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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Brilhante, excepcional, genial, muito bem feito mesmo!

 

Vi -o, li a sinopse e pensei “vou gostar deste livro”!

A história, de facto, prometia. Ainda que, à primeira vista, fosse o clássico da mulher desaparecida e do marido suspeito, com muito mistério pelo meio.

Não o comprei na altura, mas este ano teve que ser.  E comecei a ler.

O que posso dizer sobre ele? Não muito, quase nada! E não é porque não tenha nada para dizer. É porque o que quer que eu diga, estará a desvendar algo que não deve ser contado mas, sim, lido!

Já vi algumas críticas negativas ao livro, leitores que se sentiram enganados ou decepcionados por comprarem o livro a pensar que a história seria uma coisa, e depois foi outra.

Eu não me sinto enganada. Não me arrependo. A autora escreveu um livro brilhante, excepcional, muito bem feito mesmo! E se, de facto, a história não foi exactamente aquela que imaginei pela sinopse, isso não me defraudou. Só me cativou ainda mais porque aconteceu aquilo que ninguém esperaria.

A história gira à volta de duas pessoas, Amy e Nick. As cenas vão intercalando entre um e outro, ora em forma de entradas de diário dela, ora em tempo real, no caso dele.

Duas pessoas normais, que um dia se conhecem e apaixonam, casam e têm tudo para viver o seu “felizes para sempre”. Com o passar do tempo, o casamento parece entrar em crise, surgem desentendimentos, discussões e o divórcio eminente. Parece já não haver outra solução, já não haver amor mas apenas acomodação, saturação e mágoa. Um cenário perfeito para procurar fora, aquilo que não há em casa.

Umas vezes estamos solidários com Amy. Outras, defendemos Nick. Por vezes, nenhum dos dois.

A história fala de personalidades, de possíveis condicionantes que para elas contribuíram, de pequenos e grandes defeitos, de aparências, de verdades escondidas e mentiras reveladas, de pessoas reais, que podemos encontrar em qualquer lado!

A partir do momento em que começamos a ler Em Parte Incerta, não conseguimos parar até saber onde nos vai levar cada página que viramos, que reviravoltas nos aguardam, que supresas nos esperam, até ao final da história. E vamos, cada vez mais, recordar a pergunta da capa “acha mesmo que conhece a pessoa que dorme ao seu lado?”.

Quem é a Amy? Quem é o Nick?

Sem dúvida, um dos melhores livros que já li! Aguardo com grande expectativa a adaptação ao cinema.

A relva não é mais verde do outro lado!

 

Não é raro queixarmo-nos da nossa vida, e de tudo o que dela faz parte. Também é frequente, em determinados momentos, invejarmos as vidas, os acontecimentos, a sorte e a felicidade das outras pessoas. Fazendo lembrar aquele ditado que diz que "a relva é sempre mais verde do outro lado" - aquele onde nós nunca estamos!

Mas não é, de todo, verdade. E, com um outro ditado, é fácil derrubar essa teoria "quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro"!

Porque nem tudo aquilo que parece, é. E, muitas vezes, o quadro bonito que os nossos olhos vêem, representa somente isso - uma pintura que mascara a realidade. Ou somos nós que nos deleitamos tanto com a superfície, que não queremos observar mais a fundo para perceber o que a pintura representa.

 

Isso acontece, frequentemente, em vários aspectos e a vários níveis como, por exemplo, em relação aos nossos filhos.

Por vezes, damos por nós a desejar que eles fossem mais como esta ou aquela criança que conhecemos. Porque é mais calma, porque é mais desembaraçada, porque não faz birras, porque se entretem sozinha, porque não tem mau feitio... Mas desengane-se quem pensa que os filhos dos outros não têm defeitos. Porque têm! E é perfeitamente normal!

Faz parte de todos nós. Cada um é como é e, se há certos aspectos que se podem melhorar, outros pertencem ao nosso carácter e não os podemos alterar.

E digo isto porque, nestas semanas, em que tenho convivido mais com crianças além da minha filha, constatei isso mesmo. Há crianças que tendem a portar-se bem e a ser bem educadas quando lidam com pessoas que não conhecem bem e com quem não têm confiança. Mas isso não significa que, no seu ambiente familiar, na sua zona de conforto, sejam assim. Por outro lado, há crianças que lidam com essas mesmas pessoas estranhas como se de colegas da mesma idade se tratassem, embora aparentem ter uma boa educação. Há crianças cuja espontaneadade revela inocência, e outras autoridade.

A verdade é que, nem os nossos filhos são tão maus, nem os dos outros tão bons como queremos acreditar. E quem diz os filhos, diz tudo o resto. Apenas temos que valorizar mais os aspectos positivos, aceitar os defeitos e sentirmo-nos gratos por tudo o que temos!

 

Sobre aqueles que querem animais de estimação…

 

 

…e depois de os terem NÃO mudam de ideias!

 

Temos uma gata.

Foi lá para casa com dois meses e habituou-se a fazer as necessidades no caixote. Mas, uns meses depois, começou a fazer chichi no sofá onde dormia e estragou-o.

Já me partiu várias coisas, estragou outras tantas, deu trabalho a limpar o que sujava.

Actualmente, não sabemos bem porquê, embora ache que é vingança, revolta ou só para nos testar, faz cocó no chão em vez de fazer no caixote. O meu marido diz que não temos uma gata, temos uma cadela! E só quer rua! Quando a deixamos ir ao quintal, salta o muro e vai para a estrada, enfia-se debaixo dos carros para não a apanharmos ou no meio de umas árvores que há lá ao lado. Faz-nos andar a correr atrás dela como doidos até que a consígamos levar para casa. Se já nos deu vontade de recambiá-la de volta? Sim, várias vezes. Mas isso é no calor do momento. Nunca seríamos capazes de a abandonar nem devolver, nem dar a outra pessoa. É a nossa Tica, com todos os seus defeitos, mas também muitas qualidades!

Erros e Virtudes

"Os erros dos outros não aumentam as nossas virtudes"

 

 

Não somos perfeitos, nem nos deveria ser exigido que fossemos.

Qualquer ser humano erra. Faz parte de nós, da nossa evolução e do nosso crescimento. Temos defeitos, mas também qualidades!

E, embora tenhamos a tendência, inata ou adquirida, de comentar e opinar sobre outras pessoas e seus comportamentos, não só quando pretendemos elogiar, mas principalmente quando queremos criticar negativamente, convém que olhemos também para dentro de nós, e que percebamos até que ponto somos diferentes dos outros.

De uma certa forma, ao emitirmos juízos de valor e críticas sobre acções cometidas por outras pessoas, ao realçarmos os seus erros, ao vincarmos os seus defeitos estamos, inadvertidamente, por comparação, a evidenciar as nossas qualidades. Como se numa balança, o nosso prato valesse mais que o da outra pessoa.

E não digo que, de facto, assim não o seja. Mas convém ter em conta que os erros dos outros não aumentam as nossas virtudes!

Somos como somos, com a nossa personalidade própria que nos caracteriza e nos distingue dos demais. No entanto, por mais "pesos" que coloquemos num dos pratos da balança, consoante os erros que outros cometeram, isso não fará com que o nosso prato suba por si só.

Será preferível desequilibrar a balança, utilizando o nosso prato, para colocar tudo os que nos diz respeito, em vez de esperarmos que ele se mova em função das outras pessoas! 

 

  

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