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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ainda as prioridades no atendimento

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Se uma pessoa está na fila de um determinado serviço, e quer exercer prioridade, o que deve fazer?

a) Dirigir-se ao funcionário e dizer que quer exercer, e o funcionário comunica aos restantes que estão na fila, que aquela pessoa irá exercer o direito de prioridade

b) Para além de se dirigir ao funcionário, ainda tem que comunicar ela própria, aos restantes, que pretende exercer esse direito

 

A pessoa que está na fila à espera, tendo direito de prioridade, mas não o reclamando, poderá fazê-lo se entretanto mais alguém o fizer, e estiver atrás de si?

a) Sim

b) Não

 

 

 

Pedir algo em troca de ajuda é ajudar?

imagem visao.sapo.pt

 

Esta semana fui à escola da minha filha entregar as facturas dos livros e material escolar, com vista ao reembolso de uma parte do valor, de acordo com o escalão. 

Para o 2º ciclo, e escalão B, tenho direito a 59 euros de reembolso em livros, e 8 euros em material escolar. Não é muito, tendo em conta o valor total que gastei, mas é uma pequena ajuda, à qual tenho direito e, por isso mesmo, é bem vinda.

Já o ano passado tinha feito o mesmo, e devolveram-me ao fim de alguns dias o valor. Nunca, em momento algum, pediram algo em troca.

Este ano, a funcionária avisa-me que, no final do ano lectivo, terei de entregar dois livros do 6º ano à escola, que constituem o valor que me irão reembolsar!

Será que sou eu que estou a fazer um filme, que não tem razão de ser, com esta "obrigação"  ou isto é completamente descabido?

Então nós compramos os livros, temos direito a uma ajuda para compensar o custo dos mesmos, mas depois, para poder usufruir desse direito, temos que ficar sem os livros no final do ano? É quase como se a escola nos estivesse a comprar os livros.

Então e se os livros não estiverem em bom estado, ficam com eles na mesma? E se não entregarmos, não nos concedem a ajuda no ano seguinte? E se os livros não servirem para os alunos que forem para esse ano, devolvem-nos?

Eu sei que sou muito picuinhas com as minhas coisas e, por norma, gosto de guardar os livros todos. Talvez por isso esteja a ser difícil assimilar esta norma. Mas não podiam encontrar outra maneira de sustentar o Banco de Livros?

É que eu gosto de ajudar de livre vontade, e não porque me obrigam a fazê-lo. 

 

Livro de reclamações electrónico

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Será que os portugueses reclamam muito? Dizem que sim! 

Mas talvez reclamem mais "da boca para fora", de cabeça quente, com os ânimos exaltados, muitas vezes por coisinhas sem importância, por mesquinhices, do que daquilo que realmente deveriam.

E quantos não reclamam, tantas vezes, verbalmente mas recuam perante a perspectiva de apresentar uma reclamação escrita no Livro de Reclamações.

Agora, o governo quer criar, até ao verão, o livro de reclamações electrónico juntando, numa única plataforma, todas as queixas dos consumidores, permitindo aos mesmos apresentar, de forma mais rápida, a sua reclamação.

Ao que parece, o projecto-piloto da plataforma electrónica vai estar disponível, em simultâneo, com a versão em papel do livro de reclamações.

Irá esta nova forma de reclamar aliciar os consumidores a exercerem mais o seu direito? Iremos assistir a uma subida considerável do número de reclamações? Irá o famoso "livro amarelo" cair em desuso?

E qual será a eficácia e rapidez desta mesma plataforma, na resposta e resolução das queixas apresentadas?

 

Por vezes tenho vontade...

 

...de meter o nariz onde não sou chamada!

 

Porque, apesar de ser muito mais prático não me preocupar com algo que não me diz directamente respeito, e seguir sem olhar para o lado, que na minha vida já tenho preocupações que cheguem, não consigo ignorar o que se passa com aqueles que, de certa forma, me estão ligados.

Talvez seja o instinto maternal (que por acaso nunca tive), o dever de protecção, o não querer que alguém passe por situações que outros já passaram, e que deixaram sequelas.

Assim, dou por mim armada em boa samaritana, em princesa justiceira, em missionária da paz, a querer falar com cada uma das pessoas intervenientes para que, juntas, possamos encontrar a melhor solução para o bem de alguém que depende de nós.

Mas, ao mesmo tempo que esse "dever" e "querer" se apodera de mim e ganha força, apercebo-me que, provavelmente, tudo isso será inútil, porque ninguém está disposto a alterar o estado das coisas. Embora muitas vezes se mostrem preocupados, logo se conformam com a situação. Precisamente aqueles que deveriam estar mais empenhados!

E se quem pode fazer alguma coisa não o faz, que direito tenho eu de me intrometer? De qualquer forma, sozinha não posso muito...

Ainda assim, obrigo-me a investir numa última tentativa que, espero, me conduza ao caminho certo para o sucesso de uma missão, para a qual me auto destaquei!

 

 

 

Abstenção ou voto em branco

 

No outro dia, ao almoço, estava o meu pai a conversar com o meu marido sobre política, partidos, eleições e a importância do voto.

Na opinião do meu marido, e provavelmente outras tantas pessoas, existe uma grande diferença entre a abstenção e o voto em branco. Para ele, a abstenção é sinónimo de desinteresse, alheamento e indiferença para com o futuro do nosso país. Pelo contrário, o voto em branco, é uma participação activa, o cumprimento do nosso dever de cidadãos e, simultaneamente, a manifestação dos nossos desejos.

Até pode ser...em teoria! Na prática, os efeitos são exactamente os mesmos.

Em Portugal este voto não é relevante para a contagem dos votos expressos na eleição presidencial, não tendo influência no apuramento do resultado das eleições. Na verdade, abstenção, votos nulos ou votos em branco acabam por ser formas diferentes de transmitir a mesma mensagem - a rejeição dos candidatos, mas sem qualquer efeito prático.

Eu não voto, pertenço à categoria das abstenções. Deixei de exercer um dever e um direito que me assiste, de escolher um governante para o meu país. Porquê? Porque nenhum deles merece o meu voto. Estou, portanto, a deixar em mãos alheias uma decisão para a qual eu deveria contribuir. Como tal, não me posso depois queixar dos resultados.

Mas, quem vota em branco, estará a contribuir para alguma coisa? Se entre 4 ou 5 candidatos, não escolhermos nenhum, estaremos a decidir alguma coisa? Não. Estaríamos sim, se votássemos num qualquer deles, em detrimento de outro. Não é o caso do voto em branco. Este, por enquanto, ainda não serve para eleger lugares vazios, nem tão pouco tira poder ou força a quem for eleito.