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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

PAE e Tutoria - o que é isto?

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Primeiras reacções ao ver o horário da minha filha, no telemóvel do meu marido:

 

- Não tem manhãs nem tardes livres?! 

- Sai tardíssimo 

- Ainda continua a ter Ética e Cidadania? Já não bastavam 13 disciplinas?! 

- O que raio é PAE e Tutoria?

- Apoio a Português e Matemática. Será obrigatório? 

- A foto não apanhou a legenda! 

 

Uns dias depois:

 

Afinal tem uma tarde livre 

Graças ao facto de esta coisa da Tutoria ser apenas para quem teve retenções 

PAE, que é um Plano de Acção Estratégico, é obrigatório para todos os alunos do 7º ano. 

Parece que os Apoios são só para alunos em dificuldades, indicados pelo Conselho de Turma. Talvez se safe, para já. 

 

No conjunto, até não é um horário muito mau. Há piores!

Mas continuo a achar um exagero a quantidade de disciplinas que lhes impingem no 7º ano. E um aumento de 5 aulas na carga horária, relativamente ao ano anterior.

 

 

Existem disciplinas supérfluas?

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Já muitas vezes me fiz esta pergunta.

Não só durante o meu percurso escolar, mas também agora que a minha filha está nesse mesmo caminho.

É certo que algumas disciplinas, não sendo tão importantes, não deixam de ter um papel no currículo do aluno, seja ele o de fornecer um conhecimento adicional, o de descobrir novos talentos, ou um papel meramente lúdico.

Mas continuo a achar que há disciplinas que não fazem muito sentido.

Vejamos, por exemplo, a disciplina de Educação Tecnológica. Pelo nome, ficamos a pensar que vai ser algo sobre as novas tecnologias. Ao olhar para a matéria do livro, ficamos com uma ideia do conteúdo, diferente do que pensámos. Mas pouco do que aí vi foi falado. No primeiro período, aquilo que deram e cujos trabalhos serviram de base para a nota, foi o que é a tecnologia, a técnica e o objecto técnico. E a construção de um telefone antigo, muito primitivo, com copos de plástico. Este período, não faço ideia do que aprenderam. Testes não houve, e os trabalhos foram desenhados.

No entanto, para isso, existe a disciplina de Educação Visual. Que acaba por repetir uma parte da matéria de Matemática!  

No meu tempo, cheguei a ter uma disciplina de Electrotecnia, onde aprendíamos (eu nem por isso), por exemplo, a ligar circuitos eléctricos. E de que é que isso me serviu? De nada!

Também tive uma disciplina intitulada Oficinas de Expressão Dramática, que era opcional, com a Informática como alternativa. E parece-me que ninguém seguiu carreira nessa área.

Já para não falar do meu "ódio de estimação" - a Educação Física! Por mais que digam que é fundamental, porque incute desde cedo nas crianças o hábito de praticar exercício físico, e desenvolve o corpo e a mente, não consigo aceitar que seja uma disciplina obrigatória. E depois, de que adiantam essas aulas se continuamos a ver essas crianças com excesso de peso, obesidade e com maus hábitos alimentares? E muitas sem vontade nenhuma de estar nas aulas nem de fazer o que manda o programa?

E a Educação Musical? Sim, até pode ser divertido. Mas por que raio será a flauta o único instrumento que se aprende a tocar? 

Se dependesse de mim, haveria muitas disciplinas que, embora não acabando, passariam a ser opcionais. E com conteúdos bem diferentes dos que agora são ensinados. 

A Finlândia, por exemplo, cujo sistema de ensino é considerado um dos melhores do mundo, prepara-se para abandonar as tradicionais disciplinas, optando por recorrer a grandes temas e não a dicsciplinas específicas. E dá como exemplo o que se piode ensinar sob o tema União Europeia - línguas, história, geografia, etc.

"Ensinando os alunos a relacionar os conceitos e as teorias com a realidade, pretende-se evitar que a célebre pergunta "mas afinal, para que é que isto serve?" (http://visao.sapo.pt/finlandia-prepara-se-para-acabar-com-disciplinas-nas-escolas=f814495#ixzz3VObLXAGN)

E vocês, também consideram que existem disciplinas supérfluas, ou nem por isso?

 

A dança é uma arte ou um desporto?

 

É sabido que a dança é uma forma de expressão artística através do corpo, mas também é verdade que determinadas danças são tão eficazes como uma aula de educação física. O corpo movimenta-se, exercita-se, queima calorias...E, para quem gosta, dá mais prazer do que, por exemplo, fazer exercícios monótonos com máquinas ou andar a correr atrás de uma bola!

A questão surgiu ontem, ao ver a minha filha dançar em casa. Perguntei-me: por que é que nunca incluiram a dança nas aulas de educação física e desporto? E logo vem a resposta: porque não é um desporto! Mas surge a dúvida: será que não é mesmo?

Ainda que não seja, tem benefícios e objectivos muitas vezes semelhantes. Em termos de exercício, não vejo como é que, por exemplo, num jogo de vólei, se podem queimar mais calorias que a dançar.

E mesmo que não a incluam nas actividades físico desportivas (que para mim faz mais sentido), podiam sempre colocá-la como disciplina opcional. Há tantas outras que não interessam a ninguém. Pelo menos ensinavam um pouco de arte!

A (má) política dos exames

Estamos em épocas de exames, testes, provas e outras invenções que se lembraram de aplicar à educação ao longo dos anos.

Eu devo dizer que não gosto. Não sou a favor. Não acho justo. E não é por considerar que não devam ser feitos, mas por não concordar com o peso que lhes atribuem na avaliação final.

É certo que estes métodos de avaliação incluem matéria que, supostamente, foi dada ao longo do ano e, quem sabe durante o ano todo, também saberá no fim do ano.

Mas o ensino não é semelhante em todas as escolas. Até dentro da mesma escola, os professores podem ensinar de formas diferentes.

Por outro lado, sabemos que cada um de nós se deve habituar a lidar com a pressão, que pode aparecer em qualquer fase da nossa vida.

Mas também é sabido que, nestas ocasiões, o nervosismo, o stress e a pressão podem ter um efeito negativo. Por vezes, bloqueamos. Sabemos tudo, mas naquele momento parece que tudo se apaga.

E não é justo que um simples exame tenha o peso que tem, quando um aluno se esforçou durante meses a fio. Mais injusto é quererem aumentar ainda mais a percentagem, e o número de disciplinas sujeitas a exame.

Não acho bem...e tenho dito!

 

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