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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"Aguentar o barco"

 

Estes últimos dias não têm sido fáceis.

Era imprescindível que houvesse uma pessoa calma, ponderada, tranquilizadora, compreensiva, forte e eficaz, perante a situação em que os que me são próximos se encontram. Alguém para aguentar o barco e levá-lo a bom porto. Fui eu a escolhida!

Afinal, de nada serviria encarar os factos com histerismo, nervos ou tristeza. 

A minha filha precisava de mim para a acalmar enquanto vomitava sem parar, com dores, e enquanto lhe tentava dar banho com várias interrupções a que a diarreia obrigava, às 4 horas da manhã.

A Tica precisa que sejamos compreensivos com ela, pois está doente, e isso leva-a a urinar em tudo o que é sítio, menos na liteira. E leva-a também a vomitar.

O meu marido precisa de apoio, porque perdeu novamente a carteira com todos os documentos, porque tem saudades da família, porque faleceu alguém que era para si muito importante, porque anda com dores de dentes, e porque precisa de atenção.

Sendo eu a única pessoa que não foi afectada por nada, cabe-me a mim, como mãe, dona e mulher, ajudar aqueles que amo a ultrapassar esta fase menos boa com força, tranquilidade e compreensão.

Mas a verdade é que também eu me começo a ressentir e a perder forças. Qualquer dia, sou eu que fico doente!

E nessa altura, quem irá impedir que o barco afunde?... 


A Tica está doente

 

Seguindo a tradição da família, também a Tica fez a sua estreia nas lides das infecções urinárias.

Passa o tempo todo na casa de banho apesar de não conseguir fazer mais que umas pinguinhas, anda murchita e sem apetite.

Amanhã vai ao veterinário para ser vista e, a confirmar-se o diagnóstico, começar o tratamento.

Hiperactividade ou falta de educação?

 

"Se os pais de crianças sem hiperatividade se empenhassem da mesma forma que os pais de crianças hiperactivas na educação dos seus filhos, todos eles seriam uns génios, super bem educados e extremamente organizados."

 

Li no outro dia um artigo do Expresso que falava exactamente sobre esta questão.

A mim, a hiperactividade nas crianças faz lembrar um pouco o stress e a depressão nos adultos. A partir do momento em que foram descobertas estas patologias, começaram a servir de desculpa para tudo.

Hoje em dia, não há ninguém que não sofra de stress. E conhecemos, de certeza, diversas pessoas que se queixam de depressão, que tomam medicamentos para tentar resolver os seus problemas, que recorrem a psicólogos ou psiquiatras.

Da mesma forma, é comum considerar crianças mais irrequietas e com comportamentos inadequados como hiperactivas. Isso explica muita coisa e retira qualquer culpa que, eventualmente, pudesse recair sobre quem lhes dá educação.

Não quero com isto dizer que as doenças não existam, porque existem, são reais, e devem ser tratadas.

Mas não se deve fazer disso uma moda! E muito menos utilizar esse argumento para justificar a falta de educação de algumas crianças. 

Preocupações de mãe

 

Tal como já estávamos a prever, a minha filha está mesmo com uma infecção urinária. A sua primeira e, espero, a última!

Todas as mães ficam apreensivas quando os seus filhos estão doentes, e eu não sou excepção. Sobretudo, quando lhe aparece tudo de seguida. E principalmente quando uma coisa influencia a outra.

Sempre que ela tiver uma infecção, inflamação, constipação ou algo que mexa com o sistema imunitário, é normal a púrpura voltar a surgir. E foi o que aconteceu. As pintinhas começaram já a marcar presença. E sendo a principal preocupação em relação à púrpura, a longo prazo, com os rins, espero que uma infecção urinária não venha a influenciar negativamente esse quadro.

Mas o que me deixa ainda triste, como mãe, é ver a minha filha condicionada e limitada nas brincadeiras com as colegas, e farta de estar doente. 

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