos. A meta? Baixar o consumo per capita para 35 sacos por ano, pouco mais do que um saco por mês!

A sério?! Acreditam mesmo nisso?!

Se o governo está tão preocupado com o impacto ambiental provocado pelo uso excessivo dos sacos de plástico por que é que, simplesmente, não os extingue? Corte o mal pela raiz. Ataque o problema na sua origem. Não os havendo, ninguém os utiliza! 

Faça campanhas de sensibilização, distribua sacos amigos do ambiente pelas famílias, em substituição dos sacos de plástico! Mas, é claro, isso seria uma despesa que não pode ter. Por isso, em nome do ambiente, taxa-se os sacos de plástico! Quem quiser, paga. Quem não quiser, que compre outros, de pano, ou papel, ou qualquer outro material biodegradável. 

O que é que pretendem? Que as pessoas, perante mais 10 cêntimos, deixem de comprar sacos de plástico quando vão às compras? Não sei se resulta! Isso é a mesma coisa que aumentarem o preço de um maço de tabaco - não é por isso que vai haver menos fumadores, ou estes vão fumar menos. Mas em qualquer das situações as receitas do Estado aumentam!

Pois eu penso que quem se preocupa com o ambiente, já tem determinados cuidados sem que lhes imponham taxas. E quem não se preocupa, não sei se começará agora a fazê-lo. Não sei se muitas pessoas estarão dispostas a sair de casa, ou de onde quer que estejam, com sacos dentro dos bolsos, ou na mala, para ir às compras. Ou com carrinhos ou cestas à moda antiga.

Eu própria, para poucas compras, vejo-me mais inclinada a comprar os ditos sacos na hora, do que a levá-los comigo. 

Uma coisa é certa: ou as pessoas deixam de comprar (ou reduzem o uso) sacos de plásticos para não dar, de bandeja, dinheiro (ainda mais) a quem já tanto nos rouba e estão, involuntaria e automaticamente, a contribuir para a preservação do ambiente, que é suposto ser o objectivo, ou continuam a utilizá-los, cai por terra a meta pretendida quanto ao ambiente, mas o Estado enche os cofres à custa destas taxas! Não é uma medida genial?! 

Vamos ver no que se vai traduzir, em termos práticos e ambientalistas, esta nova medida. Mas acredito que se atinja mais depressa a meta das receitas, do que a da redução da utilização de sacos de plástico!

 

 

 

 

Benfiquista anti-Benfica

 

Ontem li uma entrevista a um casal, em que ela é do Porto, e ele do Benfica. Juntos há alguns anos, as rivalidades entre eles restringem-se, basicamente, ao futebol. Que deve ter sido o caso ontem.

Eu, desde que me lembro de escolher um clube, sempre fui benfiquista. Na altura, porque o meu irmão era do Sporting e eu tinha que ser do contra :) 

Desde então, e durante todos estes anos, fui benfiquista. Nas horas boas e nas horas más, na alegria e na tristeza, mas não foi a "morte" que nos separou. Foi o fanatismo!

Poderá o fanatismo de algumas pessoas influenciar a maneira de pensar de outras? Pode.

Neste momento, com o Benfica a um passo de ganhar o campeonato e, com sorte, mais algumas coisitas, numa época que tem primado por boas exibições e muitas vitórias, não posso nem ouvir falar daquele que sempre foi o meu clube. Tudo o que diz respeito ao Benfica vem, automaticamente, associado a coisas negativas na minha vida. E não é que a culpa seja do clube. Mas a verdade é que por estar melhor que o ano passado, só oiço falar dele, só oiço cantar as músicas dele, só oiço falar das comemorações, do título, da festa, do Marquês, etc., etc...

E se tinha motivos para estar contente, o facto é que foi precisamente o contrário que aconteceu. 

Por isso, neste momento (e penso que nos próximos tempos) sou, assumidamente, anti-Benfica!

 

 

 

 

Os animais são extraordinários!

 

Pouco depois das 6 horas da manhã, toca o despertador. Desligo-o e fico na cama só mais uns minutinhos.

Mas a Tica não me deixa adormecer. Assim que vê que eu não me levanto, vai ter comigo e começa a dar com a sua pata na minha cara, até eu sair da cama!

Ontem à noite, estava eu a despachar-me, e à minha filha, para nos deitarmos, quando perguntei onde andaria a Tica. Estava na minha mesa de cabeceira, à espera que eu me deitasse, para ela se deitar também ao meu lado!

No sábado, como andámos em pinturas e arrumações, reclamou o dia todo por falta de atenção e mimos. No domingo, assim que me viu sentada, deitou-se logo ao meu colo e só saiu porque eu tive que me levantar.

