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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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À Conversa com Sérgio Alves - especial The Voice Portugal

Foto de Sérgio Lourosa Alves.

 

 

O convidado que vos trago hoje é cantor, professor de história e ginasta!

E terá sido assim, com alguma ginástica para se desdobrar entre as aulas, os ensaios e as galas, que conseguiu fazer um pouco de história na sua vida e chegar à semifinal do The Voice Portugal, mostrando não só o cantor, como a pessoa que é.

Deixo-vos com a entrevista ao Sérgio Alves!

 

 

 

 

Para quem não te conhece, quem é o Sérgio?

O Sérgio é um rapaz lutador, “workaholic” assumido, (ainda assim) muito presente perante os seus amigos e família, positivo, empreendedor, criativo e benevolente com o próximo.

 

 

A música entrou na tua vida muito cedo. Em que momento é que te apercebeste da tua paixão pela música?

A minha paixão pela música começou muito cedo, a ver os diversos Festivais da Canção e a imitar as músicas. Uma das canções vencedoras marcou-me, a “Lusitana Paixão” da Dulce Pontes. Estava sempre a cantar esta música e os meus pais conseguiram que conhecesse a Dulce e que cantasse para ela. Nesse momento, perante o conselho da Dulce para que continuasse a cantar, os meus pais tiveram a certeza que a música seria parte da minha vida.

 

 

E a ginástica acrobática, como é que surgiu na tua vida?

Também muito cedo comecei a praticar ginástica, em primeira instância trampolins, depois tumbling e, por fim, acrobática. Praticando, até aos dias de hoje, ginástica mista, que junta estas três modalidades da ginástica.

 

 

És professor de História e de História de Arte no colégio S. Peters School em Palmela. Consideras que a História é uma disciplina que ainda conquista muitos alunos, ou só um grupo muito específico mostra interesse?

É uma disciplina que se adora ou se odeia, e é das disciplinas que mais depende da postura de um professor. Para se passar o gosto pela História há que colocar os alunos a viver essa História, ou seja, ainda que seja no passado, tentar transmitir que tudo o que é passado tem repercussão no presente, e trará perspetivas válidas para o futuro.

 

 

Para além do ensino, a que outras atividades te dedicas atualmente?

Além do ensino sou cantor. Fazendo alguns espetáculos ao nível empresarial e em eventos. Com o ensino, a ginástica, os amigos e a família, não me resta muito mais tempo, mas a música nunca deixa de existir na minha vida.

 

 

Foto de Sérgio Lourosa Alves.

 

O que te levou a concorrer ao The Voice Portugal?

Concorri ao The Voice Portugal porque há 7 anos que não fazia nada na música com visibilidade ao nível nacional. E com 30 anos decidi que era tempo de tentar relançar a minha carreira a solo, mostrar efetivamente do que sou capaz de fazer na música.

 

 

 

Foto de Sérgio Lourosa Alves.

 

Algo que os mentores têm mencionado, é a tua evolução ao longo das várias etapas do programa. Também notas essa evolução?

Penso que tenho evoluído ao longo do programa porque na minha prova cega estava extramente nervoso, pois estava a colocar muita coisa em risco, tanto a minha carreira musical como a minha carreira académica, ou seja, não queria fazer má figura e queria virar alguma cadeira.

Acabou por somente virar a Áurea, e o facto de ser um concorrente que somente tinha virado uma cadeira tornava-me mais fraco em relação aos outros. Aliás, na equipa da Áurea, era dos poucos que somente tinha virado uma cadeira.

Depois nas batalhas, calhou-me um dos duelos que ninguém queria fazer, cantar contra um trio, três vozes maravilhosas e que já tinha mostrado o extraordinário que são, os Edna. Contudo, com um grande trabalho entre os quatro, conseguimos fazer um grande momento de música e televisão. Aí penso que os mentores viram que poderia fazer mais do que tinha mostrado na prova cega, tendo sido rebuscado pelo Mickael Carreira.

Assim, sendo um mero rebuscado, numa equipa também muito forte, parecia estar em desvantagem, mas mostrei tudo o que tinha e passei os Tira-Teimas e cheguei às Galas. O meu principal objetivo. Na minha primeira gala ter sido o mais votado pelo público, deu-me a certeza que estava a fazer as escolhas certas e a mostrar verdadeiramente o meu valor. E na gala seguinte ter sido salvo pelo Mickael foi uma honra imensa, cumprir um sonho e chegar a semifinalista. Para mim uma grande vitória.

