Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

E agora, para que escola vai?

Resultado de imagem para ensino

 

A minha sobrinha vai, em Setembro, para o 10º ano.

Nos tempos do meu sobrinho, ele conseguiu vaga na escola aqui de Mafra que, para além de ser mais perto e acessível em termos de transportes, também era mais sossegada e com melhor ambiente para os alunos.

O meu irmão queria que a filha viesse para cá também. Só que, este ano, as vagas que há são para os alunos residentes em Mafra. Além disso, para o curso que ela escolheu, já estão preenchidas todas as vagas.

A entrar nesta escola, o que não é certo, terá que entrar num curso diferente daquele que quer, e só depois, se for possível, mudar para a sua escolha inicial, se houver desistências/ transferências.

Na área de residência dela, a escola está lotada, e não há vagas para mais alunos. Nem nas escolas dos arredores. A haver vagas, teria que ir para uma escola a cerca de 50 km de casa, e em zonas problemáticas, pautadas pela criminalidade.

Na situação dela, segundo consta, estão mais alunos que, neste momento, não se encontram inseridos em nenhuma turma, em nenhum curso específico, e com a sua vida escolar incerta, até que o governo decida que aqueles alunos têm que estudar seja onde for, e os coloquem onde bem entender.

Enquanto isso, é tempo perdido, e dinheiro gasto em livros para cursos provisórios.

Enquanto isso, outros alunos conseguiram, por meios menos lícitos, as desejadas vagas, levando a acreditar que mais vale enganar, para se conseguir o que quer, do que ser honesto, e levar uma nega.

 

É este o futuro do ensino em Portugal?

Petição contra o excesso de peso das mochilas

Resultado de imagem para mochilas pesadas

 

Um ator, uma jornalista e dois médicos lançaram uma petição para limitar o peso nas costas das crianças. Com 15 mil assinaturas até ao momento, eles querem chegar às 20 mil, de forma a obrigar o Parlamento a legislar sobre esta matéria - http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT84219.

 

Mas, onde reside exactamente o problema das mochilas com excesso de peso? Eu diria que reside em diversos factores, uns mais influenciadores que outros, mas que poderiam ser melhorados.

 

1º Factor - Os manuais escolares

Antigamente, para cada disciplina havia um manual escolar.

Hoje, para cada disciplina, existe um manual, um livro/caderno de actividades e, muitas vezes, um terceiro, que se utiliza menos, mas ainda assim necessário.

O que significa que, para uma disciplina, a criança terá que levar, no mínimo, 2/3 manuais e um caderno.

Só aqui, já o peso duplica ou triplica.

 


2º Factor - A distribuição das disciplinas

O facto de, em determinados períodos, colocarem duas ou mais disciplinas diferentes faz com que os alunos tenham que levar, para cada uma delas, todo o material necessário.

Ainda hoje, só para o período da manhã, a minha filha levou 3 livros para português, 2 livros para ciências, 2 livros para geografia, 3 cadernos, e os estojos na mochila. Se tivesse apenas 2 disciplinas, o peso reduzia. Ou seja, embora seja benéfico, por um lado, as crianças não serem massacradas por muito tempo com a mesma disciplina, por outro lado, ao diversificá-las, acabam por contribuir para o excesso de peso, já que para cada uma é preciso uma grande quantidade de material.

 

3º Factor - A distribuição das disciplinas por salas

Uma turma que tenha todas as suas aulas numa mesma sala, durante o período da manhã, ou da tarde, pode deixar as suas mochilas na sala de aula. Já se tiverem cada aula numa sala diferente, são obrigadas a carregar a mochila pesada de um lado para o outro.

 

4º Factor - A junção de outras disciplinas, juntamente com educação física

Isto obriga a que a criança, para além da mochila com peso a mais por conta dos manuais e restante material, ainda tenha que levar mais um saco de desporto ou outra mochila, para a disciplina de educação física. Isto a juntar também à lancheira que a maioria também leva.

 

5º Factor - A insuficiência de cacifos, a insegurança e as regras de algumas escolas quanto ao seu acesso

Na escola da minha filha, nem todos os alunos têm cacifo. 

Os que têm, embora estes sejam relativamente seguros, face a outras escolas, ainda assim correm o risco de ter algum azar. O cacifo que a minha filha tinha, do ano anterior, foi arrombado no início deste ano. Valeu-lhe o facto de não ter lá dentro nada que interessasse a quem o fez.

