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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A Depressão


"É verdade que, actualmente, houve uma vulgarização ou generalização, no sentido de muitas vezes não se diferenciar entre um estado de tristeza considerado normal perante determinadas situações, e um estado continuado de tristeza e apatia, anormal, associado a outros indicadores que, aí sim, podem evidenciar um quadro de depressão."

 

Aqui fica o artigo do mês de novembro, que podem ler na íntegra no blog do Consultaclick, em  

 

http://consultaclick.pt/blog/2012/11/27/depressao/

Factores e comportamentos de risco

 

 

Não costumo passar muito tempo em frente à televisão. Normalmente, para ver algum programa que me agrade, vou saltitando entre a cozinha e a sala, e apanhando o básico.

Mas nessa noite, estava sentada com a nossa Tica ao colo, e comecei a procurar entre uma infinidade de canais, algum que me agradasse. Parei no canal Odisseia, onde estava a passar um documentário sobre o Camboja, mais precisamente, sobre a pobreza, a educação e a pedofilia e ciberpedofilia.

Embora nos últimos tempos tenha havido um maior desenvolvimento e crescimento económico, devido a um maior investimento, há ainda muita pobreza neste país do sudueste asiático. Essa pobreza que faz com que, muitas vezes, se "vendam" crianças e o seu corpo a qualquer preço.

No Camboja, também a educação não é para todos. Os professores vêem-se obrigados a pedir dinheiro aos alunos pelos seus serviços, uma vez que o ordenado pago pelo estado é muito baixo. Logo, crianças mais pobres não têm possibilidades para tal, e vêem-lhes vetado o direito à educação. 

Por outro lado, assisti a testemunhos de vítimas de abuso sexual, agora institucionalizadas, que estão, de tal forma, traumatizadas e fragilizadas, que se limitam a ir passando os dias, sem qualquer esperança, plano ou projecto para a sua vida.

Ontem, ao espreitar as manchetes dos jornais, detenho-me na do Correio da Manhã, que noticiava o disparo de casos de bebés abandonados em Portugal. Foram detectados casos de abandono em Portimão e em Cascais. Já no Porto, existem pelo menos 12 situações de mães que não têm capacidade para exercer a função parental.

No Hospital Amadora-Sintra duplicaram os casos de bebés rejeitados pelas mães, por motivos de carências económicas. Essas crianças foram encaminhadas para instituições de acolhimento.

Em Sintra, na Praia das Maçãs, uma menina de apenas 3 dias foi entregue pelos pais a uma advogada, encontrando-se, neste momento, internada no hospital de Cascais. Posteriormente, será desenvolvida uma medida de acolhimento institucional, havendo já uma acção de promoção e protecção da menor no Ministério Público do Tribunal de Família e Menores de Sintra. 

Muitas vezes, pode-se atribuir este abandono a imaturidade ou inexperiência dos pais, bem como a baixa competência para assumir a responsabilidade parental. Mas, por norma, predominam os factores sócio-económicos. 

De facto, a situação de crise que o país actualmente atravessa é propícia ao aumento do número de crianças em risco, não só pelas dificuldades económicas dos pais, como também pelo clima de instabilidade que provoca, bem como o aumento de pais com depressão.

Verifica-se também que, nas classes mais desfavorecidas e em meios mais pobres, há uma tendência para recorrer à violência como forma de resolução dos problemas, prevalecendo os maus tratos às crianças.

Por outro lado, factores como a falta de trabalho, o emprego precário ou a dependência de outrem, podem levar a comportamentos de risco.

A Solidão

 

 

“Gosto de estar sozinha…mas não gosto de me sentir sozinha”

 

Talvez algumas pessoas não compreendam porque, tantas vezes, desejo estar sozinha, porque gosto e me sinto bem sem companhia. E eu respondo: porque estou quase sempre acompanhada! No trabalho ou em casa, são raros os momentos em que não tenha companhia. E depois faz-me falta estar algum tempo sozinha, dedicar-me a mim, aos meus pensamentos, às minhas reflexões, e até àquelas tarefas que se fazem melhor quando não estamos acompanhadas.

Por outro lado, compreendo que, quem passe a maior parte do seu tempo sozinho, goste de se rodear de pessoas e conviver, de forma a compensar esse isolamento.

Eu própria gosto muito de conversar, conhecer pessoas e conviver com aquelas com quem me identifico, tal como adoro a companhia das pessoas que fazem parte da minha vida.

Mas há uma diferença entre estar sozinha e me sentir sozinha.

Na verdade, posso passar a minha vida toda acompanhada por inúmeras pessoas e, ainda assim, me sentir completamente só.

A solidão, é mais do que um sentimento de querer companhia de alguém, é uma profunda sensação de vazio, uma carência de algo novo que nos transforme.

Estarmos sozinhos, em algum momento da nossa vida, por circunstâncias da vida ou por opção, pode ser uma experiência positiva, saudável e enriquecedora.

No entanto, quando nos sentimos sozinhos, sentimos que não temos ninguém com quem partilhar a nossa vida, que não temos ninguém que nos compreenda, ninguém que nos ame…A partir daí, começamo-nos a sentir inseguros, inúteis e insignificantes, a nossa auto-estima baixa e ficamos com a sensação que não fazemos falta a ninguém.

A falta de amizades verdadeiras, de pessoas com quem nos possamos identificar de alguma forma, a perda de alguém, o afastamento do nosso círculo social, ou a falta de profundidade dos relacionamentos, pode levar as pessoas à solidão. Solidão essa que, por sua vez, pode desencadear a depressão.

Tenho momentos em que me sinto sozinha, em que penso como era bom ter feito mais amizades ao longo da minha vida, em que me condeno por não ter muitos objectivos nem ser ambiciosa, em que me apetece conversar e nem sempre tenho alguém para me ouvir, alguém que me compreenda e aos meus sentimentos…

Mas, nesses momentos, penso na minha filha, nos meus pais (que moram mesmo aqui ao lado), na minha família mais chegada, no meu namorado, nas poucas amizades que tenho, e chego à conclusão que não tenho por que me sentir sozinha, porque não estou!

 

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