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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando estamos com uma música na cabeça...

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...que não queremos, de todo, esquecer, e surge alguém a cantar alto e bom som outra música qualquer, só para nos atrofiar o cérebro!

É das coisas que mais me irrita. Se eu estou caladinha, a cantar para mim aquilo que gosto, porque não podem os outros fazer o mesmo?

É que depois, se for uma música que ainda não conheço bem, acabo por me perder e esquecer, e dificilmente voltarei a lembrar-me dela.

Marta "maria esquecida"!

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Todos os anos, um amigo do meu marido liga para ele a dar os parabéns no dia do aniversário. Todos os anos, esse mesmo amigo me envia um mensagem no dia do meu aniversário. Nunca se esquece. Nunca falha.

E todos os anos nós lhe retribuímos de uma forma muito singular: nunca nos lembramos de quando é que ele faz anos!

O ano passado pedi ao meu marido para lhe perguntar, para anotarmos e assim não voltarmos a falhar. Ontem, lembrei-me que esse amigo fazia anos em Abril. Oops, estamos em Abril!

Procurei em todas as agendas e caderninhos que tenho aqui pela mala, e nada. Não devo ter apontado a data. E agora, será que já fez, ou que ainda vai fazer?

Pelo sim, pelo não, enviei mensagem a pedir desculpa, e a dar os parabéns atrasados. Ele responde de volta, a agradecer, e confirma que, de facto, já fez anos!

 

Somos mesmo amigos esquecidos e despassarados! 

Mas há que ver pelo lado positivo. Se há dois ou três anos nos lembrávamos alguns meses depois, este ano só falhámos por dias. Ainda há esperança de que, daqui em diante, consigamos acertar no dia!

 

Ups, esqueci-me dos TPC's!

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A mãe pergunta à filha: "trazes trabalhos?"

A filha responde: "não."

No dia seguinte, ao ver a filha arrumar as coisas na mochila, volta a perguntar: "não trazias mesmo trabalhos dessa disciplina, pois não?"

"Não, mãe."

 

 

Depois da aula, já de regresso a casa:

"Mãe, vais-te passar. Afinal tinha trabalhos, mas esqueci-me!"

 

Às vezes ainda gostava de saber o que é que estas crianças andam na escola a fazer.

Se perguntamos o que é que deram numa determinada aula, não se lembram. Se perguntamos quais são os trabalhos que trazem para fazer, não se lembram. Muitas vezes nem apontam. Ou porque já saíram depois da hora e não deu tempo, porque foi tudo a correr ou porque acharam que não se iam esquecer, e não havia necessidade de apontar.

E, depois, dá nisto. Trabalhos de casa por fazer e anotações na caderneta. 

Claro que, a juntar a esta falta de atenção, podemos somar a quantidade parva de trabalhos de casa que todos os dias trazem para fazer. 

É que, se até aqui, eles traziam trabalhos para fazer para a semana seguinte, agora são para o dia seguinte. E mesmo que seja para dali a dois dias, tem que ser feito naquele porque, entretanto, hão-de vir mais e não convém acumular. Sim, porque não são 2 ou 3 perguntas ou exercícios de cada disciplina, são páginas cheias de cada uma, e várias para a mesma altura.

Às tantas, já estão tão saturados que, mesmo que tenham apontado, já nem se lembram de que também têm aquilo para fazer.

Até nós, adultos, muitas vezes temos lapsos de memória parecidos.

E isto já é assim agora. Quando tiverem, para além de todos os trabalhos de casa, de estudar para os testes, nem quero imaginar.

 

 

 

 

Professores que não se esquecem

 

Como disse num outro post, na noite da passagem de ano, estávamos nós sentados num banco no centro da Ericeira, quando digo para a minha filha "aquele é o professor Leonel, não é?".

Acabo de dizer isto, ela confirma, começa a chamá-lo e vai a correr em direcção a ele. Ele, recebe-a com um grande abraço e um beijinho, a que nós assistimos ainda a levantarmo-nos do banco, para o ir cumprimentar.

De facto, quando um professor é bom profissional e consegue cativar os seus alunos e ser amigo deles, dificilmente se esquece. E pudemos ver isso pela reação da Inês. Se fosse outro professor qualquer não se teria, provavelmente, dado ao trabalho de levantar do banco e lhe ir falar com tanta vontade!

Ainda mais porque já nem sequer é professor dela este ano. Com muita pena minha, que preferia este professor e diretor de turma, ao actual.

Não nos devemos esquecer quem somos

 

Como falei num anterior post, é fundamental termos sonhos e objectivos definidos para a nossa vida. São eles que nos fazem ir à luta, seguir em frente e querer atingir as metas a que nos propusemos.

Mas, atenção: nesse processo, não devemos deixar que os nossos desejos se tornem desmedidos, que passem por cima de tudo e todos, que nos façam esquecer quem somos, de onde viemos, os valores em que nos foram transmitidos. Ter ambição é bom, mas na medida certa. 

Não devemos ignorar as pessoas que sempre estiveram ao nosso lado, ou deixar de ter tempo para o que realmente importa e é mais valioso.

Não nos devemos esquecer que hoje podemos ter tudo mas, amanhã, podemos não ter nada! Na vida, tudo é efémero.

Sonhar, sim! Podemos até deixar que a nossa cabeça viaje pelo desconhecido, por tudo aquilo que gostaríamos que um dia acontecesse. Mas com os pés assentes na terra.

Ter ambição, sim. Mas acompanhada de humildade.

Evoluir e ser bem sucedida, sim. Mas não esquecer as nossas raizes! 

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