 

 

Na terceira gala, tiveste a participação dos teus alunos, que te tinham visitado antes no ensaio, no palco contigo. Como te sentiste por tê-los ao teu lado naquele momento?

Em todas as minhas atuações fui muito pessoal, muito sentido e intenso, mostrando aquilo que sou, sem capas nem máscaras. Por isso ter dedicado o “Don’t Stop Believin” aos meus alunos e ter alguns deles ali em palco comigo, após a grande surpresa que me fizeram no ensaios, era sentir-me tão realizado e tão feliz, que, naquele momento, já tinha ganho o concurso.

 

 

Como é a tua relação com os teus alunos? Consideras que eles são alguns dos teus maiores apoiantes e fãs?

Tenho uma relação próxima com os meus alunos, pois além de ser professor de História ou História de Arte, tentando passar-lhes esses ensinamentos, tento também transmitir-lhe conselhos práticos de vida, para que se tornem melhores pessoas e melhores cidadãos neste mundo. Sei que me apoiam e são meus fãs porque sabem o quanto a música me realiza como pessoa e como é possível conciliar uma carreira artística e um percurso académico.

 

 

 

Foto de Sérgio Lourosa Alves.

 

Partindo do tema que escolheste para a terceira gala, “Don’t Stop Believin’”, seria esse o conselho que deixarias a todos aqueles que estão agora a dar os primeiros passos no mundo da música ou que estão, de uma forma geral, a tentar concretizar os seus sonhos?

“Don’t Stop Believin’” foi verdadeiramente a mensagem que quis transmitir a todas as pessoas, sejam aquelas que perseguem o sonho pela música ou outro, pois nunca deixei de acreditar, de trabalhar, de querer sempre mais e melhor, até que um dia as coisas acontecem e com a persistência em cumprir um sonho, este torna-se real.

 

 

O teu maior sonho é conciliar a vida académica com a vida artística. Quais são os teus objetivos, a nível musical, para este novo ano que aí vem?

Quero efetivamente conciliar a vida académica como professor e a vida artística como professor. Por isso, na música gostaria imenso de participar no Festival da Canção, pois é um sonho desde criança, continuar a trabalhar na música em eventos ou musicais como tenho feito, e quem sabe gravar e lançar um projeto música meu, que seja novo e diferente no panorama musical português.

 

Muito obrigada, Sérgio!

 

Muito obrigado!

 

À Conversa com Alexandra Moita - especial The Voice Portugal

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À semelhança da última edição do The Voice Portugal, também este ano convidei alguns concorrentes para participar nesta rubrica.

A convidada de hoje é uma concorrente que, infelizmente, abandonou no passado domingo a competição.

No entanto, ela está bem focada nos seus objectivos, e a música é o caminho a seguir!

Deixo-vos com a Alexandra Moita!

 

 

 

 

Quem é a Alexandra?

Sou uma pessoa diversificada, uma caixinha de surpresas! Posso dizer que sou confusa, impaciente, por vezes fria mas humilde, simpática e que adoro estar e conviver com as pessoas. Sou muito extrovertida e risonha! Sou alguém que sonha desde pequena com a música, e sou muito feliz com aquilo que faço e com as pessoas que tenho à minha volta! Agradeço tudo aquilo que a minha familia me proporcionou!

 

Quando e como surgiu a tua paixão pela música?

Desde que nasci fui encaminhada aos poucos para este lado musical. A minha família, como estava (e está) relacionada e empregada nesta área, fez com que houvesse alguma influência, mas sempre de forma muito natural e nunca contra a minha vontade. A música encaixou-se na minha vida na perfeição!

 

De que forma é que os teus pais, também ligados à área, te influenciaram nesse gosto pela música?

Como referi, os meus pais (e a minha tia) influenciaram-me neste gosto pela música uma vez que estavam relacionados com este ramo. Quando era mais nova, ía para os ensaios da Banda Filarmónica "Os Amarelos", onde a minha tia era Maestrina e os meus pais instrumentistas, e começava a ouvir e a cantar aos poucos as melodias que ouvia, para além de adormecer a ouvir música clássica!

 

 

 

 

 

Tocas trompete há 7 anos, e viola há 3. Ainda há mais algum instrumento que gostasses de aprender a tocar?

De momento, não tenho interesse em aprender mais algum instrumento. O que eu quero neste momento, para além de querer tirar o curso de canto lírico, é continuar os estudos no trompete!

