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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sonhos de menina

 

Chega a minha filha das férias com o pai, em completa euforia, a querer participar no passatempo "O teu sonho, a tua música" do Disney Channel, em que oferecem produtos relacionados com a série Violetta e um bilhete para o concerto.

Ela foi ao site, imprimiu as letras, viu como é que tinha que fazer, andou a ensaiar e a fazer planos, enquanto eu ia apanhando um bocadinho aqui e ali, sem saber ao certo no que ela se queria meter.

Depois de uma leitura mais atenta ao regulamento, achei melhor não seguir adiante. Enviar um vídeo da minha filha que não me será devolvido e que não sei que uso lhe será dado (eles dizem que são destruídos os que não forem seleccionados mas nunca fiando), autorizações para não sei quantas coisas, trabalho e papelada para preencher, e os prémios para os semi finalistas são coisas que ela já tem. E diz-me a minha filha "oh mãe, eu já tenho, mas posso dar à minha prima". Já o prémio final, o bilhete para um dos concertos com viagem e estadia paga, também não me inspira. Para já, porque eu não teria disponibilidade financeira nem tempo para a acompanhar, e porque acho que ela ainda é nova para andar a viajar para ver concertos. Se fosse em Lisboa, ainda se fazia um esforço, mas assim, não vale a pena.

Só que a minha filha ficou, realmente, triste. Porque adora a Violetta, adora cantar e dançar, acha que tem talento e queria ser uma das escolhidas, nem que fosse para o seu vídeo ser exibido na televisão.

 

 

No dia seguinte, e com um não quase certo para o primeiro passatempo, liga-me toda animada a dizer que quer participar no The Voice Kids!

O que é que eu faço à minha vida?!

 

Espero que não se lembrem de mais nenhum passatempo ou concurso para crianças porque já percebi que ela vai querer ir a todos!

Conchita Wurst e o Eurofestival da canção

 

 

Há pessoas que nascem mulheres e querem ser homens. Não tenho nada contra.

Também há quem nasça homem e queira ser mulher. Mais uma vez, não tenho nada a apontar.

Se a tecnologia o permite, as pessoas devem fazer aquilo com que se sentem bem.

E depois há estas personagens, como Thomas Neuwirth, actualmente Conchita Wurst, ou como José Castelo Branco, também conhecido nos seus tempos de drag queen como Tatiana Romanova, que não consigo entender a que espécie pertencem, ou em que sexo se pretendem enquadrar.Homem? Mulher? Um terceiro, talvez?! Não é que seja contra. Mas não compreendo.

É que se Thomas Neuwirth não se sente bem como homem, acho bem que se torne mulher. Mas em todos os sentidos. Assim está a meio caminho entre uma coisa e outra. Tal como José Castelo Branco. Uma mulher que se quer sentir verdadeiramente mulher, não deixa crescer a barba para se parecer com aquilo que nunca quis ser.

Mas é óbvio que a diferença, a extravagância e a irreverência geram polémica, e a polémica gera fama!

Nunca se falou tanto de Thomas como agora nestes últimos tempos, na pele de Conchita. E se me perguntarem se foi por isso que se sagrou vencedor(a) deste Eurofestival da Canção, atrevo-me a dizer que sim.

A música não é má, a voz também não. E tendo em conta as restantes canções adversárias, esta estava entre as minhas seis escolhidas. Mas, para mim, havia músicas mais bonitas! 

No entanto, todos sabemos que o festival da canção não avalia propriamente as músicas que se candidatam. Existem muitos outros factores e critérios que não vale a pena estar a nomear, que influenciam ou determinam a canção e o respectivo país vencedor.

Para aqueles que se candidatam, não existem receitas milagrosas. É mais um jogo de apostas. Há quem aposte em temas fortes como a paz, liberdade, planeta e outros, há quem aposte em ritmos alegres, há quem insista nas melodias calmas, há quem invista em coreografias e vestuário arrojados, e há quem invista na extravagância e irreverência.

Depois, é ver para que lado pendem os gostos naquele ano, e as respectivas votações.

Este ano, venceu a mulher barbuda mais famosa da Áustria! Para o ano, logo veremos...

Sobre Justin Bieber e outras "estrelas" cadentes

“Justin Bieber tem estado, nos últimos dias, na ribalta, mas pelos piores motivos.

Detido uma primeira vez, por suspeita de conduzir sob o efeito de substâncias ilegais e circular a alta velocidade, repetiu a experiência, desta vez acusado de agressão contra o motorista da sua limusine, a 30 de dezembro do ano passado.”

 

Este é apenas um dos muitos casos de ascensão galopante de determinadas pessoas ao estatuto de estrelas, seguida de vertiginosa queda.

Para muitas dessas pessoas, a sua vida anterior, enquanto ilustres desconhecidos, enquanto meros e comuns mortais, uma vida perfeitamente normal, dificilmente será recuperada.

Será pura imaturidade?

Será consequência natural do crescimento e desenvolvimento?

Terão os respectivos pais a sua quota-parte de responsabilidade?

Será culpa da pressão exercida pelo meio em que se passam a mover?

Ou um conjunto destes e outros factores?

Sejam quais forem os motivos, parece ficar provado que a fama tem também um lado negro, que nem todos estarão preparados para evitar, ultrapassar ou vencer.

E, quando assim é, depressa se transformam em estrelas cadentes, e sem qualquer brilho.

Splash – o preço da fama

 

 

Por dinheiro e pela fama, há muito pouco que não se faça!

Fechadas numa casa, no meio de intrigas, escândalos, sexo e discussões, transformadas em artistas circenses, militares ou agricultores, ou enviadas para o meio de outros povos, são muitas as pessoas que aceitam os maiores e mais improváveis desafios, que testam até ao limite as suas capacidades e a sua resistência, que se submetem às mais variadas provas e colocam em risco a sua própria vida.

É o caso desta nova aposta da Sic para os famosos.

São vários os acidentes que ocorreram com os concorrentes, em vários países, com lesões a nível da coluna, das articulações, dos tímpanos, sendo o caso mais grave a morte de uma jovem, na China. Em Portugal, a primeira a ficar lesionada foi Rita Andrade, ainda antes de o programa estrear.  

Segundo Rui Samora, ex campeão nacional de saltos para a água, ninguém fica preparado numa semana. Por outro lado, os treinadores contratados para o programa não terão a maior experiência neste tipo de saltos. E alguns especialistas confirmam que há sempre riscos, embora acreditem que a produção não colocará, de todo, em risco os seus participantes.

Certo é que, como diz Júlia Pinheiro “…eles sabem ao que vêm”. E, como é óbvio, cada um sabe de si, é responsável pelos seus actos e terá, provavelmente, consciência dos perigos a que está sujeito.

Mas, ainda assim, pergunto-me se haveria realmente necessidade? Se os meios justificam os fins? E se valerá a pena pagar o preço? 

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