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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sobre a amizade

 

Não existem pessoas perfeitas e, como tal, também não existirão, certamente, amores perfeitos (a não ser a flor) ou amizades perfeitas.

Porque, antes de sermos amigos, somos humanos, e os humanos cometem erros e falham. 

Mas, será que se pode considerar amigo alguém que, de um dia para o outro, deixa de dizer o que quer que seja, se torna incontactável e, simplesmente, desaparece?

Será que se pode considerar amigo alguém que apenas nos procura por interesse, quando lhe convém?

Será que os amigos tentam que façamos tudo à maneira deles, não nos dando espaço para emitir as nossa próprias vontades ou opiniões, nem tão pouco para tomarmos as nossas próprias atitudes, ou os contrariar?

Será que um verdadeiro amigo fica aborrecido com os nossos sucessos ou vitórias, ou sente inveja das nossas conquistas?

Afinal, como é que se distinguem os verdadeiros amigos entre os amigos?

Existem algumas regras ou critérios específicos para os classificar?

Serão nossos amigos mesmo aqueles que cometem erros e não agem como deveriam, só porque faz parte do ser humano errar, e perdoar?

Será que devemos ser muito exigentes com as nossas amizades, e correr o risco de excluir a todas da nossa vida?

Ou será que devemos ser menos exigentes, e desculparmos determinadas atitudes menos correctas porque, apesar de tudo, gostamos dessas pessoas e queremos continuar a tê-las como amigos?

Onde é que se situa a fronteira entre o que é permitido ou não numa amizade?

Masterchef Júnior - A saída do Pedro Jorge

 

Depois da eliminação de ontem do programa Masterchef Júnior, é certo que muitos portugueses perderam todo o interesse em continuar a ver este concurso. Saíu aquele que dava vida e alegria ao programa - o Pedro Jorge.

As redes sociais inundaram-se de comentários a manifestar a sua tristeza, desapontamento, discordância com a forma de atribuição de pontos utilizada, e com a forma como esta eliminação terá sido manipulada.

A verdade é que este é um programa de culinária, e são os dotes culinários que estão a ser avaliados. Nesse sentido, não só a eliminação do Pedro Jorge, mas a de muitos outros colegas, terá sido injusta.

Permanecem no programa concorrentes que têm tido prestações menos bem conseguidas, e são eliminados concorrentes que até têm potencial, mas acabam por ser "traídos" por uma única prestação que corre mal.

Ontem, foi a vez do Pedro Jorge ser eliminado. Este miúdo era, de facto, muito divertido e as cenas dele faziam-nos rir a todos. Nesse aspecto, o programa perde. Mas, sejamos realistas, ao longo de todo o programa, houve concorrentes que se mostraram mais fortes e com mais capacidades. E, apesar de sempre ter tentado superar os desafios, percebemos que não é muito versátil. Dá um jeito, os pratos saem-lhe, mas estão longe de ser os melhores.

Também é verdade que ficaram concorrentes que ainda mostraram menos qualidades, e que seriam uma eliminação menos injusta. Mas neste tipo de programas nem sempre a justiça está presente.

E já agora, o Pedro Jorge não foi o único a ser eliminado. A Carolina também foi, e também não terá sido merecida esta eliminação.

Além disso, como pudemos ver, na próxima semana eles estarão de volta, para uma última oportunidade. É esperar para ver o que acontece.

 

 

 

Do programa de ontem destaco o "casalinho" - Kiko/ Leonor! Ficam tão queridos juntos :)

Considerei uma estupidez manterem a Leonor ali naquela sala, cheia de medo, e não terem ido todos para a cozinha. Não fez sentido nenhum a miúda estar ali o tempo todo de cabeça baixa ou olhos tapados, só porque o cenário era mais bonito para o que eles queriam.

 

 

 

E o momento hilariante em que o Manuel Luís Goucha leva um banho de natas, e se transforma num fantasma de branco!

 

Neste momento, como potenciais vencedores do programa, assinalaria: 

o João Mata

o Tomás

o António

 

Já agora, para além de fazer bater mais forte os corações das meninas, e deixá-las a suspirar, pergunto-me o que foi lá mesmo fazer o Lourenço Ortigão?

 

 

Imagens http://www.tvi.iol.pt/masterchef/

 

 

E se não houvessem mais chumbos escolares?!

Portugal é um dos países com níveis mais elevados de reprovação escolar. Mas, será a reprovação escolar o caminho para uma melhor aprendizagem?

Quando a minha filha foi para o 4º ano, ganhou uma colega nova que, no ano anterior, tinha reprovado. Se isso fez com que essa dita colega melhorasse o seu desempenho escolar no ano seguinte? Talvez. Mas pouco. Ainda ficou mais um ano a frequentar (pela terceira vez), o quarto ano.

Não posso dizer que “desta água não beberei” (espero bem que não aconteça), porque nunca sabemos o dia de amanhã, mas o meu pensamento sempre foi o de que uma criança repetente tem obrigação de ter melhores notas e obter melhores resultados que no ano anterior, já que é a segunda vez que lhe está a ser explicada a matéria. Reprovar um ano, pode acontecer a qualquer um. Reprovar duas vezes no mesmo ano, já não é tão aceitável.