 

O teu maior sonho é ser profissional da música. Pretendes dedicar-te a tempo inteiro à concretização deste sonho, ou tens algum “plano B”?

Nunca pensei em "Planos B", mesmo que por vezes seja mais seguro. Música é a única coisa que quero e não me vejo em mais nenhum outro curso!

 

Neste momento fazes parte de duas bandas “Imaginarium” e “Nostress”. No futuro vês-te mais numa banda, ou como artista a solo?

Na verdade, a Banda "Imaginarium" e "No Stress" são bandas das quais atualmente já não faço parte, mas foram bons projetos que contribuiram bastante para o meu papel como vocalista e onde aprendi muitas coisas, não só relacionadas com a música. Faço parte do projeto "Um Dia À Calma", e no futuro vejo-me mais numa banda do que como artista a solo, pois acho que é uma dinâmica diferente e sinto-me melhor e mais confiante.

 

O que te levou a concorrer ao The Voice Portugal?

Nada me levou a concorrer ao The Voice Portugal, pois a minha mãe inscreveu-me e mais tarde é que me revelou! 

 

Qual a fase do concurso que consideras mais difícil ou injusta?

Sinceramente, não acho nenhuma fase do concurso mais ou menos injusta. Considero apenas que a fase mais difícil, para além das batalhas, sejam os tira-teimas, pois é aquela que nos pode (ou não) levar à próxima fase: galas!

 

 

 

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Começaste o programa na equipa da Marisa. Entretanto, passaste para a equipa do Anselmo. Como é trabalhar com estes dois profissionais?

É bastante bom trabalhar com estes dois profissionais. Depois da batalha, fiquei um bocado embaixo por já não fazer parte da equipa da Marisa, tanto por ela ser uma pessoa bastante honesta e divertida, mas também por causa dos concorrentes desta mesma equipa. Quando passei para a equipa do Anselmo senti-me imensamente bem-vinda (tal como a Joana - ex membro da equipa Marisa), as pessoas tal como o mentor são fantásticas!

 

 

 

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A tua batalha com o Miguel foi considerado um dos momentos altos do programa, mais parecendo um dueto. Se pudesses escolher um(a) dos(as) teus(uas) colegas do The Voice para cantar em dueto, quem gostarias de convidar?

Fiquei satisfeita com a escolha da Marisa pois acho que funcionou bem. Apesar de nunca ter pensado nessa questão, gostaria de cantar com o David ou com a Joana!

 

 Que feedback tens recebido do público relativamente à tua participação e talento musical?

Até agora sinto que as pessoas têm estado a gostar do meu trabalho tanto no programa como fora, e é a esse bom trabalho que quero dar continuidade, procurando sempre melhor dia após dia!

 

Que objetivos gostarias de ver concretizados num futuro próximo?

Num futuro próximo, como já referi, quero licenciar-me em trompete e canto lírico e continuar com os meus projetos!

 

Muito obrigada, Alexandra! E votos de muito sucesso!

 

 

Imagens media.rtp.pt

À Conversa com Sérgio Martins - Especial The Voice Portugal

 

O Sérgio Sousa Martins vive no Porto, de onde é natural, e tem 37 anos, vinte dos quais dedicados à música.

Conhecemo-lo no programa The Voice Portugal, onde nos surpreendeu ao participar com um género musical totalmente diferente e pouco visto em programas musicais, mas que, ainda assim, lhe garantiu a presença na gala final e um honroso terceiro lugar.

 

 

 

Pessoalmente, não sou muito apreciadora de canto lírico mas reconheço a qualidade vocal do Sérgio, e a versatilidade que demonstrou ao interpretar alguns temas noutros estilos musicais. Porque essa é uma qualidade que está presente em grandes vozes e em bons cantores. Por isso mesmo, merecia ter disputado a duelo final com a Deolinda.

Sérgio Martins fez da música a sua profissão, sendo actualmente, para além de tenor e maestro, também professor. E um professor muito acarinhado tanto pelos seus alunos como pelos respectivos pais.

Tem também uma vasta experiência e formação musical, iniciada na sua infância.

 

 

 

Com diversas actuações no seu currículo, tanto como coralista como solista, em salas como o Teatro de São Carlos ou o Coliseu do Porto, o Sérgio participou também em alguns concursos e programas musicais da televisão portuguesa.