Por outro lado, a utilização dos cacifos não é prática aqui nesta escola. O facto de a escola não ter acessos pelo exterior, tendo que ser feito interiormente, levou a direcção a não permitir a permanência dos alunos no interior nos intervalos, obrigando-os, nos dias de bom tempo, a vir para o átrio ou outros espaços. 

Ora, é no interior que se localizam os cacifos. Se os alunos não podem aceder aos mesmos nos intervalos, só o poderão fazer depois de tocar para entrar, quando já deveriam estar a caminho da sala de aula. Isto leva-os a atrasos sem sentido, e acaba por desmotivá-los para o uso do cacifo, preferindo andar com a mochila de uma sala para a outra, e mantê-la consigo nos intervalos.

 

6º Factor - Os TPC's

Muitas vezes perguntam-me "mas ela tem que levar tudo isso para a escola?" ou "será que ela não pode deixar alguma coisa na escola?".

Sim, tem que levar, a não ser que os professores, antecipadamente, digam que não é necessário. E sim, tem que trazer de volta, porque há sempre trabalhos de casa diários para fazer, fichas que requerem consulta dos manuais, ou o caderno para escrever as respostas, testes para os quais tem que estudar.

Resolvido o problema dos cacifos, voltamos assim à velha questão dos trabalhos de casa que, para além de tudo o mais que já sabemos, contribui ainda para o excesso de peso nas mochilas das crianças.

 

7º Factor - Os horários repartidos

Crianças que tenham aulas no período da manhã e da tarde, e que almocem na escola, têm que levar, logo pela manhã, o material para todas as disciplinas do dia, o que significa que o material, já de si triplicado, irá novamente duplicar ou triplicar. Se os alunos tiverem aulas apenas num dos tempos, isso poderá ser evitado.

 

 

Agora imaginem juntar a tudo o que os alunos, por norma, levam para a escola, algum material extra que os professores peçam (calculadora, dicionário ou outros), e aqueles objetos que não dispensam como carteira, telemóvel, chaves, chapéu de chuva e por aí fora.

Mesmo que os alunos vão para a escola e voltem para casa de carro, ou transporte público, ainda assim têm que a carregar na escola.

E o mesmo para aquelas crianças, como é o caso da minha filha, em que sou eu que, quando posso, lhe levo a mochila, nos dias em que vamos a pé, chegando à escola cheia de dores nas costas.

Agora imaginemos uma criança que tenha que fazer o seu percurso a pé, de casa para a escola e vice-versa, com esse mesmo peso às costas.

Não faz qualquer sentido. Mas é o que mais se vê hoje em dia. Crianças que mal conseguem andar, que se vêem aflitas com tanta coisa para levar, que caminham quase curvadas, para contrabalançar o peso das costas.

 


Resultado de imagem para mochilas pesadas

 

As crianças saudáveis de hoje, serão adultos com graves problemas de coluna, e repercussões na saúde para toda a vida, se esta situação não se alterar. Há quem sugira determinado tipo de mochilas, para melhorar a postura, mas o problema não está na qualidade das mochilas. Começa muito antes de chegarmos a essa parte.

 

 

Quem por aí se queixa do mesmo?

 

 

 

 

Imagem APEE-AEAA

Distribuição de preservativos nas escolas

Resultado de imagem para preservativos nas escolas

 

A pergunta de ontem do Sapo era:

"Concorda com a distribuição de preservativos grátis nas escolas?"

 

E eu, com toda a sinceridade, respondi "não sei". Porque, de facto, não sei se isto será boa ou má ideia.

Até porque a questão principal não passa por aí, mas sim muito antes disso.

 

Concordo que deveria haver uma disciplina de educação para a sexualidade nas escolas. Inventam tantas disciplinas para preencher horário, que não fazem qualquer sentido, nem têm qualquer utilidade. Esta seria, sem dúvida, muito mais importante.

A verdade é que os jovens têm curiosidade em saber mais, e em experimentar mais, cada vez mais cedo.

No tempo dos meus pais, sexo só depois do casamento, e já na idade adulta. 

No meu tempo, isso era coisa em que começávamos a pensar aos 16/ 17 anos. Uma ou outra, inclusive, ficava grávida.

Hoje, vemos adolescentes de 14/15 anos a namorar. Namorar é uma maneira de dizer - andam aos beijos com um, ficam interessadas e falam com outros. Outras há que avançam mais, seja por vontade própria, seja por estarem iludidas com falsos amores e promessas vãs, seja para ser aceite, ou por se ver forçada.

