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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Há Bandas...

...e A Banda!

 

 

Quando estamos habituados a alguma coisa da qual gostamos particularmente, é difícil considerar que pode haver melhor.

E, não raras vezes, recusamo-nos a conhecer outra, convencendo-nos de que não valerá a pena, sem sequer dar a mínima hipótese.

Por isso mesmo, e depois de umas belas noites de baile ao som dos Ouriços, não tivémos muita vontade de ir a bailes com outras bandas.

No entanto, neste fim de semana que passou, como a festa era aqui na vila, resolvemos ir. Na sexta, fui com a minha filha. No sábado, com o meu marido.

Duas bandas diferentes, dois estilos diferentes. Não conhecia nenhuma, embora já tivesse ouvido falar de ambas, que alegraram muitas das festas de verão. Quanto à primeira, destaco a voz e a simpatia da vocalista feminina. Já a segunda banda, não convenceu. Dançámos 3 ou 4 músicas e desistimos!

A verdade é que estamos tão habituados ao ritmo e aos sons dos Ouriços, assim como às belas vozes dos vocalistas, que nos faziam dançar durante mais de três horas que, simplesmente, nenhuma outra consegue esse feito, por mais que tente. E é com muita pena minha que tive hoje conhecimento que a vocalista feminina, Lara Veríssimo, vai deixar a banda. Embora algumas pessoas preferissem a banda sem a voz feminina, eu acho que ela era uma mais valia. 

 

Sobre os Ouriços

 

Não é de agora que conheço a banda.

De facto, há já vários anos que eles animam as festas de verão.

Começaram por ser uma banda de ouriços - tudo bons rapazes, mas há cerca de um ano, quando estiveram aqui em Mafra, trouxeram uma mudança - uma voz feminina. Pessoalmente, acho que foi uma mais valia para o grupo. 

Durante esse tempo, cheguei a ir a alguns bailes em que eles actuavam.

No entanto, só agora começámos a segui-los com mais regularidade.

E posso dizer que são pessoas impecáveis, simpáticas, brincalhonas, simples e muito humildes, que nos tratam com muito carinho.

Sempre foi, e continua a ser, uma das bandas mais conhecidas entre nós, com boa música e boas vozes, que nos consegue sempre surpreender em cada espectáculo, e nos proporciona bons momentos de diversão. 

Festas de Santo André

 
O que dizer sobre as Festas de Santo André, realizadas este fim-de-semana na Vila Velha, em Mafra?
Não me lembro de ter visto uma iluminação tão bonita como este ano!
Pela primeira vez, tivemos uma roulotte com algodão doce e farturas, e uma barraquinha de caipirinhas!
Penso que, para as possibilidades financeiras, e tendo em conta o local, esmeraram-se e estão de parabéns.
Na sexta-feira, o conhecido Zé do Pipo, que muitos acreditavam ser mais uma personagem do Marco Horácio (não é), pôs todos a rir. O grupo Turno da Noite, embora desconhecido, revelou-se uma boa aposta.
Já no sábado, a casa esteve mais cheia, muito por conta do Nel Monteiro, e da actuação da já conhecida banda de baile OURIÇOS, da nossa vizinha Ericeira.
Divertimo-nos muito e dançámos até a festa acabar!
Mas nem sempre tudo é bom, e aqui não foi excepção.
Há vários anos que se fazem festas neste recinto e, pela primeira vez, tiveram necessidade de cortar uma ameixieira. Seria realmente necessário cortar uma árvore com tantos anos, em prol de uma festa de 3 dias?
A quermesse também estava muito fraquinha. Não sei qual foi a proveniência dos prémios (peditório porta-a-porta não me parece), mas tinham muito poucos artigos, e que não chamavam muito a atenção para gastar dinheiro em rifas.
Por último, e embora eu já seja conhecida por ter medo de tudo, incluindo fogo-de-artifício, que prefiro ver ao longe e em segurança, desta vez, tive alguma razão para os meus receios.
É que, como o apresentador disse, a segurança foi mesmo mínima! O fogo foi lançado a escassos metros das pessoas e, se a maior parte foi corajosa o suficiente para não sair de onde estava, outras houve que, aos primeiros sinais de fagulhas a cair aos seus pés, ainda bem acesas, se refugiaram na tenda dos jantares, ainda que correndo o risco de alguma lá cair em cima e arder o plástico, ou alguma cana furar a protecção.
Nestes casos, vale mais o bom senso e a prudência, que a coragem. Depois de alguns minutos de pânico, lá terminou o fogo-de-artifício que, embora acredite tenha sido planeado com boa intenção para oferecer um espectáculo bonito, não foi realizado com a segurança que era pedida.
Ainda assim, valeu a pena! Venham mais festas (mas sem fogo)!
 

 

A propósito do Natal

                           Imagens Animadas: Imagens.de Natal

 

A noite de Natal que sempre imaginei foi aquela em que toda a família pudesse estar junta - filhos, marido, mãe, pai, irmão, cunhada e sobrinhos. Com muito amor, alegria, brincadeiras e presentes para as crianças!

Até agora, ainda não tive essa noite, e duvido muito que algum dia a venha a ter. Não é que me dê mal com a minha família, porque até nos damos todos bem, mas porque quando estão uns, não estão outros. Uns não podem, outros não querem, e quando assim é, não há nada a fazer.

Pelo menos vamo-nos vendo e falando ao longo do ano, convivendo quando o tempo e a disponibilidade nos permite. Não deixamos de manter o contacto. Fazemo-lo porque temos esse gosto e essa vontade. Porque, como disse, nos damos todos bem.

Antes assim, do que nos servirmos do Natal como desculpa para reunir todos aqueles familiares com quem raramente falamos, e de quem só nos lembramos por ocasião de festas e funerais!

Pode parecer exagerado, mas não é. A verdade é que muitas vezes esquecemos e somos esquecidos. Depois dá-nos um daqueles "clicks" - é Natal, vamos lá reunir toda a família, nem que seja só neste dia!

É um pouco como as mais diversas campanhas que se começam a despoletar com o aproximar da época natalícia!

Festas de solidariedade, angariação de fundos, apelo aos donativos para uma infinidade de causas sociais...Acho bem que elas existam e são muito bem vindas, concordo, mas fica a sensação que bondade, generosidade, união, amor e outros sentimentos tão nobres, só saem cá para fora porque é Natal. Depois volta-se a guardá-los na gaveta até ao próximo ano.

Por outro lado, as crianças parecem viver essa noite com o único objectivo e a ansiedade de abrir os presentes, na esperança de ver a sua lista de Natal satisfeita. Acho engraçado a facilidade e a rapidez com que rasgam o papel do embrulho, olham para o que de lá saiu, e põem para o lado logo em seguida, dando a vez ao próximo, e assim sucessivamente, até não haver mais presentes. Acabam-se os presentes, acaba-se a euforia - muitas vezes felizes, outras mais tristes porque não eram do seu agrado.

Que venha o próximo Natal!

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