É ele o meu convidado de hoje desta rubrica especial “À Conversa com…”, dedicada aos concorrentes do The Voice Portugal, a quem desde já agradeço por ter aceitado o meu convite!

 

 

 

 

Sérgio, há mais de duas décadas que te dedicas quase exclusivamente à música. Como é que nasceu essa paixão?

A paixão pela música nasceu quando era muito pequeno, por causa de influência familiar. O meu pai tinha tocado saxofone soprano na antiga Banda de Castro Daire, de onde é natural, e a minha mãe tinha um talento natural para o fado, sendo dotada de uma belíssima voz de mezzo-soprano. Na vida da minha mãe cruzaram fadistas de renome como a Maria da Fé e a Lenita Gentil, e com pena minha, a minha mãe não seguiu uma carreira no fado! Logo, tanto eu como os meus irmãos crescemos num ambiente em que a música aparecia quase espontaneamente. Daí até começar as aulas de piano com 7 anos, e entrar no primeiro coro onde cantei, tudo aconteceu de forma muito gradual, bem construída, pois o talento para as artes performativas foi

sempre evidente. E a paixão foi crescendo cada vez mais e mais, até enveredar de forma mais profissional na música.

 

Porquê o canto lírico? É um género com que te identificavas, ou houve alguma outra razão para enveredares por este caminho?

Quando tinha 17 anos e concorri ao “Chuva de Estrelas” na SIC, eu queria gravar discos e ser juiz! Em casa, sempre ouvi todos os estilos musicais, desde a música tradicional à ópera. O canto lírico não era um estilo que eu procurava incessantemente, mas era um estilo que me emocionava desde pequeno. Aos 18 anos pisei o palco do Europarque na minha primeira ópera, onde cantei no coro. Era a “La Traviata” de Verdi. E acho que aí se deu o “click”, e eu percebi que era aquilo que queria fazer na minha vida! No entanto, quando tinha 16 anos, o meu pai disse-me que tinha o sonho que eu fosse um tenor conhecido!

 

Quem ou qual é a tua maior inspiração?

Aos 6 anos vi um concerto na RTP2, a preto e branco, da cantora Maria Callas. E nunca mais me esqueci daquela voz, daquela postura, daquela entrega, garra! Passados 31 anos lembro-me o quanto fiquei emocionado e embasbacado ao ouvir aquela voz incrível, aquela figura incrível. Acho que Maria Callas foi sempre uma verdadeira inspiração. E quando tinha 16 anos, os meus pais, no meu aniversário ofereceram-me um cd duplo da cantora, e quando ouvi a faixa 1 do primeiro cd, “Casta Diva”, de Bellini, não consegui segurar as lágrimas, e aquela voz incrível, aquela interpretação incrível relembrou-me o concerto que tinha visto na televisão com apenas 6 anos e nunca mais esqueci!

 

E as tuas maiores referências, a nível musical?

Pra além de Maria Callas, na ópera, o tenor Placido Domingo e o inevitável Luciano Pavarotti, o maior portento de sempre! No jazz, sou apaixonado por um “anjo” chamado Ella Fitzgerald, no soul por Aretha Franklin. Na música portuguesa as minhas referências passam pelos Madredeus, na sua formação original com Teresa Salgueiro, Jorge Palma, um dos melhores contadores de história que temos. Tenho muitas outras referências, mas estas são de facto as principais.

 

Sendo também professor de música, como é que os teus alunos viveram esta tua participação no concurso?

Os meus alunos são incríveis. Mobilizaram toda a gente para votar em mim, e apoiaram-me imenso, e alguns deles foram assistir aos programas. Sou grato por ter

uma outra “família”, e ela é constituída pelos meus queridos alunos. Foram uns entusiastas e agradeço a cada um deles todas as palavras de força e carinho que me deram! De coração!

 

Grande parte de nós ficou a conhecer-te devido à tua recente participação no programa The Voice Portugal. Para além da eventual vitória que pudesses conquistar, qual era o teu principal objectivo?

Ao participar no The Voice, o objectivo mais imediato era virar uma cadeira na Prova Cega. Felizmente tive a honra de virar as quatro cadeiras e poder ficar com a fenomenal Marisa Liz. Mas o meu principal objectivo para além de uma eventual vitória, era sem dúvida chegar à final, e ser o finalista da Equipa Marisa. E consegui, naquela que considerei a equipa mais forte, diferente e espectacular de toda a competição, sem desprimor para as outras equipas e meus colegas. Se nos lembrarmos, dos 4 finalistas, 3 éramos originais da Equipa Marisa. A Patrícia, o Pedro e eu. Um outro objectivo que estava intrínseco na minha participação era o de passar a minha verdade, a verdade da minha arte, e poder abrir portas à ópera e mostrar que um cantor de ópera pode cantar de tudo. E acho que fui bem sucedido e que os portugueses compreenderam a minha mensagem.

