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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A prioridade no atendimento ao público

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Isto das prioridades tem muito que se lhe diga.

É que anda por aí muita gente armada em esperta, e a querer fazer os outros de parvos, para ver se passa à frente das pessoas, com a desculpa da prioridade.

Em primeiro lugar, importa referir que atendimento prioritário e preferencial são distintos. E que o primeiro prevalece sobre o segundo. O atendimento prioritário destina-se a idosos, doentes, grávidas, pessoas com deficiência, e pesoas acompanhadas por crianças de colo. O preferencial é somente destinado a advogados e solicitadores, no exercício da sua profissão.

Estava eu no início da gravidez, ainda sem barriga, quando me vi confrontada com a possibilidade de exercer o direito de prioridade. Mas fiquei constrangida porque, sem barriga, poderiam achar que estava a mentir. 

Uns meses mais tarde, enquanto aguardava a minha vez de ser atendida num outro serviço público, dessa vez já com uma barriguita mais pronunciada, a funcionária chamou-me. Logo atrás de mim, veio um solicitador a querer exercer o direito de preferência. Mas não teve sorte, até porque eu teria sempre prioridade sobre ele, estando grávida!

Mas parece que o que está na moda é utilizar as crianças como desculpa para exercerem um direito que não têm!

No outro dia, chegou um casal com um bebé ao colo e pediu para exercer a prioridade. A funcionária explicou que estando presentes os dois (pai e mãe) não podia fazê-lo. A situação resolveu-se depressa: o pai foi embora, e a mãe ficou com o bebé para, assim, usufruir do seu direito!

Outras duas senhoras (mãe e filha, suponho), tentaram a mesma táctica: a funcionária voltou a explicar que só poderia passar à frente com recurso à prioridade se estivesse apenas uma presente com a criança. Depois de duas recusas, uma em cada secção, tiveram uma réstia de bom senso e foram embora.

Ora, havendo duas pessoas, não poderia uma delas ficar com o bebé enquanto a outra tratava dos assuntos? Que pessoas são estas que, havendo possibilidade, preferem levar os seus filhos para este tipo de ambiente, sempre a abarrotar de pessoas, barulho, confusão, só para poderem servir-se da prioridade e resolverem a sua vida mais depressa?

Mas também acontece o contrário! Já vi muitos filhos levarem o pai ou a mãe, idosos, com o mesmo objectivo!

E há quem leve crianças que até nem são suas! Muitas vezes sem os pais saberem, como foi o caso de uma senhora, que levou uma das crianças de quem tomava conta. Outras, com o consentimento destes - pais que fazem disso um negócio e alugam crianças para quem queira utilizá-las, por umas horas, com vista a beneficiar da prioridade! 

E o que é certo é que, se alguns batem com o nariz na porta, outros há que conseguem enganar toda a gente, e se vão safando. É assim mesmo - o ser humano naquilo que de melhor sabe fazer!

 

Por vezes, é preciso respirar fundo

 

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e contar até 100 (sim, porque 10 já começa a ser pouco), para não perder as estribeiras com certas pessoas.

E a situação nem sequer foi comigo. Se fosse, podia até sair de lá de mãos a abanar, mas essa senhora não se safava assim com tanta facilidade. Não sem eu expôr o meu ponto de vista, sem chamar algum superior (não faço ideia se há), e sem, provavelmente, uma reclamação (sim, ainda em papel)l

A minha mãe tem uma declaração de isenção de taxas moderadoras, com prazo de validade, que terminava ontem. É necessário dirigir-se ao centro de saúde e pedir a revalidação, ou seja, emitem-lhe uma nova declaração. Coisa simples.

Pois o meu pai foi lá então, para tratar desse assunto. A funcionária que o atendeu respondeu-lhe que não tinha tempo para isso naquele momento e, mesmo depois de questionada sobre o fim da validade, afirmou que o meu pai tinha muito tempo, que não era preciso ir lá a correr e para voltar noutro dia!

É preciso ter lata!

Tudo bem que estava sozinha, mas os utentes que lá se dirigem têm o mesmo direito ao atendimento. E não têm culpa que os colegas da funcionária tenham ido almoçar!

E por que raio deveria o meu pai ir embora, e voltar noutro dia para tratar do mesmo assunto, quando já ali estava? Por acaso, mora perto. Mas, e se tivesse que apanhar transportes? Se, de cada vez que lá fosse, gastasse dinheiro e perdesse tempo, quem lhe pagava? A dita funcionária? Não me parece.

É mesmo má vontade porque, quando atendido por outros funcionários, os mesmos fazem-lhe isso na hora!

Fez-me lembrar um episódio em que estava na minha vez de ser atendida, em trabalho, num serviço público, e a funcionária reclamou que não me podia atender porque eu levava muitos assuntos para tratar e tinha muita gente à espera! E eu, só lhe respondi: muito bem, e o que é que eu digo ao meu patrão quando voltar com o trabalho por fazer? Insisti, a funcionária atendeu com má vontade e deu a entender que, para castigo, não nos iria facilitar a vida dali em diante.

E o que é que merecem pessoas assim? É preciso mesmo muita paciência, e muita calma (que já começa a escassear)!

Dizem que hoje é o Dia da Mulher

 

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Dizem que hoje é o Dia da Mulher...

