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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Manter o equilíbrio

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Poderá uma pessoa, que sempre viveu a sua vida a desempenhar o mesmo papel ao longo dos anos, ter a oportunidade de mostrar as suas outras facetas? Ser-lhe-á, alguma vez, permitido trocar de papel?

Na sociedade, em geral, e no seio da família, em particular, cada membro tem um papel fundamental, e necessário para o equilíbrio.

É esse equilíbrio que mantém toda a estrutura de pé. 

Para que possa haver uma troca de papéis, mantendo o equilíbrio é necessário que, também os outros, o façam. 

Porque, na falta de um pilar que seja, nada resiste, tudo se desmorona.

 

Se existe alguém que leva tudo na brincadeira, tem que haver alguém que leve as coisas a sério.

Se há alguém que gasta, tem que haver alguém que poupe.

Se há alguém que se desmarca, tem que haver alguém que se responsabiliza.

 

E por aí fora...

 

E, quando são sempre os mesmos a desempenhar o mesmo papel durante toda a sua vida, torna-se difícil sair dele, e deixar que outros o assumam. Por outro lado, é algo que gostariam de fazer, para variar: estar, por algumas vezes, do lado de lá, e ver os outros a interpretar o nosso papel.

No entanto, sem uma troca recíproca, é "morte" certa, porque se todos segurarmos a estrutura do mesmo lado, é mais que certo que ela cairá do outro, sem qualquer suporte. E se, simplesmente, deixarmos de a segurar, ela cairá em cima de todos.

Quando as pedras começam a cair

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Ontem caiu uma pedra. Colocámo-la de novo no lugar. Hoje caem mais duas. Voltamos a devolvê-las ao sítio de onde cairam. E assim se vai vivendo, até que as pedras caídas começam a ser mais que as mãos que temos para as apanhar.

Se corremos a segurar uma, outras irão, inevitavelmente, cair. E se nos apressamos para segurar outras, caem as primeiras.

Quando damos por isso, começam a ficar algumas pedras cá em baixo, que não sabemos quando nem como conseguiremos repôr para manter o equilíbrio. Mas ainda pensamos nessa possibilidade, o que não é mau.

Pior é quando nos dizem: "não vale a pena tentares, nunca conseguirás colocar todas de volta no sítio". Ou, então, quando afirmam peremptoriamente, que o melhor é atirar com as restantes pedras, que ainda permanecem intactas, ao chão. Pior, é quando até dão um empurrãozinho numa ou outra, para cair mais depressa.

Aí, acaba-se toda a esperança, toda a força, toda a determinação. Deixemo-las cair então... 

 

 

A Hora do Lobo

 

O grande segredo que esconde a Natureza é o equilíbrio – a base da vida, e de tudo o que nos rodeia. Quando ele se perde, quando ele se quebra, quando ele destabiliza, tudo à nossa volta muda, nada será igual, e teremos que lidar com as consequências.  

 

 

 

 

Ali, os lobos, predadores, alimentavam-se das gazelas, suas presas. Esperavam o momento mais adequado, com calma, e atacavam, não lhes dando hipótese de fuga.

Dizia Chen Zhen, um jovem professor enviado para as estepes mongóis, tal como a maioria dos humanos - “os lobos são maus”.

Respondeu-lhe o Bilig, o líder da estepe “Não são os lobos que são maus, são as gazelas que o são. Porque comem toda a vegetação, não deixando alimento para as restantes espécies, e gastando os solos”.

Logo em seguida, ao ver uma gazela ainda viva, no meio de um cemitério de gazelas para ali atraídas pelos lobos (também chamado de frigorífico dos lobos), Bilig ordena que a deixem partir livremente.

E Chen Zhen, perante a afirmação anterior, volta a questionar: “se as gazelas são más, porque deixou esta partir?”.

“Porque os lobos caçaram demasiadas. Se ficarmos com tudo e não controlarmos as gazelas que sobram, depressa os lobos ficarão com fome, e virar-se-ão para as nossas ovelhas”, respondeu Bilig!

Lá está, embora nos pareça cruel a caça dos lobos às gazelas, faz tudo parte do equilíbrio que tem que ser mantido na Natureza.

