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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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A Idade de Adaline

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Haverá muita gente neste mundo que não se importaria de viver eternamente, e/ou manter a sua aparência de jovem enquanto vivesse. Aliás, muito se tem procurado o elixir da eterna juventude, segredos para a longevidade e outras fórmulas milagrosas.

 

Em "A Idade de Adaline", Adaline Bowman ganhará, de forma inesperada, aquele que para a maioria das pessoas seria um dom muito desejado, mas que para ela será mais uma maldição - ficar parada no tempo, sem envelhecer, por mais anos que viva.

 

Para Adaline, ao contrário do que se poderia imaginar, este poder não lhe trouxe nada de bom, ou qualquer felicidade, bem pelo contrário:

- foi obrigada a ver a sua filha crescer longe de si, porque não faria sentido uma mãe parecer filha da própria filha

- foi obrigada a abdicar do amor

- foi obrigada a viver como nómada, sempre a fugir e mudar de identidade a cada década

- viu todos aqueles que lhe eram mais queridos morrer, enquanto ela continuava viva e cada vez mais sozinha

 

A cena que mais me comoveu foi aquela em que ela teve que se despedir do seu companheiro de quatro patas, que já estava velhinho, quando ela pensava que ele a iria acompanhar para sempre. 

 

Adaline não conseguiu encontrar explicação para a sua nova condição, e tão pouco procurou ajuda, porque não queria tornar-se objecto de estudo. Aceitou, e tentou levar a sua vida adiante, o melhor que pode.

Agora, Ellis surge na sua vida de forma inesperada, e fá-la questionar de deverá fugir de novo, e abdicar novamente de uma vida a dois, ou se está disposta a dar uma hipótese ao amor, com todos os riscos que isso acarreta.

Até quando conseguirá ela aguentar esta vida estranha que leva? Quantos mais anos passarão? Haverá alguma forma de se tornar novamente numa pessoa normal, como todas as outras?

 

Um filme que recomendo!

 

Amo-te Como És

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Como vos falei há dias, num destes fins-de-semana escolhemos este filme para ver.

É uma comédia romântica, com algum drama à mistura!

 

 

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Jay é um homem que está em liberdade condicional, tendo por isso que encontrar um emprego fixo que, neste caso, é num hospital psiquiátrico. A par com este trabalho, ele vive de noitadas e jogos ilegais, acabando por ficar sem dinheiro nenhum e ainda com uma dívida por pagar, que lhe poderá custar a vida.

No hospital psiquiátrico conhece Daisy, que acabou de chegar. Depois de defendê-la das garras de um homem que lhe queria fazer mal, fazendo-se passar por médico, ela foge do hospital e vai atrás dele.

Sabendo que o irmão vai casar e que é uma óptima oportunidade de pedir dinheiro aos pais, com quem pouco se dá, Jay acaba por levá-la com ele, como se fosse sua namorada.

 

 

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As coisas até estão a correr bem, até que Daisy sofre um ataque de pânico, e os pais descobrem a verdade.

A partir daí, os dois partem à aventura, numa fuga à polícia, por Jay ter "raptado" uma doente do hospital, colocando em perigo a sua recuperação e tratamento.

 

 

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O que o médico não sabe, é que Daisy apenas precisa de aprender a viver em sociedade, e que é muito mais inteligente e forte do que aparenta. Que nem sempre os médicos sabem tudo e têm razão naquilo que julgam ser a verdade.

 

 

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Este é o primeiro e último beijo dos dois, antes de ela voltar para o hospital psiquiátrico, e ele ser preso. 

Que destino estará reservado a este casal de apaixonados? Terão ainda alguma hipótese de ficar juntos?

 

 

Deixo-vos também aqui o trailer do filme: 

 

Pintar os troncos das árvores com cal

 

Ontem perguntei aqui qual o motivo para pintarem os troncos das árvores. 

A autora do blog 5minutosnaparagem deu-me a explicação que ela mesma um dia recebeu de um senhor a quem fez a mesma pergunta.

Fui investigar e, de facto, pintar o tronco das árvores de frutos com uma mistura de cal e água é uma técnica usada para proteger a casca dos danos do sol, bem como para prevenir infestações de pragas. Como? A pintura com cal reflete o calor do sol, criando uma superfície quente que os insetos não atravessarão. 