Quando quer brincadeira, reclama connosco para chamar a atenção, até irmos atrás dela! Quando quer ir à rua ou que lhe abra a porta dos quartos ou da sala para ir à janela, mia e faz-nos ir atrás dela, para que saibamos o que ela quer.

No outro dia, talvez por causa do frio, conseguiu deitar-se ao meu lado de uma maneira que ficou com parte do corpo tapada com o edredão. Quando acordei e a vi, abriu os olhos, espreguiçou-se na minha direcção e enroscou-se ainda mais! 

Dizem que os gatos são animais independentes mas, tal como as pessoas, também lhes sabe bem ser um pouco dependentes do conforto, atenção, mimos e amor que os donos têm para lhes dar (os que têm essa sorte, claro)!

E a nossa Tica é fantástica!

Como passar de bestial a besta num passe de mágica!

 

É impressionante como, durante anos, os/as ex companheiros/as foram excelentes maridos/ mulheres, pais/ mães excepcionais, pessoas dedicadas, amorosas, carinhosas, enfim, o sonho de qualquer mulher/ homem. 

E de repente, de um dia para o outro, as mesmas pessoas que antes teceram rasgados elogios, proferem agora duras críticas contra os/ as seus/ suas parceiros/ as.

Não digo que as pessoas não mudem com o tempo ou que, pelo contrário, sempre tenham sido assim. Mas, em primeiro lugar, não há necessidade de informar toda a sociedade de algo que só diz respeito aos envolvidos. Mais ainda quando existem filhos. Em segundo lugar, se alguém mudou e, com isso, originou a separação, o problema foi resolvido com a separação. Se, pelo contrário, a pessoa sempre foi assim, porque é que só ao fim de vários anos, quando se separam, falam nisso? E porque é que, a ser assim, estiveram tanto tempo juntos?

Isto tudo vem a propósito das novas declarações (ainda duram) de Manuel Maria Carrilho sobre Bárbara, depois do divórcio:

 

“A Bárbara (Guimarães) não sabe o que é educar. Para ela, educar é não haver limites. Tudo deve ser permitido, porque o que interessa é que eles gritem, se exprimam, saltem, berrem. Tudo deve ser natural. É aquilo a que chamo ‘o culto estúpido da espontaneidade’. Eu acho que não, que as crianças devem ser educadas no culto inteligente dos valores, e aprender a respeitar. A Bárbara não faz a mais pequena ideia do que é a educação, nunca fez”.

 

Será que só agora é que ele se preocupou com a educação dos filhos?! Talvez!

É típico de alguns pais, depois da separação, armarem-se em pais presentes, preocupados, zelosos, amigos e companheiros. Para "ficar bem na fotografia", tentar "ganhar" mais amor dos filhos ou, simplesmente, colocá-los contra o outro progenitor. 

Por isso, não é de admirar que Carrilho se tenha até "deixado convencer a ir ao McDonald’s, que é uma coisa que o filho só tinha conseguido fazer uma vez, no Dia do Pai”!

Mas, no final de contas, quem fica a ganhar são as crianças! Ou talvez não...

E, entretanto, enquanto vão reduzindo pessoas bestiais em bestas, transformam-se as bestas em pessoas bestiais, assim...num passe de mágica! 

Realidades inspiradoras (que não deveriam inspirar)

 

Hoje em dia, a ficção começa a perder o seu papel motivador de muitas das atrocidades cometidas por quem, supostamente, a ela está exposto e por ela se deixa influenciar.

Afinal, porquê tentar imitar algo que se leu num livro, ou viu num filme, quando existem cada vez mais casos reais que se podem recriar?

Não foi, precisamente, esse o caso do jovem que, tentando imitar os massacres ocorridos nos Estados Unidos (Columbine e Sandy Hook), tinha por objectivo matar, pelo menos, 60 pessoas?

Tinha um plano descrito em pormenor, onde constavam os materiais a utilizar, a estratégia e os objectivos, plano esse que terminava com fuga e suicídio.

Claro que, mais uma vez e apesar de, segundo consta, o seu comportamento até então indicar que algo que não estava bem, e tal poder ser interpretado como sinal de alerta, o agressor era alguém de quem a maioria das pessoas que o conheciam nunca iria suspeitar.

Temo que, infelizmente, muitos mais casos destes venham a acontecer, transformando-se numa praga viral que vai contagiando cada vez mais pessoas. Pessoas às quais são atribuídas perturbações mentais, ou algo do género para, de certa forma, justificar os seus actos.

Mas, que sofrem de perturbações mentais, disso não restam dúvidas, porque só alguém perturbado seria capaz de cometer crimes, seja de que espécie forem.

Resta saber se será esse o nosso futuro? Um mundo de alucinados que se matam uns aos outros para bater "recordes", por brincadeira ou, pior, sem nem saberem bem porquê... 

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