 

Consideras que foi um risco apostar neste género musical para concorrer ao The Voice Portugal?

Sem dúvida que foi arriscado cantar ópera “pura e dura” num programa como o The Voice Portugal. Portugal não é um país que aprecie naturalmente ópera. Por questões culturais. Eu sabia que teria muita gente a adorar o que eu ia fazer, mas teria muita gente a “odiar-me” por aquilo que eu fazia. Mas uma coisa eu tenho a certeza. Quer gostassem ou não do meu estilo musical, acho que ninguém ficou indiferente há minha voz. E como o programa se chama “The Voice”, considero-me muito bem-sucedido na minha demanda no programa.

 

Nesta edição pudemos ouvir-te cantar noutros registos, nomeadamente quando cantaste com o Alfredo e a Marisa, em português, e na gala final, ao lado da Patrícia e do Rui Drumond, em inglês, actuações que provaram a tua versatilidade, e qualidade e poder vocal. Como é que te sentiste? Parecia-te outro Sérgio?

Eheheheheh! Foram momentos brutais.

Eu canto outros estilos musicais, que vão desde a música tradicional, passando pelo fado, até ao jazz. No entanto, a minha formação e a minha vida é como cantor lírico.

Cantar o “E Depois do Adeus” com a Marisa e o Alfredo, foi para mim um dos momentos a destacar. Porque tive a oportunidade de cantar com a minha mentora, com um óptimo e talentoso colega, como é o Alfredo, e cantar uma das músicas da minha vida. Foi um momento maravilhoso.

Cantar com a Patrícia e o caríssimo Rui Drumond o “Shut up and Dance”, foi óptimo. E pude mostrar a todos que um cantor de ópera até se mexe bem e consegue cantar outros estilos, nomeadamente pop! Foi muito divertido e uma honra.

 

Já participaste em vários concertos, tanto como solista como coralista. O maior deles foi o do tenor Plácido Domingo, onde cantaste perante cerca de 15 mil pessoas. Como foi essa experiência?

Foi uma experiência surreal estar no palco com um dos meus “ídolos” e maiores referências. O Maestro Placido Domingo é um “senhor”, é uma estrela, e eu tive a honra de integrar o coro do CPO (Círculo Portuense de Ópera) nesse concerto. Lembro-me bem que no palco, ao ver aquela multidão imensa à nossa frente, e quando Placido Domingo abriu a boca para cantar, não resisti, e chorei o concerto todo. Nós participamos com ele na primeira parte, e depois na segunda partem pudemos assistir ao concerto da plateia. E eu gritei tanto “BRAVO”, que até fiquei afónico. AHAHAHAHAHAH!!!!!!! Foi uma experiência incrível, e conhecer a humildade daquele grande homem, que não é só grande em altura, como é em talento e de coração. Ele fez questão de cumprimentar cada elemento do coro pessoalmente, e quando chegou a minha vez, queria dizer-lhe tanta coisa, mas fiquei de tal forma estupefacto que congelei e só sorria e dizia “gracias, gracias, gracias….”. Eheheheheh.

 

Depois de teres trabalhado com figuras públicas ligadas ao espetáculo, como a Anabela, Simone de Oliveira ou Miguel Gameiro, e de teres gravado uma música com os Quinta do Bill, sentes que esta é a hora de apostar unicamente no Sérgio?

Eu já luto pelo meu “lugar ao sol” há demasiado tempo! Tenho trabalhado tanto, tenho lutado tanto, tenho dado tanto de mim, que sim, está na hora de apostar no Sérgio. Mas o Sérgio sem músicos, compositores, letristas, não é ninguém. E adoro trabalhar em parceria com óptimos músicos. E Portugal tem músicos incríveis.

 

Quais são os teus planos para o futuro? Que sonho gostarias de ver realizado?

Eu gostava muito de pisar novamente o palco do Teatro de São Carlos, e ter a oportunidade de fazer um papel de maior relevo. Sinto-me preparado e capaz disso.