Pior, vemos crianças de 11/12 anos, a quererem fazer e experimentar, o que estes adolescentes de que falei antes, precocemente, fazem.

Vemos crianças/ adolescentes a engravidarem cada vez mais cedo, a abortarem cada vez mais, a utilizarem de forma errada os métodos de contracepção disponíveis (ou a não utilizarem sequer), e a utilizarem a pílula abortiva como método recorrente de contracepção.

E, claro, no meio de tudo isto, a falta de protecção e possível transmissão de doenças sexuais.

 

Por isso, se me perguntarem se é urgente uma disciplina que os elucide, que os informe, que lhes explique os prós e os contras, que os aconselhe, que os previna, e que funcione como acréscimo ao trabalho dos pais nesse sentido, concordo. 

Agora, até que ponto distribuir preservativos de forma gratuita pelos estudantes - e aqui penso que a ser cumprido, deveriam também distribuir a pílula - não será uma forma de incentivo, de mascarar o verdadeiro problema, não sei.

Mas, entre o não fazer nada, e algo de pior acontecer por falta de medidas destas, e o poder evitar males maiores com elas, ainda que sejam insuficientes, acho que é preferível a primeira opção.

 

Imagem www.sabado.pt

Manuais escolares - uma renda adicional

 

Ainda há pouco terminou um ano escolar e já estão à venda os manuais escolares para o próximo ano lectivo.

Os preços são elevados e deixam qualquer família de olhos em bico, e revoltadas com o valor que terão que pagar, principalmente se tiverem mais que um filho a estudar.

É que, se os alunos do 1º ciclo tem os manuais escolares oferecidos, o mesmo não se pode dizer dos 2º e 3º ciclos.

E, mesmo assim, vêm logo não sei quantas críticas e pessoas que estão totalmente contra a oferta ou gratuitidade dos livros. Porquê?

Porque as editoras vão à falência, porque as livrarias vão fechar se não puderem contar com o dinheiro dos livros, porque não sei quantas pessoas vão ficar desempregadas!

Sim, porque todos sabemos que a venda de manuais escolares é um grande negócio que interessa a muito boa gente não perder! Sobretudo, quando todos os anos saem manuais novos, que impedem a reutilização dos anteriores pelos novos alunos.

 

O ensino deveria ser, como está previsto, gratuito para todos, e isso deveria incluir os manuais escolares, ou alternativas.

Também estive a ver os livros que vou ter que comprar para a minha filha, e passam dos 300 euros! Não se admite! Se juntarmos a isto o material escolar, e tudo aquilo que os professores vão pedindo ao longo do ano, quem vai à falência, ainda antes das editoras e livrarias, são os pais.

Mas, para o governo e para aqueles que têm interesses, isso é um mal menor.

À Conversa com Eva Carvalho - Universidade dos Valores de Mafra

 

O Instituto Luso-Ilírio para o Desenvolvimento Humano (ILIDH) iniciou, em 2011, as obras de requalificação do Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima, localizado na zona de património protegido da Igreja de Santo André, e respetivos jardins, com vista à construção da Universidade dos Valores.

Para quem ainda não ouviu falar desta Universidade, pode ficar agora a conhecê-la um pouco mais.

 

 

 

 

 

Em que consiste a Universidade dos Valores?

A Universidade dos Valores recorre ao sentido original da palavra “Universidade” e utiliza instrumentos que se sustentam em valores universais e em aprendizagens que procuram expandir a Sabedoria Universal, pois acreditamos que é pelo respeito, e não pela negligência, dos valores universais que seremos capazes de encontrar soluções para os problemas complexos que afetam as sociedades de hoje.

Trata-se de um projeto multidisciplinar composto por espaços que integram várias atividades e que exploram de formas diversa os valores universais, procurando desenvolver competências que nos ajudam a encontrar respostas para questões relacionadas com a nossa origem, o nosso património coletivo e o nosso papel na sociedade, recorrendo a diferentes métodos, práticas e tecnologias.

 

A quem se destina a Universidade dos Valores?

É um projeto que acolhe todo o tipo de público, nacional e estrangeiro, de todas as idades, embora com acesso mais limitado para as crianças com idade inferior a 6 anos.

 

12523151_1145002538863758_3658718711341288555_n.jp

 

Porquê a escolha do Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima para a construção desta Universidade?

