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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O seu filho? Esqueci-me dele...

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Primeiro foi um menino de cinco anos, que ficou esquecido na escola, e que foi retirado do primeiro andar pelos bombeiros, chamados pela mãe que, ao chegar à escola, se deparou com ela fechada, tendo o filho surgido numa janela ao ouvir a mãe chamar.

Depois, um menino de seis anos, que ficou sozinho na escola, enquanto os colegas e os professores faziam o desfile de carnaval nas ruas da localidade.

Certamente, ninguém actuou com intenção de deixar os meninos na escola propositadamente, mas não posso evitar questionar-me se estarão realmente seguras as nossas crianças, nestes espaços que as mesmas frequentam diariamente?

Nos casos acima referidos, o primeiro ficou fechado na escola. Dali, pelo menos, não podia sair. Já o segundo, saiu em pânico para a rua e, se não tivesse encontrado uma amiga da mãe, que o levou para junto dos colegas, sabe-se lá o que podia ter acontecido.

E quando os nossos filhos vão em visitas de estudo? E se os responsáveis pelos alunos se esquecem de algum deles, num desses locais que visitam?

Até agora, nunca tive problemas, nem qualquer razão de queixa, mas é de uma pessoa ficar de pé atrás, depois de ouvir notícias destas.

 




O que é isso da amnésia selectiva?

 

Com o devido respeito pelo que é, e por quem dela sofre, a primeira coisa que me veio à cabeça quando ouvi o termo aplicado ao único sobrevivente da tragédia do Meco foi que quem sofre de amnésia selectiva "selecciona" aquilo de que se pode lembrar e aquilo que é conveniente esquecer!

E se assim fosse, até a mim, por vezes, dava imenso jeito ter uma amnésia selectiva temporária!

Na verdade, não andei muito longe da definição. A diferença é que essa"selecção" é feita pelo cérebro, para nossa defesa, independentemente da nossa vontade.

 

Encontros de Ocasião

         

 

Caminhamos pela rua, absorvidos pelos mais variados pensamentos, ou simplesmente a desfrutar da paisagem quando, sem esperarmos, damos de caras com aquela "velha" amiga, ou aquele familiar que há séculos não víamos! 

Por diversas vezes assisti a encontros ocasionais deste género e fiquei sempre com a mesma sensação em relação aos mesmos - que não passam disso mesmo, de encontros de ocasião!

Salvo algumas excepções, que as há, como em tudo na vida, em que os intervenientes se sentem satisfeitos com o reencontro e tentam, efectivamente, retomar a amizade e os laços perdidos, não permitindo que as circunstâncias de outrora os impeçam de manter, daí em diante, o contacto regular, o que acontece é, normalmente,  um pouco diferente.

Depois do primeiro impacto, e já refeitos da surpresa, fazemos uma grande "festa" como se, de um momento para o outro, aquela pessoa que há muito estava esquecida fosse, naquele momento, o nosso melhor amigo!

Falamos da nossa vida actual, das nossas aventuras, recordamos velhos tempos e, entre beijos e abraços, trocamos contactos, prometendo não mais deixar de dar notícias!

O que acontece é que, embora muitas vezes a intenção seja sincera e verdadeira, depois da despedida, cada um segue a sua vida, e o tempo encarrega-se de nos devolver ao baú do esquecimento, até que um próximo reencontro volte a avivar a memória.

E a história torna a repetir-se!