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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Livro de reclamações electrónico

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Será que os portugueses reclamam muito? Dizem que sim! 

Mas talvez reclamem mais "da boca para fora", de cabeça quente, com os ânimos exaltados, muitas vezes por coisinhas sem importância, por mesquinhices, do que daquilo que realmente deveriam.

E quantos não reclamam, tantas vezes, verbalmente mas recuam perante a perspectiva de apresentar uma reclamação escrita no Livro de Reclamações.

Agora, o governo quer criar, até ao verão, o livro de reclamações electrónico juntando, numa única plataforma, todas as queixas dos consumidores, permitindo aos mesmos apresentar, de forma mais rápida, a sua reclamação.

Ao que parece, o projecto-piloto da plataforma electrónica vai estar disponível, em simultâneo, com a versão em papel do livro de reclamações.

Irá esta nova forma de reclamar aliciar os consumidores a exercerem mais o seu direito? Iremos assistir a uma subida considerável do número de reclamações? Irá o famoso "livro amarelo" cair em desuso?

E qual será a eficácia e rapidez desta mesma plataforma, na resposta e resolução das queixas apresentadas?

 

Por vezes tenho vontade...

 

...de meter o nariz onde não sou chamada!

 

Porque, apesar de ser muito mais prático não me preocupar com algo que não me diz directamente respeito, e seguir sem olhar para o lado, que na minha vida já tenho preocupações que cheguem, não consigo ignorar o que se passa com aqueles que, de certa forma, me estão ligados.

Talvez seja o instinto maternal (que por acaso nunca tive), o dever de protecção, o não querer que alguém passe por situações que outros já passaram, e que deixaram sequelas.

Assim, dou por mim armada em boa samaritana, em princesa justiceira, em missionária da paz, a querer falar com cada uma das pessoas intervenientes para que, juntas, possamos encontrar a melhor solução para o bem de alguém que depende de nós.

Mas, ao mesmo tempo que esse "dever" e "querer" se apodera de mim e ganha força, apercebo-me que, provavelmente, tudo isso será inútil, porque ninguém está disposto a alterar o estado das coisas. Embora muitas vezes se mostrem preocupados, logo se conformam com a situação. Precisamente aqueles que deveriam estar mais empenhados!

E se quem pode fazer alguma coisa não o faz, que direito tenho eu de me intrometer? De qualquer forma, sozinha não posso muito...

Ainda assim, obrigo-me a investir numa última tentativa que, espero, me conduza ao caminho certo para o sucesso de uma missão, para a qual me auto destaquei!

 

 

 

Abstenção ou voto em branco

 

No outro dia, ao almoço, estava o meu pai a conversar com o meu marido sobre política, partidos, eleições e a importância do voto.

Na opinião do meu marido, e provavelmente outras tantas pessoas, existe uma grande diferença entre a abstenção e o voto em branco. Para ele, a abstenção é sinónimo de desinteresse, alheamento e indiferença para com o futuro do nosso país. Pelo contrário, o voto em branco, é uma participação activa, o cumprimento do nosso dever de cidadãos e, simultaneamente, a manifestação dos nossos desejos.

Até pode ser...em teoria! Na prática, os efeitos são exactamente os mesmos.

Em Portugal este voto não é relevante para a contagem dos votos expressos na eleição presidencial, não tendo influência no apuramento do resultado das eleições. Na verdade, abstenção, votos nulos ou votos em branco acabam por ser formas diferentes de transmitir a mesma mensagem - a rejeição dos candidatos, mas sem qualquer efeito prático.

Eu não voto, pertenço à categoria das abstenções. Deixei de exercer um dever e um direito que me assiste, de escolher um governante para o meu país. Porquê? Porque nenhum deles merece o meu voto. Estou, portanto, a deixar em mãos alheias uma decisão para a qual eu deveria contribuir. Como tal, não me posso depois queixar dos resultados.

Mas, quem vota em branco, estará a contribuir para alguma coisa? Se entre 4 ou 5 candidatos, não escolhermos nenhum, estaremos a decidir alguma coisa? Não. Estaríamos sim, se votássemos num qualquer deles, em detrimento de outro. Não é o caso do voto em branco. Este, por enquanto, ainda não serve para eleger lugares vazios, nem tão pouco tira poder ou força a quem for eleito.

 

 

Lágrimas

 

 

"Nunca chores por amor, pois a única pessoa que merece as tuas lágrimas, jamais te fará chorar..."

  

Será que temos tendência a amar quem nos faz mal? Será que se pode chamar isso de amor?

Amar é uma coisa boa! Se nos começa a destruir, já não é amor. Todos nós queremos, temos o direito e, principalmente, o dever, de sermos felizes!

Quem ama, e é correspondido, sente-se feliz, sente-se bem, e encara a vida de forma positiva.

Claro que, quem ama, não está imune a sentir-se, em algum momento, triste, desiludido ou magoado. Não somos seres humanos perfeitos e, por isso mesmo, temos atitudes ou pronunciamos palavras que podem ferir aqueles que amamos. É nessa altura que as lágrimas surgem, sem que o consigamos evitar. Se alguém as merece? Não, ninguém merece as nossas lágrimas, quando estas são um sinal de sofrimento. Nem mesmo quem as derrama.

Mas é uma das formas que temos de reagir ao que nos causa dor. Por vezes, inevitável.

Se temos tendência a amar quem nos faz mal? Penso que muitas pessoas têm tendência a repetir os mesmos padrões de tudo o que faz na vida, incluindo na escolha da pessoa amada. Não digo que seja premeditada ou conscientemente, mas quando dá por si, tem por vezes a sensação de “déjà vu”.

O facto de se chorar porque se ama ou quando se ama, não é sinónimo de que essa pessoa só nos faz mal e não merece o nosso amor.  

Desentendimentos e discussões sempre houve e haverá entre casais, porque ninguém é perfeito, nem tão pouco existem relações perfeitas.

Mas há limites, como em tudo na vida, e se o “amor” se traduzir em relações possessivas, destrutivas, dolorosas, em que os maus momentos e o sofrimento que causam se sobrepõem ao que podem trazer de bom, se percebermos que nos estamos a transformar em alguém que nunca fomos, em nome de um amor que pode ser tudo menos amor, então é melhor secar as lágrimas e sair o quanto antes dessa espiral, antes que os danos se revelem irreversíveis.

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