 

 

 

Também deveríamos saber que, por mais que queiramos, não se deve contrariar a natureza. Por mais que tentemos, ela acabará sempre por fazer-se valer.

Isto vale, igualmente, para os animais que, muitas vezes, por curiosidade ou porque queremos fazer a diferença, teimamos em domesticar. Só estaremos a ir contra a ordem natural das coisas. E a destruir a alma, o orgulho e a dignidade desse animal.

O lobo é um predador por natureza, precisa de correr, de caçar, de lutar, de sobreviver, de ganhar uma luta. Se tudo lhe for dado de bandeja, se tudo for feito para o proteger, ele nunca será um verdadeiro lobo. Mas também nunca será um cão…

Chen Zhen, levado pelo fascínio pelos lobos, e contra todos, decide criar um lobo bebé como se fosse um cachorrinho. Mas este lobo, embora não tenha os instintos totalmente desenvolvidos, como se tivesse crescido livre, guarda-os consigo, e vai mostrá-los quando a oportunidade surge.

 

 

 

Outra das lições a tirar deste filme é que a natureza é como um boomerang. Cada vez que o lançarmos, podemos ter a certeza de que ele um dia irá voltar para as nossas mãos. O que trouxer, dependerá daquilo que pretendemos fazer quando o lançámos. Mas é bom que saibamos que, para cada acção que intentarmos contra a Natureza e o seu equilíbrio, seremos nós quem irá pagar por ela.

 

Por último, posso dizer-vos que este filme me fez sentir muitas emoções ao mesmo tempo, muito por culpa dos incríveis lobos.

Há gente que mata por matar, por prazer, por obrigação, por necessidade, por veneração…e o filme tem cenas mesmo muito chocantes e violentas. À excepção de Chen Zhen, Bilig e mais uma ou outra personagem, pode-se dizer que os animais são seres muito mais dignos que os humanos que aqui mostram. E continuamos a ter muito para aprender com eles!  

 

 

Sobre o filme:

Ano de 1967. A China é governada por Mao Tsé-tung (1893-1976), que implementou a Revolução Cultural e mudou radicalmente a vida do seu povo. Chen Zhen é um jovem estudante de Pequim que é enviado para uma zona rural da Mongólia para educar uma tribo de pastores nómadas. Ali vai descobrir uma ligação antiga entre os pastores, o seu gado e os lobos selvagens que vagueiam pelas estepes. Para os mongóis, o lobo é uma criatura quase mítica que é parte integrante da sua comunidade e os liga à natureza. Fascinado pela profunda ligação entre as alcateias e os seres humanos que ali habitam, o rapaz decide salvar uma cria e domesticá-la. Porém, quando o Governo cria uma nova lei que obriga a população a usar de todos os meios para eliminar os lobos da região, o equilíbrio entre a tribo e a terra onde vivem é ameaçado…
 
Com assinatura do realizador francês Jean-Jacques Annaud ("O Nome da Rosa", "Sete Anos no Tibete", "O Urso", "Dois Irmãos"), um drama de aventura que se baseia no "best-seller" semiautobiográfico com o mesmo nome escrito, em 2004, por Jiang Rong (pseudónimo de Lü Jiamin). Para o filme, Annaud, que já antes trabalhara com animais, adquiriu uma dúzia de crias de lobo amestradas durante vários anos por um treinador canadiano.

 

 

 

 

Os fins justificam mesmo os meios?

Christian Bale 

 

Hollywood nem sempre é o conto de fadas que imaginamos, e a vida dos actores nem sempre é fácil. Muitas vezes, é preciso mais que um cara bonita, um corpo em forma ou um enorme talento. Alguns actores, para interpretarem um determinado papel, vêem-se "obrigados" a passar por enormes transformações, acima de tudo, físicas.

E se há mudanças que em nada afectam a saúde dos actores, outras há que podem colocá-la em perigo.

 

Engordar/ Emagrecer excessivamente

Jared Leto - teve que engordar 30 kg para o seu papel como Mark Chapman - o fã que atirou e matou John Lennon - no filme "Capítulo 27", o que lhe provocou graves problemas de saúde, agravando o seu problema de gota, e provocando uma rápida subida do colestrol.

 

50 Cent - emagraceu 25 kg em 9 semanas, por causa do seu papel em "All Things Fall Apart", através de uma dieta líquida e um rigoroso regime de circulação.

