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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A magia que o dinheiro consegue fazer!

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Tal como vos tinha dito, no serviço público de saúde, o meu pai, que neste momento tem uma catarata em estado muito avançado, só teria cirurgia marcada lá para finais de 2018 ou início de 2019.

 

Ontem foi a uma consulta, no serviço privado. Disseram-lhe que tem de ser operado com urgência. Hoje fez análises. Amanhã, exames. Dia 11 consulta com a anestesista e, dia 12, será submetido a cirurgia. 

 

Isto sim, é rapidez!

Uma rapidez que lhe vai custar cerca de 2500 euros!

Mas, ao menos, que pague para ficar bem servido, e volte a ver bem.

É este o sistema de saúde que temos em Portugal

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O meu pai esteve quase um ano à espera de uma consulta de oftalmologia no hospital público, para futura cirurgia às cataratas.

Ontem foi, depois de vários adiamentos, o dia da consulta.

 

"O senhor tem uma grande catarata. Quer avançar para a cirurgia?"

"Claro!"

"Muito bem. Então dirija-se ao gabinete "x" para tratar de tudo."

 

O meu pai assim fez.

A funcionária explicou-lhe que iria fazer o primeiro exame em outubro, outro em novembro, e os restantes talvez só para o ano.

 

"Então e quando é que é marcada a cirurgia?"

"A cirurgia será marcada 8 meses depois de termos todos os exames!"

 

É este o sistema de saúde público em Portugal. 

Como é óbvio, quem pode, tem mesmo que se virar para o privado se quiser resolver os problemas de saúde a tempo.

 

É triste...

Levar crianças para os serviços públicos

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Se nós, adultos, não temos muitas vezes paciência para esperar horas a fio a nossa vez de sermos atendidos, o que dizer das crianças?

Se a nós nos incomoda a confusão, o barulho de dezenas de pessoas a conversarem, o ter muitas vezes que esperar em pé, pior ainda será para as crianças. E, consequentemente, pior para nós, porque temos que entretê-las, mantê-las sossegadas e em silêncio, e ouvi-las reclamar com fome, com sede, com sono, com vontade de ir à casa de banho, e por aí fora. Isto, quando não lhes dá para fazer birra, chorar ou gritar, acabando por incomodar as outras pessoas, e afectar o próprio serviço.

 

Eu própria, quando a minha filha tinha cerca de um ano e meio, tive que trazê-la para o meu trabalho, e levá-la comigo aos vários serviços onde tinha que ir. Não correu muito mal, mas também não foi fácil, até porque ela ao fim de 5 ou 10 minutos já queria ir embora, e começava a ficar irrequieta. Mas eu não tive outra hipótese. Foi numa semana em que a minha mãe, que tomava conta dela, foi operada, e eu não tinha com quem a deixar.

 

No entanto, há pais que levam os filhos mesmo que não seja necessário, como se estivessem a ir todos para um passeio. Até pode correr bem, o assunto despechar-se depressa, e irem à sua vida num instante. Mas também pode não ser assim tão simples e rápido.

 

Por isso, sempre que for possível, evitem levar crianças para serviços públicos. Será o melhor para todos.

 

 

Quem espera, desespera!

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E vai embora sem almoçar!

Que o digam duas senhoras que encontrámos hoje num restaurante e que, por estarem à demasiado tempo à espera do almoço, acabaram por se ficar pelas entradas, e pelas bebidas, e tiveram que ir embora sem almoçar, porque senão chegavam atrasadas ao compromisso que tinham.

Ainda perguntaram se podiam colocar as refeições numa caixa, para levarem, mas perante a arrogância do empregado, penso que nem isso levaram. Segundo percebi, tinham marcado antes, talvez para terem tempo de se despachar. 

 

 

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E como é que eu sei disso? 

Porque o meu marido teve a triste ideia de ir a esse restaurante comprar qualquer coisa para o almoço.

Já uma vez tínhamos lá ido, comprar uma sopa, e demoraram um tempão para a pôr numa caixa.  Mas ele já não se lembrava disso, e foi lá outra vez. 

Perguntou se estava alguma coisa para sair no momento, e foi esse prato, supostamente rápido, uma vez que estava tudo feito, que ele pediu.

Era só pôr tudo numa caixa. Estivemos cerca de 10/15 minutos à espera!

Havia 3 funcionários no restaurante, que andavam para lá atarantados, e a pedir licença a um pé para mexer o outro. E isto com apenas meia dúzia de clientes. Nem quero imaginar com uma casa cheia! E pelos vistos, a cozinha também não prima pela rapidez e eficiência. 

Já era praticamente 13h, pelo que o restaurante, abrindo às 12h para os almoços, deveria ter tudo encaminhado e pronto a sair. 

 

 

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É caso para dizer que, quem espera, desespera!

Não fosse o meu marido já ter pedido, e o facto de, indo a outro lado depois de ali termos estado a perder tempo, ir perder ainda mais, tinha mesmo ido embora sem dar satisfações.

A continuar assim, muitos clientes hão-de perder! É que, mesmo sentados, nem todos têm paciência ilimitada para ficar à espera de uma refeição, principalmente quando apenas dispôem de uma curta hora de almoço!

Ora marcas tu, ora marco eu!

 

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Tinha uma consulta de Pediatria da minha filha, marcada para Dezembro de 2014.

Essa consulta foi adiada, pelo hospital, para este mês. Talvez por a médica ter ido embora e ser agora um novo médico a substituir.

Uma vez que não é uma consulta urgente, liguei para o hospital para ver se me podiam adiar para outra altura. Mesmo sem eu pedir, marcaram-me para 17 de Fevereiro. Achei óptimo, calhava nas férias de Carnaval e ela não teria que faltar à escola.

Agora, recebo uma carta a dar sem efeito a consulta, por motivos imprevistos. Palpita-me que os motivos imprevistos são o terem percebido que dia 17 é mesmo a terça-feira de Carnaval e o médico, provavelmente, vai brincar para outro lado! Marcaram-me para o início de Março.

Voltei a ligar, porque não me apetece que a minha filha falte às aulas, para adiar para mais tarde. Marcaram-me então, depois de eu pedir, para um dia nas férias da Páscoa. 

Estou para ver se me voltam a trocar as voltas de novo. Se assim for, desisto. De qualquer forma, ela já está mais que recuperada!