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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sobre o filme "Maléfica"

 

Já tinha ouvido falar deste filme mas nunca tive vontade de o ver. A única ideia que eu tinha era a de que a Angelina Jolie fazia de má, e que era uma espécie de história da cinderela ou algo do género.

Ontem estava a dar no canal TV Cine, e a minha filha e o meu marido quiseram ver. Como estava na sala, acabei por vê-lo com eles.

Descobri que tinham uma ideia errada da personagem interpretada pela Angelina e que, apesar no nome - Maléfica - ela era tudo menos má, ao contrário de Stefan, por quem ela se apaixonou! Esse sim, era maléfico, interesseiro, egoísta, mentiroso e traiçoeiro.

O filme conta a história de como tudo começou, antes do nascimento de Aurora - a bela adormecida, e do que levou a fada, supostamente, má a amaldiçoá-la.

Mais uma vez, o filme surpreendeu-me pela positiva ao encarar o conceito de "amor verdadeiro" de forma diferente, à semelhança do que tinha acontecido no Frozen.

Recomendo a todos que vejam este filme, sozinhos ou em família, porque vão gostar!

 

As "Violettas" deste mundo

 Y vuelvo a despertar En mi mundo Siendo lo que soy...

 

Gosto de ver a série, gosto da maior parte das músicas, e vibrei com o concerto no Meo Arena.

E tudo isto, graças à minha filha, que desde que a série começou, ficou fã, assim como milhares de crianças por esse mundo fora.

Sim, por vezes é necessário refrear um pouco a febre, pelo bem da minha carteira, da minha saude mental e do sucesso escolar dela! 

Mas é um facto que a Disney apostou forte, e transformou Violetta num verdadeiro caso de popularidade tal como o fez, outrora, com outros jovens, que se tornaram artistas de sucesso.

No entanto, na opinião da psicóloga Cristina Sá Carvalho, a influência destes fenómenos sobre as crianças não é muito saudável, dando como exemplo o fenómeno Hanna Montana que deu uma reviravolta na sua carreira e se transformou numa Miley Cyrus permanentemente envolvida em polémicas.

Defende Cristina Sá Carvalho que as crianças precisam de outro tipo de liderança, e de se identificarem com o pai e com a mãe, e não com as "Violettas" deste mundo, advertindo que “Um dia as Hannas Montanas transformam-se em Miley Cyrus”.

Eu não vejo as coisas por esse prisma.

Qual é o mal de as crianças se identificarem com os seus fãs, ainda que sejam imagens fabricadas, que podem não corresponder à realidade? 

Sempre assim foi! Só porque uma criança ou adolescente foi fã da Hanna Montana, não significa que agora vá andar por aí com a língua de fora e a mostrar o corpo. Só porque um rapaz é fã do Justin Bieber, não vai andar por aí a agir como ele. Não é por ter sido fã da Britney Spears vai cometer as mesmas loucuras que ela. 

Além disso, a influência pode ser positiva. E não tem necessariamente de interferir com o papel da família e dos progenitores. O facto de a minha filha gostar de cantar e dançar as músicas da Violetta, e entreter-se com isso, é benéfico. Faz uma coisa que gosta e ainda vai aprendendo espanhol! E na série também vai observando alguns princípios que já conhece e que aprendeu com os pais, mas que não lhe fazem mal nenhum ver, como o valor da amizade, a confiança, o quão errado é mentir ou esconder coisas dos pais e amigos, etc.

Por essa lógica, as crianças nunca deveriam acreditar no Pai Natal, porque um dia se transformará no nosso avô, nem na Fada dos Dentes, que um dia se transformará na nossa mãe, nem em nenhum outro artista ou personagem mundialmente famoso que, por um motivo ou outro, se transformou noutra pessoa!

E também é certo que, muitas vezes, é preferível identificarem-se mais com determinadas personagens, do que com certas mães e certos pais que conhecemos, e que nem assim merecem ser chamados. 

Goste-se ou não, estes fenómenos vão continuar a existir, e todos nós, crianças ou adultos, em algum momento da nossa vida, nos poderemos sentir identificados com as personagens que eles criam.

Por isso, que venham as "Violettas" deste mundo, porque chegará o dia em que as nossas crianças crescerão, e serão elas próprias, independentemente das modas que lhes impuserem! 

 

O "fenómeno" Violetta!

 

No outro dia, fui à papelaria comprar a revista das Winx para a minha filha, e a senhora que me atendeu perguntou-me se eu não queria levar também a revista da Violetta. Disse-lhe que não. Não fazia a mínima ideia de quem era. Mas, segundo a dita senhora, era o que estava agora na moda.

Uns dias mais tarde, ouço a minha filha falar da Violetta. Associei, então, uma coisa à outra!

Daí em diante, nunca mais ouvi falar de outra coisa. O tempo livre da minha filha é passado a ver a série da Violetta, a ouvir as músicas da Violetta, a falar das personagens da Violetta. Nas papelarias, já se vê imenso merchandising da Violetta. Na escola, passam o cd da Violetta e conversa-se sobre isso.

Parece que o mundo à minha volta se rendeu e está viciado na Violetta. A minha filha também!

O que pode ser pior que isso? Pior que isso, é que eu própria fui atingida pelo vírus Violetta! E é ver-me ficar parada a ver uns bocadinhos dos episódios, e cantar com a minha filha em espanhol!

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