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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Existem disciplinas supérfluas?

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Já muitas vezes me fiz esta pergunta.

Não só durante o meu percurso escolar, mas também agora que a minha filha está nesse mesmo caminho.

É certo que algumas disciplinas, não sendo tão importantes, não deixam de ter um papel no currículo do aluno, seja ele o de fornecer um conhecimento adicional, o de descobrir novos talentos, ou um papel meramente lúdico.

Mas continuo a achar que há disciplinas que não fazem muito sentido.

Vejamos, por exemplo, a disciplina de Educação Tecnológica. Pelo nome, ficamos a pensar que vai ser algo sobre as novas tecnologias. Ao olhar para a matéria do livro, ficamos com uma ideia do conteúdo, diferente do que pensámos. Mas pouco do que aí vi foi falado. No primeiro período, aquilo que deram e cujos trabalhos serviram de base para a nota, foi o que é a tecnologia, a técnica e o objecto técnico. E a construção de um telefone antigo, muito primitivo, com copos de plástico. Este período, não faço ideia do que aprenderam. Testes não houve, e os trabalhos foram desenhados.

No entanto, para isso, existe a disciplina de Educação Visual. Que acaba por repetir uma parte da matéria de Matemática!  

No meu tempo, cheguei a ter uma disciplina de Electrotecnia, onde aprendíamos (eu nem por isso), por exemplo, a ligar circuitos eléctricos. E de que é que isso me serviu? De nada!

Também tive uma disciplina intitulada Oficinas de Expressão Dramática, que era opcional, com a Informática como alternativa. E parece-me que ninguém seguiu carreira nessa área.

Já para não falar do meu "ódio de estimação" - a Educação Física! Por mais que digam que é fundamental, porque incute desde cedo nas crianças o hábito de praticar exercício físico, e desenvolve o corpo e a mente, não consigo aceitar que seja uma disciplina obrigatória. E depois, de que adiantam essas aulas se continuamos a ver essas crianças com excesso de peso, obesidade e com maus hábitos alimentares? E muitas sem vontade nenhuma de estar nas aulas nem de fazer o que manda o programa?

E a Educação Musical? Sim, até pode ser divertido. Mas por que raio será a flauta o único instrumento que se aprende a tocar? 

Se dependesse de mim, haveria muitas disciplinas que, embora não acabando, passariam a ser opcionais. E com conteúdos bem diferentes dos que agora são ensinados. 

A Finlândia, por exemplo, cujo sistema de ensino é considerado um dos melhores do mundo, prepara-se para abandonar as tradicionais disciplinas, optando por recorrer a grandes temas e não a dicsciplinas específicas. E dá como exemplo o que se piode ensinar sob o tema União Europeia - línguas, história, geografia, etc.

"Ensinando os alunos a relacionar os conceitos e as teorias com a realidade, pretende-se evitar que a célebre pergunta "mas afinal, para que é que isto serve?" (http://visao.sapo.pt/finlandia-prepara-se-para-acabar-com-disciplinas-nas-escolas=f814495#ixzz3VObLXAGN)

E vocês, também consideram que existem disciplinas supérfluas, ou nem por isso?

 

A dança é uma arte ou um desporto?

 

É sabido que a dança é uma forma de expressão artística através do corpo, mas também é verdade que determinadas danças são tão eficazes como uma aula de educação física. O corpo movimenta-se, exercita-se, queima calorias...E, para quem gosta, dá mais prazer do que, por exemplo, fazer exercícios monótonos com máquinas ou andar a correr atrás de uma bola!

A questão surgiu ontem, ao ver a minha filha dançar em casa. Perguntei-me: por que é que nunca incluiram a dança nas aulas de educação física e desporto? E logo vem a resposta: porque não é um desporto! Mas surge a dúvida: será que não é mesmo?

Ainda que não seja, tem benefícios e objectivos muitas vezes semelhantes. Em termos de exercício, não vejo como é que, por exemplo, num jogo de vólei, se podem queimar mais calorias que a dançar.

E mesmo que não a incluam nas actividades físico desportivas (que para mim faz mais sentido), podiam sempre colocá-la como disciplina opcional. Há tantas outras que não interessam a ninguém. Pelo menos ensinavam um pouco de arte!

A (má) política dos exames

Estamos em épocas de exames, testes, provas e outras invenções que se lembraram de aplicar à educação ao longo dos anos.

Eu devo dizer que não gosto. Não sou a favor. Não acho justo. E não é por considerar que não devam ser feitos, mas por não concordar com o peso que lhes atribuem na avaliação final.

É certo que estes métodos de avaliação incluem matéria que, supostamente, foi dada ao longo do ano e, quem sabe durante o ano todo, também saberá no fim do ano.

Mas o ensino não é semelhante em todas as escolas. Até dentro da mesma escola, os professores podem ensinar de formas diferentes.

Por outro lado, sabemos que cada um de nós se deve habituar a lidar com a pressão, que pode aparecer em qualquer fase da nossa vida.

Mas também é sabido que, nestas ocasiões, o nervosismo, o stress e a pressão podem ter um efeito negativo. Por vezes, bloqueamos. Sabemos tudo, mas naquele momento parece que tudo se apaga.

E não é justo que um simples exame tenha o peso que tem, quando um aluno se esforçou durante meses a fio. Mais injusto é quererem aumentar ainda mais a percentagem, e o número de disciplinas sujeitas a exame.

Não acho bem...e tenho dito!

 

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