Este é um costume muito antigo, e utilizado também em alguns jardins, deixando as árvores com uma espécie de “saia” branca.

No entanto, existem motivos para acreditar que este procedimento resulta apenas de falta de conhecimento e crenças culturais, sendo na verdade, inútil e prejudicial às árvores. Isto porque algumas espécies de árvores, além de respirarem pelas folhas, utilizam os troncos para trocas gasosas que ajudam ao seu funcionamento, através de estruturas que, quando pintadas, são fechadas.

Em termos estéticos, pintar apaga a beleza natural das árvores, tornando os locais, onde as mesmas se encontram, artificiais e feios paisagisticamente.

Além disso, não nos esqueçamos de que a árvore é um ser vivo. Não é um móvel de madeira, nem um poste, para ser pintado conforme o Homem quer. 

Explicar até explica. Mas Justifica?

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No seguimento de um outro texto, e a propósito de determinadas circunstâncias da vida levarem as pessoas a cometerem erros de que, depois, se arrependem (ou não), e de esse facto servir de justificação para os mesmos, devo dizer que não é uma questão fácil.

Quando era criança, nem me apercebia do que se passava. Mas, com os meus 20 anos, critiquei muito o meu tio. Sim, não teve uma vida fácil. Como ele, há tantas outras pessoas que estiveram ou estão nas mesmas circunstâncias. Mas cabia a ele escolher o caminho certo. Como muitas dessas outras pessoas fizeram. Apesar de tudo, ele tinha uma escolha. E não aceitava que ele quisesse utilizar a sua vida difícil como justificação para todos os erros que cometeu. 

Hoje, apesar de mais adulta, continuo a pensar de uma forma não muito diferente. Posso ter-me tornado mais compreensiva. Posso não condenar como antes.

Há muitos factos que, certamente, podem levar as pessoas a desesperar, a não conseguir ver o que é certo ou errado, a pensar que não há alternativas, a cometer erros. E explicar, até explica. Mas será que justifica?

 

Soluções erradas

 

Rectas, semirrectas e segmentos de recta - era esta a matéria sobre a qual a minha filha tinha que fazer os exercícios de matemática.

Antes, enquanto lhe estava a corrigir os trabalhos de ciências da natureza, e porque algumas perguntas me suscitavam dúvidas quanto à resposta pretendida perguntei, mais por brincadeira, se o livro não vinha com as soluções! A minha filha levou a sério e, ao procurar, lá estavam elas!

Fizemos o mesmo com o de matemática e também tinha. Mas foi aqui que as coisas se complicaram. O livro não é muito explicito, o caderno ajudou um bodadinho mas a minha filha não percebeu muito bem a matéria e eu, olhando para aquilo pela primeira vez às 20h, depois de um dia de trabalho e com a Inês já farta e sem me conseguir explicar, não consegui valer de muito. Mas algo me dizia que aquelas soluções estavam erradas.

No dia seguinte, vim à internet e pesquisei a matéria, e finalmente percebi como tudo funcionava. A minha suspeita de que as soluções a algumas das perguntas não estavam correctas ganhou ainda mais força, e expliquei nesse dia à minha filha para que ela também percebesse e, se fosse o caso, colocasse as questões à professora. 

Uma das respostas do livro era que as rectas em questão eram inversamente paralelas, quando era óbvio que eram duas rectas perpendiculares.

Corrigido na sala de aula o exercício, confirmou-se que eram rectas perpendiculares. Houve, pelo menos, um aluno que respondeu inversamente paralelas, o que me leva a crer que deve ter visto nas soluções. E a Inês, na aula, explicou-lhe a diferença. 

O que é bom. Significa que percebeu a explicação que eu lhe dei e que, numa próxima vez, saberá desenrascar-se.

Não acredito que tenha sido um erro propositado, mas que é fácil dessa forma "apanhar" quem andou a copiar pelas soluções, lá isso é!

Em género de moral da história poderemos concluir que as soluções servirão para consultar, de forma a confirmar a resposta que pensamos ser correcta (e não apenas limitar a copiar daí a resposta), e em caso de dúvidas, tentar perceber, pesquisar mais e colocar as dúvidas à professora.

Afinal, as soluções podem enganar!

 

 

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