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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ainda tenho um ataque cardíaco!

Matar dois bichos no mesmo dia, no espço de poucas horas, é demais para o meu coração.

 

 

 

Primeiro, descubro uma centopeia dentro de uma caixa, na entrada de casa. Pego na pantufa, e lá começo eu à sapatada à bicha, que me começa a fugir. Dou-lhe mais duas ou três pantufadas e lá consigo esmagá-la.

 

 

 

 

 

 

Mais tarde, quando vou buscar um saco à dispensa, deparo-me com uma aranha. Pego no saco pela ponta oposta, e sacudo a aranha. Ela, esperta, em vez de cair, começa a subir o saco. Dou uns gritos, uns saltos, mais uma sacudidela e ela cai no chão.

Ponho-lhe o pé em cima, mas ainda corre que nem louca a tentar safar-se. Sem sorte, porque volto a atacar, e esborracho-a no chão.

Felizmente não encontrei mais nenhum invasor indesejável nesse dia, senão ainda me dava uma coisinha má!  

Quando a escrita exprime aquilo que não conseguimos dizer

Há quem tenha o dom da palavra; da oralidade. Há quem goste de conversar, de discursar, de dizer o que lhe vai na alma e no coração.

Há quem se consiga exprimir melhor a falar. Quem, dessa forma, se desnude e mostre a sua essência.

Mas existem, também, aqueles que não se dão bem com a fala. Que a utilizam como escudo, ou mecanismo de defesa. Que não conseguem dizer aquilo que verdadeiramente sentem, ao encarar as pessoas.

No entanto, fazem-no com grande à vontade e facilidade através da escrita. Dizem que um gesto vale mais que mil palavras. Mas as palavras também podem valer muito, ainda que apenas escritas.

 

Com uma folha de papel e uma caneta na mão, de forma instrospectiva, podemos revelar mais de nós, e daquilo de que somos feitos, do que numa hora de conversa.

A escrita pode ser um óptimo escape. Uma forma de manifestarmos os nossos receios, preocupações, justificações, alegrias, tristezas, frustrações, sonhos e desejos que, de outra forma, ficariam para sempre guardados dentro de nós, muitas vezes a oprimir-nos, sem que ninguém deles tivesse conhecimento.

E, mesmo que essas palavras escritas nunca cheguem a ser lidas senão por nós, faz-nos bem escrevê-las. Deitar tudo cá para fora.

Eu funciono melhor com a escrita. Muitas vezes, quando tentam ou querem ter uma conversa mais séria comigo, que também me diga respeito, fujo como o diabo da cruz! Brinco, disfarço, evito. Mas, se tiver que ser, é. No entanto, através da escrita, consigo exprimir-me muito melhor.

A minha filha, ao que parece, sai a mim! Sempre que quero conversar mais seriamente com ela, finge que não percebe, faz-se de parva, enerva-me, e não consigo obter resultado nenhum.

Mas conseguiu escrever, em pouco menos de 5 minutos, aquilo que eu não consegui ouvir da boca dela em mais de meia hora! 

 

Olhos que não vêem...

...coração que não sente!

Na última sexta-feira, estava eu a regressar do almoço e já tinha entrado no escritório, quando me chamam para ver uma coisa.

Uma "coisa" que afinal era um gato que estava no cimo das escadas do prédio. Tigrado, em tons de cinzento e preto, e aparentemente saudável e bem tratado, dava a ideia de ter dono. Talvez tivesse fugido de casa e ficasse perdido.

Claro que eu não resisti, subi as escadas, peguei nele ao colo, que afinal seria uma gata, e trouxe para baixo. A Dr.ª foi, imediatamente, comprar comida para lhe dar, enquanto fiquei a tomar conta dela. Muito mansinha, muito meiguinha, sempre a dar marradinhas e a encostar-se toda. Só saltou quando viu a comida e devorou tudo em menos de 2 minutos! A Dr.ª voltou a comprar mais comida e a gata voltou a comer tudo.

Viemos para dentro, fechámos a porta (com muita pena minha, mas tínhamos que trabalhar) e a gata lá ficou nas escadas. Parece que fez sucesso entre as clientes do piso de baixo - a cabeleireira - e andou no colo delas.

Tanto eu como a Dr.ª estavamos com pena da gatinha, mas já temos as nossas gatas. Não havia nenhum anúncio de desaparecimento, e a associação não faz nada a não ser perguntar se não podemos ficar com os animais.

Entretanto, com muita pena minha, mas talvez (ou não) para o bem da gata, puseram-na na rua e encostaram a porta do prédio para ver se não voltava a entrar.

Quando saí, já não havia sinal dela. Costuma-se dizer que "longe da vista, longe do coração". Mas ficava mais descansada se soubesse que a gatinha realmente tinha dono, e que encontrou o caminho para casa.

Porque, quando os olhos não vêem, o coração não sente, mas para quem vê e ama estes animais, é difícil ficar-lhes indiferente e ao destino que poderão ter...

 

Armadilhas da mente

 

"...de nada serve cultivar a inteligência, se não se deixar também florir o coração."

 

Sinopse

Camille é uma mulher atraente, rica e brilhante; a sua argúcia e inteligência impressionam todos os que a rodeiam. Mas os seus feitos académicos e a sua competência intelectual não foram suficientes para evitar que se tornasse vítima das suas próprias emoções. 
Casada com um banqueiro de sucesso, Camille sempre viveu fechada no seu próprio mundo. Contudo, a sua tendência para o isolamento fez com que se tornasse cada vez mais crítica, obsessiva e pessimista. Incapaz de suportar ser confrontada ou contrariada, não se permitia receber a ajuda de psicólogos ou psiquiatras; iniciou vários tratamentos, sem concluir nenhum. 
Ao ver a depressão, as manias e as fobias de Camille agravarem-se cada vez mais, o marido decide comprar uma quinta, para se poderem afastar do stresse da cidade e encontrar inspiração na natureza. Espera que, desta forma, Camille possa voltar a encontrar-se a si própria. Ainda assim, os transtornos emocionais de Camille impedem-na de sequer sair de casa e os pesadelos causam-lhe insónias; piora a olhos vistos. 
Dois inesperados encontros vão levá-la a dar uma volta à sua vida. O primeiro, com o excêntrico jardineiro da quinta, que, com a sua inteligência de pessoa simples e humilde, lhe ensina uma lição valiosa: de nada serve cultivar a inteligência, se não se deixar também florir o coração. O segundo encontro é com o sábio e intrigante psiquiatra Marco Polo, que a estimula a resolver os seus conflitos interiores e a reencontrar-se com alguém que perdera há muito tempo: ela própria. 

 

 

"A dor que eu vejo está na periferia do espaço, a dor que eu sinto está no centro do Universo. É maior do que aquilo que entendes e muito maior do que aquilo que eu explico."

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