Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

É este o sistema de saúde que temos em Portugal

Resultado de imagem para saúde em portugal

 

O meu pai esteve quase um ano à espera de uma consulta de oftalmologia no hospital público, para futura cirurgia às cataratas.

Ontem foi, depois de vários adiamentos, o dia da consulta.

 

"O senhor tem uma grande catarata. Quer avançar para a cirurgia?"

"Claro!"

"Muito bem. Então dirija-se ao gabinete "x" para tratar de tudo."

 

O meu pai assim fez.

A funcionária explicou-lhe que iria fazer o primeiro exame em outubro, outro em novembro, e os restantes talvez só para o ano.

 

"Então e quando é que é marcada a cirurgia?"

"A cirurgia será marcada 8 meses depois de termos todos os exames!"

 

É este o sistema de saúde público em Portugal. 

Como é óbvio, quem pode, tem mesmo que se virar para o privado se quiser resolver os problemas de saúde a tempo.

 

É triste...

Levar crianças para os serviços públicos

Resultado de imagem para crianças birras

 

Se nós, adultos, não temos muitas vezes paciência para esperar horas a fio a nossa vez de sermos atendidos, o que dizer das crianças?

Se a nós nos incomoda a confusão, o barulho de dezenas de pessoas a conversarem, o ter muitas vezes que esperar em pé, pior ainda será para as crianças. E, consequentemente, pior para nós, porque temos que entretê-las, mantê-las sossegadas e em silêncio, e ouvi-las reclamar com fome, com sede, com sono, com vontade de ir à casa de banho, e por aí fora. Isto, quando não lhes dá para fazer birra, chorar ou gritar, acabando por incomodar as outras pessoas, e afectar o próprio serviço.

 

Eu própria, quando a minha filha tinha cerca de um ano e meio, tive que trazê-la para o meu trabalho, e levá-la comigo aos vários serviços onde tinha que ir. Não correu muito mal, mas também não foi fácil, até porque ela ao fim de 5 ou 10 minutos já queria ir embora, e começava a ficar irrequieta. Mas eu não tive outra hipótese. Foi numa semana em que a minha mãe, que tomava conta dela, foi operada, e eu não tinha com quem a deixar.

 

No entanto, há pais que levam os filhos mesmo que não seja necessário, como se estivessem a ir todos para um passeio. Até pode correr bem, o assunto despechar-se depressa, e irem à sua vida num instante. Mas também pode não ser assim tão simples e rápido.

 

Por isso, sempre que for possível, evitem levar crianças para serviços públicos. Será o melhor para todos.

 

 

Quem espera, desespera!

Resultado de imagem para esperar sentado

 

E vai embora sem almoçar!

Que o digam duas senhoras que encontrámos hoje num restaurante e que, por estarem à demasiado tempo à espera do almoço, acabaram por se ficar pelas entradas, e pelas bebidas, e tiveram que ir embora sem almoçar, porque senão chegavam atrasadas ao compromisso que tinham.

Ainda perguntaram se podiam colocar as refeições numa caixa, para levarem, mas perante a arrogância do empregado, penso que nem isso levaram. Segundo percebi, tinham marcado antes, talvez para terem tempo de se despachar. 

 

 

Resultado de imagem para quem espera desespera

E como é que eu sei disso? 

Porque o meu marido teve a triste ideia de ir a esse restaurante comprar qualquer coisa para o almoço.

Já uma vez tínhamos lá ido, comprar uma sopa, e demoraram um tempão para a pôr numa caixa.  Mas ele já não se lembrava disso, e foi lá outra vez. 

Perguntou se estava alguma coisa para sair no momento, e foi esse prato, supostamente rápido, uma vez que estava tudo feito, que ele pediu.

Era só pôr tudo numa caixa. Estivemos cerca de 10/15 minutos à espera!