O concelho de Mafra foi o primeiro a aderir o programa LED on Values, um Programa de Literacia Social, que integra recursos pedagógicos interdisciplinares para diferentes faixas etárias, em diversos temas em torno dos valores, da ética e da cidadania, assim como manuais, livros, brochuras, jogos interativos, entre outros materiais didáticos. Desde o lançamento deste programa, diversas ações de sensibilização e oficinas de formação sobre valores, ética e literacia social foram desenvolvidas, nas quais já participaram mais de 4.000 agentes educativos e desportivos, abrangendo cerca de 700 escolas em todo o país, estimando-se que tenham participado diretamente nestas ações, no terreno, em escolas, clubes e comunidades diversas, mais de 50 mil crianças e jovens.

O desenvolvimento do Programa LED deu origem à Universidade dos Valores. Quando criámos uma ideia mais robusta sobre este projeto começámos a procurar um espaço que cumprisse um conjunto de requisitos de âmbito urbanístico, cultural, educativo e ambiental, que refletisse a ambição da Universidade e se pudesse revelar ao mundo. Na altura estávamos a trabalhar intensamente em Mafra, e foi numa reunião com os responsáveis da Câmara que tomámos conhecimento do Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima, um edifício com mais de mil anos de história, deixado ao abandono durante décadas e em risco de colapso total, como a maior parte da população de Mafra sabe. Foi neste espaço que decidimos instalar a Universidade dos Valores, que tivemos de recuperar e reabilitar ao longo dos últimos 5 anos, onde procuramos incorporar o conceito de património num duplo sentido – material e imaterial. Por um lado, através da reabilitação de um edifício com imensa história, que já foi castelo mouro, paço medieval e palácio senhorial, dando uma nova função relevante a um património material caído no esquecimento e, por outro, e ainda mais importante, através da promoção dos valores universais, que os consideramos o património imaterial da humanidade.

 

1526982_707942752569741_1293633545_n.jpg

 

O que é que os possíveis visitantes podem encontrar neste espaço? Que ofertas têm para o público, a nível de exposições ou atividades?

A Universidade dos Valores é composta por diversos espaços, entre os quais, o Museu dos Valores Universais, um espaço expositivo inovador de “ciência viva” que combina cultura, educação, tecnologia, I&D e entretenimento. Estas atividades podem decorrem também no seu jardim, o Jardim dos Valores Universais, um espaço outdoor do Museu.

Um outro espaço que consideramos particularmente interessante para a população do concelho de Mafra é o Centro Interpretativo que aborda os aspetos culturais, históricos e arqueológicos do Palácio, de um património construído sobre as fundações do Castelo Gótico Romano e que está na origem da Vila de Mafra. Aproveitamos este espaço para também situar a Universidade dos Valores no contexto histórico de Mafra, através da reflexão sobre os Valores Universais enquanto instrumentos de Sabedoria Universal – objetivo último da construção do Palácio Nacional no século XVIII.

A Sala dos Oceanos é um espaço polivalente que para além de disponibilizar ao público um auditório, sala de formação, seminários e conferências, integra a exposição permanente “Diversidade dos Oceanos”, composta por uma coleção de conchas recolhidas de todo o mundo, enquanto metáfora da unidade na diversidade, através do elemento unificador representado pela água dos oceanos que banham todos os continentes e culturas, assim como, a beleza na diversidade, representando a diversidade humana.

 

 

Que outro tipo de eventos pode ainda acolher a Universidade de Valores no seu espaço?

Conferências, seminários ou workshops, atividades de formação e sensibilização, retiros, concertos, entre outras atividades de convívio podem também ter lugar na Universidade dos Valores.

 

A Universidade dos Valores tem atividades específicas para estudantes, ou colaboração com escolas, sejam do concelho ou de outros pontos do país?

As atividades que foram desenvolvidas nos diversos espaços da Universidade dos Valores, destacando o Museu dos Valores Universais, foram pensadas para serem usufruídas por parte de toda a população, mas com maior incidência, sem dúvida, para os estudantes. Sendo que apenas conseguimos abrir este espaço ao público já no meio deste ano letivo e sabemos que, por norma, o planeamento das atividades letivas começa no início do ano letivo, estamos a trabalhar no sentido de dar a conhecer e divulgar este projeto a nível nacional, para que as escolas possam integrar uma visita de estudo à Universidade no seu plano curricular do próximo ano letivo.

De qualquer forma, para além da visita das escolas, estas podem também ser realizadas de forma individual, em grupo ou em família.