Em que é que o meu dia de hoje difere dos outros?

Em nada!

A não ser por todas as pessoas que se dirigem e mim e me dizem "Parabéns, hoje é o teu dia!"

Mas o meu dia começou comigo a tratar da roupa, do almoço, da loiça que ficou por arrumar da véspera. E há-de continuar mais logo, a preparar fichas para a minha filha fazer e se preparar para os testes da próxima semana.

Pelo meio, talvez aproveite o bom tempo para dar uma voltinha com o marido, e namorar um bocadinho.

Então, porquê tanto alarido com o Dia da Mulher?

Porque o Dia da Mulher não se resume a um dia, mas a uma luta constante pela igualdade, pela liberdade, por muitos direitos que ja foram conquistados, e por outros que vamos aos poucos conquistando.

O Dia da Mulher, é todo aquele em que alcançamos conquistas e metas que ninguém imaginaria, que provamos que também nós somos capazes, também nós somos inteligentes, eficientes, também nós somos humanas, pessoas não só com deveres mas também com direitos.

Para muitas de nós, há muitos dias a que poderemos chamar Dia da Mulher. Infelizmente, para muitas mais, esse dia ainda não chegou, e sabe-se lá se algum dia chegará...

Se houver alguma intenção na existência deste Dia da Mulher, que não seja só o de celebrar aquilo que já temos mas, acima de tudo, para que a luta continue para conseguir o mesmo para aquelas que ainda não sabem o que isso é, para aquelas a quem lhes é vedado todo e qualquer direito, para aquelas que em vez de mulheres, são apenas vistas como empregadas, escravas, serviçais, objectos dos prazeres, vontades e imposições dos homens! 

Tout est Pardonné

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A propósito do atentado da passada semana, aos jornalistas e cartonistas do Charlie Hebdo, opinou Gustavo Santos que "não tiveram bom senso, puseram-se a jeito".

Pois é verdade, sim senhor! Mas não é o que fazemos todos nós, tantas vezes na vida?!

Cada vez que escrevo e publico um texto para o blog, cada vez que faço comentários, que emito opiniões, que publico fotografias pessoais, que critico ou reclamo de alguma coisa, que me manifesto seja de que maneira for, ponho-me a jeito para as consequências dos meus actos.

O próprio Gustavo Santos, com as suas polémicas afirmações, pôs-se a jeito para o "tiroteio" que a página dele do facebook recebeu durante três dias.

Se há momentos em que mais valia estarmos quietinhos no nosso canto, caladinhos, e guardar as nossas opiniões e humor só para nós? Há. 

Mas o que seria do mundo se todos tivessemos medo de falar, de lutar, de nos expressar, de brincar? Por algum motivo, evoluimos (embora muitas vezes pareça que não), e conquistámos a liberdade de expressão. Liberdade essa que termina onde a dos outros começa. E se essa liberdade não nos dá o direito que brincar, ainda que algumas brincadeiras sejam de mau gosto, menos ainda dá o direito de matar, como forma de combate à mesma, ou de lhe pôr termo. Não podemos esperar que por cada palavra ou gesto nos seja apontada uma arma, senão não valerá a pena sequer viver. Para esses radicais, não existem direitos nem limites, nem tão pouco bom senso. Mas matam porque não lhes damos a eles aquilo que eles próprios não possuem.

E agora que, mais uma vez, os sobreviventes do atentado resolveram lutar por aquilo que acreditam, não mostrar medo e publicar a próxima edição do jornal Charlie Hebdo, não faltarão vozes a afirmar que não medem o perigo, que "estão a pedir" ou a "pôr-se novamente a jeito".

A capa volta a incluir uma caricatura de Maomé, com uma lágrima no olho, a segurar num cartaz a dizer “Je Suis Charlie”, acompanhada de uma frase a dizer “Tout est pardonné”. Coragem não lhes falta!

Mas estará mesmo tudo perdoado?

Acidentes provocados por ciclistas

 

As associações de ciclistas defendem que os estragos causados por um acidente entre um veículo a motor e uma bicicleta devem, independentemente de quem é culpado, ser pagos pela seguradora do motorizado, ainda que o seguro seja agravado.

Segundo José Caetano, presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo, a sinistralidade em Portugal é provocada pelos veículos motorizados, e não por bicicletas, e pedir aos ciclistas que tenham um seguro é uma questão que não se pode levantar em tempo de crise.

Ora, isto faz algum sentido? Para mim, é um perfeito absurdo!

Se todos estão autorizados a circular, todos deviam ser obrigados a ter seguro. A crise é igual para todos. Quanto à responsabilidade, deve recair sobre aquele que provocou o acidente. Se um ciclista se atravessa à minha frente, porque é que eu tenho que pagar por um erro dele?

E a verdade é que há muitos ciclistas que continuam a não utilizar o Código da Estrada correctamente, e têm que ser responsabilizados por aquilo que fazem. Dentro de cada sector, os direitos e deveres devem ser iguais para todos.

Por isso mesmo, concordo com o presidente da ACP, quanto à necessidade de matrícula e seguro para os velocípedes, bem como formação sobre regras para circular na via pública. Para o seu próprio bem, e para o dos outros.

 

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