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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Creme de coentros (à minha moda)

A imagem pode conter: comida
 
 
Feita por quem não percebe grande coisa de culinária, e raramente se arrisca naquilo que não conhece.
 
 
Ingredientes, para 4 doses:
 
1 courgete
1 alho francês
3 batatas médias
1 cebola pequena
100g de coentros 
4 ovos cozidos (1 ovo por dose/ pessoa)
 
Colocar a courgete, o alho francês, a cebola e as batatas, cortadas em pedaços, numa panela e levar ao lume para cozer, juntamente com os talos dos coentros picados.
Quando estiver tudo cozido, triturar.
Juntar água, se for preciso, e levar ao lume novamente. Quando estiver a ferver, juntar as folhas dos coentros e deixar cozinhar.
 
Eu devo ter deixado uns 15/20 minutos (acho eu). Se a pessoa preferir sopa, deixa menos tempo. Se quiser que fique mais tipo creme, fica a reduzir um pouco mais.
 
Triturar novamente. Juntar sal e azeite.
Quando for servida, coloca-se um ovo cozido picado em casa prato/ tigela.
 
 
 
Saíu bem. Ficou boa.
O meu marido gostou. E eu também.
Mas é daquelas sopas que se come uma vez, para matar o desejo, e chega.
E o ovo cozido dá aquele toque que torna a sopa mais saborosa, e menos enjoativa.

Quem sou eu?

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Sabem aquelas alturas em que determinadas situações nos incomodam, e determinadas pessoas nos dão nervos, e gostaríamos de lhes dizer que não estão a perceber nada, nem a agir da melhor forma, e que deveriam mudar a sua atitude, para as coisas resultarem?

 

Aquelas alturas em que temos todo um discurso preparado, com imensos conselhos e opiniões sobre a questão, baseados naquilo que fomos observando e lidando com?

Em que consideramos que agir da forma que recomendamos traria muito mais felicidade a todos?

 

Há momentos em que isso me acontece.

Em que bastava uma dessas pessoas me perguntar, e eu desfilaria toda a minha análise à questão, e a forma como julgo que os outros deveriam agir.

 

A intenção é boa. Mas de boas intenções, está o inferno cheio!

E ninguém me perguntou nada. Em momento algum foi pedida a minha opinião.

Por isso, calo-me, e calo o meu subconsciente.

Além disso...

 

 

Quem sou eu para dizer o que quer que seja, para dar conselhos a quem quer que seja?

O que me leva a pensar que sei mais do que os outros, que posso ajudar mais que os outros, que tenho mais experiência que os outros?

Aquilo que eu tenho, para me basear, é apenas aquilo que me é dado a conhecer. Será suficiente, ou precisaria de conhecer o todo?

E essa aparente sabedoria para com as questões de terceiros, também funciona comigo e com os meus?

Ou, em casa de ferreiro, espeto de pau? Façam o que eu digo, mas não o que eu faço? 

 

 

Quem sou eu para, mesmo observando a realidade e, eventualmente, tendo razão, mostrar aos outros o quão enganados ou errados podem estar, sem que eles estejam disponíveis ou receptivos a esse abrir de olhos, e sem ferir susceptibilidades?

E se fosse ao contrário? Será que gostaria? Será que aceitaria? Ou pensaria o mesmo "quem é que pensa que é?".

Pois...

 

 

Quem sou eu?

Apenas mais um peão deste mundo, nem mais nem menos que ninguém, a tentar fazer o melhor que sabe, com o melhor (e o pior) que tem, na descoberta de que, por mais que queiramos ajudar quem nos é mais próximo, nem sempre temos o direito de nos intrometer na vida alheia sem permissão para tal.

Nunca digas "nunca"

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É incrível a facilidade com que, muitas vezes, expressamos de forma tão rápida, e sem direito a discussão, as nossas convicções e posturas, sobre determinadas situações que ocorreram a outras pessoas.

“Eu não…”, “Eu nunca…”, “Comigo nunca…”, “A mim não…”, “um filho meu nunca…”.

 

Depois, vemo-nos a passar exactamente pelas mesmas situações e, não raras vezes, com a mesma facilidade com que antes manifestámos essas convicções, vemo-las, nesse instante, a cair por terra!

Porque, como eu sempre digo, é muito fácil falar quando estamos de fora. Mais difícil é quando estamos dentro.

 

Mas esse abandono das convicções anteriormente manifestadas não significa que tenhamos estado errados antes, ou que estejamos a errar agora.

É com a vida, e com as experiências, que aprendemos, e é essa aprendizagem que nos leva a reflectir melhor, e a optar por uma postura diferente perante as situações.

Na vida, nem tudo é preto ou branco. Há uma infinidade de cores. Não existe apenas o sim e o não, ou é ou não é. Existem outras opções. E é, muitas vezes, nesse meio termo, que encontramos o equilíbrio!

 

Cabe-nos a nós agir com alguma flexibilidade e adaptação ao mundo em que vivemos, e à era em que estamos por cá. Sem deixar de lado a responsabilidade, os nossos valores, e tudo aquilo em que acreditamos, pondo-nos no lugar dos outros e seguindo o nosso coração, saberemos exactamente como devemos agir, e podemos ter a certeza que, resultando ou não, essa será a melhor forma de ter a certeza de que estamos no bom caminho, e não nos devemos condenar por agir dessa forma.

A minha experiência com a Uber

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Não vou falar da facilidade com que se utiliza a aplicação, da rapidez com que os motoristas chegaram até nós, nem da condução segura e calma que fizeram nos respectivos trajectos.

Costumo andar de táxi, normalmente quando o meu marido está a trabalhar e preciso de levar as compras do mês para casa. Ou quando chove muito e a minha filha tem que ir para a escola. Tenho o contacto de uns taxistas - pai e filho - e quase sempre são eles que nos levam. Já nos conhecem. O caminho é curto, mas lá se enverada por conversas banais. Não tenho razão de queixa.

Esta sexta-feira, à noite, foi a primeira vez que andámos de Uber. O meu marido à frente, eu e a minha filha atrás. Em Lisboa. E soube tão bem!

O meu marido encarregou-se da conversa de ocasião. A minha filha ia entretida com o telemóvel.

E eu, aproveitei para apreciar a vista, em silêncio, que sabe tão bem, apenas com a música de fundo do rádio, bem escolhida por sinal, o que ainda contribuiu mais para aquele momento "zen"!

A música era realmente muito boa, calma, mas sem nos dar sono, apenas a transportar-nos para onde a mente se deixasse levar.

 

E há que realçar a simpatia e educação da motorista que nos levou de regresso - 5 estrelas!