Havia 3 funcionários no restaurante, que andavam para lá atarantados, e a pedir licença a um pé para mexer o outro. E isto com apenas meia dúzia de clientes. Nem quero imaginar com uma casa cheia! E pelos vistos, a cozinha também não prima pela rapidez e eficiência. 

Já era praticamente 13h, pelo que o restaurante, abrindo às 12h para os almoços, deveria ter tudo encaminhado e pronto a sair. 

 

 

Resultado de imagem para esperar sentado

 

É caso para dizer que, quem espera, desespera!

Não fosse o meu marido já ter pedido, e o facto de, indo a outro lado depois de ali termos estado a perder tempo, ir perder ainda mais, tinha mesmo ido embora sem dar satisfações.

A continuar assim, muitos clientes hão-de perder! É que, mesmo sentados, nem todos têm paciência ilimitada para ficar à espera de uma refeição, principalmente quando apenas dispôem de uma curta hora de almoço!

Ora marcas tu, ora marco eu!

 

transferir.jpg

 

Tinha uma consulta de Pediatria da minha filha, marcada para Dezembro de 2014.

Essa consulta foi adiada, pelo hospital, para este mês. Talvez por a médica ter ido embora e ser agora um novo médico a substituir.

Uma vez que não é uma consulta urgente, liguei para o hospital para ver se me podiam adiar para outra altura. Mesmo sem eu pedir, marcaram-me para 17 de Fevereiro. Achei óptimo, calhava nas férias de Carnaval e ela não teria que faltar à escola.

Agora, recebo uma carta a dar sem efeito a consulta, por motivos imprevistos. Palpita-me que os motivos imprevistos são o terem percebido que dia 17 é mesmo a terça-feira de Carnaval e o médico, provavelmente, vai brincar para outro lado! Marcaram-me para o início de Março.

Voltei a ligar, porque não me apetece que a minha filha falte às aulas, para adiar para mais tarde. Marcaram-me então, depois de eu pedir, para um dia nas férias da Páscoa. 

Estou para ver se me voltam a trocar as voltas de novo. Se assim for, desisto. De qualquer forma, ela já está mais que recuperada! 

 

Quase um mês depois...

 

Já passou quase um mês desde que tivemos o acidente e, até agora, nada foi resolvido.

Deixei eu a papelada com que lido no dia-a-dia no trabalho, para ter que tratar de papelada do sinistro nas minhas férias.

Regressei ao trabalho, duas semanas depois, e continuo a fazer o mesmo.

As companhias de seguros, essas andam a dormir, não querem saber, não se mexem.

Não se compreende que tenhamos participado o sinistro logo no dia do acidente - 15 de Julho - que a nossa companhia nos tenha dado mais tarde o número do processo com base nesa participação (uma vez que a parte responsável não o tinha feito), e que duas semanas depois nos enviem uma carta a solicitar que façamos a participação do sinistro!

Não se compreende que a companhia do responsável demore quase um mês para apurar responsabilidades, quando até o nome de testemunhas indicámos. 

Não se compreende que, para serviços e fins diferentes, peçam documentos originais, quando original só há um e, se vai para um lado, não pode ir para outro.

Há muita coisa que não se compreende, ou eu não compreendo. Mas tenho que fazer: emails, cartas, inquéritos, telefonemas. E temos primeiro que arcar com todo o prejuízo, para depois, quando a companhia do culpado entender, nos ressarcir em parte. Porque, no meio de tudo isto, saímos sempre prejudicados.

Dizem que o assunto é com as companhias, uma a tentar esquivar-se e a outra a tentar responsabilizá-la. Não me parece. É um assunto entre nós e a companhia da outra parte. A nossa companhia, tenho a sensação de que é uma mera espectadora.

E assim estamos nós - com despesas médicas por liquidar, com valor comercial do carro por pagar, com matrícula por cancelar, com gastos que nunca vamos recuperar, à espera que se apurem responsabilidades!

 

  • Blogs Portugal

  • BP