 

Anne Hathaway - para o seu papel de Fantine, no filme "Os Miseráveis", perdeu cerca de 11 kg, sujeitando-se a uma dieta de fome que a obrigava a parar de comer durante 13 dias.

 

Mathew Mcconaughay - perdeu cerca de 20 kg para interpretar um doente com SIDA, no filme "O Clube de Dallas".

 

Christian Bale - engordou 28,5 kg para interpretar um vigarista em "Golpada Americana". Já para o filme "O Maquinista", teve que perder 28 kg, sobrevivendo com pouco mais que água, uma maçã e uma chávena de café por dia.  

 

Exercício em excesso

Jake Gyllenhaal teve que treinar durante sete dias por semana, como um um boxeador profissional, fazendo pelo menos 2.000 flexões por dia, push-ups, mergulhos e levantamento de peso cinco dias por semana, para o seu papel de lutador de boxe em "Southpaw".

 

Ora, se para qualquer pessoa comum é aconselhável uma dieta equilibrada, evitando as chamadas "dietas iô iô", e exercício físico com moderação, de forma a prevenir problemas de saúde e distúrbios alimentares, para os actores, não será diferente.

Então, porque será ainda necessário recorrer a estes métodos extremos, para se obter aquilo que se pretende? Ainda não existe tecnologia ou formas de caracterização dos actores, para tal? Ou será para que tudo se torne mais realista?

Serão os actores "obrigados" a estas transformações, sob pena de verem o seu papel entregue a outros, ou será uma decisão deles seguir adiante? 

E mesmo tomando essa decisão de forma ponderada e, penso eu, com acompanhamento médico, valerá mesmo a pena correr o risco?

Será que, por um excelente papel e, quem sabe, a promessa de um Óscar, vale tudo? E os fins, justificam mesmo os meios?  

 

 

 

 

Confiar, sim! Mas em quem?

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Todos sabemos que a confiança é a base de tudo. Um dos pilares que sustenta a nossa vida, as nossas relações, que torna possível e mais fácil a nossa convivência em sociedade.

Se nos tiram esse pilar, perdemos o equilíbrio, não temos onde nos apoiar e ficamos sem rumo, desnorteados, sem saber como construir um novo pilar e recuperar a base que nos sustenta.

Por isso, é importante confiar, sim! Mas em quem?

Como vamos confiar na nossa justiça, se a nossa justiça defende e solta criminosos, e acusa e prende inocentes?

Como vamos confiar no nosso governo e nos nossos políticos, se aqueles que criam as leis, os impostos e as obrigações, são os primeiros a não cumpri-las, a fugir, a fazer-se de desentendidos ou desconhecedores, a não serem punidos por isso?

Como vamos confiar na nossa polícia quando, muitas vezes, são os próprios polícias os criminosos? Como vamos confiar nos inspectores para desvendarem crimes quando são eles próprios cabecilhas de esquemas de rapto, extorsão e sabe-se lá mais o quê?

Como vamos confiar nas entidades patronais se "quando o barco afunda" são os primeiros a saltar fora e a nos deixar entregues aos tubarões?

Como confiar nos bancos e naqueles que os gerem, se até os bancos mais seguros caem, e as pessoas correm o risco de ficar sem o seu dinheiro?

Como acreditar na seriedade das pessoas, se cada vez mais percebemos que muitas delas são corruptas?

Como vamos confiar nos amigos se, à primeira oportunidade, nos atraiçoam?

E poderia dar muitos mais exemplos.

Há quem diga que não podemos julgar o todo pela parte. É verdade. Mas não me venham dizer essas transgressões, em que apenas uma minoria envolvida em polémica, não afectam a credibilidade da restante parte.

É certo que não podemos viver eternamente com desconfiança. Mas parece-me que é assim que a maioria de nós, portugueses (e provavelmente por esse mundo fora também), nos sentimos actualmente. Sem confiança naqueles que deveriam tê-la, e fazer por merecê-la. Porque já um dia confiámos, e pagámos bem caro por isso.

Será um trabalho árduo para todos recuperar essa confiança perdida, acabar com a "desesperança" que parece ter vindo para ficar. Neste momento, as pessoas quase só confiam em si próprias, e mesmo assim... 

 

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