 

A Universidade dos Valores privilegia e aposta no contacto com a natureza. Que espaços têm à disposição dos visitantes para proporcionar esse contacto e experiência?

A Natureza é “aquela” que mais valor tem para nós pois é ela a forma mais perfeita onde os valores universais podem ser testemunhados, é a fonte do amor, da nossa expressão, da inspiração e da criatividade e é através da relação que estabelecemos com ela somos capazes de perceber quem somos, de onde viemos e onde queremos chegar.

É neste sentido que foi pensado e criado o Jardim dos Valores Universais, um espaço de reflexão e contemplação com percursos que fazem a ligação entre o Palácio e os seus antigos jardins, integrados atualmente no Parque Desportivo de Mafra, um espaço que guia as pessoas ao encontro dos Valores Universais, refletidos nesta Natureza através das paisagens que foram desenvolvidas para esse fim. Porque defendemos a “cura” pela Natureza, disponibilizamos também no jardim informações acerca das plantas que aqui se encontram, acerca da sua origem, curiosidades e das possíveis propriedades medicinais que elas nos oferecem.

 

 

 

 

Para aqueles visitantes que pretendam alojar-se na histórica vila de Mafra, a Universidade também funciona como pousada? Já receberam alguns visitantes tenham usufruído da sua estadia na Universidade?

Situado num espaço cheio de história e com as comodidades da atualidade, a Pousada de Mafra pode ser uma solução muito agradável. Os quartos são todos diferentes e com capacidades diversas, desde de quartos individuais, duplos, familiares e camaratas.

A Pousada já está aberta ao público desde o dia da inauguração, 8 de Janeiro de 2016.

Para servir de apoio à Pousada pensámos num espaço de bar/restaurante que pretende refletir os valores universais através da gastronomia e que chamamos “Sabores Universais”. Estamos ainda a receber propostas de parceria para a exploração deste espaço…

Ambas estas estruturas, a Pousada e os Sabores Universais, foram pensados como estruturas de apoio, cujo objetivo é garantir a sustentabilidade de todo este esforço financeiro, científico e tecnológico da Universidade.

Temos recebido vários visitantes, vindos de outros concelhos e também estrangeiros.

 

O que podemos encontrar no Museu dos Valores Universais?

No Museu, o visitante pode realizar diversas atividades digitais e analógicas, que procuram desenvolver a atenção, concentração, relaxamento, autorreflexão, promover a criatividade, desenvolver o espirito crítico e procurar a mudança através de soluções que começam numa escala local. Para além de jogos interativos 2D e 3D com tecnologias de ponta, no museu o visitante pode visualizar diversos documentários que abordam valores em diferentes contextos e esferas da vida, assim como pode visualizar biografias de alguns dos sábios de humanidade que têm trazido grandes contributos para a sabedoria universal.

 

Quem são, por norma, os visitantes da Universidade dos Valores - turistas de outros países, oriundos de outras regiões do país, ou residentes do concelho?

Até ao momento, e no que diz respeito à visita nos espaços expositivos, a maioria dos nossos visitantes são residentes do concelho de Mafra, embora temos tido também pessoas, grupos e alunos de outros concelhos, assim como, estrangeiros. Temos também agendados programas de formação com professores e jovens de vários países europeus, que aqui vêm fazer cursos de curta duração.

Em relação à Pousada, conforme referi, a maior parte vem de outras regiões do país ou do estrangeiro.

 

Sentem que a Universidade dos Valores será ainda desconhecida do público em geral, e que é importante haver uma maior divulgação do vosso espaço e atividades por vós desenvolvidas?

Sem qualquer dúvida! Inaugurámos o espaço há pouco tempo e estamos a trabalhar para fazer chegar este projeto ao maior número de pessoas, não só a nível nacional, como também a nível Europeu e também mundial. A Universidade dos Valores não conseguiria revelar-se ao mundo, sem ser através das pessoas, pois são elas que dão sentido a este espaço que foi pensado para toda a comunidade.

Todas as pessoas estão convidadas para se juntar a esta iniciativa, que procura distanciar-se de uma visão materialista de vida, abrindo espaço para uma vivência harmoniosa, em comunhão com a Natureza e com todas as outras pessoas, sendo que será apenas pela entreajuda que podemos atingir o nosso bem maior, alcançar a felicidade.

 

Muito obrigada!

 

Para mais informações podem consultar:

http://www.universidadevalores.org/

https://www.facebook.com/PalacioMarquesesMafra/

  • Blogs Portugal

  • BP