Gravar um álbum também é um sonho, apesar de estar consciente do difícil que é singrar no nosso país. E finalmente, adorava participar no Festival da Canção. É um desejo de criança, que acho que só irei perder quando lá for. E quero também tentar a minha sorte no estrangeiro! Vamos ver como corre!!!!!!!

Vou continuar a trabalhar afincadamente para mostrar a minha verdade e a minha arte a todos.

 

Muito obrigada, Sérgio! 

Quero agradecer ao blog Marta-O meu canto, por ajudar a divulgar e a promover o que de bom se faz em Portugal. Bem haja Marta Segão. Obrigado eu! Abreijos ;)

 

Imagens The Voice Portugal | RTP

À Conversa com Ricardo Mestre - Especial The Voice Portugal

 

O meu convidado de hoje tem 23 anos, e vem da outra margem do Tejo, onde é professor de música.

Para além de ensinar, toca também piano, bateria, guitarra e melódica. E canta! Os incríveis falsetes são aquilo que melhor o distingue quando canta.

 

A música já está presente na sua vida desde os 15 anos, tendo também tido formação musical em algumas escolas tanto no Seixal, como em Lisboa.

Fez parte do disco de estreia de Ricardo Carriço “O Meu Mundo” e já cantou com Mika no Coliseu dos Recreios, mas o seu sonho é ser um músico a solo conhecido internacionalmente.

 

Falo-vos de Ricardo Mestre, que participou na última edição do programa The Voice Portugal, pela equipa de Marisa Liz e que, pessoalmente, gostaria de ter visto chegar à final porque era um forte candidato, e tinha uma forma muito própria e sentida de interpretar as músicas que cantava, para além de uma excelente voz.

Ricardo, muito obrigada por teres aceitado este convite para participar nesta rubrica “À Conversa com…”.

 

 

 

Para quem ainda não te conhece bem, quem é o Ricardo Mestre?

Desde já queria agradecer o convite e as palavras! É muito importante para mim ouvir incentivos após a minha participação no programa The Voice Portugal.

Sobre o Ricardo Mestre… Posso dizer que é uma pessoa muito tímida que necessita estar à vontade para se conseguir exprimir a 100%. É uma pessoa muito calma, muito consciente de tudo o que a rodeia, acredita na vida tal e qual como ela é, vive muito intensamente tudo o que ela lhe oferece e está muito ligado à natureza. Não segue nenhuma religião a não ser a religião da vida, aquela que te dá e que te tira tudo o que existe de bom e de mau e que te ensina sem dares por isso. O Ricardo adora comer e falar, adora aprender e ensinar, adora respirar e ouvir todo o tipo de música que o planeta tem para oferecer. Por outro lado não gosta muito quando as pessoas não são práticas, ou seja quando as pessoas não vão diretas ao assunto e começam a enrolar. Não gosta de “odiar” ou sentir-se “mal” ao pé de alguém, gosta de estar em paz com toda a gente e em paz consigo próprio, pois sabe muito bem que tudo o que dá também se recebe (tanto para o bom ou para o mau). Por fim posso dizer que é uma pessoa que perdoa facilmente, que é preguiçosa, por vezes seca, por vezes fofinha, por vezes bruta, por vezes solidária e que acredita plenamente na verdade por mais dura que ela seja (para nós e para os outros).

 

O que é que te levou a participar nesta edição do The Voice Portugal? Já tinhas participado noutros concursos do género?

Curiosamente não tinha ideia de participar até que um amigo meu insistiu bastante e lá acabei por ir. Sempre que posso tento e faço os possíveis para ir a todos os concursos que temos por cá (incluindo o the voice em emissões anteriores)

 

Qual é a sensação de, na prova cega, ver os mentores virarem a cadeira ao te ouvirem cantar?

Eu acho que quase chorei, que é algo que raramente acontece. Eu acredito que pela primeira vez vi o meu esforço reconhecido porque senti que os mentores me estavam mesmo a ouvir, e isso sem dúvida para mim é o mais importante.

 

A escolha da Marisa como mentora foi uma decisão do momento, ou ficar na sua equipa era um dos teus objectivos?