Seja como for, tendo em conta este exemplo, verificamos que as reprovações, como defende o Conselho Nacional da Educação, nem sempre promovem aprendizagem.

E nem sempre podemos imputar a culpa, exclusivamente, aos alunos. Existem vários factores de que dependem o sucesso ou o fracasso escolar. Como afirma o Dr. José Carvalho, licenciado em filosofia da educação, em todas as relações de ensino existem três elementos: aquele que ensina, aquele a quem se destina o ensino, e o que é ensinado.

Assim, não havendo evidências de melhoria na aprendizagem, mas sim vários estudos que indicam que os alunos retidos têm mais probabilidades de voltar a chumbar, e que estas reprovações podem levar ao abandono escolar, o Conselho Nacional da Educação recomenda substituir chumbos por apoios aos alunos.

Isto evitaria, por um lado, os custos elevados das reprovações e, por outro lado, a eliminação de situações de desigualdade social escolar.

Porque uma reprovação não implica só o reaprender ou consolidar os conhecimentos adquiridos no ano anterior. Implica uma mudança de turma, de professor, de colegas. Implica um estigma que lhe irá ficar, para sempre associado. Implica, de alguma forma, discriminação.

No entanto, não será a substituição das reprovações por apoios, uma forma de facilitismo? David Justino diz que não. Que a legislação já define que as repetições sejam um recurso de última instância e que a política de exigência não pode ser pretexto para reter alunos por qualquer coisa, como acontece hoje em dia em que até, a pedido dos pais, se retêm alunos no mesmo ano.

Ainda assim, será justo para todos os outros alunos que se esforçaram para ter um bom desempenho, ver que o seu esforço pouco vale? Que tanto faz ser um aluno de 5 como de 2, porque a aprovação está garantida?

Que critérios irão definir, ao certo, o que é considerado última instância? Merecerá um aluno que nada fez ao longo de um ano, ter passagem garantida? Merecerá um aluno que se esforçou mas, ainda assim, teve nota negativa a várias disciplinas, seguir em frente sujeito a apoios? E como se sentirão os alunos que trabalharam, que se esforçaram e que obtiveram excelentes resultados, com essa aparente igualdade?

 

 

Conchita Wurst e o Eurofestival da canção

 

 

Há pessoas que nascem mulheres e querem ser homens. Não tenho nada contra.

Também há quem nasça homem e queira ser mulher. Mais uma vez, não tenho nada a apontar.

Se a tecnologia o permite, as pessoas devem fazer aquilo com que se sentem bem.

E depois há estas personagens, como Thomas Neuwirth, actualmente Conchita Wurst, ou como José Castelo Branco, também conhecido nos seus tempos de drag queen como Tatiana Romanova, que não consigo entender a que espécie pertencem, ou em que sexo se pretendem enquadrar.Homem? Mulher? Um terceiro, talvez?! Não é que seja contra. Mas não compreendo.

É que se Thomas Neuwirth não se sente bem como homem, acho bem que se torne mulher. Mas em todos os sentidos. Assim está a meio caminho entre uma coisa e outra. Tal como José Castelo Branco. Uma mulher que se quer sentir verdadeiramente mulher, não deixa crescer a barba para se parecer com aquilo que nunca quis ser.

Mas é óbvio que a diferença, a extravagância e a irreverência geram polémica, e a polémica gera fama!

Nunca se falou tanto de Thomas como agora nestes últimos tempos, na pele de Conchita. E se me perguntarem se foi por isso que se sagrou vencedor(a) deste Eurofestival da Canção, atrevo-me a dizer que sim.

A música não é má, a voz também não. E tendo em conta as restantes canções adversárias, esta estava entre as minhas seis escolhidas. Mas, para mim, havia músicas mais bonitas! 

No entanto, todos sabemos que o festival da canção não avalia propriamente as músicas que se candidatam. Existem muitos outros factores e critérios que não vale a pena estar a nomear, que influenciam ou determinam a canção e o respectivo país vencedor.

Para aqueles que se candidatam, não existem receitas milagrosas. É mais um jogo de apostas. Há quem aposte em temas fortes como a paz, liberdade, planeta e outros, há quem aposte em ritmos alegres, há quem insista nas melodias calmas, há quem invista em coreografias e vestuário arrojados, e há quem invista na extravagância e irreverência.

Depois, é ver para que lado pendem os gostos naquele ano, e as respectivas votações.

Este ano, venceu a mulher barbuda mais famosa da Áustria! Para o ano, logo veremos...

O acolhimento

 

No que respeita às respostas de acolhimento extra-familiar, verificamos que existem diferentes soluções e diferentes serviços, tendo em conta o tipo de situação e as necessidades e características das crianças/ jovens.

A diversificação constitui uma tendência evolutiva, verificando-se a diferenciação em termos temporais, em termos de dimensão e estilo de liderança, bem como em função das crianças/ jovens atendidos e tratamento proporcionado, e ainda quanto ao número de crianças, regimes e modelos de funcionamento.

Existem, igualmente, diferenças entre as instituições públicas e privadas.

No entanto, apesar desta diversificação, há critérios que todos os estabelecimentos residenciais devem ter em consideração, e pelos quais se devem reger, para um aconselhável e correcto acolhimento destas crianças/ jovens. 

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