Eu já vinha com a ideia de escolher a Marisa, no entanto depois de ouvir as palavras do Mickael Carreira fiquei na dúvida. Naturalmente identifico-me mais com a Marisa e com a Aurea a nível musical, mas fiquei perplexo sem saber o que fazer quando o Mickael começou a falar de mim (e garanto-vos vocês não ouviram tudo porque ficamos a falar durante uns bons 15/20 minutos possivelmente). Ele foi sem úvida uma surpresa e um despertar de emoções, senti que ele gostava mesmo de mim. No final acabei por seguir a cabeça em vez do coração, porque estava com a ideia da Marisa e sabia que era a pessoa que me ia dar mais trabalho e mais de si. Sempre olhei para a Marisa como uma pessoa com um olhar Materno sobre os seus concorrentes e isso foi suficiente para querer ser um “Mariso”.

 

Consideras que este método de selecção dos concorrentes “Prova Cega” é mais “justo” e imparcial, que um casting tradicional, uma vez que só se é feita somente com base na voz?

Sem dúvida! Acredito que muitas pessoas passem ao lado pela sua imagem, quando a voz é o que realmente importa.

 

O que é que de melhor guardas desta tua participação?

Vou guardar sempre a minha primeira “aparição” no The Voice. Lembro-me se ver-me nos créditos finais do primeiro programa, e lembro-me de ver e rever aqueles 4 segundos onde aparecia. O engraçado é que passado tanto tempo ainda consigo sentir a mesma emoção ao ver esses segundos. Guardo sem dúvida todas as pessoas que conheci dentro do programa, incluindo produção. Guardo toda a força que as pessoas, após e durante o programa, fizeram questão de transmitir pessoalmente ou pelas redes sociais. Sem dúvida guardo muitas coisas.

 

És professor de música de crianças a partir dos 4 meses. Como é ensinar crianças tão pequenas?

É diferente. Eu sou um professor pouco ortodoxo, não me sigo pelos meios normais para atingir resultados, sigo-me pelo que acho mais correto e pelo que sei que as crianças mais precisam. Dar aulas a crianças tão pequenas é sem dúvida uma responsabilidade e uma aprendizagem constante. Um professor deve ter noção que cada aluno é um caso diferente, não existem pessoas iguais para métodos generalistas.   

 

Quais são os teus planos para 2016 a nível musical?

Espero ter oportunidade para me lançar musicalmente que é algo que já tem andando na minha mente à algum tempo. Espero conseguir chegar ao coração das pessoas com as minhas músicas e espero, sem dúvida, ser feliz enquanto o faço.

 

E agora, só um aparte, que é mera curiosidade: aqueles desenhos que tens no facebook (caricaturados), são feitos por ti?! É que estão muito fixes!

Não são feitos por mim. São feitos por uma Grande Amiga minha que me fez o favor de me ajudar nesta questão de “marketing the voiciano”. A ela um muito obrigado do fundo do meu coração, porque ela é uma das pessoas, juntamente com a minha família, que se interessa mais no meu percurso musical.

 

Obrigada!

Obrigado eu, Marta. 

 

Imagens media.rtp.ptwww.movenoticias.com e Ricardo Mestre

 

Podem saber mais sobre o Ricardo em https://www.facebook.com/RicardoMestreTheVoice/

À Conversa com Soraia Tavares - Especial The Voice Portugal

 

A minha convidada de hoje é a Soraia Tavares, e vem de Carnaxide.

Estudou, durante um ano, na Escola Superior de Teatro e Cinema, mas o trabalho que começou a ter na área não lhe permitiu conciliá-lo com os estudos.

Já a música, faz parte da sua vida desde os 16 anos, tendo começado primeiro na igreja e, mais tarde, no musical amador.

Tirou um curso de teatro musical, onde também tinha aulas de canto e tem, desde então, participado em vários musicais, nos quais mostra o seu talento e a sua voz.

Esteve também presente no Salão Preto & Prata, do Casino Estoril, nos dias 22, 23 e 24 de Janeiro, no espectáculo 74.14 – 40 ANOS DE MÚSICA, um espectáculo com direcção musical de Nuno Feist que conta com actuações de Henrique Feist, FF, Susana Félix e, claro, Soraia Tavares, entre outros.

 

 

 

Participou no programa The Voice Portugal com vontade de vencer mas, acima de tudo, na esperança que o programa lhe abra portas de trabalho no futuro.

O que não deve ser difícil porque trabalho é algo que parece não faltar a Soraia Tavares, que também faz parte do elenco da telenovela da TVI “A Única Mulher”.

Para nos falar de todos estes projetos e dar-se a conhecer, a Soraia aceitou o meu convite para participar nesta rubrica especialmente dedicada aos concorrentes do programa The Voice Portugal.

Soraia, antes de mais, queria agradecer-te pela disponibilidade que demonstraste em participar nesta rubrica.

 

 

 

Para quem não te conhece, como te definirias? Quem é a Soraia?

A Soraia é uma rapariga persistente, trabalhadora, perfeccionista, extrovertida, tímida, teimosa.

 

Consideras que a experiência na arte de representar, é uma mais-valia para interpretar a letra de uma música, e melhor transmitir a mensagem que ela contém?

Penso que todas as nossas vivências são uma mais-valia na interpretação de uma música, só temos de saber utilizá-las. Como tal acho que sim, a minha formação como actriz ajuda-me muito nesse sentido.

 

Estás a fazer um espetáculo infantil no Tivoli. Podes falar-nos um pouco sobre ele?

"Uma História do Outro Mundo" é o musical infantil que estou na fazer no Teatro Tivoli BBVA. Este musical fala sobre os planetas do sistema solar e a interação entre os representantes de cada planeta no primeiro Encontro Interplanetário do Sistema Solar. Eu sou a Marta de Marte.

 

Participaste no The Voice Portugal com o objetivo de tentar abrir algumas portas para o futuro. Consideras que o teu objetivo foi cumprido ou, por enquanto, as portas abertas são as que já existiam?

Felizmente eu já tinha algumas portas abertas, mas com o The Voice o meu trabalho pôde chegar a mais olhos, e sim tive algumas propostas que de momento não posso revelar mas espero ter boas notícias em breve.

 

Fizeste um casting para integrar o elenco da segunda temporada da telenovela “A Única Mulher”, na TVI, e já te podemos ver em acção. Qual são as principais diferenças que encontras entre fazer teatro, nomeadamente, musical, e fazer uma telenovela?

Não existem os ensaios de um, dois meses; a linguagem é do quotidiano (não quer dizer que não haja musicais com esta linguagem); como não é uma Novela musical não tenho de cantar e dançar; a dificuldade é acrescida no que toca a fazer as coisas como queremos pois tem tudo de ser mais imediato.

 

Que personagem interpretas na telenovela “A Única Mulher”?

A minha personagem tem o mesmo nome que eu "Soraia", mas bastante diferente de mim psicologicamente falando. A "Soraia" é matreira e faz muito por dinheiro; pelo que consta na escola ligava mais ao rapazes do que ao estudo, eu sempre fui a nerd; diz muito palavrões; tem um filho com um rapaz que só quer prejudicar.

 

Para além da música e da televisão, também gostavas de vir a fazer cinema?

Adorava fazer cinema. Fiz uma pequena participação num telefilme para a RTP e fez nascer esse bichinho da curiosidade. Pode ser que com o trabalho e dedicação venha a surgir essa oportunidade mais tarde.

 

Este mês, participaste no espectáculo 74.14, que celebra os últimos 40 anos (desde 1974 até à actualidade), com alguns dos maiores êxitos musicais dessas 4 décadas. Que música(s) destacarias entre aquelas que mais gostas de cantar ou dançar? E aquela que consideras mais icónica, destes últimos 40 anos?

As músicas que mais gostei de cantar foram: "ó gente da minha terra" (pois surpreendi-me vocalmente, nunca pensei vir a cantar fado) ; "Jeito meio Estúpido de ser" da Maria Bethânia (por ser uma música interpretativa, simples e forte). Talvez o "I Will Always love you " tenha sido das músicas mais icónicas mundialmente destes últimos 40 anos. Em Portugal "cinderela" Carlos Paião (uma música que atravessou o tempo)

 

Quais são as tuas referências a nível de representação? E musicais?

Esta pergunta é-me bastante difícil de responder, porque gosto de muita coisa e de tempos bastante diferente. No que toda a artistas contemporâneos e em Portugal adoro a actriz Carla Galvão, tento acompanhar todas os seus espetáculo teatrais. A nível musical gosto muito dos HMB e como cantora de eleição gosto muito da Beyoncé.

 

Editar um álbum faz parte dos teus planos para 2016, ou a tua aposta será mais relacionada com a representação?

Fazer um álbum nunca foi um objectivo, mas penso que com o The Voice essa vontade cresceu um pouco. O público em geral poderá ver-me este ano mais relacionada com a representação, mas talvez venha a trabalhar a nível musical e quem sabe preparar um álbum.

 

Muito obrigada!

Obrigada!

 

Para acompanhar a Soraia podem aceder a este link:

https://www.facebook.com/Soraia-Tavares-494023420769001/?fref=ts

 

 

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